AS 7 MARAVILHAS DO RIO

A campanha das "7 Maravilhas do Rio" totalizou, somente na segunda fase, 420.604 votos. Os eleitos foram: Pão de Açúcar, a Ilha Grande, o Jardim Botânico, a Praia de Copacabana, o Museu Imperial, o Teatro Municipal e o Aterro do Flamengo.

1 - Pão de Açúcar - Marca registrada da Cidade do Rio de Janeiro, o Morro do Pão de Açúcar possui idade superior a 600 milhões de ano e é uma montanha despida de vegetação, em sua quase totalidade. É um bloco único de uma rocha proveniente do granito, que sofreu alteração por pressão e temperatura.

Contudo, na parte de baixo, é circundado por uma vegetação característica do clima tropical, especificamente um resquício de Mata Atlântica com espécies nativas, que em outros pontos da vegetação litorânea brasileira já foram extintas.

Há várias versões históricas a respeito da origem do nome Pão de Açúcar. Segundo o historiador Vieira Fazenda, foram os portugueses que deram esse nome, pois durante o apogeu do cultivo da cana-de-açúcar no Brasil (século XVI e XVII), após a cana ser espremida e o caldo fervido e apurado, os blocos de açúcar eram colocados em uma forma de barro cônica para transportá-lo para a Europa, que era denominada pão de açúcar. A semelhança do penhasco carioca com aquela forma de barro teria originado o nome.
O morro teve, ao correr do tempo, cronologicamente, os seguintes nomes: “Pau-nh-açuquã” da língua Tupi, dado pelos Tamoios, os primitivos habitantes da Baía de Guanabara, significando “morro alto, isolado e pontudo”; “Pot de beurre” dado pelos franceses invasores da primeira leva; “Pão de Sucar” dado pelos primeiros colonizadores portugueses; “Pot de Sucre” dado pelos franceses invasores da segunda leva. Na anterior ortografia da Língua Portuguesa, “Pão de Assucar”, era com ss.

O nome Pão de Açúcar generalizou-se, a partir da segunda metade do século XIX, quando o Rio de Janeiro recebeu as missões artísticas do desenhista e pintor alemão Johann Moritz Rugendas e do artista gráfico francês Jean Baptiste Debret que, em magníficos desenhos e gravuras, exaltaram a beleza do Pão de Açúcar.

Como todo monumento antigo, o Pão de Açúcar também possui suas lendas.
Uma figura com 200 metros de extensão, que se pode observar na montanha do Pão de Açúcar, é semelhante a silhueta de um ancião chamado Guardião da Pedra. Segundo uma versão lendária, esta figura seria São Pedro abraçando a pedra do Pão de Açúcar, que representaria a Igreja. Acima de sua cabeça pode-se observar um solidéu - barrete privativo dos bispos - e Pedro foi considerado o bispo dos bispos. A imagem também ostenta uma longa veste talar usada habitualmente pelos sacerdotes hierárquicos e São Pedro foi o primeiro chefe da Igreja de Cristo. Às 11 horas podemos avistar uma sombra na cavidade da pedra, com cerca de 120m de altura, formando a silhueta de um pássaro pernalta, chamado Íbis do Pão de Açúcar. Na mitologia egípcia há uma imagem da humanidade como um gigante deitado tendo aos pés, acorrentada, a Íbis (Fênix), o pássaro sagrado do Egito.

Como o relevo carioca, visto do oceano, apresenta a silhueta montanhosa de um gigante deitado - onde o queixo é a Pedra da Gávea, o tronco é o Maciço da Tijuca e o pé é o Pão de Açúcar - nasceu a versão de que egípcios teriam estado no Rio de Janeiro, muito antes do nascimento de Cristo, e se inspirado no gigante deitado das montanhas cariocas para conceber a sua imagem mitológica. Nesse caso, teriam sido os antigos egípcios os primeiros turistas vindos ao Brasil.

O Pão de Açúcar, por sua forma de ogiva, pela localização privilegiada, pela presença na história da cidade, pelo original acesso ao seu cume, é um marco natural, histórico e turístico da Cidade do Rio de Janeiro. Marco natural, porque pela própria natureza, o pico do Pão de Açúcar está na entrada da Baía de Guanabara, sendo referência visual para os navegadores que, do mar ou do ar, o procuram por estar localizado na periferia da cidade.

Marco histórico, porque aos seus pés, Estácio de Sá, em 1º de março de 1565, fundou a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Estácio de Sá chegou ao Rio de Janeiro em 28 de fevereiro de 1565 e no dia 1º de março lançou os fundamentos da cidade, entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, por ser local de mais fácil defesa. O local permitia, não só a observação de qualquer movimento de entrada e saída de embarcações da baía, como facultava a visão interna de todos os possíveis invasores.

Marco turístico, porque a inauguração do teleférico do Pão de Açúcar, em 1912, projetou o nome do Brasil no exterior. O teleférico do Pão de Açúcar foi o primeiro instalado no Brasil e o terceiro no mundo, alavancando o desenvolvimento do turismo nacional. Não é à toa que é chamado de a Jóia Turística da Cidade Maravilhosa.

2 - Ilha Grande, Angra dos Reis - A maior ilha da baía de Angra dos Reis tem 193 quilômetros quadrados de pura beleza. A natureza, quase intocada, oferece enseadas, rios, cachoeiras e excelentes pontos para a prática do mergulho.
O astral rústico faz da ilha um contraponto à agitação de Angra dos Reis. Não há automóveis na região e o epicentro é a Vila do Abraão, onde estão concentradas a maioria das pousadas e restaurantes. As melhores maneiras de explorar a Ilha Grande são a pé - há dezenas de trilhas que levam a cenários paradisíacos, como a praia de Lopes Mendes - e de barco, com paradas obrigatórias na Lagoa Azul, tomada de peixes coloridos; e no Saco do Céu, onde ficam os melhores restaurantes de frutos do mar da baía. Há barcos saindo diariamente de Angra e de Mangaratiba.

3 - Jardim Botânico - Aclimatar as especiarias vindas das Índias Orientais: foi com este objetivo que, em 13 de junho de 1808, foi criado o Jardim de Aclimação por D. João, Príncipe Regente na época, e mais tarde, D. João VI. Com a ameaça da invasão das tropas de Napoleão Bonaparte em Portugal, a nobreza portuguesa mudou-se para o Brasil e instalou a sede do governo no Rio de Janeiro. Entre outros benefícios, a cidade ganhou uma Fábrica de Pólvora, construída no antigo Engenho de Cana de Açúcar de Rodrigo de Freitas.

Encantado com a exuberância da natureza do lugar, aí D. João instalou o Jardim, que em 11 de outubro do mesmo ano, passou a Real Horto. Por um erro histórico, acreditava-se que as primeiras plantas tinham sido trazidas do Jardim Gabrielle, de onde vieram muitas plantas, principalmente durante as guerras napoleônicas. Porém o Jardim Gabrielle era nas Guianas e as primeiras plantas que chegaram aqui vieram, na verdade, das ilhas Maurício, do Jardim La Pamplemousse, trazidas por Luiz de Abreu Vieira e Silva, que as ofereceu a D. João. Entre elas, estava a Palma Mater.

Aberto à visitação pública após 1822, o Jardim teve muitos visitantes ilustres: Einstein, a Rainha Elisabeth II, do Reino Unido, e muitos outros.

Vários naturalistas e administradores contribuíram para a trajetória do Jardim Botânico, como: Frei Leandro, Serpa Brandão, Cândido Baptista de Oliveira, Custódio Serrão, Karl Glasl, João Barbosa Rodrigues, Pacheco Leão, Campos Porto, João Geraldo Kuhlmann e o atual presidente Liszt Vieira.

4 - Praia de Copacabana - A praia de Copacabana localiza-se no bairro de mesmo nome, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

Considerada como a praia mais famosa do mundo, e carinhosamente apelidade pela população de Princesinha do Mar, a sua história é um misto de tradição, glamour e glória.

Limitada pela mais carioca das ruas, a Avenida Atlântica, as suas areias são sede de grandiosos eventos como campeonatos mundiais de futebol de areia (esporte criado na própria praia por Júnior, ex-jogador do Clube de Regatas Flamengo e seus amigos), campeonatos mundiais de vôlei, palco de shows que reuniram até 1 milhão de pessoas (como o dos Rolling Stones) e do maior réveillon do planeta com mais de 3 milhões de pessoas.

O desenho em curvas de seu calçadão (padrão Mar largo) é conhecido no mundo todo e dá um charme a mais à praia.

Na década de 1970, foi realizado, pela SURSAN, através de dragas nacionais e holandesas, um grande aterro hidráulico, comandado pelo Eng. Hildebrando de Góes Filho, presidente da CBD - Cia. Brasileira de Dragagens, que ampliou a área de areia da praia e cujos objetivos principais eram: o alargamento das pistas da Av. Atlântica, a passagem do interceptor oceânico, tubulação que transporta todo o esgoto da Zona Sul até o emissário de Ipanema e, ainda, evitar que as ressacas chegassem até a Av. N. Sra. de Copacabana e invadissem as garagens dos prédios da Av. Atlântica. Posteriormente foi construída ainda na orla uma ciclovia e alguns quiosques para atendimento ao público. A praia foi utilizada como sede de alguns eventos nos Jogos Pan-americanos do Rio 2007.

5 - Museu Imperial de Petrópolis - O Museu Imperial fica no centro da cidade de Petrópolis, a 70 km do Rio de Janeiro.

Em 1822, D. Pedro I, viajando em direção à Vila Rica, Minas Gerais, para buscar apoio ao movimento da nossa Independência, encantou-se com a Mata Atlântica e o clima ameno da região serrana. Hospedou-se na Fazenda do Padre Correia e chegou a fazer uma oferta para comprá-la. Diante da recusa da proprietária, D. Pedro resolveu comprar, por 20 contos de réis, a Fazenda do Córrego Seco, pensando em transformá-la um dia no Palácio da Concórdia.

A crise política sucessória em Portugal e a insatisfação interna foram determinantes para o seu regresso à terra natal, onde ele viria a morrer sem voltar ao Brasil.

A Fazenda do Córrego Seco foi deixada como herança para seu filho, D. Pedro II, que nele construiria sua residência favorita de verão. A construção do belo prédio neoclássico, onde funciona atualmente o MUSEU IMPERIAL, teve início em 1845, e foi concluída em 1862.

Para dar início à construção, D. Pedro II assinou um decreto em 16 de março de 1843, criando Petrópolis. Uma grande leva de imigrantes europeus, principalmente alemães, sob o comando do engenheiro Júlio Frederico Koeler, foi incumbida de levantar a cidade, construir o Palácio e colonizar a região.

Com a Proclamação da República, em 1889, a Princesa Isabel alugou o Palácio para o Colégio Notre Dame de Sion. Mais tarde, foi a vez do Colégio São Vicente de Paulo ocupar o prédio. Entre seus alunos, havia um apaixonado por História: Alcindo de Azevedo Sodré. Graças a ele, que sonhava acordado nas noites silenciosas, com a transformação do seu colégio em um Museu Histórico, o presidente Getúlio Vargas criou em 16 de março de 1943, o MUSEU IMPERIAL.

Alcindo de Azevedo Sodré foi o primeiro dos cinco diretores que passaram pelo MUSEU IMPERIAL. Atualmente, encontra-se à frente da instituição, desde 1990, a museóloga Maria de Lourdes Parreiras Horta.

6 - Teatro Municipal - O Theatro Municipal do Rio de Janeiro localiza-se na Cinelândia (Praça Marechal Floriano), no centro da cidade do Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

Construído em princípios do século XX, é um dos mais belos e importantes teatros do país. A sua construção representou um dos símbolos do projeto republicano para a então capital do Brasil. À época, o então prefeito Pereira Passos promoveu uma grande modernização do centro da cidade, abrindo-se, a partir de 1903, a Avenida Central (hoje Av. Rio Branco) moldada à imagem dos boulevardes parisienses e ladeada por magníficos exemplares de arquitetura eclética.

Nesse contexto realizou-se um concurso para a construção de um novo teatro, do qual saiu vitorioso o projeto de Francisco de Oliveira Passos (filho do prefeito), que contou com a colaboração do francês Albert Guilbert, com um desenho inspirado na Ópera de Paris, de Charles Garnier.

O edifício foi construído entre 1905 e 1909 sobre um alicerce de mil e seiscentas estacas de madeira, fincadas no lençol freático.

No teatro, atualmente, são apresentados majoritariamente programas de dança e de música erudita. Em seus primórdios nele se apresentavam apenas companhias e orquestras estrangeiras - especialmente as italianas e francesas - até que, em 1931, foi criada a Orquestra Sinfônica Municipal do Rio de Janeiro. Entre as personalidades ilustres que lá se apresentaram estão: Arturo Toscanini, Sarah Bernhardt, Bidu Sayão, Eliane Coelho, Heitor Villa-Lobos, Igor Stravinsky, Paul Hindemith, Alexander Brailowsky entre outras. Hoje a casa abriga a Orquestra Petrobras e a Orquestra Sinfônica Brasileira.

O interior do teatro é tão luxuoso quanto as fachadas, com esculturas de Henrique Bernardelli e pinturas de Rodolfo Amoedo e Eliseu Visconti, este último responsável pelo majestoso Pano de Boca, pelo "Plafond" (teto sobre a platéia) e pelas decorações do teto do "foyer". O restaurante Assirius, no subsolo do teatro, tem a particularidade de ter uma decoração em estilo assírio.

7 - Aterro do Flamengo - O Parque do Flamengo, oficialmente chamado Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, conhecido popularmente como Aterro do Flamengo ou simplesmente O Aterro, é um complexo de lazer no Rio de Janeiro, Brasil, construído sobre aterros sucessivos ao longo da Baía de Guanabara.

O parque se estende do Aeroporto Santos-Dumont, no centro da cidade, ao início da Praia de Botafogo, na zona sul, tendo sua maior parte ao longo da Praia do Flamengo. Entre os elementos do complexo se destacam o Museu de Arte Moderna, o Monumento aos Pracinhas, a Marina da Glória, o Monumento a Estácio de Sá, uma via expressa, áreas para prática de esportes, um restaurante e uma faixa de areia na Praia do Flamengo.

Em sua configuração atual, o parque foi inaugurado em 1965, com 1.200.000 metros quadrados.

No trecho hoje ocupado pelo Parque do Flamengo, a orla original apresentava uma conformação recortada, com pequenas enseadas aqui e ali, como a Praia do Russel (na altura do atual Hotel Glória), ou o Saco do Alferes.

As primeiras obras de aterramento da região remontam ao início do século 20, quando foram construídas a Avenida Beira-Mar, a Praça Paris e a avenida da Praia do Flamengo. O desmonte gradual do Morro do Castelo forneceu material para novos aterros na região central, como o do Aeroporto Santos-Dumont.

Na década de 1950, com as rochas do desmonte do Morro de Santo Antônio, deram início à construção de um enrocamento, que começava na Ponta do Calabouço e a região da Glória e seguia numa faixa estreita mar adentro até curva do Morro da Viúva formando uma laguna que finalmente foi aterrada. O aterro (assim chamado) foi usado nos eventos do Congresso Eucarístico Internacional. Mais tarde a área foi ocupada pelo Museu de Arte Moderna (1958) e pelo Monumento aos Pracinhas (1960).

Anos depois, foi executada a parte principal do aterro. O entulho retirado do morro foi sendo despejado no mar, formando, desde o pontal do Calabouço até o Morro da Viúva, uma comprida restinga de pedras dispostas de modo a formar uma laguna e a faixa de areia da praia do Flamengo, que a seguir foi aterrada. O plano original previa a construção de pistas expressas entre o Centro e a zona sul da cidade.

Porém, a idéia de se criar um grande parque na área, junto às pistas de rolamento, é atribuída à poetisa Carlota de Macedo Soares, amiga do governador do Estado da Guanabara Carlos Lacerda.

Com projeto paisagístico de Roberto Burle Marx, o novo parque foi destinado a atividades esportivas, recebendo quadras de futebol, tênis, vôlei, basquete e pistas de aeromodelismo; destacam-se os campos de pelada, no trecho inicial da Praia do Flamengo, criados por iniciativa de Raphael de Almeida Magalhães, outro colaborador de Lacerda.

O projeto do Parque do Flamengo incorporou a Praça Cuauhtémoc e os entornos do Monumento aos Pracinhas e do Museu de Arte Moderna; foi seguido no Trevo Edson Luís e na Marina da Glória (inaugurada em 1982) e parcialmente na Praia de Botafogo. Também foram construídos no Parque do Flamengo o Museu Carmen Miranda e o restaurante Rio's, atualmente uma churrascaria.

Nos anos 70, o parque foi batizado com o nome do brigadeiro Eduardo Gomes, herói de guerra e político brasileiro.

Em 1989, nas comemorações do bicentenário da Revolução Francesa, foi erguida no parque uma réplica temporária da Torre Eiffel, considerada a maior já construída em todo o mundo e que serviu de palco para concertos e apresentações de balé.

Em 1992, o Aterro foi a sede do Fórum Global, seção de exposições e debates da Eco-92.

A característica mais marcante do Parque do Flamengo é a diversidade de sua flora, formada principalmente por espécies nativas selecionadas por Burle Marx. A riqueza vegetal atrai muitas aves.

Para o acesso de pedestres, foram construídas passarelas com curvaturas suaves sobre as pistas expressas, alternadas com passagens subterrâneas sob viadutos. As avenidas internas que cortam o parque são fechadas ao tráfego nos domingos e feriados, das 7h às 18h, o que permite seu uso freqüente em competições de ciclismo, corridas a pé e caminhadas.

O local também é usado ocasionalmente para shows de grande público. Diante da oposição dos vizinhos, que temem a incapacidade dos transportes e a depredação do Parque, esses eventos têm se tornado menos freqüentes.

Fonte: Wikipédia e outros sites

Webdesigner: Lika Dutra

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