MEIO
AMBIENTE
| POR FAVOR, NO LIXO NÃO
No auge dos meus 9 anos, as pilhas eram minha garantia de diversão nas tardes pós-colégio. Meus carrinhos de controle remoto - pelo menos aqueles que sobreviviam às minhas chaves de fenda - eram campeões de consumo de pilhas e baterias. Lembro até hoje do meu xodó: uma pick-up Colossus da Estrela. Para garantir a diversão eram necessárias cinco pilhas grandes para o carrinho, duas pilhas pequenas para alimentar os faróis e mais seis pilhas pequenas para o controle remoto. Para a minha tristeza, as treze pilhas não duravam muito. A tração 4×4 do Colussus consumia mais do que “Opalão” 6 cilindros! Depois de dessecá-las, ainda tinha a esperança de uma sobrevida colocando as pilhas dentro do congelador. Mas o resultado nunca foi muito animador. Depois de dois dias na geladeira, o máximo que conseguia era alguns poucos segundos de diversão adicional. Acabada qualquer esperança de que as pilhas pudessem fazer o motor do Colossus “roncar”, o destino final das pilhas era o mais cruel de todos: a lata do lixo. Nessa época do divertidíssimo carrinho de controle remoto, não tinha consciência de que uma única pilha pequena pudesse contaminar cerca de 20 mil litros de água! Também não sabia que para ser dizimada na natureza, uma pilha levava de 100 a 500 anos! Hoje, já não sou mais um devorador de pilhas como antigamente. E, além de reciclar o lixo de casa, as poucas pilhas que utilizo não vão mais parar na lata do lixo. Há uns bons anos, seja em casa ou aqui na redação, vou juntando as minhas pilhas e a de colegas e depois as encaminho para um dos postos de coleta do Programa Papa-Pilhas. Criado pelo Banco Real em dezembro de 2006, o Papa-Pilhas é um belo exemplo de iniciativa privada em prol do meio ambiente. Com mais de 2 mil postos de coletas no território nacional, só em 2009, o Programa evitou que 155,5 toneladas de pilhas, baterias e recarregadores de celulares fossem parar no lixo. Apesar de o Programa crescer a cada ano - em 2009, a quantidade de material coletado foi 22% maior do que em 2008 -, a quantidade de pilhas resgatadas pelo Papa-Pilhas não faz nem “cócegas” no montante de pilhas que é consumido no País. Segundo dados da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), cerca de 1,2 bilhão de pilhas comuns e alcalinas são comercializadas anualmente no Brasil. Depois do Papa-Pilhas, uma serie de outros programas começaram a surgir ao redor do País. Com 2 toneladas recolhidas em 2009, o programa Cata-Pilha, implantado pelos Correios, no Estado de Minas Gerais, é outro exemplo. Hoje, são cerca de 200 agências dos Correios com coletores. A Porto Seguro é outra empresa que vem investindo em campanhas de cunho socioambiental. Ao todo, na cidade de São Paulo, são 36 oficinas credenciadas onde você pode descartar suas pilhas e baterias para que possam ser encaminhadas para reciclagem. Já no caso das baterias e aparelhos celulares antigos, outra opção são as centenas de lojas das operadoras de telefonia móvel que atuam no Brasil. Para alegria dos consumidores conscientes e do meio ambiente, uma mudança significativa nesse universo das pilhas deve acontecer até o final de 2010. Segundo a resolução nº 401 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) - uma atualização da resolução nº257 de 1999 -, fabricantes e importadores de pilhas e baterias serão responsáveis pela reciclagem ou descarte definitivo das pilhas e baterias. De acordo com a nova resolução, até novembro de 2010, os locais de venda terão que oferecer postos de coleta para receber o material descartado. Exemplo gringo Nos EUA e Canadá, o Call2Recycle (www.call2recycle.org) é um bom exemplo de sucesso quando o assunto é reciclagem de pilhas. Criado em 1996, o Programa conta com a parceria de mais de 350 fabricantes e lojas e já soma mais de 30 mil coletores de pilhas espalhados pela América do Norte. Desde a sua criação, o Programa já recolheu e reciclou 27,7 mil toneladas de pilhas recarregáveis. Só em 2008, foram 3,1 mil toneladas. Com campanhas educativas veiculadas na TV e em diversas outras mídias, o Call2Recycle vem conquistando adeptos a cada ano. De acordo com a entidade, em 2007, apenas 8% dos norte-americanos reciclavam suas pilhas. Já em 2009, o número saltou para 37%. E, desse total, 91% disseram que o fazem por acreditarem que essa prática trará impactos positivos para o futuro de suas crianças. Por mais ineficiente que sejam as leis e as iniciativas de coleta e reciclagem no Brasil, evitar que as pilhas acabem indo parar nos aterros sanitários deveria ser obrigação de todos: consumidores, fabricantes, comerciantes e governo. Seja da mais boazinha até a mais perversa, pilhas comuns, alcalinas, de mercúrio, lítio ou níquel-cádmio não deveriam e não devem nunca ser jogadas no lixo comum. Com poucas iniciativas de âmbito nacional como o Papa-Pilhas e a total carência de campanhas educativas, as pilhas continuam tendo o destino mais cruel de todos. As pilhas que garantem a diversão de hoje serão o pesadelo do amanhã. O grito de socorro do nosso majestoso planeta azul está com os decibéis nas alturas! *Marco Clivati é Engenheiro Eletrônico |
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ENCHE FÁCIL
UTILIDADES: Lista de utilidades: Cereais, geléias, mel, melado, banha, líquidos, ração, pregos, parafusos, azeite saturado, etc... Obs.: para facilitar a passagem de mel, geléia, melado, banha é aconselhável utilizar um canudinho para a saída do ar. |
PROJETO INDIANO DE ENERGIA EÓLICA Fernanda B. Muller, CarbonoBrasil
Cerca de 85 mil Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) devem ser geradas anualmente com o projeto chamado Khandke, que é o maior entre os 50 projetos eólicos registrados sob o MDL nos últimos dois anos. Em outro anúncio esta semana, a empresa japonesa Kansai Electric Power Co confirmou a compra de 500 mil toneladas em RCEs até o final de 2012 provenientes de dois projetos de hidroelétricas no norte do Vietnam. Já a Camco International, uma das maiores empresas de desenvolvimento de projetos de MDL, declarou que teve 4,3 milhões de RCEs expedidas na primeira metade de 2010, quase o dobro em comparação com as 2,3 milhões de toneladas na segunda metade de 2009. "Mudanças no procedimento de expedição e registro no Comitê Executivo das Nações Unidas devem melhorar o período de entrega a longo prazo, porém, a curto prazo os desenvolvedores estão experimentando atrasos com a implementação das mudanças, o que pode impactar nas projeções totais de expedição", concluiu a empresa. (CarbonoBrasil) |
CASAS ECOLOGICAMENTE CORRETAS
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PROGRAMA MINHA GARRAFA, MINHA CASA
SABE
AQUELA GARRAFA PET?! POIS É!
Resolver impasses ambientais como os causados por produtos como este. O polietileno tereftalato -resina termoplástica que compõe o pet- pode ser reciclado e empregado em diferentes funções, como, por exemplo, a fabricação de cadeiras, tijolos, blocos, tapetes, linhas, cordas, vassouras, escovas de dente e até travesseiros. Sempre que uma nova utilidade é encontrada para o pet, o meio ambiente agradece, afinal o mundo produz em torno de 7 milhões de toneladas ao ano desse plástico cuja expectativa é de 400 anos para se degradar em aterros sanitários. Muitas também são as tentativas de utilização do material na construção civil e até hoje não tinha visto uma aplicação tão bem sucedida como esta casa das fotos, totalmente construída com garrafas Pet, terra, areia e um pouco de cimento.
Quanto
custa construir uma casa com garrafas PET em relação
à construção convencional? Que
tipo de garrafas podem ser usadas? Como
construímos as colunas e qual a proporção Como
se amarram as garrafas em uma parede? Qual
a proporção da mistura das paredes? A
mistura pode ser ainda a mesma usada para fazer as Como
as garrafas são preenchidas? uanto mais seco é
o material, mas fácil se enchem as Fonte: www.mdig.com.br |
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CASA PET A Casa PET é a possibilidade concreta de gerar casas pré-fabricadas através da reciclagem de garrafas plásticas. As paredes da casa são formadas por painéis modulares que incorporam as garrafas plásticas no seu interior, melhorando o desempenho térmico, diminuindo o seu peso e conferindo maior espessura da parede e rigidez ao conjunto. Utiliza garrafas vazias, cujo material é abundante e de grande durabilidade, estimula a coleta seletiva e diminui a sua presença em lixões e aterros sanitários, fator problemático nas grandes cidades.O objetivo é apresentar o desenvolvimento da tecnologia de fabricação de painéis com garrafas de Polímero Termoplástico (PET) recicladas. As paredes da casa são formadas por painéis modulares, que incorporam as garrafas plásticas no seu interior, melhorando o desempenho térmico, diminuindo seu peso, conferindo maior espessura da parede e rigidez ao conjunto. Este processo utiliza as garrafas plásticas vazias, cujo material é abundante e de grande durabilidade, atuando como elemento estimulador para a coleta seletiva, contribuindo para reduzir sua presença em lixões e aterros sanitários e, desta forma, diminuindo o impacto ambiental nas grandes cidades.
O projeto busca proporcionar flexibilidade compositiva à casa, de modo que seja possível sua montagem com elementos pré-fabricados e também permitindo sua ampliação futura, sem necessidade de desocupação da casa. Para a fabricação do painel parede com garrafas plásticasé necessária a combinação de unidades de garrafa, para obter o formato e as dimensões finais projetadas. A fabricação do molde pode ser executada com diversos materiais e a classificação, corte, limpeza e preparo das garrafas plásticas podem ser realizados por uma pessoa devidamente treinada.
Fig. 3 - Colocação de tubos e eletrodutos Fig. 4 - Possibilidade de execução de painel curvo A fabricação dos painéis de paredes portantes é feita em moldes de madeira, fibra de vidro ou chapa de aço, dependendo da escala de produção. Os painéis são formados por colunas verticais com garrafas PET, cortadas e encaixadas, reforçadas com treliça de aço plana em seu perímetro e revestidas nas duas faces com argamassa de cimento e areia. A cobertura também pode ser fabricada com painéis planos ou curvos, executados com o mesmo sistema construtivo. Neste trabalho buscou-se a racionalização do projeto de habitação térrea para a construção de um protótipo embrião de 39m², tendo dois dormitórios e com possibilidade de ampliações utilizando o mesmo sistema construtivo sem a retirada dos moradores. Para a caracterização da resistência e comportamento em serviço do sistema, foram fabricados seis painéis com garrafas plásticas. Os ensaios foram realizados no Laboratório de Estruturas do Departamento de Engenharia Civil da UFSC, sendo eles: enasios de impacto de corpo duro e corpo mole, e ensaios de ruptura à compressão dos painéis em posição vertical.
Os resultados demonstraram uma adequação do sistema construtivo para a construção de uma edificação térrea em função de sua capacidade portante e da resistência satisfatória do impacto de corpo mole. Fonte:
Laboratório de Sistemas Construtivos - |
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