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Reunião com funcionários da Comlurb, onde o prefeito aparece pedindo votos para o filho e outros políticos, motivou novo pedido

A oposição protocolou, nesta terça-feira, na Câmara de Vereadores do Rio, um novo requerimento de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella, conforme antecipado pela colunista Berenice Seara. O pedido foi impulsionado por mais uma denúncia publicada pelo GLOBO contra o mandatário, que, num vídeo, durante uma reunião com funcionários da Comlurb, realizada na última quinta-feira, aparece pedindo votos para o filho e outros políticos na quadra da Estácio de Sá, na Região Central da cidade. Será a segunda vez que o Legislativo decidirá se abre a investigação que poderia resultar no afastamento de Crivella.

Nesta semana, o prefeito do Rio virou réu num processo por improbidade administrativa após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público no caso que ficou conhecido como "fala com a Márcia". Agora, ele é acusado de usar a máquina pública para fazer campanha eleitoral para o filho, que disputa uma vaga no Congresso Nacional.

No entanto, a tramitação do processo de impeachment, ao longo do mês de setembro, deverá enfrentar dificuldades. Mais de 20 vereadores, inclusive que fazem oposição a Crivella, são candidatos nas eleições de outubro a cargos que vão de governador (Tarcísio Motta, PSOL), vice-governador (Cláudio Castro, PSC), senador (Cesar Maia do Democratas e Flávio Bolsonaro do PSL) além dos que tentam vagas para deputado federal e estadual. É o caso da própria Teresa Bergher (PSDB ) que tenta uma vaga na Câmara de Deputados. Boa parte das sessões realizadas ao longo de agosto e setembro tem caído por falta de quórum. Além disso, mesmo que a base não esteja plenamente articulada é pouco provável que a oposição obtenha o apoio de 34 vereadores para iniciar qualquer processo de impeachment ainda este ano.

De qualquer forma, mesmo que este processo tenha início, não estaria descartada a híopótese de que Crivella respondesse permanecendo no cargo. No episódio envolvendo a reunião no Palácio da Cidade, a maioria dos vereadores decidiu seguir orientação de parecer da procuradoria da Câmara do Rio na qual entendia que se o processo fosse aprovado, ele deveria responder sem deixar a prefeitura.

PEDIDO DE CPI TAMBÉM FOI PROTOCOLADO

Além do pedido, os vereadores protocolaram, também, uma CPI para investigar Crivella. De acordo com a vereadora Teresa Bercher (PSDB), trata-se de um caminho mais fácil para a oposição. Dezessete vereadores assinaram o documento.

— Para abrir o processo de impeachment precisaremos de 26 votos, o que é muito difícil. A CPI é uma alternativa, pois são necessárias apenas 16 assinaturas para que o prefeito seja investigado — afirmou.

Autor(a): Pablo Jacob
Fonte: Agência O Globo
Colaborador(a): Marcelo Diniz

 

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