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Túlio e Valentina - Reprodução

Túlio contou sua história na TV, no programa ‘Encontro com Fátima Bernardes’

Rio - Valentina, 5 anos, nasceu com hemimelia fibular que causou uma má formação congênita na parte inferior de sua perna direita. Ela teve que amputar quando tinha apenas um ano e dois meses e alguns meses depois já estava usando uma prótese. Seu pai, para homenagear a filha, resolveu fazer uma tatuagem do ‘Homem de Ferro’ na mesma perna, simulando uma prótese.

Uma menina sorridente, espera, linda e tagarela. Essa é Valentina, que foi hoje (08), no programa ‘Encontro com Fátima Bernardes’, na Rede Globo. Ela e o seu pai, Túlio, um comerciante do interior do Rio de Janeiro, foram convidados especiais falando da rotina diária da menina e como foi que tudo aconteceu.

Segundo Túlio, o primeiro ano de adaptação foi difícil para ele e para esposa, mas a pequena Valentina tirou de letra. Logo estava correndo pela casa e aproveitando cada minuto de sua vida. O ‘levar uma vida normal’, ajudou toda família a passar pelos momentos mais difíceis e fez com que a menina vivesse de forma natural.

Período de internação

O procedimento, realizado no Hospital Estadual da Criança (HEC) pelo médico Daniel Furst, utilizou a tecnologia “symes”, que consiste em um módulo de pé de carbono conectado ao calcanhar tendo um grafismo como tema. Segundo o médico do HEC, Daniel Furst, a evolução da paciente Valentina foi excelente.

“Quanto mais jovem é feita a prótese na criança, melhor a adaptação." Ainda de acordo com o especialista, Valentina não tem praticamente nenhuma limitação, bastando ajustes no tamanho que ainda são feito conforme Valentina cresce.

Durante a gestação não foi identificado o problema de Valentina, somente no parto os médicos puderam ver e diagnosticar o que estava acontecendo. O pai relata que foi tudo muito assustador no começo, mas que depois, a própria menina os ajudaram a tornar tudo mais fácil.

Valentina, que gosta de brincar, pular e andar de bicicleta, se adaptou facilmente a tudo o que aconteceu com ela. Por ter nascido com a má formação, foi mais fácil lidar com as dificuldades do dia a dia. Segundo a neuropsicóloga Adriana Foz convidada, a conversa com os filhos facilita com que eles passem por esses momentos mais complicados.

Disse que a empatia do pai ao tatuar uma falsa prótese na perna também ajuda a menina a se identificar com o mundo exterior e tornar tudo aquilo, que poderia ser muito mais difícil, em uma coisa mais fácil de lidar. Tratar com naturalidade ajuda as crianças ultrapassarem barreiras e lidarem com as dificuldades da vida.
Desde sua segunda prótese, Valentina usa grafismos para decorar. Segunda ela mesma já teve várias estampas diferentes, como ‘Hello Kitty’, ‘Garfield’ e agora as meninas do ‘Monster High’.

A mensagem passada por esse pai, além do amor incondicional pela filha, é de tolerância e aceitação. Isso ajuda não só a pequena Valentina a conviver com os problemas do dia a dia, como auxilia a todos a sua volta a conviverem mais facilmente com as necessidades dela.
"Desde 2018, estudo uma imagem que fosse mais próxima à prótese da minha filha e, em maio de 2019, realizei a tatuagem. Não fazia sentido dar um valor maior para a deficiência da filha. Quero que ela entenda o que eu estava fazendo. A arte sobrepujou um problema congênito e, agora, estou contando uma nova história em parceria com minha menina por meio da minha própria pele", disse o pai.

Fonte: Jornal O Dia
Colaborador(a): Sandra Regina da Silva

 

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