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REDE DE PIZZARIAS CONTRATA 10 DE FUNCIONÁRIOS IDOSOS
publicado em: 14/09/2017 por: Lou Micaldas

Uma rede pizzarias está dando exemplo e valorizando a mão de obra idosa.

Nos restaurantes da Pizza Hut, em São Paulo, 10% dos funcionários têm mais de 60 anos.

Pouca gente sabe, mas a empresa faz isso há pelo menos 13 anos pelo Programa Atividade, que pretende reinserir idosos no mercado de trabalho.

 Só a loja do Shopping Eldorado tem cinco profissionais com mais de 60 anos.

Os contratados recebem treinamento especial e podem atuar em persos cargos em um restaurante, como ser hostess – fazer atendimento – e trabalhar no caixa ou cozinha.

A carga horária e o tipo de trabalho também são adequados de acordo com o perfil profissional do idoso.

Eles recebem benefícios, como vale-transporte e plano de saúde são os mesmos de funcionários de outras faixas etárias.

“Para nós é ótimo ter pessoas tão experientes e vividas no nosso quadro de pessoal”, conta a diretora de operações da Pizza Hut de São Paulo, Flavia Leme.

“Os mais jovens aprendem muito com eles, e os têm como avós, pessoas que respeitam e escutam muito.”

A iniciativa promove uma troca de experiências e um ambiente de trabalho mais persificado.

Autoestima

“Nós da terceira idade não temos tantas opções e não dá pra ficar em casa. Você vai perdendo a autoestima, é horrível”, contou Mut Fujimori, que tem 67 anos e há quatro trabalha na Pizza Hut como hostess.

Ela diz que ficar parada não faz bem.

“[Ficar em casa] não é saudável nem fisicamente, nem mentalmente, nem financeiramente, né?”

Mut é uma das idosas que trabalham na unidade do Shopping Eldorado, em São Paulo. Ela diz que gosta do que faz hoje.

“Fui contratada pra ser hostess, atender os clientes na mesa, mas faço um pouquinho de tudo. Se alguém falta, a gente ajuda as colegas e acaba fazendo um pouquinho de tudo”, disse Fujimori, moradora da Vila Leopoldina.

Bem humorada, ativa e disposta ela conta que decidiu voltar ao mercado após se porciar do marido, com quem foi casada por 19 anos.

Depois de passar oito anos trabalhando no Japão, país onde seus pais nasceram, Fujimori voltou ao Brasil e pidia seu tempo entre alguns empregos e ajudar a família. Após o casamento de seu segundo filho, ela decidiu voltar à ativa de vez.

“Queria voltar ao mercado e e achei a vaga na internet, colocando no Google. Procurei assim: ‘vagas para terceira idade’. Fiz o cadastro e me chamaram”, explicou.

O trabalho dela, além de ajudar nas contas, também é um jeito de esvaziar a mente, fazer amizades e continuar levando uma vida saudável.

“Em casa, você fica criando minhocas na cabeça e até doença começa a cavar. Uma dorzinha ali, outra aqui, e não sai do consultório”, revelou. “[Trabalhar é] uma forma de estar em contato com novas gerações.”

 

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