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CRIANÇA ESPECIAL
publicado em: 10/02/2017 por: Lou Micaldas

 

 


Em um jantar beneficente em uma escola de uma cidade dos EUA, o pai de uma criança, com necessidades especiais, fez um discurso que nunca mais seria esquecido. Depois de elogiar a escola, perguntou ele: "Onde esta a perfeição em meu filho Pedro, se tudo o que Deus faz é feito com perfeição? Meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não pode se lembrar de fatos e números como as outras crianças. Então onde está a perfeição de Deus?".

Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai. Mas ele continuou: "Acredito que quando Deus traz a criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança".

Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Pedro: "Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que o conheciam, estavam jogando beisebol. Pedro perguntou-me se os meninos deixariam que ele jogasse.

Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria no time. Mas entendi que se Pedro pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação. Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei se o Pedro poderia jogar. O menino disse:

- Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está na oitava. Acho que ele pode entrar em nosso time e tentaremos colocá-lo para bater até a nona rodada.

Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino. Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar.

No final da oitava rodada Pedro foi escalado para continuar. Um questionamento, porém, veio a minha mente: o time deixaria Pedro, de fato, rebater nesta circunstância e jogar fora a chance de ganhar o jogo?

Surpreendentemente, foi dado o bastão a Pedro. Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão. Porém, quando Pedro tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater.

Foi feito o primeiro arremesso e Pedro balançou desajeitadamente e o perdeu. Um dos companheiros do time de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador. O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro. Quando veio o lance, Pedro e seu companheiro de time balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola.

O lançador apanhou a bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base; Pedro estaria fora e o jogo teria terminado.

Ao invés disso o lançador pegou a bola e lançou-a em uma curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem base. Então começaram a gritar:

-Pedro, corra para a primeira base, corra para a primeira.

Nunca em sua vida ele tinha corrido, mas saiu em disparada para a linha de base, com os olhos arregalados e assustados. Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve posse da bola. Ele também poderia ter lançado a bola para o segundo homem da base, mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador; assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base. Todo mundo gritou:

- Corra para a segunda, corra para a segunda base.

Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal. Quando Pedro alcançou a segunda base, o jogador do outro time colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram:

- Pedro, corra para a terceira.

Quando Pedro contornou a terceira base, os meninos de ambos os times correram atrás dele gritando:

- Corra para a base principal.

Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganhado o jogo para o time dele.

Naquele dia, disse o pai com lágrimas caindo sobre a face, aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus. Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho".

Autoria: 
Autor desconhecido. Colaboração de Renata Souza

Colaborador(a): diversos leitores do site

 

 

 

 

 

 


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