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INFORMAÇÃO / ARTIGOS

HOMENAGEM AOS 50 ANOS DA ACADEMIA NACIONAL DE MÚSICA
publicado em: 24/07/2017 por: Lou Micaldas

Senhora Presidente
Componentes da Mesa
Autoridades presentes
Acadêmicos
Senhoras e senhores

Agradeço sensibilizada a indicação de meu nome para falar nessa celebração histórica.
Confesso que desde que fui convidada passei por alguns momentos intranquilos, pensando nessa missão quase impossível: resumir a trajetória da Academia Nacional de Música nesses 50 anos, em apenas 10 minutos.

Há que se ter coragem!

Início falando sobre esta Escola de Música, hoje com 169 anos de existência, por onde passaram nomes consagrados da música nacional.

Muitos de nós, Acadêmicos, fomos alunos e depois professores daqui. Com muito orgulho e honra.
Porque me refiro à Escola de Música?

A história da Academia se funde com a história desta casa.

Foi criada aqui por iniciativa da inesquecível Maestrina Joanídia Sodré, mulher gaúcha de excepcional personalidade. Diretora por 21 anos (de 1946 até 1967) tendo sido eleita por 6 vezes.

Foi a primeira mulher Reitora – Substituta. E a ela devemos as transformações de Escola Nacional de Música, para Escola de Música da Universidade do Brasil, e hoje, Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro .

Logo após deixar a Direção, cria em 23 de fevereiro de 1967, a Academia Nacional de Música. Como primeira Presidente homenageia os Professores Titulares falecidos, como Patronos das Cadeiras que ocupamos.
Volto no tempo...
Há 50 anos atrás...
1967...

O Brasil governado pelo General Costa e Silva, a cidade do Rio de Janeiro constituía o Estado da Guanabara, governada por Negrão de Lima.

As obras do metrô eram iniciadas, e através do plano Lúcio Costa, expansão para a Barra da Tijuca. E a marchinha Cidade Maravilhosa se tornaria o hino oficial da cidade do Rio de Janeiro.

Assim era o cenário em 1967, rapidamente apresentado.

A sensação que tenho hoje aqui, 50 anos depois, é de estar prestando contas publicamente de tudo o que fizemos ao longo desses anos.

E sobre o que falar?
Das inúmeras atividades realizadas?
Dos concursos? Dos seminários Festivais? Congressos? Homenagens? Publicações?
Concertos? Das oportunidades que demos aos jovens talentosos? Das dificuldades que enfrentamos?
Mas como as fotos falam mais que as palavras, através da singela exposição que preparamos, todos terão oportunidade de ver um pouco de nosso trabalho.

Optei então por um caminho simples, deixando o coração dominar.
Preferi ressaltar a GRATIDÃO, que é “a memória do coração“.
Sem mencionar nenhum nome, apenas o da Maestrina Joanídia Sodré, na pessoa de quem rendo minha homenagem a todos os Professores que ocuparam as 15 presidências e suas respectivas diretorias, doando grande parte do tempo de suas vidas à Academia.

Com personalidades diferentes, enfrentaram problemas circunstanciais de cada momento específico. Conduziram com retidão de caráter, ética, dignidade, respeito, amor e dedicação.

Só temos uma palavra a proferir:
OBRIGADA, MUITO OBRIGADA.

O exemplo deixado pelos Mestres que por aqui passaram, nos impulsiona para continuar, unidos por um ideal.

E me lembro de um pensamento de Oswaldo Aranha, que diz:

“O ideal
É o lume que rompe as trevas,
Que norteia a rota,
que salva o navegante,
que anima o herói.
que dignifica a existência,
que ilumina as ideais,
dando vida às criaturas,
e sobrevivência aos povos“.
Dar continuidade...seguindo seus valores...
É a nossa meta.
Creio que estamos cumprindo nosso objetivo.
Difundindo a música e tomando parte no cenário cultural nacional.
Uma reunião como essa , nos traz não só alegrias...
Mas também muitas saudades...
São inúmeras lembranças...

Uma reunião como essa, nos traz um sentimento de solidariedade pela triste, vergonhosa, e humilhante situação porque passam nosso colegas e amigos artistas da cidade do Rio de Janeiro!

De mãos dadas, choramos com eles!

Esta situação me faz recordar do discurso de Rui Barbosa, proferido em 1914, no Senado Federal.
Finalizando ele diz:

“De tanto triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”

Mas..., apesar de tudo,
Sigamos olhando para frente.
Com energia.
Com fé.
Com entusiasmo.
E com esperança no futuro.
À caminho do Centenário!
Que Deus nos ajude .
Obrigada
Maria Regina de Andrade Corrêa da Camara. 06/07/2017

Autor(a): Maria Regina de Andrade Corrêa da Camara

 

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