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O IMPASSE DO PAÍS – MAIO DE 2018
publicado em: 01/06/2018 por: Lou Micaldas

Há anos que os problemas vão sendo acumulados, com decisões erradas, influenciadas, muitas vezes, por ideologias inadequadas e com total falta de patriotismo de nossos governantes que, por privilegiarem seus interesses pessoais ou partidários, vem deteriorando a economia e concedendo vantagens absurdas e mesmo indecentes a várias categorias de políticos e de funcionários públicos.

A necessidade dos políticos em empregarem seus asseclas, seus correligionários e seu curral eleitoral faz com que se criem postos desnecessários e cargos em comissão, de forma abusiva e absurda.

O populismo dos governos socialistas, sejam aqueles extremados que desejavam e desejam transformar o País em uma Venezuela ou em Cuba, seja os mais de centro esquerda que nada fizeram para direcionar o Brasil para uma verdadeira economia de mercado, todos têm contribuído para a atual situação de extrema gravidade. O Brasil tem hoje uma das maiores, se não a maior carga tributária do Planeta, sem qualquer contrapartida em quantidade e muito menos em qualidade de serviços públicos essenciais.

Chegamos a um ponto onde os serviços de Saúde; de Educação; de Infraestrutura e de Segurança se encontram próximos à inexistência.

O Executivo vem, paulatinamente, perdendo qualquer possibilidade de controle do País, o que significa desgoverno e falta de autoridade; a Justiça, capitaneada pelo Supremo Tribunal Federal, perdeu totalmente a credibilidade e se mostra politizada, tomando decisões a seu bel prazer, ou seja, com total insegurança jurídica no País. Deixa-se o Parlamento para comentários finais sobre os Três Poderes, por ser uma fonte de desmandos, de políticos envolvidos com inquéritos, desvios de conduta, corrupção, falta de espírito público, falta de decoro e de postura pública – os representantes do povo não honram a procuração que lhe foi dada pelo sofrido povo, pelo voto. UMA VERGONHA !!!

Veja-se a Reforma da Previdência – todos sabem que é imprescindível a modificação imediata do Sistema Previdenciário do País; em todos os países do mundo essa reforma tem sido feita por um razão lógica ocasionada pela maior longevidade das pessoas. No Brasil, em particular, além desse motivo inexorável, temos a total injustiça social previdenciária, onde os cidadãos são tratados de forma diferenciada – o maior rombo do sistema se deve às aposentadorias dos parlamentares, de autoridades e do funcionalismo público – como não interessa aos parlamentares, por lhes diminuir ou retirar privilégios indecentes, deixam de apoiar a reforma indispensável – falta-lhes o mínimo de compreensão pública.

Fala-se, e é verdade, que o País está falido – a dívida pública é enorme e cresce exponencialmente como resultado de tudo o que já foi dito sobre governabilidade e desvio de conduta dos governantes.

As mordomias, salários elevados, gratificações inaceitáveis, aposentadorias absurdas, assistência médica de generosidade ímpar e busca permanente de vantagens pelos políticos só fazem com que a situação se agrave.

Necessitamos, URGENTE, de medidas saneadoras para modificação do “status quo” e de algumas medidas emergenciais. Se não há dinheiro para superar situações onde a população está morrendo por falta de assistência médica – se os alunos não possuem o mínimo humano de condições para frequentar as escolas – se a situação de segurança está fora de controle por falta de recursos, necessitamos suspender, mesmo que temporariamente, as mordomias e excessivas gratificações dos parlamentares e de outras autoridades que se locupletam com o dinheiro público.

Enquanto a população sofre por falta de qualquer suporte governamental, apesar de pagar impostos escorchantes, uma ex-Presidente da República, com seu mandato cassado em vista de sua incompetência e de desvios vários, esbanja dinheiro público, viajando constantemente, acompanhada de assessores, em voos de primeira classe, hospedando-se em hotéis luxuosos e se utilizando de cartões corporativos para cobrir suas despesas abusivas.

No caso específico atual dos caminhoneiros, desde outubro do ano passado, ou seja, há sete meses, que a categoria enviou vários ofícios ao Governo, com reclamações e comentários sobre a excessiva carga tributárias sobre os combustíveis. Que resposta e que providências foram tomadas pelo Governo a esse respeito? Absolutamente nenhuma.

Não apoio movimentos que impeçam a livre movimentação da população, que é um direito constitucional de ir e vir, nem apoio movimentos que dificultem serviços fundamentais ao cidadão mas apoio movimentos que busquem colocar o País nos trilhos; movimentos que contestem a excessiva cobrança de impostos; movimentos que se rebelem contra os desmandos governamentais e as situações excessivamente privilegiadas de setores governamentais, como as dos parlamentares; de gratificações inexplicáveis de membros da Justiça; de direitos abusivos de ex-Presidentes. Concordo que um ex-Presidente deva ter um carro com motorista e algum esquema de segurança e só – ter o direito a viagens de turismo e a assessores, me parece desnecessário e abusivo.

Enfim, o Brasil precisa ser passado a limpo. Fala-se em renovar o Congresso pela eleição. Como? Quem são os candidatos novos? O próprio sistema é montado para garantir aos atuais detentores dos cargos a reeleição.

Infelizmente o Brasil chegou a um tal nível de desmando, de caos, de Leis oportunistas, de autoridades venais, de corrupção institucionalizada, de desestruturação estrutural que a reorganização e o retorno de um sistema público, jurídico e administrativo, se torna uma tarefa hercúlea.

Como modificar a composição do Supremo Tribunal Federal, hoje composto por Ministro envolvidos com Partidos Políticos e com cidadãos corruptos? Como modificar o Congresso sem que tenhamos candidatos novos não comprometidos com grupos venais e integrantes de quadrilhas? Hoje, maio de 2018, com eleições programadas para outubro do ano corrente, quem são os candidatos a Presidente da República? Dos pré-candidatos, qual deles inspira confiança?

Poder-se-ia dizer que estas palavras refletem pessimismo, desesperança, descrença e falta de vontade de lutar por melhorias. Acredito, no entanto, que a realidade do País é grave e que temos que nos dispor a lutar por nossa Pátria – o cenário é que é triste mas não podemos nos acomodar nem desanimar.

Temos sim que lutar e muito mas temos que ter consciência de que não se faz omelete sem quebrar ovos. Democracia é o governo do povo e compete ao povo esta luta por dias melhores. Dizer-se que estamos em pleno Estado Democrático de Direito, é um tanto de eufemismo pois o povo está oprimido pelos desmandos e por uma estrutura político administrativa falida. O País está entre o brejo e o despenhadeiro. O povo precisa acordar e saber que um país não se faz de exclusivo patriotismo durante copas de futebol nem de alegria durante o carnaval.

Ser contra a greve dos caminhoneiros? Acredito que o movimento é legítimo e que outros movimentos similares são necessários na luta contra os desmandos, contra o nível de impostos que pagamos – não é só o altíssimo imposto sobre os combustíveis (57,03%), que oneram todos os produtos, inclusive os de primeira necessidade, mas também os impostos pagos sobre medicamentos (28%, ou seja, três vezes maior do que a média mundial), sobre alimentos fundamentais (trigo 34,47%; açúcar 40,40%), sobre material escolar (caneta 48,69%, borracha 44,39%, lápis 36,19%) e sobre mensalidade escolar (37,68%).

É lastimável constatarmos que um país continental, com as características do Brasil, abençoado pela natureza, esteja nas condições atuais como resultado de desmandos políticos e administrativos.

Que movimentos autênticos se façam em prol de um Brasil mais equânime, mais justo, mais honesto, mais verdadeiro, enfim, mais palatável.

Autor(a): Jorge de Barros Franco
Colaborador(a): Lino / Zeca Pizzolato

 

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