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UM MILAGRE DE CRISTO
publicado em: 26/12/2017 por: Lou Micaldas

A adorsalação de sagrados ancestrais se transforma na celebração do amor entre familiares e no cultivo da fraternidade univer

‘Apredisposição à crença religiosa é a mais complexa e poderosa força da natureza humana. Traço universal em todas as sociedades, os antropólogos estimam que a espécie tenha produzido em torno de cem mil religiões”, registra Edward Wilson, em “Natureza humana” (1978).

“Em todas as épocas, uma visão de mundo orienta as escolhas e dirige as atitudes de uma sociedade. São ecos do passado distante, temores e ansiedades inconscientes transmitidos através de gerações. S

São percepções, formas de pensar e hábitos mentais que resistem ao tempo. Por isso, as religiões se tornaram a mais importante característica das civilizações”, diagnostica Fernand Braudel, em “Uma história das civilizações” (1987).

A adoração dos ancestrais era a crença religiosa mais antiga entre as primitivas populações indoeuropeias. Os antepassados mortos eram tidos como entes sagrados pela milagrosa transmissão do sopro da vida, por favores e proteção às suas famílias. “O mais antigo sentimento religioso entre helenos, etruscos, latinos e arianos foi o culto dos mortos.

Toda casa de um grego ou romano tinha um altar ao redor do qual se reunia a família. Próximo à casa, o túmulo familiar onde repousavam gerações de sagrados antepassados. A morte não os separou, continuam uma indissolúvel família”, relata Fustel de Coulanges, em “A cidade antiga” (1864).

“A ascensão cristã não foi acidental, mas sim a resposta a uma ampla, urgente e mal formulada necessidade de um culto monoteísta. As divindades tribais não forneciam mais explicações satis
fatórias para uma sociedade cosmopolita em expansão, com crescentes padrões de vida e pretensões intelectuais.

Pela universalidade de seus princípios morais, sem vínculo racial, geográfico, social ou político, penetrou cada aspecto da vida no mundo greco-romano”, explica Paul Johnson, em “Uma história do cristianismo” (1976). Era a versão mediterrânea da globalização derrubando os deuses locais.

A festa cristã do Natal pelo nascimento de Cristo evoca essa travessia na História em que passamos da adoração de ancestrais à celebração do amor, da gratidão e da saudade entre familiares que estão conosco ou que se foram.

Festejamos sonhos e realizações com amigos e colaboradores, e cultivamos a fraternidade universal entre os homens.

Autor(a): Paulo Guedes
Fonte: Jornal O Globo

 

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