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LITERATURA / AUTORES CÉLEBRES

ARTUR DA TÁVOLA
publicado em: 28/09/2015 por: Netty Macedo

BIOGRAFIA

Paulo Alberto Monteiro de Barros
* Rio de Janeiro, RJ. – 03 de Janeiro de 1936 d.C
+ Rio de Janeiro, RJ. – 09 de Maio de 2008 d.C

Artur da Távola, pseudônimo de Paulo Alberto Monteiro de Barros, político, escritor, poeta e jornalista brasileiro.

Iniciou sua vida política em 1960, no PTN, pelo estado da Guanabara. Dois anos depois, ele se elegeu deputado constituinte pelo PTB. Cassado pela ditadura militar, viveu na Bolívia e no Chile entre 1964 e 1968. Tornou-se um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e líder da bancada tucana na assembléia constituinte de 1988, ano em que concorreu, sem sucesso, à prefeitura do Rio de Janeiro, sendo posteriormente presidente do PSDB entre 1995 e 1997. Exerceu mandatos de deputado federal de 1987 a 1995 e senador de 1995 até 2003.

Como jornalista, atuou como redator e editor em diversas revistas, notavelmente na Bloch Editores e foi colunista dos jornais O Globo e O Dia, sendo também diretor da Rádio Roquette Pinto. Tornou-se especialmente notável por apresentar o programa “Quem tem medo de música clássica?”, na TV Senado.

Foi redator e editor em diversas revistas, notavelmente na Bloch Editores.
Exerceu mandatos de deputado federal e senador, até 2003.
Desde os tempos no Senado Federal, apresenta, na TV Senado, o programa “Quem tem medo de música clássica?”.
Concorreu à Prefeitura da cidade do Rio, em 1988, mas não foi eleito.
Atualmente, era reitor de uma universidade particular carioca e escrevia uma coluna para o jornal carioca O Dia.


OCÊ SABE OU VOCÊ SENTE?

Você já reparou o quanto as pessoas falam dos outros?
Falam de tudo.
Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzices, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos. 
Sobretudo falam do comportamento.

E falam porque supõem saber.

Mas não sabem.

Porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente.

Se sentissem não falariam.

Só pode falar da dor de perder um filho, um pai que já perdeu, ou a mãe já ferida por tal amputação de vida. 
Dou esse exemplo extremo porque ele ilustra melhor. 
As pessoas falam da reação das outras e do comportamento delas quase sempre sem jamais terem sentido o que elas sentiram.

Mas sentir o que o outro sente não significa sentir por ele.

Isso é masoquismo.

Significa perceber o que ele sente e ser suficientemente forte para ajudá-lo exatamente pela capacidade de não se contaminar com o que o machucou.

Se nos deixarmos contaminar (fecundar?) pelo sentimento que o outro está sentindo, como teremos forças para ajudá-lo?

Só quem já foi capaz de sentir os muitos sentimentos do mundo é capaz de saber algo sobre as outras pessoas e aceitá-las, com tolerância. 
Sentir os muitos sentimentos do mundo não é ser uma caixa de sofrimentos. 
Isso é ser infeliz.

Sentir os muitos sentimentos do mundo é abrir-se a qualquer forma de sentimento. 
É analisá-los interiormente, deixar todos os sentimentos de que somos dotados fluir sem barreiras, sem medos, os maus, os bons, os pérfidos, os sórdidos, os baixos, os elevados, os mais puros, os melhores, os santos.

Só quem deixou fluir sem barreiras, medos e defesas todos os próprios sentimentos, pode sabê-los, de senti-los no próximo.

Espere florescer a árvore do próprio sentimento.

Vivendo, aceitando as podas da realidade e se possível fecundando.

A verdade é que só sabemos o que já sentimos.

Podemos intuir, perceber, atinar; podemos até, conhecer. Mas saber jamais. 
Só se sabe aquilo que já se sentiu.

Autor: Arthur da Távola

Autor(a): Arthur da Távola

 

 

 

 

 

 


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