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LITERATURA / AUTORES CÉLEBRES

GUILHERME DE ALMEIDA
publicado em: 07/10/2016 por: Lou Micaldas

 
Guilherme de Almeida (1890-1969) foi poeta brasileiro. O primeiro modernista a entrar para a Academia Brasileira de Letras. Ocupou a cadeira nº 15. Era membro da Academia Paulista de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, do Instituto de Coimbra e do Seminário de Estudos Galegos de Santiago de Compostela. Foi também advogado, jornalista e tradutor.
 
Guilherme de Almeida (1890-1969) nasceu em Campinas, São Paulo, no dia 24 de julho de 1890. Filho de Estevam de Almeida, jurista e professor de Direito, e de Angelina de Andrade. Ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, onde se formou em 1912.
 
Sua estreia na poesia se deu com a obra Nós, em 1917. Sonetista exímio, hábil manejador de versos, recebeu fortes influências de Olavo Bilac e do português Antônio Nobre. Difundiu a Poesia Moderna proferindo a conferência "Revelação do Brasil pela Poesia Moderna", nas cidades de Fortaleza, Porto Alegre e Recife. Participou da Semana de Arte Moderna, fundando em seguida, a revista "Klaxon".
 
Guilherme de Almeida foi redator do jornal O Estado de São Paulo e do Diário de São Paulo. Foi diretor da Folha da Manhã e da Folha da Noite. Fundou o Jornal de São Paulo. Traduziu treze livros de poesia. A crítica ressaltava a excelência de suas traduções. Sabia grego, latim e muito da cultura renascentista. Publicou 26 livros de poesia. Envolveu-se na Revolução Constitucionalista de São Paulo, sendo exilado em Portugal, em 1932.
Guilherme de Andrade e Almeida morreu em São Paulo, no dia 11 de julho de 1969.
 
Obras de Guilherme de Almeida
Nós, 1917
A Dança das Horas, 1919
Messidor, 1919
Livro de Horas de Sóror Dolorosa, 1920
Era Uma Vez, 1922
A Flauta que Eu Perdi (Canções Gregas), 1924
Natalika, prosa, 1924
A Flor que Foi um Homem, 1925
Encantamento, 1925
Meu, 1925
Raça, 1925
Simplicidade, 1929
Gente de Cinema, prosa, 1929
Você, 1930
Carta à Minha Noiva, 1931
Cartas que Eu não Mandei, 1932
O Meu Portugal, prosa, 1933
Acaso, 1938
Cartas do Meu Amor, 1941
Poesia Vária, 1947
Histórias, Talvez..., prosa, 1948
O Anjo de Sal, 1951
Acalanto de Bartira, 1954
Camoniana, 1956
Pequeno Cancioneiro, 1956
Rua, 1961
Cosmópolis, prosa, 1962
Rosamor, 1965
Os Sonetos de Guilherme de Almeida, 1968
 
 
Chegas. Vens tão ligeira
 e és tão ansiosamente esperada, que enfim,
 nem te sentindo o passo e já te tendo inteira,
 completamente em mim,
 quando, toda Watteau, silenciosa, apareces,
 é como se não viesses.
 
Vens... E ficas tão perto
 de mim, e tão diluída em minha solidão,
 que eu me sinto sozinho e acho imenso e deserto
 e vazio o salão...
 E, sem te ouvir nem ver, arde-me em febre a face,
 como se eu te esperasse!
 
Partes. Mas é tão pouco
 o que de ti se vai que ainda te vejo o arfar
 do seio, e o teu cabelo, e o teu vestido louco,
 e a carícia do olhar,
 e a tua boca em flor a dizer-me doidices,
 como se não partisses!
 
 
Infeliz de quem passa pelo mundo,
 Procurando no amor felicidade:
 A mais linda ilusão dura um segundo;
 E dura, a partir daí, tristeza e saudade.
 
Repleto é o amor no íntimo mais profundo.
 Onde esconde a linda jóia da verdade;
 E só depois de vazia, mostra o fundo.
 Só depois, embriaga-se a felicidade.
 
Eis aqui mais um enamorado descontente,
 Escutando a palavra confidente
 Que o coração murmura, e a voz não diz.
 
Percebo afinal meu pecado:
 Quanto me falta para ser amado.
 Quanto me falta para ser feliz.

Autor(a): Guilherme de Almeida
Fonte: www.ebiografia.com/guilherme_de_almeida/

 

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