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LITERATURA / AUTORES DIVERSOS

ALDIR BLANC
publicado em: 31/01/2018 por: Lou Micaldas

DA SENZALA AO CHIQUEIRO

Quanto à palavra de Léo Pinheiro, trata-se de um bandido

Quebrei a cara com a nova PGR, Raquel Dodge. Em 24 horas enquadrou o falastrão Beto Mansur e manteve o incômodo (haja Tampax!) de Crisepane Fuzil. Recuso-me a associar o nome do meu país a essa criatura frankenstênica, já apelidada de Febre Amarela. Mansur pede cortes, poupança, apoia que apertemos os cintos, desde que sua conta bancária não seja atingida. Sonega impostos. Trata-se de membro típico do quadrilhão Temereca, o presifraude que foi mendigar investimentos em Davos, e levou OBan-Doria a tiracolo, o fracassado congestor da capital paulista, aquele de vive fantasiado de gari, perseguindo em vão a Cracolândia, e viu entrar no buraco negro sua campanha presidencial.

O caso da filha do Jefferson do Mal é bem mais grave. Numa tramoia maligna, Bob Jeff, presidente do PTB, mais partido tarde baixinho do que nunca, indicou um senadô que seria vetado pelo coroné Sarna para o sinistério do trabáio. Aí, da forma mais descarada, disse a Temereca do fraldão sujo: “Bom, tem a garota...”. E o presifrouxo engoliu a sapa. Foi tudo tão imoral que não conseguiram emplacar a indicação, apoiada com veemência pelo grotesco paquiderMarun. Aquela josta vai passar de senzala a chiqueiro. Bob Jeff é tão desprezado que até mesmo suas digitais causam má impressão, sem falar que algumas patentes da Aeronáutica, arma de pilotos de caça heroicos da 2ª GM, não gostaram da farra na passagem de ano em Fernando de Noronha. Não há nada que possa ser “resgatado” na carreira de Jeff. Até o câncer pediu para sair. Quanto ao juizeco que deu guarida a posse de Crisipane, não precisava falar em fumus. A pessoa fuma, deixa para lá. Já está liberado da Califórnia ao Uruguai. Dras. Rachel e Cármen Lúcia: o Brasil não se erguerá da imoralidade de Crisipane Fuzil na senzala. Constituição não pode sobreviver sem decoro.

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Inquisidores de Porto Alegre: como os senhores são ruins de bola perto de alguns juristas do passado. Um deles poderia tentar a interpretação de Ratinho Encrenqueiro 2. Quanto à palavra de Léo Pinheiro, trata-se de um bandido corrupto, cuja palavra vale menos do que a de Fernandinho Beira-mar.

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Francisco Bosco publicou um livro cheio de bom senso, “A vítima tem sempre razão?”, pela Ed. Todavia, no qual discute questões prementes do nosso tempo. Está levando solas entre a linha da cintura e o gogó, o que é chamado em futebol de “força desproporcional”. Seria bom reparar que a vítima do título é tratada com grande respeito. Bosco, se entendi bem, tenta justamente não banalizar as possíveis vítimas transformando-as em donnuts, como está acontecendo todo dia. Bosco apresenta seus argumentos com serenidade, sem fulgores pirotécnicos nesse clima em que “ar nefasto devora a luz de nossa inteligência e queima todas as nossas possíveis primaveras" (Cecília Meireles).

Pro que der e vier, estou ao lado dos dois Franciscos: o Bosco e o Buarque. E, ia me esquecendo: com conversa de padrinho e fã é o cacete!

Autor(a): Aldir Blanc é compositor
Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/da-senzala-ao-chiqueiro-22335597
Colaborador(a): Rogério de Oliveira Carvalho

 

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