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LITERATURA / AUTORES DIVERSOS

MÍRIAM LEITÃO
publicado em: 12/01/2018 por: Lou Micaldas

REBAIXAMENTO, INFLAÇÃO BAIXA E DEBATE FEMINISTA MARCAM A SEMANA

Acompanhe o resumo da semana:

Rebaixamento — a S&P rebaixou a nota de crédito do Brasil, que agora está a três degraus do grau de investimento. O corte é resultado da falta de compreensão de parte dos políticos sobre a situação fiscal do país. No comunicado, a agência citou a demora dos políticos em aprovar a reforma da Previdência. O rebaixamento pegou o governo de surpresa. A equipe econômica foi surpreendida, não esperava que as agências revisassem a nota antes de uma definição sobre a reforma. Os investidores reagiram com tranquilidade. Nesta sexta-feira, a bolsa opera estável. O risco-país medido pelo CDS também. 

Inflação — o IPCA fechou 2017 em 2,95%, abaixo do piso da meta de 3%. O destaque foi a queda de 4,8% no preço dos alimentos consumidos em casa, resultado da supersafra do ano passado. Em carta, o presidente do BC citou exatamente o recuo nos preços da alimentação, ao justificar o não cumprimento da meta. Sem esse grupo, o IPCA ficaria em 4,5%, no centro do objetivo para o ano. O compromisso do BC em baixar a inflação também foi determinante para a queda do índice. Quando Ilan Goldfajn assumiu, em meados de 2016, o IPCA acumulava quase 9% de alta em um ano. O IBGE também divulgou o INPC, que mede a inflação para os que ganham até cinco salários mínimos e ficou em 2,07%. É esse o índice que corrige os benefícios previdenciários. A taxa foi menor que a esperada e vai provocar um alívio nas contas do governo neste ano. 

Atividade — o volume dos serviços cresceu 1% em novembro, mês em que o comércio e a indústria também tinham registrado crescimento de 0,7% e 0,2%, respectivamente. O dado dos serviços interrompe uma série de quatro recuos mensais no setor. No acumulado do ano o desempenho ainda é negativo. De janeiro a novembro, a queda é de 3,2%. Nesse recorte, indústria e comércio têm altas de 2,3% e 1,9%.

Regra de ouro — o governo adiou a discussão sobre a mudança na regra de ouro das contas públicas para se concentrar na aprovação da reforma da Previdência. A ideia é apresentar outras medidas para flexibilizar a gestão, como mudar o artigo da Constituição que dá direito a aumento salarial todo ano. A solução tem que sair ainda no primeiro semestre, quando é preparado o projeto do Orçamento de 2019.  O Ministério do Planejamento está com dificuldade para equilibrar o projeto. A regra de ouro veda que a contratação de dívida seja maior que o investimento no ano. Em 2018, a norma será respeitada graças à devolução antecipada de R$ 130 bi do BNDES ao Tesouro. 

Cristiane Brasil — indicada para o Ministério do Trabalho, a deputada não conseguiu assumir o cargo nesta semana. A Justiça suspendeu a posse de Cristiane, que foi condenada na justiça trabalhista por não assinar a carteira de trabalho de dois motoristas. Ela já foi condenada em um dos casos. O juiz que suspendeu a posse escreveu que a nomeação de Cristiane desrespeita a “moralidade administrativa”.

Feminismo — o debate ocupou a semana. Atrizes e a apresentadora Oprah Winfrey se manifestaram na premiação do Globo de Ouro contra o assédio sexual. Em seguida, um coletivo de 100 francesas, com Catherine Deneuve entre elas, divulgou uma carta em defesa da liberdade de galanteio dos homens. Mas o assédio é diferente disso, é quando uma pessoa se aproveita da relação de poder para impor sua vontade e constranger o outro a ter esse tipo de relação. É o fim do sofrimento em silêncio. 

Autor(a): Míriam Leitão
Fonte: Jornal O Globo

 

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