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LITERATURA / AUTORES DIVERSOS

SÉRGIO TEIXEIRA
publicado em: 23/11/2017 por: Lou Micaldas

⇒METAIS PESADOS: DA AIDS AO MAL DE ALZHEIMER
⇒OS MINERAIS E O SER HUMANO I
⇒OS MINERAIS E O SER HUMANO II 
⇒GORDURAS: COLESTEROL & CIA
⇒UMA MEDICINA AMPLA
DECIFRANDO A LINGUAGEM DO ARCO-ÍRIS
⇒ADITIVOS ALIMENTARES - ONDE MORA O PERIGO
⇒MINERAIS, OS TIJOLINHOS DO UNIVERSO 
⇒RADICAIS LIVRES - MENOS ANOS EM SUA VIDA
⇒OS CAMINHOS DA MEDICINA HOLÍSTICA
⇒ALIMENTAÇÃO, O SEGREDO DA VIDA
⇒A ALIMENTAÇÃO IDEAL PARA CADA TIPO SANGÜÍNEO
⇒OS PERIGOS DOS METAIS PESADOS
ALUMÍNIO: ÚTIL E MORTAL
⇒OSTEOPOROSE TEM CURA​

 

METAIS PESADOS: DA AIDS AO MAL DE ALZHEIMER

Por que metais pesados? Existem então metais leves? Sim, existem, e muitas vezes nem têm a aparência de metais. É o caso do lítio, sódio, potássio, rubídio, césio e frâncio, que a maioria das pessoas não reconheceria, até porque não se encontram livres na natureza, mas sempre combinados com outros elementos. Outros elementos "leves" são os primeiros metais de transição, como o titânio, o zircônio, o vanádio, o tungstênio, o cromo, todos tão leves e resistentes que são usados na construção de aviões, ferramentas etc.

Os verdadeiros metais pesados são de um cinzento leitoso e se pidem em grupos de três: os da primeira tríade - ferro, cobalto, níquel - são todos fortemente magnéticos, utilizados na fabricação do aço e ímãs potentes. Os elementos das tríades seguintes - rutênio, ródio e paládio/ósmio, irídio e platina - também se misturam com facilidade e são utilizados em ligas persas em joalheria e instrumentos de precisão.

Outros, como o cobre, o zinco, a prata, o cádmio, o ouro e o mercúrio têm cores e propriedades persas, mas uma característica comum: são altamente reativos e responsáveis pela formação de radicais livres, substâncias químicas nocivas que lesam as células. Tais radicais livres, em um fenômeno chamado de estresse oxidativo, acarretam modificações da função e estrutura celular que conduzem a célula à morte.

Da atuação desses radicais sobre os ácidos nucléicos decorrem modificações estruturais da molécula do DNA, o que implica mutações genéticas; sobre os carboidratos, provocam quebras nas cadeias dos mesmos que resultam em alterações no metabolismo energético celular, estimulando a pisão celular descontrolada que representa o câncer; em proteínas ocorre a peroxidação protéica, com perda ou alteração da atividade enzimática; sobre os lipídios dá-se o fenômeno da peroxidação lipídica, responsável por alterações na membrana celular e pela transformação do colesterol "bom" no "mau" colesterol que vai entupir as coronárias e do estrogênio "bom" no "mau" estrogênio que vai produzir o câncer de mama.

O mesmo se passa com o hormônio masculino, a testosterona, que sob a ação dos radicais livres, produz o câncer de próstata.

Por isso esses metais geradores de radicais livres são tão prejudiciais à saúde quando sofremos uma intoxicação por eles. E não citamos todos. Ainda ocupam o banco dos réus, neste julgamento, o alumínio, o índio, o tálio, o estanho e o chumbo, por exemplo. O que metais provocam no organismo dos seres vivos, sejam seres humanos, animais ou mesmo plantas, é um capítulo novo na história da medicina que levaria a ser reescrita a história da humanidade com base no contato que o homem teve com eles desde eras remotas.

Para só falar nas alterações de comportamento, já que a mente humana é imensamente influenciada pelos metais, podemos citar a exposição ao chumbo, que torna as pessoas extremamente agressivas com seus semelhantes, pois passam a encará-las como inimigos que merecem ser destruídos: pesquisas em condenados a morte por crimes violentos revelam altos teores de chumbo; a prata torna as pessoas ansiosas, correndo o tempo todo para acabar suas tarefas ao mesmo tempo em que inventam mil outras, sendo sujeitas a pavor pela altura; as pessoas expostas ao zinco tornam-se dispersivas e não conseguem se fixar em coisa alguma, passando o dia em devaneios improdutivos; as pessoas expostas ao alumínio vão se tornando apagadas e esquecidas, chegando a não reconhecer os entes queridos e a perder a noção da própria identidade, o que caracteriza a doença de Alzheimer... e assim por diante.

O ar poluído das grandes cidades pode aumentar a taxa de esterilidade masculina. A poluição do ar já tinha sido associada antes a problemas de saúde como asma e câncer do pulmão, mas essa é a primeira vez que cientistas encontram provas de que os metais pesados presentes no ar poluído danificam os espermatozóides. Pesquisadores americanos verificaram que o ar poluído destrói uma proteína imprescindível para que os espermatozóides penetrem no óvulo, fecundando-o.

A equipe do laboratório de biologia molecular do North Shore University Hospital, em Manhasset (estado de Nova York) verificou que os efeitos da poluição mais graves nos homens que sofrem exposição frequente às partículas perigosas. Entre eles estão os trabalhadores de indústrias metalúrgicas e homens que precisam ficar junto a incineradores muitas horas por dia.

Em testes com espermatozoides cultivados em laboratório, concentrações íntimas de metais pesados foram suficientes para impedir a atividade de uma proteína existente na cabeça do espermatozoide.

O novo estudo contribuiu para a compreensão dos motivos que levaram ao aumento das taxas de esterilidade masculina. Uma pesquisa pulgada em fevereiro deste ano revelou que a fertilidade do homem declinou nos últimos 20 anos. O problema também foi associado à alimentação inadequada. Segundo especialistas, só nos EUA um em cada dez homens tem problemas de fertilidade.

Para realizar o estudo os pesquisadores misturaram esperma saudável com baixas concentrações de metais pesados - entre eles zinco, níquel e cádmio - presentes no ar urbano. Dezoito horas depois do início da experiência, os espermatozoides já se mostravam lentos, com movimentos letárgicos, característicos das células sexuais dos homens estéreis.

Os metais também perturbaram o funcionamento da proteína ligado à fecundação. Com isso, os espermatozoides perderam a capacidade de amolecer a rígida membrana protetora dos óvulos femininos. Sem essa proteína, a membrana do óvulo se torna um obstáculo intransponível para o espermatozoide.

Os cientistas salientaram que o mais preocupante é que as concentrações de metais pesados testados estão dentro dos limites considerados suportáveis pela EPA, a agência americana de proteção ao meio ambiente.

Um dos piores efeitos dos metais pesados no organismo, além de estimular grandemente a produção de radicais livres, é criar condições favoráveis para a proliferação de microrganismos como os vírus e as bactérias. Isso explica a baixa de imunidade que leva a toda sorte de infecções e que os antibióticos não conseguem mais debelar. Em nossas pesquisas sobre centenas de portadores da deficiência imunológica encontramos sistematicamente no mineralograma aumento de ferro, fósforo e enxofre, justificando sua propensão ao bacilo da tuberculose, aos vírus HIV, da hepatite e da meningite e aos vírus da família do herpes, entre os quais o citomegalovírus e o sarcoma de Kaposi! Ao reduzir o teor no organismo de tais elementos químicos, vi reduzir-se enormemente tal suscetibilidade fartamente demonstrada há mais de meio século no mundo inteiro por numerosos pesquisadores, que tanto vem prejudicando o ser humano. É a forma ecológica de lidar com o mundo invisível - conviver com os micróbios sem oferecer-lhes casa, comida e roupa lavada.

OS PERIGOS DOS METAIS PESADOS

Alumínio - Causa dormências quando se cruza as pernas ou se fica na mesma posição por muito tempo, grande oleosidade no couro cabeludo acompanhada de queda dos cabelos, paralisia dos membros inferiores, esclerose cerebral (doença de Alzheimer), falta de disciplina, laringite crônica, coceira ao deitar-se, tendência a usar drogas.

Entra no organismo pelas panelas de alumínio, latas de refrigerantes, comidas congeladas em quentinhas, desodorantes antitranspirantes, antiácidos, papel de alumínio, leites e sucos de frutas em caixas metalizadas internamente.

Chumbo - Ataca o sistema nervoso, produzindo mania de perseguição e crueldade, tumores cerebrais, câncer de mama, convulsões, alucinações, paralisias e impotência, sem falar nas fortes dores de estômago e cólicas menstruais e intestinais, tornando as fezes finas por contração do ânus.

Entra pelos pratos pintados, produtos para escurecer cabelos pretos, pela gasolina com chumbo tetraetila, canos antigos e pigmentos para pintura.

Cobre - Causa asma, espasmos, pelagra, hipertensão, deficiência imunológica, convulsões, esquizofrenia e a doença de Wilson, caracterizada pela degeneração do fígado e do cérebro; as cãibras e a psoríase também são manifestações de cobre.

Entra através de canalizações para água quente, sulfato de cobre e algicidas usados em piscinas.

Enxofre - Embora seja o elemento mais encontrado nos cabelos, unhas e pele, o uso excessivo de enxofre acarreta dores na coluna e crises se ciática aliviadas ao deitar-se de lado com ambas as pernas encolhidas (se só se encolhe uma, é sintoma de estanho); também causa grande calor nos pés, levando a dormir com os mesmos descobertos, herpes de repetição, perda de memória para nomes próprios, irritabilidade, desatenção com a aparência, falta de asseio, enurese noturna, medo da água e aversão ao banho.

Entra através de sulfas, sucos de frutas em garrafas ou caixas, polvilhos antissépticos, cremes antiacne, xampus de cisteína, vinhos etc.

Ferro - Outro elemento indispensável ao organismo mas não pode ultrapassar determinados valores. Facilita toda sorte de infecções, entre as quais a tuberculose, a malária e o dengue. Grande ativador de radicais livres, antagonista do cálcio, provoca osteoporose e infarto.

Entra no organismo através de medicamentos contra anemia, canos enferrujados, panelas de ferro etc.

Manganês - Psicoses e sintomas neurológicos como perda de expressão facial, ausência do ato de piscar, gagueira e insônia, assim como dificuldade para caminhar e falta de comando motor nas pernas, tremores nas mãos, rigidez dos membros e outros sintomas similares à doença de Parkinson: estes são indícios da contaminação por manganês, que em pequena quantidade evita a artrite reumatoide, o diabete, a epilepsia e a esquizofrenia.

A contaminação se dá pelo permanganato de sódio, óleo de linhaça, contato com fogos de artifício etc.

Mercúrio - A intoxicação gradativa pelo mercúrio afeta em primeiro lugar o cérebro, causando perturbações emocionais e psíquicas com grande irascibilidade, falta de concentração, timidez, indecisão, cansaço e sonolência. Também é a principal causa das colites, perticulites e lesões renais.

Entra através de obturações dentárias de amálgama, desodorantes contendo calomelano, peixes persos, tintas, poliuretano etc.

Selênio - Reduz o envelhecimento, sendo importante contra a hipertensão e o infarto, mas em excesso causa extrema tristeza e melancolia, dores de cabeça agravadas pelos perfumes, cheiros fortes ou pelo chá, impotência e ejaculação precoce, irritação dos olhos e inflamação das pálpebras, persistente cheiro de alho na boca, irritabilidade e fadiga excessivas. Nas gestantes, pode provocar aborto e deformações fetais.

Entra através dos xampus anticaspa com sulfeto de selênio e medicamentos.

Zinco - Seu excesso provoca total perda de concentração, repetitividade de gestos e pensamentos (balançar uma perna, roer unha, enrolar uma ponta do cabelo, cantarolar sempre a mesma música, repetir coisas já ditas), intolerância ao vinho, inquietação nas pernas à noite e má circulação, assim como sérias dificuldades de aprendizado escolar e autismo. Sua deficiência acarreta perda de apetite, atraso no crescimento e falta de paladar.

Entra pelos polvilhos antissépticos, cremes, pomadas e xampus, assim como através de medicamentos ante estresse e cálcio de ostras.

OS MINERAIS E O SER HUMANO I

Actínio

Descoberto em 1899, é um elemento metálico extremamente raro e perigosamente radioativo que destrói os tecidos do organismo a ele exposto. Encontrado em todos os minérios do urânio, geralmente é obtido a partir do bombardeio do rádio com nêutrons em um reator nuclear. Utilizado como fonte radioativa, especialmente de raios alfa.

Alumínio

O alumínio é o metal mais abundante na face da Terra. Descoberto em 1890, só é mais leve que o magnésio e tem espantosa versatilidade, podendo ser usado em muitas ligas. Depois do aço, é o metal mais usado no mundo.

Retirado da bauxita (de Les Baux, na França), que tem esse nome em homenagem à cidade onde pela primeira vez foi isolado, o alumínio era ainda há 150 anos novidade na corte de Napoleão III, que mandou fazer um serviço de jantar para os convidados de honra todo de alumínio - e isto lhe custou alguns milhares de libras.

O alumínio é considerado hoje altamente tóxico e deve ser evitado em panelas, caixas de leite aluminizadas, comida congelada em quentinhas e outros recipientes, remédios (como os antiácidos e os desodorantes antitranspirantes), assim como nos vasilhames em que os animais se alimentam, pois vai se depositar nos nervos, nos ossos e no cérebro. As pesquisas frequentemente mostram valores aumentados (20 a 40 ppm, quando o normal é apenas 1 ppm) devido ao seu amplo uso no mundo de hoje.

Para o Dr. Mauro Tarandach, da Sociedade Brasileira de Pediatria, está cada vez mais claro o papel do alumínio nas doenças da infância graças ao avanço da biologia molecular no que tange ao papel dos oligoelementos na fisiologia e na patologia.

Os sintomas clínicos da intoxicação por alumínio em crianças são persos, dentre eles anemia microcítica hipocrômica refratária ao tratamento com ferro, alterações ósseas e renais, anorexia e consequente fraqueza e até psicoses, o que se agrava em crianças com dificuldades de eliminação desse metal devido a problemas renais crônicos. As soluções para diálise e para nutrição parental muitas vezes contêm alto teor de alumínio, o que acarreta graves danos e vem sendo corrigido nos últimos anos.

O alumínio provoca dormências quando se cruza as pernas ou se permanece na mesma posição por algum tempo, seborréia intensa no couro cabeludo acompanhada de queda dos cabelos, envelhecimento precoce, paralisia dos membros inferiores, esclerose cerebral (doença de Alzheimer), falta de disciplina, dificuldade para transpirar, conjuntivite crônica, coceira noturna e sensação de que o tempo custa a passar.

Apesar de usado amplamente no mundo de hoje, vem intensamente combatido, sobretudo após estudos que mostram sua influência sobre o comportamento dos delinquentes, assim como em pessoas com surtos psicóticos ou pré-psicóticos. Ele desloca o cálcio e o fósforo, causando a osteoporose.

Entretanto, a carência de alumínio, embora pouco frequente, produz sintomas análogos aos provocados pela falta de vitamina B1. Sua indicação é o retardamento intelectual. É um regulador do sono, especialmente nas insônias por excesso de trabalho mental. Segundo Mellie Uyeldert, ativa o hemisfério cerebral direito, tornando a pessoa mais sonhadora e sensível à arte e menos intelectual.

Antimônio

Descoberto por volta de 1450, seu nome significa "inimigo da solidão", pois sempre se encontra combinado com outros elementos. Embora existam mais de cem minerais que contêm antimônio, o mais importante é a estibinita (Sb2S3). Ele se combina principalmente com cobre, chumbo, prata, mercúrio e enxofre, os quais interagem por isso mesmo, no organismo através do "efeito gangorra", isto é, eles se neutralizam mutuamente.

O antimônio acha-se em soldas, tipos para imprensa, ligas com chumbo, tecidos à prova de fogo, medicamentos, cerâmica esmaltada e fósforos. Os gregos e egípcios faziam taças e cosméticos de antimônio e o usavam como remédio para a melancolia. Foi muito usado pela medicina medieval como restaurador da juventude e era o mais precioso de todos os remédios. "Sua presença no organismo restaura a confiança, a calma, a auto-estima, atraindo toda a gama de energias cósmicas favoráveis" - diziam dele alguns alquimistas.

A intoxicação pelo antimônio, que se concentra no fígado e nos glóbulos vermelhos, causa alterações cardíacas, renais e hepáticas. Este elemento provoca a formação de calosidades na sola dos pés, como os cravos plantares, rachaduras no canto da boca e deformação das unhas, ao lado de intensa fotofobia e grande insatisfação com todas as coisas. As crianças com excesso de antimônio têm tendência a engordar muito e não querem que ninguém as olhe nem as toque. O antimônio provoca efeito desastroso sobre os órgãos genitais, com a perda do desejo sexual e atrofia do pênis e dos testículos. Pode haver uma uretrite com micção difícil e urina sanguinolenta. As mulheres expostas ao antimônio apresentam abortos espontâneos e partos prematuros.

Argônio

É um gás incolor, que se liquefaz em -187,2ºC, considerado praticamente inerte, mas capaz de formar alguns compostos com o flúor. Foi obtido pela destilação fracionada do ar líquido em 1894. Representa quase 1 por cento da atmosfera terrestre. As lâmpadas contêm argônio e nitrogênio. É usado também em arco voltaico, para soldas e refletores.

Arsênico

Os mais importantes minerais que contêm arsênico são a arsenopirita (FeAs2.FeSz) o falso ouro-pigmento (As2S3) e a lollingita (FeAsz).

O arsênico é usado como inibidor da ferrugem em anticongelantes, na fabricação do vidro, como preservativo na curtição do couro e na preservação da madeira, como herbicida ou como inseticida. Deposita-se nos tecidos, especialmente os cabelos e unhas. Nos cabelos de Napoleão foi encontrada grande quantidade de arsênico, sugerindo a possibilidade de o imperador francês ter sido assassinado com esse veneno.

Seu nome vem do grego e significa "macho" (os gregos achavam que os metais tinham sexo); foi citado pela primeira vez em 1250. Sua presença, em pequenas quantidades, era considerada um poderoso estímulo para a saúde.

É antagonista do cálcio, enxofre, selênio e zinco, reduzindo o teor desses elementos no organismo e sendo igualmente reduzido por eles quando estão aumentados.

Entretanto, o arsênico é um dos mais conhecidos venenos e foi usado com finalidades criminosas desde a Antiguidade. Também já acarretou grande número de envenenamentos acidentais, como ocorreu em Manchester em 1900, quando vários milhares de pessoas morreram após tomar cerveja contaminada por arsênico. Outras vítimas foram crianças nas quais se usaram talcos com alto teor de arsênico, o que às vezes acontece nas minas de talco. A arsina (A5H3) é um gás penetrante que contamina operários da indústria metalúrgica acidentalmente.

Meia hora depois do envenenamento agudo, a pessoa queixa-se de constrição na garganta, dificuldade de engolir e desconforto no estômago que se transforma em dor violenta seguida de diarreia intensa, às vezes com sangue. Segue-se estado de coma e morte. Já o envenenamento crônico, que ocorre em virtude do contato com papéis de parede, corantes, água, leite ou alimentos, acarreta prostração, perda de apetite, ardor na ponta da língua, secreção catarral, inflamação do fígado e erupções na pele de várias formas, com descamação das mãos e dos pés, que se tornam muito sensíveis. Surgem idéias altamente pessimistas, com a sensação de que nenhuma salvação será possível.

Diante destes sintomas, a homeopatia utiliza o antídoto para o arsênico, ou seja, o Arsenicum albim, em variadas potências, o qual eliminará esse veneno do organismo, com rápida melhora do desconforto que ele provoca.

Astatínio

Pertence à família dos halogênios, da qual os outros membros são o bromo, o cloro, o flúor e o iodo. Seu nome significa instável e não ocorre em nosso planeta; foi obtido com o uso do ciclotron pelo bombardeamento do bismuto com partículas alfa. Suas propriedades são semelhantes às do iodo.

Bário

O principal minério do bário é a barita (BaSo4), ou seja, o sulfato de bário. Este metal tem a propriedade de absorver gases. Suas formas industriais e domésticas são carbonato, cloreto, hidróxido, sulfato e nitrato. É forte antagonista do cálcio no organismo.

Descoberto em 1808, seu nome significa "pesado". O bário é um elemento tóxico que pode matar pela ingestão de apenas meio grama mas, felizmente, sua absorção é lenta. É usado em venenos para ratos, depilatórios, pigmentos para pintura, vidros e cerâmicas. Em medicina é usado em contrastes radiológicos para estômago, vesícula e intestinos.

Os sintomas da intoxicação aguda pelo bário (veja fontes de contaminação acima) são: excessiva salivação, vômitos, cólicas, diarréia, tremores convulsivos, pulso lento e pressão alta. Seguem-se hemorragias no estômago, intestinos e rins, e finalmente parada cardíaca. O exame de sangue apresenta grande aumento de leucócitos, simulando uma infecção aguda, e as radiografias mostram lesões ósseas do fêmur e do maxilar. O bário é uma grande causa de derrames e acidentes vasculares quando em excesso no organismo. Deposita-se nos ossos, olhos e pulmões, causando forte vasoconstrição.

A presença de bário no organismo das crianças acarreta retardamento mental com tendência a se isolar e a não se desenvolver fisicamente. Nos idosos o bário provoca a demência senil e leva a um comportamento infantil e inseguro, com aumento da próstata nos homens e dificuldade de reter urina em ambos os sexos. Acarreta aumento de gânglios, facilidade para pegar resfriados e cheiro fétido nos pés e virilhas.

A homeopatia elimina o bário do organismo mediante várias formas de Baryta: carbônica, muriática, sulphurica, por exemplo, que são antídotos desse metal.

Berílio

O berilo (silicato de berílio e alumínio) e a bertrandita (silicato de berílio) são os principais minérios deste metal.

Elemento metálico que, combinado com o silício e o alumínio, forma a esmeralda e a água-marinha. Com ele se fazem ligas de alta elasticidade, sendo utilizado para fabricar transmissões, molas e outras várias partes de várias máquinas. Graças ao seu elevado ponto de fusão (1.283º C), o berílio é usado em ogivas de foguetes. Ligado ao urânio, funciona como combustível compacto em submarinos nucleares. Outros compostos de berílio com nióbio, tântalo, titânio e vanádio vêm sendo usados em naves espaciais. Também está presente dentro das lâmpadas fluorescentes.

É altamente tóxico, especialmente na forma líquida (sulfatos e fluoretos), causando pneumonite aguda e crônica com granulomas que se estendem ao fígado, baço, gânglios abdominais, rins e medida óssea; tumores pulmonares benignos e malignos tipo adenoma, epidermóide ou de células escamosas; sarcoma ósseo; dermatites e lesões que não cicatrizam; raquitismo e reações imunológicas. Todos esses itens se agravam com cirurgias, choques emocionais, gravidez, acidentes etc., que provocam uma produção maior de adrenalina.

A medicina ortomolecular dispõe de agentes quelantes do berílio como o ácido aurintricarboxílico (ATA) e o ácido etileunodiaminotetracético (EDTA) mas, embora isto aumente a excreção urinária desse metal, não há grandes melhoras clínicas, a não ser corticoides, pois o berílio deprime a função do córtex suprarrenal. A homeopatia emprega o Beryllium como antídoto desse metal.

O bismuto ocorre na natureza como metal livre ou combinado com o enxofre (bismutinita = Bi2S3).

Bismuto

Descoberto em 1500, seu nome significa "massa branca" em alemão; ele já era mencionado Paracelso como um metal lunar encontrado na madrepérola das ostras e mexilhões. Sua presença no ser humano o torna amante do anoitecer e das horas noturnas. São pessoas generosas e hospitaleiras que lutam a favor dos solitários e sofredores.

O principal uso do bismuto é na fabricação de soldas, fusíveis e outras ligas de baixa fusão (sistemas anti incêndio), assim como medicamentos (especialmente antiácidos) e cosméticos (batons, pós, esmaltes etc.), em virtude do seu aspecto perolizado. A indústria farmacêutica consome cerca de 30 por cento do bismuto produzido no mundo em produtos para diarreia, enterites e úlceras gástricas. Caracteristicamente as dores se refletem nas costas e são aliviadas ao se ingerir alimento ou bebidas geladas.

A exposição ao bismuto por tempo prolongado causa formação de granulomas no pulmão, assim como enfraquecimento dos dentes, acompanhado de uma linha azulado nas gengivas semelhante à da intoxicação pelo chumbo, e dor de estômago. Também pode atacar os rins, pelos quais tem grande afinidade, e estimular o aparecimento de herpes zoster e estomatite aguda. Este elemento causa também horror à solidão.

Boro

Descoberto em 1808, é conhecido principalmente através do bórax (borato de sódio) e do ácido bórico; usado na água boricada e outros produtos farmacêuticos, assim como em inseticidas. Emprega-se também na agricultura para adubo e extermínio de ervas daninhas. A intoxicação por bórax causa medo de descer escadas, ladeiras ou rampas; salivação, náuseas, vômitos, cólicas, insuficiência renal com perda de albumina, cilindros e sangue pela urina, ondas brilhantes diante da vista; encurvamento das pálpebras para dentro; excessiva sensibilidade ao mais leve ruído, mas não tanto ao barulho forte; aftas; diarreia cremosa e fétida em crianças (estas gritam antes de urinar).

Nas mulheres, leva à produção de leite sem amamentar, regras adiantadas e corrimento como clara de ovo, cólicas menstruais e esterilidade. Ao deitar, falta de ar e fisgadas no peito ao respirar e ao tossir. Dor na ponta do polegar. Fisgadas na planta dos pés. Perda das unhas, devido a psoríase. Coceira nas costas das mãos. Gritos durante o sono como se estivesse assustado. Já o ácido bórico causa diabetes, frio generalizado (inclusive da língua e da vagina), eritema do tronco e membros superiores, edema ao redor dos olhos etc.

Entretanto, em proporção adequada o boro previne a osteoporose em mulheres pós-menopausa, evita a eliminação de cálcio e magnésio e melhora a taxa hormonal. É comum a perda de magnésio em usuário de diuréticos e digitálicos, perda essa importante nas doenças cardíacas. O boro pode ser fundamental nesses casos. A suplementação do boro, na dose de 1 mg diário de boroglicina, é indicada quando existe carência desse elemento. Alimentos ricos em boro são: maçã, pêra, pêssego, uvas, passas, tâmaras, nozes e soja.

OS MINERAIS E O SER HUMANO II

Bromo

Seu nome quer dizer mau cheiro. Descoberto em 1826 nas águas das salinas, é um líquido fumegante, vermelho e cáustico, de odor repugnante. Como todos os halogênios (nome que significa "formadores de sais"), é um elemento claramente não metálico e altamente ativo por possuir sete elétrons em sua órbita externa.

Os halogênios encontram-se na natureza em vários estados físicos: o flúor e o cloro são gases; o iodo e o astatínio são sólidos; e o bromo é o único elemento, além do mercúrio, que é líquido à temperatura ambiente. Todos eles são venenosos, corrosivos e poderosos agentes bactericidas.

O bromo é usado amplamente sob a forma de brometos de amônio, de potássio e de sódio em produtos farmacêuticos, no pão (para torná-lo crocante) e em sedativos; de bromato de potássio em salões de beleza para alisamento a frio; de brometo de metila como agente de refrigeração, em extintores de incêndio e desinfetantes; de brometo de xilol e bromoacetofenona nos gases lacrimogêneos; associado à ureia em hipnóticos, sedativos e tranquilizantes; e muitas outras formas, cada uma delas pode provocar, em caso de intoxicação, diferentes manifestações.

Provoca dureza e aumento dos gânglios, sensação de uma pedra no estômago, gastrite que melhora ao comer, rouquidão e tosse semelhante à da coqueluche, com sensação de frio ao inspirar, asma inspiratória pior em lugares de clima seco, dor nos testículos, tumores duros nos seios com dores em fisgadas, principalmente do lado esquerdo, flatos vaginais, cistos ovarianos, insônia, sonambulismo, terrores noturnos e sono agitado, ataxia cerebral, acne e pústulas nas costas e face; bócio, apatia e perda de memória, soluço persistente e psoríase.

A homeopatia utiliza o Bromium em potências persas como antídoto desse elemento, mas envenenamentos agudos podem exigir medidas urgentes de pronto-socorro.

Cádmio

O cádmio, cujo nome vem do grego kadmia (terra), apresenta-se na natureza junto como zinco, mas também se combina com o enxofre no brilhante sulfeto de cádmio, muito popular entre os pintores. Descoberto em 1817 nos minerais greenockta (CdS) e a esfalerita (ZnS). Os minérios de zinco contêm cerca de 0,2 a 0,3 por cento de cádmio, o que ocorre em porcentagem menor nos minérios de cobre e chumbo.

O cádmio é usado em muitas ligas metálicas, algumas delas em joalheria, com níquel, prata, cobre e ouro; em soldas, com chumbo; em pilhas e reatores atômicos. Assemelha-se ao zinco em suas características químicas e por isso participa de algumas metaloproteínas do organismo. A concentração do cádmio no córtex da glândula supra-renal é superior à de todos os outros órgãos, e talvez isso eleve a produção de adrenalina e leve a reações intempestivas.

Sua carência no organismo talvez explique o hábito de fumar, pois a nicotina também estimula a produção de adrenalina quando falta o cádmio suficiente, o que permite ao usuário do cigarro enfrentar suas responsabilidades. Indústrias persas jogaram 50 mil toneladas de lama contendo cádmio e zinco na baía de Sepetiba, no Estado do Rio de Janeiro, contaminando toda a flora marinha e exterminando a indústria pesqueira local.

O cádmio causa náuseas, vômitos negros e diarreia em pequenas quantidades. A intoxicação aguda causa dor de cabeça, perfuração do septo nasal, edema pulmonar agudo, gosto metálico, estado de choque de extrema prostração com muito frio.

Nas intoxicações agudas pelo cádmio não é recomendado o EDTA (agente quelante da medicina ortomolecular), que agrava o quadro crônico, mas o NTA (ácido nitrilotriacético). Em homeopatia usa-se o Cadmium em diferentes potências para retirá-lo do organismo.

A intoxicação crônica ataca os rins, causando perda de proteínas, cálculos renais e desmineralização óssea. Forma-se um anel amarelo em volta dos dentes das pessoas intoxicadas, que também perdem o olfato. Surgem pólipos internos no nariz com cheiro fétido, suor doce que atrai moscas, opacificação da córnea, paralisia facial.

O câncer de próstata é outro aspecto negativo provocado pelo cádmio, que também provoca hipertensão, toxemia gravídica, redução das defesas imunológicas e da produção de insulina. Algumas crianças com dislexia (dificuldade de aprendizado) têm 25 vezes mais cádmio do que as crianças normais.

O cádmio em excesso reduz os níveis do cobre, enxofre, ferro, fósforo, selênio e zinco no organismo, mas o oposto também ocorre: esses elementos, quando aumentados, o fazem descer.

Cálcio

Encontrado nos ossos e nos dentes, o cálcio foi descoberto em 1808; promove a saúde cardiovascular, alivia a insônia e favorece as características sexuais masculinas. Sua deficiência causa raquitismo, osteoporose, cáries dentárias, câncer de cólon e reto e perda de sono. Está presente nas algas marinhas e na alfafa em grande quantidade, nos queijos suíços, provolone e parmesão, assim como na couve, nabo, melado, lêvedo, salsa, leite de cabra, tofu, figos secos, creme de leite, iogurte, beterraba e etc.

Faz parte de persos medicamentos destinados a estimular o apetite e o crescimento das crianças e a tratar sua deficiência nos idosos, muitas vezes causada pela elevação do fósforo nessas pessoas. Sua proporção com o magnésio é aproximadamente 8:1; o desvio dessa proporção representa tendência a osteoporose e doença periodontal. Mas os cabelos brancos são uma característica genética e nessas pessoas o cálcio e o magnésio estão diminuídos nos cabelos cerca de 15 por cento. Essa redução também ocorre nas crianças autistas. As mulheres também têm menos cálcio nos cabelos, porém mais magnésio.

O consumo excessivo de remédios ou alimentos que contêm cálcio causa suores ácidos na cabeça, assaduras, brotoejas, obesidade concentrada no abdome, nas costas e nos braços, bursite, tártaro dentário e cálculos renais. O excesso de cálcio também causa ansiedade e medo do futuro.

O cálcio e o magnésio estão aumentados nos cabelos nos portadores de certas doenças como câncer, arteriosclerose, hipoglicemia, psoríase na pele, insuficiência renal, mieloma múltiplo, sarcoidose, hipervitaminose D, longos períodos de imobilização etc. Esse deslocamento do cálcio dos ossos e dentes geralmente é produzido pelo excesso de alumínio, arsênico, cádmio, chumbo, ferro, fósforo, magnésio, manganês ou zinco e provoca fraqueza muscular, anorexia, dores ósseas e fraturas espontâneas (osteoporose), característica das pessoas idosas. A falta do boro também causa a perda de cálcio e magnésio.

Recomendam-se até 1.200 mg diários de cálcio para pessoas carentes. Na homeopatia utiliza-se o cálcio sob várias formas, seja para colocá-lo no organismo, como a Calcarea acética, usada para reduzir as dores excruciantes do câncer, a Calcarea arsenicosa, usada de pâncreas e na nefrite, a Calcarea picrica, para furúnculos repetidos e a Calcarea fluorioca, nos medos infundados de ruína financeira, calázios, infecções purulentas do ouvido médio, no raquitismo e na osteoporose.

GORDURAS: COLESTEROL & CIA

As gorduras (ou lipídios), ao contrário dos carboidratos e das proteínas, são um grupo de compostos orgânicos definidos mais pela sua solubilidade do que pela sua estrutura química. Realmente, os lipídios são as substâncias biológicas menos solúveis em água. Entre eles acham-se os triglicerídeos, o colesterol, os fosfolipídios, os esteroides (cortisona, testosterona, estrogênio etc.), os esfingolipídios e os ácidos graxos, além de vitaminas A,D,E e K.

A nossa alimentação, até os anos 80, era rica em triglicerídeos, colesterol e ácidos graxos saturados. Agora muita gente já sabe que, preferindo os ácidos graxos monoinsaturados, como os encontrados nos azeites de oliva, reduzimos os níveis plasmáticos de colesterol e nos protegemos contra as doenças coronarianas. O mesmo pode fazer o óleo de prímula e a lecitina de soja, assim como o óleo de peixes de águas profundas, que reduzem em dois terços o risco de infarto.

Conta-se que na ilha de Chipre nunca se registrou um infarto, enquanto que a Finlândia é a campeã mundial em ataques cardíacos. Ambos os países consomem 40 por cento de gordura em sua alimentação, mas na Finlândia a gordura é de origem animal e, em Chipre, é o azeite de oliva.

Muita gente tem pavor do colesterol, mas sob muitos aspectos ele é indispensável para a saúde: o colesterol da pele é convertido na vitamina D sob a ação dos raios ultravioleta e é a matéria-prima dos hormônios esteroides das glândulas suprarrenais, como os hormônios sexuais. Dependendo da proteína a que estiver ligado, tem atuação diferente.

As lipoproteínas são os elementos do sangue que transportam o colesterol, e parece haver uma correlação entre as doenças cardíacas e as lipoproteínas de baixa (LDL) e muito baixa (VLDL) densidade, que transportam cerca de 80 por cento do colesterol. Mas as lipoproteínas de alta densidade (HDL), responsáveis pelo transporte dos restantes 20 por cento, produzem efeito contrário e benéfico para a circulação.

É que elas se compõem principalmente de lecitina, que decompõe o colesterol, impedindo-o de obstruir as artérias. Quanto mais alta for a sua taxa de HDL, menor seu risco cardíaco. E o que há de curioso sobre a HDL é que não só as mulheres têm níveis mais altos dessa lipoproteína - e vivem mais que os homens - como também aqueles que consomem álcool em quantidades moderadas.

A maior surpresa vem agora; por conter lecitina, que ajuda na assimilação de gorduras, os ovos aumentam o nível de lipoproteínas HDL, e atualmente são recomendados como excelente alimento até para quem tem colesterol elevado!

EM BUSCA DE OUTRAS OPÇÕES

A medicina ortomolecular é basicamente uma forma de medicina nutricional, que procura curar e prevenir os problemas de saúde reestabelecendo o equilíbrio das vitaminas, minerais, aminoácidos e outros componentes essenciais do organismo, assim como varrer os perniciosos radicais livres e outros elementos tóxicos do organismo.

É uma reaproximação entre a medicina e a natureza, que surge em uma hora em que os médicos se viam diante de um impasse terrível: os remédios vêm se tornando piores do que as próprias doenças! Sem contar que vírus, bactérias e outros microrganismos vêm se tornando inteiramente resistentes a tudo, como é o caso do bacilo da tuberculose.

Há cerca de dez anos, um estudo sobre 1.600 crianças que morreram no decorrer de uma infecção qualquer que exigiu antibióticos comprovou que 90 por cento delas tiveram como causa da morte, insuficiência hepática provocada pelos próprios antibióticos, e não pela infecção, que estava quase curada. De lá pra cá, esses medicamentos se tornaram muito mais potentes e perigosos.

Por outro lado, muitos medicamentos, além de encerrarem perigos latentes (por favor, leia a bula antes de tomar qualquer medicamento e questione com seu médico se existe outra opção!), fazem o organismo perder elementos importantes.

O ácido acetilsalicílico, por exemplo, que é a base da popular aspirina, da qual se consome só nos Estados Unidos 16 toneladas por ano, triplica a velocidade de excreção da vitamina C do organismo, causando também deficiência de ácido fólico e vitamina B, assim como grande incidência de hemorragias internas e externas. Os corticóides (cortisona, prednisona), além de produzirem grande retenção de líquido e muitos outros efeitos desastrosos, fazem descer o teor de zinco.

Os laxantes e lubrificantes (óleo mineral) eliminam as vitaminas A, D, E, K, o cálcio e o fósforo. Os diuréticos jogam fora com a urina o complexo B, o potássio, o magnésio e o zinco. Os anticoncepcionais orais nos fazem perder ácido fólico, vitaminas B2, B6, B12, C e E. Alternativas naturais (leia-se ortomoleculares) para o consumo desenfreado de medicamentos (700 toneladas de tranquilizantes, 49 toneladas de barbitúricos e mais de duas mil toneladas de antibióticos por ano só nos EUA) são bem menos agressivas e bastante eficientes. Vejamos alguns exemplos:

Antiácidos: Enzimas digestivas, papaia.

Antibióticos: Vitaminas A, ácido pantotênico, ácido fólico, alho, vitamina C.

Antidepressivos: Vitamina B1, B6 e B12; cálcio, magnésio, L-triptofano e L-fenilalanina.

Diuréticos: Vitamina B6 e alfafa.

Laxantes: Vitaminas B1, B2, B6 e B12, potássio, lactobacilos, farelo de trigo.

Tranqüilizantes: Colina, niacina, ácido, pantotênico, inositol, L-Triptofano, vitaminas B1, B6 e B12.

Em suma, parecem estar se confirmando as profecias do Dr. Linus Pauling em seu livro Como viver mais e melhor, onde prevê um mundo sem doenças, onde as pessoas têm mais saúde, beleza e juventude e por muito mais tempo. Ele mesmo foi o exemplo disso: viveu até os 95 anos e trabalhou a todo o vapor até seus últimos dias!

Entretanto, o uso abusivo de vitaminas, aminoácidos, minerais etc. pode levar igualmente a situações tóxicas. Por exemplo: a vitamina A em excesso pode produzir dor de cabeça, visão turva, náusea, queda de cabelos, coceira nos olhos, dores nos ossos etc. O limite de tolerância varia de pessoa a pessoa. A dose diária recomendada é de 5.000 UI diárias. Entretanto, sob a forma de betacaroteno, que se transforma em vitamina A, pode-se ingerir 25.000 a 50.000 UI diárias sem efeitos tóxicos, mesmo em gestantes.

A vitamina B3 (niacina ou ácido nicotínico) produz em certas pessoas intenso rubor acompanhado de quentura, coceira e formigamento no rosto, braços e parte superior do peito, náusea, dor de cabeça e diarréia. A dose diária recomendada é no máximo de 20 mg para adultos e metade disso para crianças até dez anos.

A vitamina B6 provoca neurotoxidade com instabilidade da marcha e perda de sensibilidade nos pés e nas mãos, em dose acima de 2 g diários. A dose recomendada para adultos é de 2 mg, mas até 50 mg não provocaria quaisquer efeitos nocivos, a menos que a pessoa esteja tomando L-dopa para a doença de Parkinson. Esse medicamento terá seu efeito reduzido.

A vitamina C pode causar cálculos renais e gota em altas doses (acima de 5 g diárias) em pessoas suscetíveis. Igualmente, a interrupção brusca de altas doses de vitamina C pode causar escorbuto não só no usuário mas, no caso de gestantes, no bebê. A vitamina C também interfere nos testes de glicose no sangue. Adultos e crianças podem se beneficiar com uma dose diária de 250 a 1.000 mg de vitamina C, exceto em casos especiais e por pouco tempo.

Altas doses de vitamina D provocam hipercalcemia (excesso de cálcio no sangue) acompanhada de anorexia, náusea, vômito, prisão de ventre, cansaço, hipertensão aterial e falência renal. A dose recomendável é de 200 a 400 UI diárias.

A vitamina E em excesso pode dificultar a cicatrização e produzir sangramentos em pessoas suscetíveis. Também eleva a pressão arterial. A dose benéfica de vitamina E é, no máximo, de 400 UI.

A vitamina K, em doses altas, produz erupções de pele, coceira e rubor. A dose recomendável é de 80 mcg diários.

Boas opções também são os remédios fitoterápicos, ou seja, à base de plantas, usados pela humanidade desde que o mundo é mundo. Estudos modernos vêm incorporando esses remédios ao acervo da Medicina Holística, o que comprova o conhecimento terapêutico dos povos da antigüidade e dos "selvagens" como os feiticeiros, pajés e xamãs das tribos indígenas.

E, finalmente, temos todo o vasto arsenal da homeopatia, que utilizamos há duas décadas com excelentes resultados. São medicamentos de escolha para se contrapor a incalculável contaminação química produzida pela Revolução Industrial já lá se vão 200 anos.

UMA MEDICINA AMPLA

Já utilizada no mundo inteiro por médicos, veterinários, nutricionistas, ecologistas e pesquisadores em geral, a espectrometria dos cabelos humanos e dos pêlos ou penas dos animais, também conhecida como mineralograma, representa indiscutivelmente um dos instrumentos mais úteis para a ciência neste final de século.

Utilizamos o mineralograma há alguns anos. Ele nos permite dosar com considerável precisão o excesso ou a ausência de importantes elementos no organismo humano, orientando o médico ou veterinário no tratamento e na prevenção de doenças antes incuráveis, como a depressão, as doenças mentais, a arteriosclerose, a AIDS e o câncer, entre outras, sem falar no indesejável processo de envelhecimento.

Esses elementos provocam a formação de substâncias instáveis, os radicais livres, com forte capacidade de se combinar com outros semelhantes, produzindo uma aceleração no mecanismo da oxidação e desestabilizando a programação genética do inpíduo.

Verifica-se, graças a esse exame altamente revolucionário, que a medicina precisa ser redirecionada para uma nova abordagem clínica, através da qual se obtenha o equilíbrio do organismo, tornando-o capaz de reagir e desfazer problemas em todas as esferas: não apenas a corporal, mas também a emocional e a mental, que hoje se sabe obedecerem em grande parte à bioquímica humana e animal.

Fato dos mais relevantes que constatamos é que se reúnem, pela primeira vez na história da medicina, os conceitos defendidos pela alopatia, ou seja, as carências (de vitaminas, sais minerais, hormônios etc.) com os conceitos defendidos pela homeopatia, ou seja, os excessos (intoxicações crônicas por inúmeras substâncias, entre elas os metais pesados), como causas das doenças e do desgaste orgânico que leva o ser humano a viver apenas metade do tempo a que biologicamente teria direito. Efetivamente, a espectromia dos cabelos revela existirem tanto as carências quanto os excessos, ambos os problemas exigindo uma solução. Solução perfeitamente viável: a alopatia repõe a homeopatia retira.

Esta medicina aparentemente simples quando definida desta maneira envolve, entretanto, uma abordagem abrangente, ou seja, holística, do ser humano, levando em conta não só o inpíduo isolado mas também o meio em que ele vive, se desenvolve, se alimenta, trabalha e ama, em contato com todas as substâncias que poluem seu organismo e debaixo de todas as pressões desencadeadas pelo estresse da vida atual.

Isso devolve à clínica médica o lugar de destaque que sempre ocupou, permitindo ao médico tratar de seus pacientes com conhecimento de causa e grande gama de recursos, ao mesmo tempo que ampara os especialistas e freia a onda de cirurgias para resolver tudo, até dor de cotovelo: hoje, nos EUA, trocam-se cotovelos e outras juntas aos milhares, ao menor problema.

A partir de tal exame, sem sombra de dúvida, é possível prescrever uma alimentação mais adequada para cada pessoa ou animal, de acordo com as reais (e não pressupostas) carências e excessos de seu organismo, o que faz a alegria de todos os que trabalham com problemas de nutrição. E da mesma forma insofismável comprovam-se importantes intoxicações químicas como a produzida pelo mercúrio, pelo chumbo, pelo cobre, pelo alumínio e outros metais tóxicos que entram no organismo através de persas formas, como as embalagens revestidas de metais, as tintas, pós antissépticos e outros produtos aparentemente inofensivos.

Atualmente mandamos realizar nossos exames nos Estados Unidos. Infelizmente tal tecnologia não existe ainda em grande escala no Brasil. Através da visão perfeita que fornece o mineralograma - verdadeiro check-up inpidual - podemos saber não apenas a causa daquilo que os pacientes apresentam no momento, mas também a propensão latente a infarto, derrame, câncer, doenças mentais, esclerose etc., que podem ser evitados com a imediata desintoxicação do organismo. Também são evitadas muitas cirurgias por esse tratamento, devolvendo à clínica médica a antiga soberania e ao doente, a confiança de que não será mutilado nem levado mais depressa ao fim pelas mãos dos médicos, dos quais se afastam e vão procurar toda sorte de simpatias e tratamentos sobrenaturais por puro medo.

Graças a farmácias homeopáticas e de manipulação de alto nível, tratamos grande parte dos nossos pacientes com uma homeopatia moderna, que utiliza altas potências e cura tão depressa quanto a sua suposta rival - a alopatia. Os remédios são tomados duas vezes por dia, em cápsulas ou gotas, e não de hora em hora, em intermináveis vidrinhos, como temem as pessoas apressadas de hoje. Utilizamos também os medicamentos ortomoleculares, que correspondem a uma alopatia bem mais próxima da natureza, diante de evidentes carências orgânicas ou da ausência total de defesas, conjugando-os à homeopatia e a uma alimentação adequada.

Nosso tratamento para pessoas idosas e para prevenir o envelhecimento se baseia exatamente nessa "calibragem" dos elementos do organismo, a qual, quando feita periodicamente, permite manter todas as faculdades orgânicas funcionando perfeitamente até o fim natural da nossa existência, enquanto em geral tais tratamentos são feitos às cegas na falta de um exame de alta precisão como o mineralograma. O mesmo ocorre no tratamento de crianças, muitas vezes saturadas erradamente de cálcio, ferro, flúor e outros elementos de que não estão precisando realmente para seu desenvolvimento.

DECIFRANDO A LINGUAGEM DO ARCO-ÍRIS

A ciência caminha devagar. Ou melhor, caminhava. Neste final de século, as descobertas e as novas perspectivas do conhecimento estão ultrapassando todos os limites.

Com o advento do extraordinário fenômeno da comunicação global, computadorizando todas as áreas da vida humana, a ciência vem dando saltos gigantescos. Entretanto, nem sempre foi assim. Muitas descobertas levaram séculos como teorias antes de se concretizarem em um invento prático para o ser humano.

Todo mundo sabe que Leonardo da Vinci desenhou o avião, o pára-quedas e centenas de outras geringonças que só 500 anos depois se tornaram realidade. E que dizer de Júlio Verne, que previu o submarino, a televisão e as viagens espaciais?

Foi há quase 300 anos que Isaac Newton (1642-1737), ilustre cientista inglês considerado o pai da física moderna, descobriu que a luz solar, ao atravessar um prisma de cristal, se decompõe em uma série de faixas coloridas, que ele chamou de espectro.

Newton considerou que esse fenômeno de dispersão não modifica a natureza da luz incidente, mas não intuiu uma finalidade prática para a sua descoberta. A utilidade científica deste fenômeno só foi percebida um século depois por Joseph Von Fraunhofer (1787-1826), que em 1814 notou a presença de cerca de 600 linhas estreitas e escuras no espectro visível do Sol.

Em 1823, o astrônomo John William Herschel (1792-1871), o descobridor do planeta Urano, afirmou que tais linhas seriam como "impressões digitais" das substâncias químicas, cuja presença nos astros poderia ser detectada pela análise da luz emitida. Mas só em 1855 o norte-americano David Alter estudou em laboratório o primeiro espectro, o do gás hidrogênio.

Trinta anos mais tarde o suíço Johann Jakob Balmer (1825-1898) confirmou a presença do hidrogênio tanto no Sol quanto em outras estrelas e persas nebulosas, além de determinar precisamente a origem das cores no espectro em função dos saltos dos elétrons de uma para outra órbita.

Isto através de cálculos puramente matemáticos que só foram confirmados com a formulação da teoria atômica como a conhecemos no princípio do século XX. Em 1867, James Clerk Maxwell (1831-1879) caracterizou a luz como um fenômeno eletromagnético, sendo constituída por ondas capazes de se propagar no vácuo e medindo diferentes comprimentos, correspondentes às cores.

Na virada do século, Max Planck (1858-1947), físico alemão, propôs a teoria dos quanta, logo seguida pela teoria da relatividade de Albert Einstein (1879-1955) e pelos trabalhos que dariam o prêmio Nobel ao físico dinamarquês Niels Bohr (1885-1962), confirmando que átomos, moléculas, íons e redicais livres possuem cada um seu espectro característico, dentro ou fora do espectro que nossos olhos podem perceber.

Na década de 20 tiveram início as observações astronômicas em infravermelho; na de 30 em ondas de rádio; na de 40, em raios X e ultravioleta. Assim verificou-se a presença, em todo o Universo conhecido, dos mesmos 92 elementos químicos, como os metais e outros minerais, desde o Sol até as galáxias mais distantes.

E foi através da mesma técnica, conhecida como espectrometria, que se confirmou que o Universo se expandia em uma velocidade alucinante. Aplicada à indústria, a espectrometria permitiu a análise rápida de todos os compostos químicos, que antes exigia métodos trabalhosos, assim como de amostras de solos, minérios, ligas metálicas e produtos manufaturados.

Elevando-se a temperatura da amostra a cerca de 10 mil graus centígrados, ela passava a emitir luz, cuja linguagem, sob a forma do espectro,podia então ser decifrada.

Nos últimos 30 anos, esta técnica foi aplicada intensivamente ao ser humano e aos animais, sendo analisados o leite, a urina, a saliva e o suor, os quais revelam as substâncias absorvidas, porém excretadas; o sangue, que permite medir as substâncias absorvidas temporariamente em circulação antes de serem excretados ou depositados em algum ponto do organismo; e finalmente os cabelos, as unhas e os dentes, nos quais os minerais são retidos por muito tempo.

Exemplo clássico foi a análise dos cabelos do imperador francês Napoleão Bonaparte, que revelou violenta intoxicação por arsênico 150 anos após a sua morte. Um exótico colecionador norte-americano de mechas de cabelos acaba de permitir a análise dos cabelos de grandes figuras como Abraham Lincoln, Marilyn Monroe, Elvis Presley e outras. O que encontraremos que justifique sua maneira de ser?

A TABELA MÁGICA DOS ELEMENTOS

John Dalton, que foi professor de uma escola de aldeia e acabou como catedrático de Matemática e Filosofia Natural da Universidade de Manchester, enunciou, em 1808, a teoria pela qual os elementos se compõem de átomos imutáveis que só diferem em peso dos átomos de outros elementos.

E como cada átomo tem seu peso característico, ele estabeleceu a primeira tabela periódica dos elementos que se conhece. E também a noção de "molécula", ou seja, a menor porção possível de uma substância composta por dois ou mais átomos.

Foi o sueco Johns Jacob Berzelius, contemporâneo de Dalton, que utilizou pela primeira vez a representação que usamos até hoje para os elementos químicos: ou a letra inicial ou a combinação das primeiras letras dos seus nomes em latim: K de Kalium para o potássio, Ag de Argentum para a prata e assim por diante.

Em torno de 1870 já haviam sido identificados 65 elementos, mas a tarefa de colocar ordem naquele caos coube ao russo Dimitri Ivanovich Mendeleiev, nascido na Sibéria e que aos 30 anos já era professor de Química Geral na Universidade de São Petersburgo.

Ele dispôs os elementos segundo seus pesos atômicos e observou que os elementos situados em colunas adjacentes tinham o mesmo comportamento químico, prevendo em função disso quais as propriedades dos elementos que ainda não haviam sido descobertos, o que se confirmou anos depois. E foi ele que afirmou só existirem 92 elementos naturais, desde o hidrogênio até o urânio.

Há 150 anos os astrônomos, com a ajuda de espectrômetros adaptados aos seus telescópios, vêm analisando a luz das estrelas distantes e verificando que todo o Universo é composto dos mesmos elementos relacionados na tabela de Mendeleiev. Essa mesma técnica, aplicada aos cabelos humanos, que a partir de dez mil graus centígrados começam a emitir luz, mostra que também nossos corpos são constituídos dos mesmos elementos.

Nós estamos no Universo e o Universo está em nós. Como dizia Hermes aos seus discípulos, no velho Egito: "O que está em cima é como o que está embaixo". A Química dos Amores e Ódios A função dos minerais é altamente variável. Eles participam da formação do tecido conjuntivo ou de sustentação, como o colágeno; mantêm o equilíbrio dos líquidos e da membrana das células; ativam reações bioquímicas atuando sobre os sistemas enzimáticos; possuem efeitos diretos ou indiretos sobre as glândulas; atuam sobre a flora intestinal, população bacteriana que convive conosco dentro do nosso organismo em regime de simbiose; e afetam profundamente nosso comportamento.

A possibilidade de insuficiência de minerais é muito maior do que a da carência de vitaminas. E o risco aumenta em pessoas que estão fazendo dieta, em idosos, gestantes, usuários de certos medicamentos como os diuréticos e habitantes de regiões onde o solo é pobre em determinados minerais. Mesmo uma dieta rigorosamente "balanceada" - ou uma ração para animais - pode incorrer em deficiências minerais capazes de induzir problemas de saúde.

Quando em falta no organismo, os elementos podem ser repostos por meio de alimentação adequada associada à complementação ortomolecular, o que resulta no restabelecimento dos níveis ideais e consequente melhora da saúde. Quando estão em excesso, podem ser reduzidos no organismo por um processo chamado de "quelação", como vimos em outra parte deste livro, utilizando agentes quelantes persos.

Reafirmamos aqui que esse processo de eliminação encontra na homeopatia o método ideal, pois emprega substâncias semelhantes às encontradas, porém em doses mínimas, dinamizadas por processos farmacológicos que vão produzir a retirada das substâncias desejadas e não, como outros quelantes, de elementos altamente desejáveis que permaneçam no organismo.

Outra forma de balancear o organismo é atuar sobre a "gangorra" que existe entre os elementos. O velho John Dalton já dizia que as reações químicas dependiam desses "amores" e ódios. Alguns elementos químicos são endeusados, como o cálcio; outros, amaldiçoados, como o mercúrio, nos dias de hoje.

Entretanto, todos são necessários e importantes no nosso organismo, em maior ou menor quantidade, muito embora nem sempre se saiba ainda sua finalidade nessa grande orquestra. No resultado do mineralograma, que dosa a proporção desses elementos nos cabelos humanos ou pêlos e penas dos animais, alguns aparecem em alto teor, como o cálcio, o fósforo, o magnésio, o potássio, o enxofre, o zinco, o sódio; outros, em teor médio como o cobre, o ferro, o silício; e finalmente todos os demais em muito pequenas proporções, os chamados oligoelementos.

O nível "normal" de cada um deles depende de muitas variáveis e ainda está sendo estabelecido, embora já se tenha considerável aproximação.

ADITIVOS ALIMENTARES - ONDE MORA O PERIGO

Os aditivos químicos são produtos artificiais ou naturais utilizados para dar cor, consistência, sabor, odor e durabilidade aos alimentos industrializados. Entre eles estão os conservantes, corantes, antioxidantes, estabilizantes, aromatizantes, adoçantes, homogeneizantes, espessantes e emulsificantes. São identificados por códigos que confundem o consumidor.

Em nosso país é obrigatório constar nos rótulos os códigos correspondentes aos aditivos empregados. Entretanto, alguns alimentos deveriam trazer advertências sobre os efeitos dos muitos aditivos que estão presentes nos mesmos, como é o caso da fenilalanina e do glúten.

No mundo de hoje, de 75 a 80 por cento dos alimentos consumidos, são sujeitos a processamentos e os aditivos alimentares são utilizados dez vezes mais do que há dez anos atrás.

Veja alguns dos principais aditivos químicos dos alimentos:
E102 Amarelo tartrazina - corante amarelo-alaranjado de bebidas, pudins, molhos e doces em geral: produz hiperatividade infantil, crises de asma e reações similares à aspirina.

E122 Azorrubina - corante púrpura-avermelhado usado em bebidas de framboesa e confeitaria: produz as mesmas reações acima.

E124 Poinceau 4R - corante vermelho usado em produtos à base de morango, balas, pudins e bolos: produz as mesmas reações acima.

E131 Azul patenteado V - corante azul-violeta usado em confeitaria: produz hiperatividade infantil, crises de asma, reações alérgicas similares à aspirina e outras intolerâncias.

E132 Indigotina - corante azul usado em molhos e confeitaria: produz as mesmas reações acima.

E155 Castanho HT - corante castanho em muitos alimentos processados: produz as mesmas reações acima.

E210 Ácido benzóico - conservante sintético para produtos à base de frutas, picles, peixe marinado e molhos para saladas: produz hiperatividade, crises de asma e outras reações alérgicas. Sugeriu-se que favorece a entrada de vermes no organismo, prejudicando especialmente o timo, órgão que produz as células de defesa do organismo.

E211 Benzoato de sódio, E211 Benzoato de potássio, E213 Benzoato de cálcio - conservantes similares ao anterior: produzem as mesmas reações acima.

E249 Nitrito de potássio, E250 Nitrito de sódio, E251 Nitrato de sódio, E252 Nitrato de potássio - conservantes usados em alguns queijos e em carnes cozidas em geral, presunto, linguiça, salsicha etc.: causam hiperatividade e outras reações alérgicas, sendo especialmente prejudiciais aos bebês. Sugeriu-se que se transformem em nitrosaminas, substâncias cancerígenas.

E310 Galato de propila, E311 Galato de octila, E312 Galato de dodecila - antioxidantes adicionados a gorduras e óleos encontrados em alimentos fritos: produzem hiperatividade infantil, crises de asma, reações similares à aspirina e são especialmente prejudiciais para os bebês.

E320 Butil-hidroxianisol (BHA) e E321 Butil hidroxitolueno (BHT) - antioxidantes usados em margarinas e outras gorduras, assim como frituras; produzem hiperatividade infantil, crises de asma e outras reações alérgicas, sendo especialmente prejudiciais para os bebês.

E621 Glutamato monossódico, E622 Glutamato monopotássico, E623 Diglutamato de cálcio, E627 Guanilato dissódico, E631 Inosinato dissódico e E635 5-Ribonucleotídeo dissódico: intensificadores de sabor usados em carnes cozidas e enelatadas, tabletes de caldo de carne e de galinha, sopas prontas: produzem hiperatividade infantil, crises de asma, reações similares à aspirina e outras, sendo especialmente prejudiciais aos bebês.

São muito comuns as reações alérgicas ou de hipersensibilidade, algumas até mesmo fatais, a muitos dos aditivos artificiais. As mais freqüentes são a urticária, o choque anafilático, os eczemas, as dores de cabeça, a diarréia, os vômitos, os eritemas, a hiperatividade infantil, a rinite e a asma.

Já os aditivos naturais provocam infinitamente menos reações nocivas, como é o caso da beterraba, do urucum, do cacau, dos carotenos, da cochonilha, da clorofila, da cúrcuma, do pau-brasil, do pau-campeche, da páprica ou da riboflavina, para citar apenas alguns corantes naturais.

Prefira os produtos que os utilizam, como as marcas de sorvetes e chocolates fabricadas pela Nestlé. E sempre que possível utilize alimentos frescos, frutas e hortaliças cultivadas organicamente.

MINERAIS, OS TIJOLINHOS DO UNIVERSO

Vivemos em um Universo realmente tão vasto que seus limites, embora calculáveis, não são conhecidos.

Nele estão espalhados trilhões de estrelas de muitos tipos, desde "supergigantes vermelhos", menos densos que a atmosfera terrestre, até "anões brancos", centenas de vezes mais densos que o chumbo.

O espaço é aparentemente "vazio", porque as estrelas, em geral, estão separadas por vários anos-luz de distância.

Mas existem alguns agrupamentos de estrelas, chamados cúmulos estelares, grandemente organizados em direção a um centro, que contêm mais de cinquenta mil estrelas em contínua formação. E em torno de muitas delas circulam planetas.

A cada dia observam-se fenômenos novos e empolgantes, como os pulsares, quasares e buracos negros, impelindo-nos a pensar como se teria formado esse conjunto dinâmico que é o Universo.

Há várias hipóteses sobre a constituição do mundo, entre as quais as que falam de um universo em explosão, em pulsação e em renovação.

Ao observar as estrelas e sistemas cósmicos, Edwin Hubble (1889-1953), astrofísico norte-americano, verificou que esses corpos revelavam um afastamento constante em alta velocidade.

Duas hipóteses surgiram: uma, pretendendo tratar-se de um erro da espectrometria, método utilizado para essa observação, devido a que, ao percorrer vastíssimas distâncias e tempo, perde a luz parte de sua energia, tornando-se suas ondas gradativamente mais longas; outra, afirmando que realmente os resultados são a prova dos movimentos das galáxias.

Os adeptos da primeira teoria acreditam que o espaço universal não está vazio, mas parte considerável da massa universal se acha espalhada fora das estrelas brilhantes, como "substância interestelar", responsável pela anulação de grande parte das oscilações de energia que percorrem o espaço. Tal explicação não satisfaz completamente.

Assim, em 1927, o abade e astrofísico belga Georges Lemaitre (1894-1966) desenvolveu uma teoria fascinante: existiu, no início, uma "nuvem" ou massa nuclear, surgida como uma perturbação no campo de energia pura, cuja temperatura e pressão atingiram valores tremendamente grandes, explodindo, por fim, há seis ou sete bilhões de anos.

Dessa nuvem, constituída por prótons comprimidos, resultou todo o nosso mundo estelar de hoje.

Tal teoria, confirmada pelas explosões nucleares, tornou-se famosa e um dos mais importantes conceitos da astrofísica moderna (a teoria do big bang). Estrelas "novas" foram reconhecidas como explosões de massas nucleares solares.
E se sóis explodiram isoladamente, por que não poderia acontecer o mesmo com a massa primitiva das vias lácteas?

As escrituras sagradas mais antigas, como os Vedas, compilados por Viasa há cinco mil anos na Índia, nos dizem que exatamente a cada 154.586.880 milhões de anos terrestres aquilo que era uno - o puro espírito pino - se persifica. Em suma, o uno se torna perso. Daí a palavra Universo.

Os princípios da mente, energia e matéria se condensam em idéias, forças e formas, inpidualizando os diferentes seres através de uma escalada evolutiva que passa por sete planos até voltar a sua origem: elementar, primitivo, humano, inpidual, planetário, galáctico e cósmico.

Assim o mundo, relativo, finito e transitório, se manifesta no seio do espírito, absoluto, infinito e eterno - e torna a desaparecer após uma breve e brilhante existência de outros 154.586.880 milhões de anos!

Essa teoria da pulsação do Universo levantada pelos antigos místicos foi desenvolvida cientificamente por Paul Dirac (1902-1984), astrofísico escocês.

Para ele, o espaço é o campo de energia que se espalha com a velocidade da luz ao redor da matéria; quando se formam massas, o espaço se distende e, quando se perdem massas, o espaço se contrai. Há, assim, época em que o espaço se distende, depois vêm tempos em que as constelações perdem massa pela constante radiação e os espaços se reduzem. Isso obedece a um ciclo.

O Universo é, como o pressentiam os antigos sábios, um ser vivo: ele respira. Atualmente, se distende 0,00000001% ao ano e a fuga das ilhas universais é a expansão do seu crescimento.

Um dia o Universo, como todo ser vivo, alcança o máximo do seu crescimento e, certo tempo depois, o limite da sua vida.

Inicialmente o Universo cresce, pois forma quantidade maior de massa do que perde pelo movimento; depois vem a época em que o acréscimo de massa se torna inferior à perda, e o Universo diminui.

Um observador distante, pela espectrometria, veria a aproximação das galáxias, ao contrário do que se observa agora, e, com a aglutinação das mesmas, um tremendo acúmulo de energia concentrada.

As temperaturas, que antes desciam, sobem. A matéria condensa-se e por fim retorna à massa nuclear, que se carrega até explodir, recomeçando o processo. O Universo pulsa como um coração.

Mesmo levando em conta as tempestades, as erupções vulcânicas e as explosões estelares, a estabilidade é a base de todas as concepções da natureza mais aceitas. Por isso, alguns astrofísicos ingleses, entre eles Fred Hoyle, afirmaram que o Universo, na verdade, está em perpétua formação.

As vias lácteas realmente se movimentam e, ao atingirem certa velocidade, que diz a teoria da relatividade ser a da luz, desaparecem, reintegrando-se à energia pura que enche o Universo.

Perde-se massa, e essa perda acarreta a formação de novas massas. O Universo permanece, assim, eternamente equilibrado, em permanente renovação.

As modernas sondas telescópicas que viajam pelo espaço parecem confirmar essa última teoria, de um Universo em constante fluir.

E de que é feito este Universo tão imenso que dele não conseguimos conceber a extensão, tenha sido formado e vá desaparecer seja lá como for?

Dos mesmos minerais, ou seja, dos mesmos 92 elementos químicos puros ou combinados entre si de todas as maneiras possíveis e imagináveis, em todos os lugares até hoje observados nos últimos 150 anos: da galáxia mais distante até a praia onde levamos nossos filhos.

Os minerais são como os tijolinhos de que é feito o Universo.

MINERALOGRAMA

O QUE É UM MINERALOGRAMA?

Conhecida como mineralograma, a análise dos minerais permite determinar com precisão o perfil bioquímico de seres humanos e animais através de seus cabelos, pelos ou penas.

Usada em grande escala no mundo inteiro, identifica os elementos químicos que os seres vivos têm em excesso ou falta no organismo. Isto capacita o médico ou o veterinário a avaliar o meio ambiente, os hábitos de vida, a alimentação e mesmo a medicação a serem corrigidos.

Sim, porque o desequilíbrio de cada elemento químico para mais ou para menos no organismo produz um efeito desastroso para a saúde, como a falha de um músico em uma maravilhosa orquestra. É o que se denomina doença em qualquer das esferas da personalidade: corporal, emocional ou mental.

A sobrecarga de enxofre, por exemplo, favorece a entrada de todos os vírus da família do herpes; o excesso de ferro rompe a imunidade do organismo contra o bacilo da tuberculose; a falta de lítio causa desequilíbrios emocionais que levam à depressão, a violência e ao uso de drogas; os derivados do benzeno permitem a proliferação de todos os tipos de fungos, e assim por diante.

A IMPORTÂNCIA DO MINERALOGRAMA

Qual a importância do mineralograma para a medicina humana e para a medicina veterinária? É que a maioria das doenças começa quando ocorrem desequilíbrios bioquímicos ao nível celular.

É o caso dos íons metálicos ou dos radicais livres, que causam graves efeitos biológicos, entre os quais o envelhecimento, a baixa de resistência imunológica e até mesmo a criminalidade.

A medicina moderna tem a capacidade de corrigir esses desequilíbrios não só quando já estão produzindo sintomas físicos ou mentais, mas também antes que isto ocorra, graças a medicamentos em harmonia com a natureza, como a medicina homeopática e a medicina ortomolecular. Torna-se possível, também, orientar adequadamente a alimentação dos seres humanos e dos animais a partir de uma visão concreta e precisa de sua química interna.

Por isso o mineralograma, indolor e isento de qualquer tipo de contágio, é indispensável para adultos e crianças como rotina anual ou semestral em casos mais graves, pois se por um lado absorvemos produtos tóxicos diariamente, por outro nem sempre estamos nos alimentando da maneira adequada para suprir nossas necessidades, o que reduz em muito o nosso potencial.

Estes são os macronutrientes

CÁLCIO - Benéfico para os ossos e dentes, previne a osteoporose, evita o câncer, reduz a hipertensão e as doenças cardiovasculares. Entretanto, quando seu metabolismo está influenciado por seus antagonistas, como o ferro, o fósforo, o chumbo, o zinco ou o alumínio, ele é expulso dos ossos e vai produzir calcificações do tipo bursite, tártaro, esporão, bico-de-papagaio ou cálculos renais, além de depósitos nas coronárias e carótidas. Melhores fontes naturais: leite, queijo, sorvete,iogurte e outros laticínios; também alfafa, brócólis e couve.

COBRE - Vários estudos demonstram que o cobre protege contra o câncer e a destruição provocada pelos radicais livres através de enzimas das quais participa. Sua deficiência acarreta doenças cardiovasculares por redução do bom colesterol (HDL). Funciona como antiinflamatório contra a artrite. Estimula o sistema imunológico. Melhores fontes naturais: fígado, frutos do mar, nozes. castanha-do Pará e legumes secos (feijões e cereais).

ENXOFRE - Muito importante para a saúde da pele, das unhas e dos cabelos. Participa da cisteína, um aminoácido que inativa os radicais livres, assim como da taurina e da metionina, reguladores do sistema nervoso e essenciais para o crescimento. Vários compostos de enxofre contidos no alho e na cebola parecem ser responsáveis pelo seu efeito favorável sobre a saúde cardiovascular. Em excesso, o enxofre causa hipertensão, ataca a coluna, precipita o herpes e prejudica a memória para nomes próprios. Melhores fontes naturais: ovos, carne, laticínios, cereais, alho e cebola.

FERRO - Previne e cura a anemia por falta de ferro, mas não a anemia por falta de cobalto (vitamina B12). Elimina a dificuldade de deglutição. Aumenta a capacidade de aprendizado das crianças. Melhora o desempenho físico e reduz as dores no corpo, aumentando a energia do organismo. Em excesso, porém, torna-se um grande gerador de radicais livres e causador de osteoporose, infartos e infecções. Melhores fontes naturais: carnes de todos os tipos,ovos, soja, espinafre e outros vegetais verdes, caldo-de-cana e melado.

FÓSFORO - Essencial para a mineralização óssea, assim como para os processos de armazenamento de informações biológicas, comunicação celular e produção de energia. Em excesso, por contaminação com inseticidas organofosforados, porém, causa psicoses e perda de cálcio, levando à osteoporose. Melhores fontes naturais: leite e derivados (de preferência desnatados), peixes e soja.

MAGNÉSIO - Absolutamente essencial à vida, ativa todos os principais processos biológicos, inclusive o metabolismo da glicose, a produção de energia celular e a síntese de ácidos nucléicos e proteínas, assim como a estabilidade elétricas das células, a contração muscular, a condução nervosa e o controle do tônus vascular. Protege contra doenças cardiovasculares e hipertensão. Reduz a tensão pré-menstrual. Evita os cálculos renais. Impede o parto prematuro e a eclampsia. Em excesso, porém pode levar à insuficiência cardíaca e respiratória e ao esgotamento mental. Melhores fontes naturais: carnes, frutos do mar, vegetais verdes e laticínios.

POTÁSSIO - Essencial para contração muscular, freqüência cardíaca e produção de energia, o potássio protege as pessoas contra a hipertensão arterial, pois reduz os níveis de sódio excessivos. Além disso, diminui o risco de derrames e melhora o desempenho dos atletas, pois estes perdem muito potássio pela transpiração, o que produz grande cansaço. Melhores fontes naturais: as frutas e vegetais frescos (banana, laranja, abacate, espinafre, aipo, melão e melado de cana.

SILÍCIO - Sem ele perde-se o tônus da pele e esta se torna flácida. O mesmo ocorre com as artérias, nas quais o teor de silício se reduz muito com a idade. Ele é indispensável para o tecido conjuntivo, para o desenvolvimento normal, para regular o metabolismo celular e evitar o envelhecimento, opondo-se à formação dos radicais livres. Melhores fontes naturais: os vegetais, cereais integrais e frutos do mar.

SÓDIO - Essencial para a manutenção do equilíbrio osmótico dos fluidos extracelulares. Junto com o potássio, está envolvido na transmissão dos impulsos nervosos. Mobiliza outros nutrientes através da membrana celular. Sua carência baixa a pressão, causa o cansaço e palpitações durante esforço e desidratação. Melhor fonte natural: o sal marinho sem adição de iodo, encontrado em casas de produtos naturais.

ZINCO - Um dos principais protetores do sistema imunológico, é indispensável para a atividade de mais de duzentas enzimas (catalisadores biológicos). Sua deficiência causa retardo de crescimento, falta de apetite, anormalidades do paladar, olfato e visão, perda do interesse sexual infertilidade masculina. Mas em excesso leva à perda da concentração e ao aparecimento de cacoetes. Melhores fontes naturais: cereais integrais, lêvedo de cerveja, farelo e germe de trigo, frutos do mar e todos os tipos de carne. Melhores fontes naturais: cereais integrais, lêvedo de cerveja, farelo e germe de trigo, frutos do mar e todos os tipos de carne.

Micronutrientes mais conhecidos

BORO - Aumenta os níveis hormonais pós-menopausa, prevenindo a osteoporose e aumentando a musculatura. Melhores fontes naturais: frutas e vegetais.

COBALTO -A falta de cobalto causa anemia, falta de apetite, parada do crescimento, irritabilidade e falta de concentração. É o principal componente da vitamina b12, essencial para evitar a anemia perniciosa. Melhores fontes naturais: carne, fígado, leite, alface, beterraba, espinafre e batata-doce.

CROMO - Útil no tratamento e na prevenção do diabetes, protege contra doenças cardiovasculares e hipotensão arterial, reduzindo o colesterol. Melhores fontes naturais: cereais integrais, condimentos, carne, queijos e lêvedo.

IODO - Essencial para a síntese dos hormônios da tireoide, mas em altas doses causa o bloqueio desta glândula, assim como provoca acne, miomas e cistos nos ovários. Melhores fontes naturais: frutos do mar (inclusive algas), agrião, pera e manga.

LÍTIO - Usado há 140 anos na medicina como antidepressivo e antirreumático, é essencial para o equilíbrio do sistema nervoso. Entretanto, por causa do uso excessivo de elementos como o flúor, cloro, bromo e iodo, é expulso do organismo; poucas pessoas têm níveis adequados de lítio, o que torna possível o aparecimento de depressão, violência, uso de drogas e suicídio. Melhores fontes naturais: couve e mostarda.

MANGANÊS - Importante para o funcionamento normal do cérebro, evita anormalidades ósseas e artrite, mas em excesso causa psicoses e depressão, assim como sintomas similares ao mal de Parkinson. Melhores fontes naturais: fígado, cereais, legumes, verdddurasss, leite e feijão.

SELÊNIO - Evita doenças crônicas como a aterosclerose (entupimento das artérias), artrite, enfisema, cirrose e câncer, todas características do processo de envelhecimento. Protege o coração e aumenta o desejo sexual. Melhores fontes naturais: brócolis, cogumelos, aipo, pepino, alho, cebola, lêvedo, cereais integrais.

VANÁDIO - Evita depressão e aumento de colesterol e triglicerídeos. Melhores fontes naturais: aveia, peixe e azeite de oliveira.

Todos os elementos exercem alguma função na grande orquestra que é o organismo humano. Entretanto, até pouco tempo a medicina ainda não dava grande importância à nutrição. Por isso - e graças ao mineralograma, que demonstrou essas carências - só nos últimos anos o oligoelementos passaram a ser valorizados e melhor estudados.

Além dos citados acima, já se conhecem alguns dos efeitos benéficos do ouro, da prata, do níquel, da platina, do antimônio e do tungstênio, por exemplo, comprovando os estudos dos alquimistas.

Como os solos agrícolas estão muito empobrecidos neste final de século, nem sempre os alimentos contêm aquilo que se imagina. Por isso a complementação mineral através de fórmulas se faz muitas vezes indispensável.

É claro que o mineralograma não exclui outros exames, como o hemograma, o lipidograma, a densitometria, etc, mas os complementa. E o tratamento pode sofrer muitas variações de caso para caso.

RADICAIS LIVRES - MENOS ANOS EM SUA VIDA

Como alguém já comentou, não se trata de um grupo de jovens rebeldes reunidos em uma banda de rock pauleira.

Os radicais livres são elementos que desempenham importante papel contra os agentes invasores do organismo (vírus, bactérias, fungos, etc.).

Os leucócitos ou glóbulos brancos, responsáveis pelas nossas defesas, liberam esses elementos contra todos os invasores. Os radicais livres também agem como receptores de elétrons para armazenar energia no organismo.

Grande parte dos radicais livres resulta do próprio metabolismo do oxigênio, elemento fundamental para a vida, mas muitos outros advêm de substâncias tóxicas resultantes do mau uso da química nos alimentos ou no meio ambiente, como os metais pesados.

A noção de radicais livres foi definida em 1954 por Rebeca Gerschman e Danham Harman, que introduziram a idéia de que o oxigênio e a toxidade dos raios X possuíam um mecanismo molecular comum resultante na geração de produtos de redução parcial do oxigênio.

Analisando técnicas de sobrevivência em ratos, demonstraram que a suplementação de dietas com antioxidantes aumentava a longevidade. É do Dr. Harman uma célebre frase: " Coloque mais anos em sua vida e mais vida nos seus anos."

Realmente, já não parece tão distante a possibilidade de uma vida saudável e uma velhice com mais disposição física e psíquica diante dos novos conhecimentos da medicina ortomolecular.

Os radicais livres são átomos, moléculas ou íons que possuem um ou mais elétrons livres na sua órbita externa, como os íons metálicos, a molécula de oxigênio e o átomo de hidrogênio. A presença desses elétrons dá a esses radicais uma instabilidade química notável, levando-os a reagir com qualquer composto em suas imediações, com função oxidante (receptora de elétrons).

Alguns íons como o ferro e o cobre podem se autoxidar transformando-se em radicais livres. Nosso organismo utiliza os radicais livres para o processo de respiração celular e para destruição dos agentes infecciosos através dos radicais superóxidos.

Os efeitos prejudiciais dos radicais livres aparecem quando há um desequilíbrio entre os sistemas oxidantes e antioxidantes, gerando um excesso de radicais livres denominado estresse oxidativo.

A reatividade dos radicais livres produz extensa destruição da membrana das células e estruturas celulares como os lisossomos e as mitocôndrias, assim como de várias enzimas; tendo como resultado as mais persas patologias, como a flacidez, a celulite, o envelhecimento, a arteriosclerose, o vitiligo, o câncer, o mal de Parkinson, a doença de Alzheimer e muitos outros estados degenerativos.

Dentre as inúmeras substâncias que favorecem os radicais livres encontramos a fumaça do cigarro, que conduz para dentro do organismo uma incalculável quantidade de radicais livres (um estudo realizado na Suécia revelou cerca de 4.720 substâncias químicas diferentes na fumaça do cigarro).

A ação dos raios ultravioleta sobre a pele, a contaminação por metais como alumínio, o chumbo, o ferro e outros, a poluição atmosférica, a ingestão de gorduras, frituras e carnes vermelhas são outras fontes importantes de radicais livres.

O organismo procura se livrar do excesso de radicais livres produzindo enzimas antioxidantes para inativá-los, como as catalases, a glutationa, a superóxido dismutase e outras. Esta última exige a presença do cobre e do zinco para exercer a sua atividade.

Entretanto, em processos agudos como as infecções, nem sempre o organismo consegue se resguardar sozinho, pois os radicais livres destroem estruturas vitais e desequilibram o funcionamento dos sistemas de defesa.

Por isso são utilizados os antioxidantes não enzimáticos, a maioria dos quais ingerida na dieta como antioxidantes em si ou precursores: vitaminas (A,E,C), oligoelementos (zinco, cobre, selênio, magnésio, molibdênio, etc.), aminoácidos (arginina, taurina, etc.) e outros.

Entretanto, apesar da febre generalizada em torno do assunto, é importante evitar os modismos e respeitar as doses mínimas e máximas determinadas pelos comitês internacionais de nutrição para a ingestão de vitaminas, minerais e aminoácidos.

Recomendo essa suplementação para todas as pessoas, de todas as idades, pois em geral não é possível manter um padrão de hábitos alimentares adequados que permitam a ingestão razoável de antioxidantes associada a uma baixa entrada de radicais livres.

Vale lembrar que sob o aspecto da eliminação de radicais livres a homeopatia tem ampla experiência e grande raio de ação, com quase duzentos anos de observações clínicas em termos de eliminação de substâncias tóxicas do organismo.

Ela se baseia na lei dos semelhantes e na lei das doses mínimas segundo as quais uma quantidade infinitesimal de uma substância tóxica não só pode ser altamente estimulante para o organismo como também promove rápida eliminação de uma grande porcentagem de uma substância tóxica de estrutura química similar retida no organismo.

Desde a antiguidade isso foi usado por reis como Mitrídates (123-63 a.C), que usou pequenas quantidades de veneno para se imunizar contra envenenamentos. Na corte dos Czares no início do século XX, Rasputin protegeu-se contra traições do mesmo modo.

O criador da vacina, Jenner, provou que pequenas doses de toxinas estimulavam o organismo a reagir contra as bactérias invasoras; finalmente, no início do século XIX, Samuel Hahnemann, o pai da homeopatia, através de milhares de experiências com voluntários humanos, criou todo um conjunto de conhecimentos que hoje se mostram muito similares às descobertas da medicina ortomolecular no que se refere à eliminação dos radicais livres para restabelecer a saúde.

OS CAMINHOS DA MEDICINA HOLÍSTICA

Abrangente. Holística. Integral. Ecológica. Ortomolecular. Medicina da Terceira Linha. Estes são alguns adjetivos que definem bem a medicina do próximo século - esta nova medicina cujo perfil vem se delineando cada vez mais claramente nos últimos anos deste século.

Vejamos quais são as três linhas gerais de sua evolução:

•    Corrigir a relação entre o ser humano e o médico (restabelecer a visão do paciente como um todo).

•    Corrigir a relação entre o ser humano e o meio ambiente (restabelecer um equilíbrio ecológico saudável).

•    Corrigir a relação do ser humano consigo mesmo (restabelecer a perspectiva social e espiritual).

Na verdade, a medicina perdera sua identidade. Desde tempos remotos a medicina sempre foi exercida por pessoas de alta sabedoria, nos templos erguidos em todos os lugares por onde o homem passou.

O médico era um sacerdote que transmitia conhecimentos básicos sobre a vida e sobre a morte, como um instrumento de manifestação dos deuses que regem o Universo e trazem de volta a harmonia ao ser humano. É o que se observa no antigo Egito, na antiga Grécia, na antiga China, onde as leis da natureza eram postas a serviço do homem e por ele respeitadas.

E por respeitar a natureza, amá-la em todas as suas manifestações e confiar na sucessão de fenômenos como o dia e a noite ou as estações do ano, assim como no ir-e-vir de sua alma através de muitas vidas, esses povos puderam construir poderosas civilizações, algumas das quais perduraram por muitos milênios.

A nossa civilização, que resultou de um caldeirão de raças em conflito, sempre em guerra, pode-se afirmar que verdadeiramente está começando agora a dar seus primeiros passos. Tendo perdido seus referenciais em virtude de tantos "fins-de-mundo" que enfrentou, com a destruição de tantos grandes impérios, o homem que sobreviveu a tudo isso recompõe agora seus laços com o passado e abre as portas do futuro de integração entre os povos.

Não se pode mais falar hoje de uma civilização isolada, oriental ou ocidental, meridional ou setentrional. E essa Nova Medicina é a medicina de uma Nova Civilização e de uma Nova Era.

Existem pessoas religiosas que me falam com pavor do termo Nova Era, considerando que ele define uma época de total afrouxamento dos costumes e dos padrões morais.

Não é assim que vejo o nosso tempo; vislumbro um tempo de real amadurecimento do ser humano, quando ele realmente terá as respostas que procura para suas perguntas e apreenderá a arte perdida da harmonia com o mundo que o cerca. E se libertará dos excessos que o têm conduzido à doença, à loucura, à crueldade e à morte.

Sempre combatemos, por temor, aquilo que nos é desconhecido.

Mas nestes dois mil últimos anos, de conflito em conflito, que empaparam a terra de sangue, os seres humanos foram se conhecendo melhor. Das arenas romanas às Cruzadas, da conquista da América ao Vietnã, foram aprendendo a conviver entre si - com mais amor, respeito e confiança.

Numerosos movimentos surgiram para promover a solidariedade, como a Cruz Vermelha, o Rotary Internacional e as Nações Unidas. E aí está a Internet, ligando as pessoas do mundo inteiro em uma rede de relacionamento e amizade recíprocos, fruto do conhecimento ao alcance de todos.

Conhecimento como o Projeto Genoma Humano, que ao custo de três bilhões de dólares vem estabelecendo a sequência completa dos nossos genes, comprovando que a esse nível não se distingue qualquer diferença de raças, mas uma só espécie humana. Ainda cheia de preconceitos e de não-me-toques, mas uma só espécie de criaturas bípedes, pensantes e capazes de escolher o seu próprio destino.

ALIMENTAÇÃO, O SEGREDO DA VIDA

O homem moderno mudou radicalmente seu meio ambiente e sua alimentação, sem levar em conta o que poderia lhe acontecer. Só nos últimos anos a atenção da medicina se voltou para a alimentação de um modo adequado.

Enquanto nossos antepassados comiam alimentos crus, frescos e integrais, ricos em fibras, vitaminas e minerais, sem aditivos químicos e pesticidas, nós comemos predominantemente alimentos processados pelo calor, conservados e refinados, com alto teor de gorduras saturadas, pobres em fibras, vitaminas e minerais, cheios de açúcar e sal, aditivos químicos e agrotóxicos.

Segundo Frederico Pretti, o calor excessivo destrói as propriedades dos alimentos e elimina 40 por cento das vitaminas A e D, 60 por cento da vitamina E, 80 por cento da vitamina B1 e do ácido fólico e 100 por cento da vitamina C.

Em estudo realizado por Pottenges em 1983 com quatro gerações de gatos, num total de 900 felinos, todos os animais que receberam alimentos processados pelo calor desenvolveram as mesmas doenças degenerativas que acometem o ser humano. E todos que receberam leite pasteurizado a 130°C desenvolveram osteoporose com baixo teor de cálcio e fósforo!

O fogo também permitiu ao homem utilizar alimentos como os feijões, ervilhas, lentilhas e outras leguminosas secas, que contêm uma nociva mistura de proteínas e carboidratos, causando flatulência e má digestão.

E que dizer dos cereais refinados, que substituíram os integrais, com perda de 60 a 80 por cento do valor nutritivo e 90 por cento do seu teor em fibras? Estudo realizado na França e na Inglaterra prova que após a descoberta das máquinas de "beneficiamento" dos cereais, a força, a estatura e a saúde da população decaíram sensivelmente, a ponto dos descendentes dos cavaleiros medievais não conseguirem sequer erguer a espada que seus antepassados manejavam com uma só mão!

O consumo exagerado de carnes, ovos e laticínios pela civilização ocidental, com uma carga de gorduras saturadas, que também são o veículo onde são transportados todos os antibióticos, agrotóxicos, hormônios e outros produtos nocivos, também mostra uma subversão total da ciência da alimentação. Não é de espantar que tanta gente apresente alergias alimentares - causadoras das doenças autoimunes como a psoríase, o lúpus, a artrite reumatoide e a esclerose múltipla.

A Organização Mundial de Saúde propõe a pirâmide da alimentação como o modelo prático da nutrição saudável.

Ali se situam os cereais integrais numa proporção de 60 por cento, os frutos, verduras e legumes numa proporção de 30 por cento e os produtos animais - carnes, peixes, ovos e laticínios - em apenas 10 por cento. Curiosamente, os asiáticos adotam há milênios este padrão percentual em sua alimentação. E têm muito mais saúde do que os ocidentais: engordam muito menos, não têm colesterol e triglicerídeos, e são afetados cinco vezes menos pelo câncer e vivem muito mais - respeitando as leis da natureza!

Você sabe se alimentar?

São poucas as pessoas que sabem realmente se alimentarem, inclusive os médicos. Resultado: ou se come demais ou de menos, ou se combinam alimentos de forma inadequada ou não se come o que o organismo verdadeiramente precisa.

Grandes avanços foram feitos na última década em termos de alimentação. E um extraordinário exame, através dos cabelos humanos (o mineralograma) permite avaliar as carências e os excessos minerais no organismo de cada pessoa, o que permite ao médico indicar com precisão os alimentos ideais.

A combinação adequada dos alimentos é tão importante quanto a escolha deles, para uma boa digestão e assimilação sem ganho de peso.

Optar por alimentos saudáveis é uma maneira segura e saudável de ingerir produtos ricos em carboidratos, fibras e com baixo teor de gordura, que satisfazem mais depressa o organismo e levam você a comer menos.

A carne vermelha enche seu organismo de ureia, substância que acidifica o sangue e torna a digestão mais lenta, dando mais tempo ao corpo para absorver e armazenar gordura e sobrecarregar o fígado.

Gordura chama gordura. Com efeito, as pesquisas indicam que os alimentos gordurosos engordam em dobro. Está na hora de riscar da sua vida as frituras, os omeletes, o queijo amarelo, o bacon, a linguiça, o chocolate, a manteiga e a margarina.

Cuidado com alimentos cheios de aditivos químicos (conservantes, aromatizantes, corantes, espessantes) e refrigerantes com benzoato de sódio. Além de alimentar
as micoses, fazem você perder vitaminas e minerais importantes.

Lembre-se de algumas regras básicas:

· Consuma alimentos ácidos (limão, laranja, tomate, pimentão), isoladamente, pois eles dificultam a digestão e produzem grande fermentação.

· Coma frutas entre as refeições, pois elas promovem uma limpeza geral no organismo.

· Evite doces na sobremesa, pois eles produzem sonolência e caem melhor antes de dormir.

· Utilize o mínimo de óleo, azeite, manteiga ou margarina, pois tornam a digestão mais lenta e engordam.

· Faça um intervalo mínimo de quatro horas entre cada refeição.

A ALIMENTAÇÃO IDEAL PARA CADA TIPO SANGÜÍNEO

Tipo "O"

Preferir:
* Carne vermelha magra (exceto de porco), fígado, coração, bacalhau, badejo, sardinha, enchova. 
* Azeite de oliveira extravirgem, nozes, ervilhas, salsa, alface, abóbora, alho, beterraba, cebola, couve, espinafre, nabo. 
* Água mineral com ou sem gás, chás de hortelã, gengibre, frutos da roseira.

Moderar: 
* Aves (frango, peru) e ovos, atum, camarão, lula, óleo de canola. 
* Amêndoas, castanhas. 
* Avelãs, feijão preto, grão-de-bico, vagem, arroz branco. 
* Aipim, agrião, cenoura, coentro, inhame, tomate, alho, hortelã, pimentão. 
* Abacaxi, banana, goiaba, manga, melão, pêra, limão e maçã. Açúcar branco, chocolate, sal, maionese. 
* Cerveja, vinho branco ou tinto, chá de camomila.

Evitar:
* Carne de porco e derivados (bacon, presunto). 
* Leite de vaca e derivados (queijo, manteiga), óleo de milho. 
* Castanha de caju, amendoim, feijão branco, fradinho e mulatinho, lentilhas, milho, azeitona preta, couve-flor. 
* Abacate, coco, maracujá, melão, tangerina. 
* Canela, ketchup, molho à campanha. 
* Café, bebidas destiladas (cachaça, uísque).

TIPO "AA"

Preferir:
* Bacalhau, sardinha. 
* Azeite de oliveira extravirgem. 
* Amendoim, ervilhas, lentilhas, feijão preto. Alface, aipim, alho, nabo, quiabo, cenoura, chicória, couve, nabo, espinafre. 
* Abacaxi, limão, ameixa. 
* Alho, mostarda. 
* Café, vinho tinto, chás verdes e camomila.

Moderar: 
* Frango, ovos, óleo de canola, atum. 
* Amêndoas, castanhas, ervilhas, feijão branco, feijão de corda. 
* Milho, aveia, tapioca, abóbora, agrião, alface, aipim, rabanete, coentro, couve-flor. 
* Abacate, caqui, maçã, pêra, uvas, goiaba. 
* Açúcar branco, canela, chocolate, hortelã, pimentão, salsa, cebolinha. 
* Vinho branco, chá de hortelã.

Evitar:
* Carne de boi e de porco. 
* Camarão, caranguejo, leite de vaca e derivados (queijo, iogurte, requeijão). 
* Óleo de milho, feijão fradinho e mulatinho, grão-de-bico, farinha de trigo branca. 
* Azeitonas pretas, berinjela, inhame, pimentões, tomate, banana, coco, laranja, mamão, manga, maracujá, acerola, tangerina. 
* Gelatina, pimenta, ketchup, maionese. Bebidas destiladas (cachaça, uísque), água gasosa, chá preto, cerveja.

TIPO "AO"

Preferir:
* Bacalhau, badejo, sardinha. Azeite de oliveira extravirgem. * Nozes, ervilhas, feijão preto, abóbora, alface, alho, aipim, batata-doce, brócolis, cebolas, espinafre, quiabo, cenoura. 
* Abacaxi, ameixa, limão. Alho, cebola, salsa. Chás de hortelã, camomila e dente-de-leão.

Moderar: 
* Carne de boi, fígado, coração, ovos, atum, pescada. 
* Amendoim, amêndoas, castanhas, feijão de corda, arroz. * Agrião, pimentão, pepino, batata-doce, rabanete, abobrinha, aipo. Carambola, maçã, pêra, melão, uvas. 
* Açúcar branco, alecrim, chocolate, coentro, cravo, erva-doce, hortelã, louro. 
* Chá de alfafa, água gasosa, café preto e vinho branco.

Evitar:
* Carne de porco e derivados (bacon, presunto), aves em geral (exceto frango e peru), camarão. Leite e queijo de vaca. 
* Óleo de milho, castanha de caju. 
* Feijões branco, fradinho e mulatinho, grão-de-bico, lentilhas. 
* Milho, berinjela, inhame, repolho, pimentão, tomate, couve-flor. 
* Abacate, banana, coco, mamão, manga e maracujá. 
* Chá preto, bebidas destiladas (cachaça e uísque), cerveja e refrigerante.

TIPO "BB"

Preferir:
* Bacalhau, sardinha, badejo, linguado.
* Azeite de oliveira extravirgem, feijões branco, fradinho e mulatinho, arroz branco.
* Berinjela, beterraba, brócolis, couve-flor, cenoura, salsa, inhame.
* Abacaxi, banana, mamão, uva.
* Chás de hortelã e sálvia, água mineral sem gás.

Moderar:
* Carne de boi magra, fígado, ovos, atum, pescada.
* Leite de vaca desnatado e derivados (iogurte, coalhada).
* Amêndoas, nozes.
* Vagem, ervilhas em favas, creme de arroz. 
* Abóbora, alface, alho, aipim, cebola, espinafre, nabo, pepino rabanete, chicória.
* Goiaba, laranja, limão, manga, maçã, pêra, tangerina.
* Açúcar branco, chocolate, manjericão, cravo, louro, maionese, pimentão, erva-doce.
* Chás de camomila, alface e sabugueiro.
* Café preto, cerveja, vinhos brancos e tinto.

Evitar:
* Carne de porco e derivados (bacon, presunto e lingüiça), frango.
* Leite de vaca integral.
* Amendoim, castanha, papoula.
* Lentilha, grão-de-bico, feijão preto e ervilha em grão. 
* Milho e derivados, azeitonas, tomate, abacate, caqui, coco, carambola.
* Canela, gelatina, maisena, ketchup, tapioca, pimenta-do-reino.
* Água mineral gasosa, bebidas destiladas (cachaça e uísque), refrigerantes.

TIPO "BO"

Preferir:
* Carne de boi magra, vitela, fígado, bacalhau e badejo.
* Azeite de oliveira extravirgem, nozes, arroz branco, abóbora, alho, brócolis, quiabo, pimentão, cenoura, couve, cebola, aipim, beterraba e coentro.
* Mamão, uvas, banana.
* Salsa raiz forte.
* Água mineral sem gás, chás de salsa e dente-de-leão.

Moderar:
* Peru, ovos, pescada, atum, enchova.
* Leite de vaca desnatado e derivados.
* Amêndoas, castanhas, feijões branco, fradinho e mulatinho, vagem, ervilha em grãos.
* Agrião, aipo, espinafre, berinjela, pepino.
* Abacaxi, goiaba, limão, melancia, maçã, manga e melão. 
* Açúcar branco, alho, chocolate, cravo, mel, maionese, alecrim, louro, estragão, cebolinha. 
* Cerveja, vinho branco e tinto, água mineral gasosa, chá de camomila.

Evitar: 
* Carne de porco e derivados (bacon, presunto, lingüiça), camarão, lula.
* Óleo de canola, milho e girassol.
* Amendoim, castanha de caju, feijão preto, lentilha, grão-de-bico.
* Milho, azeitona, repolho, rabanete e tomate. 
* Abacate, caqui, coco, maracujá, tangerina, morango.
* Canela, maisena, pimenta-do-reino, ketchup, vinagre e molho à campanha.
* Café preto, bebidas destiladas (uísque, cachaça), refrigerante, chá preto.

TIPO "AB"

Preferir:
* Peru, atum
, bacalhau, badejo.
* Azeite de oliveira extravirgem, nozes, amendoim.
* Feijão branco, lentilha, arroz branco.
* Alho, berinjela, beterraba, brócolis, inhame, mostarda, pepino, salsa e couve. 
* Abacaxi, ameixa, uvas, limão, figo.
* Chás de camomila, equinácea e alfafa, café.

Moderar:
* Fígado, ovos, pescada e linguado.
* Leite de vaca desnatado e derivados (exceto queijo parmesão e manteiga).
* Óleos de canola, de fígado e de bacalhau.
* Amêndoas, castanhas de caju, ervilha em grãos, vagem farinha de trigo branca. 
* Abóbora, agrião, alface, azeitona verde, alface, bata, espinafre, nabo, quiabo, chicória, tomate, cebola.
* Maçã, melão, morango, pêra, tangerina, mamão.
* Açúcar branco, alecrim, canela, pimentão, louro, cravo, chocolate.
* Chás de hortelã e sabugueiro, água mineral, cerveja, vinho branco e tinto.

Evitar:
* Carne de boi e de porco, camarão, óleo de girassol.
* Avelã, feijão preto mulatinho, grão-de-bico.
* Milho, azeitona preta, rabanete, pimenta.
* Abacate, banana, caqui, coco, goiaba, laranja, manga, romã, gengibre, maisena, ketchup, vinagre.
* Chá preto, bebidas destiladas (uísque, cachaça) refrigerante.

OS PERIGOS DOS METAIS PESADOS

O preço que a civilização nos cobra é muito alto. Na busca desenfreada do conforto e do progresso, nos esquecemos de respeitar a natureza e produzimos um alto grau de contaminação ambiental.

Entre as substâncias tóxicas que contaminam nosso organismo estão os metais pesados, os grandes geradores dos radicais livres que vão causar as doenças. Mas até minerais necessários como o cálcio podem se tornar tóxicos em excesso. A biorressonância nos permite descobri-los em seu organismo… e a homeopatia nos permite eliminá-los. Aprenda a conhecê-los e saiba o mal que eles podem causar!

Alumínio - Dormências quando se fica na mesma posição ou se cruza as pernas; grande oleosidade no couro cabeludo e queda de cabelos; descalcificação dos ossos e dentes causando osteoporose; depósitos no cérebro, característicos do mal de Alzheimer - estes são sintomas da contaminação pelo alumínio.

Contaminação: panelas e utensílios de cozinha (proibidos na Europa), latas de refrigerantes e cervejas, comidas congeladas em quentinhas, antiácidos, desodorantes antitranspirantes, leites e sucos de frutas em caixas forradas com alumínio, assim como máquinas de hemodiálise.

Bário - provoca retardo mental nas crianças e perda de memória nos adultos, degeneração das artérias com tendência a derrames e aneurismas, enfraquecimento do fêmur e destruição óssea do maxilar.

Contaminação: venenos para ratos, pigmentos para pintura e cerâmica, certas águas minerais, refrigerantes e cervejas em lata e alguns contrastes radiológicos.

Boro - Salivação, náuseas, vômitos, insuficiência renal, ondas brilhantes diante da vista, encurvamento dos cílios para dentro, produção de leite sem estar amamentando, regras adiantadas e corrimento em clara de ovo, psoríase nas unhas e outros sintomas podem ser produzidos por excesso de boro.

Contaminação: ácido bórico usado em inseticidas e em produtos farmacêuticos como a água boricada e polvilhos antissépticos.

Cádmio - Causa náuseas, vômitos e diarréia em pequenas proporções, mas a intoxicação crônica pode atacar os rins, levando à perda de proteína, cálculos renais e desmineralização óssea. A perda do olfato e o câncer de próstata são outros aspectos negativos do cádmio, que também provoca hipertensão, toxemia gravídica, redução das defesas imunológicas e dificuldade de aprendizado.

Contaminação: Frutos do mar (especialmente mariscos), cigarros, tintas, soldas, plásticos, etc.

Cálcio - Embora indispensável ao organismo, o consumo excessivo de remédios contendo cálcio causa suores ácidos na cabeça, assaduras, brotoejas, obesidade concentrada no abdome, costas e braços, tártaro e cálculos renais, assim como ansiedade e medo do futuro.

Contaminação: medicamentos à base de cálcio para pediatria, geriatria e osteoporose, como o cálcio de ostras.

Chumbo - Ataca o sistema nervoso, produzindo mania de perseguição e crueldade, tumores cerebrais, câncer de mama, convulsões, alucinações, paralisias e impotência, sem falar nas fortes dores de estômago e cólicas menstruais e intestinais, tornando as fezes finas por contração do ânus.

Contaminação: Produtos para escurecer cabelos, gasolina com chumbo, casas com canos antigos, latas de refrigerantes e cervejas e pigmentos para pintura.

Cobre - Causa asma, cãibras, epilepsia, espasmos, psoríase, hipertensão, deficiência imunológica, esquizofrenia e a doença de Wilson, que se caracteriza por degeneração do fígado e do cérebro.

Contaminação: Piscinas (filtros à base de cobre e colocação nas mesmas de sulfato de cobre e algicidas), assim como canalizações para água quente.

Enxofre - Embora seja o elemento mais encontrado nos cabelos, unhas e pele, a intoxicação pelo enxofre causa dores na coluna e crises de ciática, aliviadas ao deitar-se de lado com as pernas encolhidas. Também causa grande calor nos pés, levando as pessoas a dormir com os mesmos descobertos. Herpes de repetição, perda da memória para nomes próprios, irritabilidade, desatenção com a aparência, falta de asseio, enurese noturna, medo de se afogar e aversão ao banho são outros sintomas da intoxicação pelo enxofre.

Contaminação: sulfas, conservantes de sucos de frutas, polvilhos antissépticos, cremes e sabonetes antiacne, uvas e derivados (sucos e vinhos) etc.

Ferro - Outro elemento indispensável ao organismo que não pode ultrapassar certos valores no sangue, como a ferritina (máximo 80). A administração de sulfato ferroso, comum no Brasil, é condenada pela OMS. Além de causar depósitos no fígado, o excesso de ferro facilita a entrada no organismo dos bacilos da tuberculose e da lepra, assim como dos vírus da malária, do dengue e da febre amarela. Grande ativador de radicais livres, o ferro descalcifica os ossos, causando osteoporose, cálculos renais e infartos. Além disso, a maior parte das anemias hoje encontradas não se deve à falta de ferro.

Contaminação: medicamentos contra anemia, encanamentos enferrujados, panelas de ferro, etc.

Flúor - Causa indiferença com os entes queridos, depressão por eliminar o lítio do organismo, incapacidade de assumir responsabilidades, queda de cabelo crônica, fístulas, varizes, hemorroidas, flebites, estrias, flacidez, celulite, dificuldade de cicatrização, catarata e outros problemas de saúde.

Contaminação: dentifrícios, bochechos e aplicações diretas pelos dentistas. A fluoretação da água vem sendo abandonada por vários países devido aos efeitos tóxicos deste elemento.

Fósforo - Osteoporose por perda de cálcio e magnésio, aterosclerose (obstrução arterial), perda dos dentes e psicose maníaco-depressiva, catarata, degeneração gordurosa do fígado, predisposição a hepatite e a hemorragias são alguns dos muitos sintomas produzidos pela intoxicação por fósforo.

Contaminação: agrotóxicos e inseticidas organofosforados.

Iodo - Grande ansiedade, com súbitos impulsos a correr, à violência e até ao suicídio, são alguns sintomas mentais do excesso de iodo no organismo. Acne, cistos sebáceos, miomas e nódulos na tiroide (tireoidite de Hashimoto) são sintomas físicos desse excesso, hoje muito comuns.

Contaminação: Sal de cozinha (ao qual é adicionado iodo, obrigatoriamente, por lei de quase 50 anos atrás), xaropes de iodeto de potássio e produtos de uso local.

Magnésio - Em excesso provoca distensão abdominal por gases, intensas dores nevrálgicas, queda de pressão, espasmos musculares, fadiga, sonolência e perda de reflexos.

Contaminação: Consumo excessivo de antiácidos, laxantes, talcos para pés, etc.

Manganês - Psicose e sintomas neurológicos como perda da expressão facial, ausência do ato de piscar, gagueira e insônia, assim como dificuldade para caminhar e falta de comando motor nas pernas, tremores nas mãos, rigidez dos membros e outros sintomas similares à doença de Parkinson: estes são alguns dos sintomas da intoxicação por manganês.

Contaminação: permanganato de potássio, fogos de artifício, cervejas em lata.

Mercúrio - A intoxicação gradativa pelo mercúrio afeta em primeiro lugar o cérebro, causando perturbações emocionais e psicológicas, acompanhadas de grande irritabilidade, falta de concentração, timidez, indecisão, cansaço e sonolência. Também é a principal causa de colites, diverticulites e lesões renais.

Contaminação: desodorantes contendo calomelano, peixes e crustáceos de rios e do mar, tintas, poliuretanos, termômetros quebrados, garimpos de ouro, etc.

Níquel - A alergia a brincos e pulseiras de bijuteria é um dos sintomas de contaminação pelo níquel, mas seu maior perigo é o câncer do pulmão e dos seios da face.

Contaminação: latas de conservas douradas, bijuterias, objetos de adorno e até pelas cordas de instrumentos musicais como o violão.

Prata - O contato persistente com a prata causa manchas cinzentas na pele do rosto, grande ansiedade, medo de altura, incapacidade de ficar parado, tendência a fazer tudo depressa e a acelerar os outros, sensação de cabeça ôca, sonhos com cobras, abismos e insetos voadores.

Contaminação: joias de prata e produtos fotográficos.

Selênio - Tristeza e melancolia, dores de cabeça agravadas pelos perfumes, cheiros fortes ou chá, impotência e ejaculação precoce, irritação dos olhos e inflamação das pálpebras, persistente cheiro de alho na boca, irritabilidade e fadiga excessivas são todos sintomas de intoxicação pelo selênio, que atualmente é receitado abusivamente. Nas gestantes, o excesso desse metal pode provocar aborto e deformações fetais.

Contaminação: xampus anticaspa e medicamentos antioxidantes.

Zinco - Perda da concentração e memória, repetitividade de gestos e pensamentos (balançar o pé ou a perna, enrolar a ponta do cabelo, roer unha, perguntar a mesma coisa, cantarolar o dia todo a mesma música) são características de excesso de zinco, também causa inquietação nas pernas à noite e má circulação, assim como sérias dificuldades de aprendizado escolar.

Contaminação: cremes, pomadas, talcos, xampus e até colírios contendo zinco, assim como alguns medicamentos ante estresse, antioxidantes e cálcio de ostras para osteoporose.

ALUMÍNIO: ÚTIL E MORTAL

Se seu cabelo está caindo, desconfie do alumínio.

Este metal, quando está excessivo no organismo, provoca grande oleosidade no couro cabeludo, que vai sufocar a raiz dos cabelos.

Usar xampus contra a oleosidade ajuda, mas se você não eliminar a causa, vai perder muito cabelo. Muitas vezes a queda de cabelos vem acompanhada de dormências ou formigamentos quando se fica na mesma posição (com as pernas cruzadas, por exemplo).

Além dos seus cabelos, todo seu organismo está sendo prejudicado: o alumínio deposita-se no cérebro, causando o mal de Alzheimer (esclerose mental precoce) e expulsa o cálcio dos ossos, produzindo a osteoporose.

Este cálcio vai se depositar em outros lugares, produzindo bursite, tártaro nos dentes, bico de papagaio, cálculos renais... 
E também vai para dentro das suas artérias, estimulando a pressão alta e a possibilidade de isquemias cardíacas (infarto), cerebrais (trombose) e genitais (frigidez e impotência).

Para o Dr. MauroTarandach, da Sociedade Brasileira de Pediatria, está bem claro o papel do alumínio nas doenças da infância, graças ao avanço da biologia molecular no que tange ao papel dos oligoelementos na fisiologia e na patologia.

Os sintomas clínicos da intoxicação por alumínio nas crianças, além da hiperatividade e da indisciplina, são muitos: anemia microcítica hipocrômica refratária ao tratamento com ferro, alterações ósseas e renais, anorexia e até psicoses, o que se agrava com a continuidade da intoxicação.

No Rio de Janeiro, pesquisa realizada pelo Dr. Sérgio Teixeira, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular, através do mineralograma (análise dos metais presentes no organismo mediante a espectrometria dos cabelos humanos) revelou uma média próxima de 17 vezes acima do normal nos 3.000 pacientes estudados durante três anos, entre crianças e adultos de ambos os sexos.

Esse estudo, publicado em seu livro Medicina Holística - a Harmonia do Ser Humano, da Editora Campus (1998) demonstra bem a importância que o mineralograma teve para a medicina.

Atualmente o Dr. Sérgio Teixeira utiliza a biorressonância para avaliar o nível do alumínio e outros metais. O método é muito menos dispendioso, podendo ser utilizado no consultório ou na casa do paciente.

E como é que o alumínio entra no organismo? Através das panelas de alumínio, por exemplo, que vêm sendo proibidas em muitos países do mundo.

Na Itália, famosa por seus restaurantes, nenhum deles pode usar essas panelas, devido à proibição do governo italiano. 
É que as panelas de alumínio contaminam a comida intensamente.

Para você ter uma idéia: pesquisa da Universidade do Paraná demonstrou que as panelas vendidas no Brasil deixam resíduos de alumínio nos alimentos que vão de 700 a 1.400 vezes acima do permitido.

Isso só ao preparar a comida. Se esta ficar guardada na panela por algumas horas, ou de um dia para o outro, este valor pode triplicar ou quintuplicar.

Viu por que vale a pena trocar de panelas? Mas não é só. Sabe as latinhas de refrigerantes e cervejas, hoje tão difundidas no Brasil? Pesquisa do Departamento de Química da PUC demonstrou que elas não são fabricadas de acordo com os padrões internacionais.

Em conseqüência, seu refrigerante predileto pode conter quase 600 vezes mais de alumínio do que se estivesse na garrafa.

E além do alumínio, foram demonstrados pelo mesmo estudo mais 12 outros metais altamente perigosos para a saúde nessas latinhas, como o manganês, que causa o mal de Parkinson, o cádmio, que causa psicoses, o chumbo, encontrado no organismo de muitos assassinos e outros.

Que tal? Prefira as garrafas, tá? Descoberto em 1809, o alumínio é um metal muito leve (só é mais pesado do que o magnésio) e já foi muito caro.

Naquela época, Napoleão III, imperador da França, pagou 150 mil libras esterlinas (mais ou menos 300 mil reais) por um jogo de talheres de alumínio.

Este metal tem espantosa versatilidade, sendo utilizado em muitas ligas metálicas. Depois do aço, é o metal mais usado no mundo, seja em panelas, embalagens aluminizadas, latas de refrigerantes e cervejas, antiácidos e desodorantes antitranspirantes, assim como vasilhames para cães e gatos comerem e beberem.

Nestes, pode causar paralisia dos membros posteriores que leva ao sacrifício precoce dos animais. Em suma, o alumínio é muito útil... porém mortal.

OSTEOPOROSE TEM CURA

Até há pouco tempo muitos médicos consideravam a osteoporose uma carência de cálcio no organismo. E receitavam remédios para repor esse cálcio. Infelizmente, isso se mostrou inútil e pior ainda, contraproducente, pois surgiam outros sintomas indicando excesso de cálcio: bursite, tártaro nos dentes, cálculos renais e, tragicamente, infartos e acidentes vasculares cerebrais.

Agora se sabe que a osteoporose, que é uma forma mais grave da osteopenia, representa apenas uma má distribuição do cálcio no organismo, faltando nos ossos e sobrando em outros lugares. Tomar mais cálcio, assim, representa verdadeiro suicídio.

O cálcio em excesso vai se depositar na parede dos vasos sangüíneos, reduzindo seu calibre e endurecendo-os, o que vai produzir a arteriosclerose e a hipertensão arterial. A obstrução dos vasos pelo cálcio determinará as isquemias cerebrais, cardíacas e até genitais, provocando perdas de memória, infartos e incapacidade sexual. Estas são conseqüências indiretas da osteoporose.

Quais seriam, então, as verdadeiras causas dessa doença que aflige milhões de pessoas de ambos os sexos e não apenas da terceira idade -- pois nadadores e astronautas jovens são vítimas da osteoporose?

São cinco os fatores que produzem a osteoporose:

1. Falta de caminhar, ou seja, solicitar os ossos das pernas em contato com o chão, submetendo-se à força da gravidade, o que evita a saída de cálcio dos ossos.

2. Falta de sol, que ativa a vitamina D3, fixando o cálcio nos ossos.

3. Falta de proteínas, que reduz o nível dos hormônios sexuais, provocando perda de cálcio nos ossos.

4. Falta das vitaminas K, B6, B12 e ácido fólico, que fixam o cálcio nos ossos, assim como o manganês e o boro.

5. Excesso de metais tóxicos como o alumínio, ferro, zinco, chumbo e bário, todos antagonistas do cálcio, que expulsam-no dos ossos.

Tudo isso pode ser comprovado pelo teste da biorressonância.

O tratamento ortomolecular, que é um casamento da homeopatia e da alopatia, retira esses metais do organismo e repõe as vitaminas e minerais que faltam através de f'órmulas aviadas em farmácias de manipulação. Além disso, existem medicamentos, como o alendronato de sódio, que estimulam a fixação do cálcio nos ossos.

Hoje é possível evitar a operação da ponte de safena mesmo em casos de obstrução adiantada das coronárias, pois as medidas acima podem desobstruir as artérias em curto prazo, restabelecendo o metabolismo adequado do cálcio no organismo.

Autor(a): Dr. Sérgio Teixeira
Fonte: Trecho do Livro: Medicina Holística - A Harmonia do Ser Humano

 

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