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INFORMAÇÃO / CRÔNICAS DA LOU

ANO NOVO: CADA DIA É UM NOVO DIA
publicado em: 24/09/2015 por: Netty Macedo

Não estou nem aí pro Réveillon. 
Não me importa o que está marcado na folhinha do calendário. Um dia vem sempre depois de outro e isso é o que vale pra gente seguir em frente.
Não me sinto obrigada a participar da festa.

Se receber um bom convite e estiver a fim, entrarei na dança e participarei da grande festa. Se não, vejo na TV, aprecio da janela a queima de fogos.

Que espetáculo maravilhoso, imperdível!
Muitas vezes acho uma delícia, me distanciar um pouco de tudo e de todos pra poder admirar melhor os sorrisos, a empolgação de um grito de Feliz Ano Novo! Fico emocionada com os beijos ardentes e os abraços apertados.

O dia 31 de dezembro não é dia de se fazer um balanço do que passou, de se fazer projetos pro ano que vai entrar! 
Todo dia posso fazer isso. Os meus projetos são pra hoje, no máximo pra amanhã!

Considero uma vitória cada dia que acordo!
E, a cada dia que termina, sinto satisfação pelo êxito das minhas tarefas e pela chance de poder corrigir os erros cometidos. 
Estou sempre pronta a mudar.

Mudo de opinião sempre que se faz necessário. Já dizia minha mãe, Magdalena Lea: o melhor dos hábitos é saber mudar de hábitos. Pois é, mudei! Decidi há muitos anos que não participo dessa comoção geral na Noite de Entrada de Ano Novo.

Quero viver plenamente a minha vida, sem cumprir roteiros, sem pedir licença pra ser como sou. 
Decidi mostrar a minha face verdadeira, sem me preocupar com a expectativa dos que me rodeiam, estou mais tranquila, mais tolerante comigo e com os outros.

E descobri que agora sou mais querida, justamente porque quebrei os tabus, porque sou mais eu, mais autêntica, mais livre. Não devo e não cobro. Porque não mais pertenço ao mundo fechado das regras ditadas pelas aparências, preconceitos e por tantas outras impostas por uma sociedade engessada pela mídia, por fundamentos castradores.

Sei que esse vôo livre é difícil, pois nem sempre é fácil encontrar um pouso pra recuperar as energias gastas nas horas de turbulências. Mas nada é mais gratificante do que a vontade de continuar voando com minhas próprias asas, sem medo de fazer novas descobertas e de escrever, com todas as letras, o que penso e o que aprendi nas minhas andanças.

Que coisa mais deprimente escolher a noite do Réveillon pra rememorar, chorando, o tempo que passou! 
Quero, sim, relembrar os momentos felizes, mas não sinto saudade! Tudo de bom que a vida me deu é prêmio pra ser lembrado com alegria.

Saudade não combina com felicidade.
Bastos Tigre escreveu: Saudade, palavra doce que traduz tanto amargor... E as minhas doces lembranças só traduzem os momentos prazerosos. Posso me fazer feliz.

E é isso que faço quando decido voar, como pássaro que se livrou do cativeiro, como a gota do oceano que virou mar e que também voa nas altas ondas dos maremotos e que depois adormece na calmaria da praia, agasalhada pelo sol, ou iluminada pelas estrelas ou pela lua.

Quero fazer muitos amigos, "Velhos Amigos"! Sei que muitos já voaram pra outras praias, mas não os considero perdidos, porque todos fazemos parte do universo.

Escrevi esta crônica pra você! Quero que se liberte do compromisso de "festejar determinadas datas"!
Desejo que, ao invés de se sentir infeliz no Réveillon, que você o veja como um espetáculo numa noite qualquer.

PRIMEIRO DIA DO ANO
O brilho e a explosão dos fogos, na noite do dia 31, não mudarão a nossa vida a partir no primeiro dia do ano novo.  
Quando estamos felizes, podemos transmitir felicidade a todos em qualquer dia do ano.

Autor(a): Lou Micaldas

 

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