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LITERATURA / CRÔNICAS DA LOU

DIA DAS MÃES - UMA HOMENAGEM DIFERENTE
publicado em: 22/09/2015 por: Netty Macedo

Não sigo o conhecido e tão esperado discurso programado, e tantas vezes repetido em homenagem às Mães.

Amamos a nossa mãe como pessoa, como gente. Nunca a santificamos. Por isso, construímos laços íntimos de amizade, sem cerimônia pra discutir divergências, buscando sempre a compreensão.

Ao reconhecer nossa mãe como a mulher normal, falível é que nosso amor e admiração por ela foi aumentado na medida em que fomos crescendo e amadurecendo.

As pessoas que tiveram a oportunidade de nos conhecer mais intimamente costumavam ressaltar a alegria contagiante que predominava no convívio da nossa família e me perguntavam: "Qual é o segredo de vocês?" Nunca vi uma família assim tão unida e tão alegre!

Para que isso aconteça, conclamo mães e filhos para um pacto de reavaliar nosso comportamento, procurando entender quais os motivos de tantos ressentimentos e remorsos que nos levam a uma "comemoração" afogada num mar de lágrimas.

E o melhor dia é hoje: DIA DAS MÃES.

E porque todo dia é dia de construir a felicidade na família. 
Vou tentar passar pra vocês o porquê das nossas tão felizes reuniões. Nossos pais nos criaram para a vida. E eles davam o exemplo. 
Quando ela ficou viúva, nós não tomamos o leme do seu barco.

VIVER É DIFÍCIL, MAS TEM SOLUÇÃO

Nosso equilíbrio mental e físico depende da nossa adaptação às mudanças que a vida nos impõe.

As pessoas desprendidas costumam ser cercadas de carinho sincero. As egoístas vivem infelizes e fazem infelizes todos que os cercam. Queixam-se de solidão, mesmo que estejam cercadas de filhos e netos, não se sentem suficientemente amadas, porque cobram dos filhos os “serviços prestados”. E não percebem que eles também estão lutando pra vencer e seguir seus caminhos, construir seus lares.

Viver e deixar viver são o melhor caminho pra se cultivar a harmonia e atrair a visita dos filhos, netos e bisnetos.

Ninguém pode dar felicidade e paz se não as têm. Só as pessoas felizes podem dar tranquilidade e alegria.

Acredito que as festas do "Dia das Mães", celebradas nos colégios, nos lares e nas televisões mergulhadas em vales de lágrimas, são consequências de culpas e remorsos que filhos e mães carregam ao longo da vida.

RECADO ÀS MÃES

Aproveitem o dia de hoje e reformulem as suas vidas. Minha mãe, Magdalena Léa, nos ensinou: "o melhor dos hábitos é mudar de hábitos."

Comece hoje! Dê a você de presente uma nova vida. Vá procurar atividades destinadas à Terceira Idade. Em todos os bairros e municípios existem academias de ginástica, de Yoga, associações para idosos: com cursos e aulas de dança de salão, de pintura, de teatro, hidroginástica, passeios, excursões, etc. 
Em todos os lugares do mundo, novos centros estão sendo criados para atender a esta grande faixa da nossa sociedade, que vem envelhecendo com saúde e disposição para viver.

Entre nesta roda você também. Aprenda a lidar com o computador. Parece um bicho de sete cabeças, mas não é. Você vai ficar encantada com a enorme janela que vai se abrir diante de seus olhos. É tão grande que tem sempre uma infinidade de coisas pra se descobrir.

Escolha algumas dessas atividades. Você vai encher a sua vida e não vai ficar “cheia da vida”, nem “encher” a vida de ninguém.

Existe um ditado chinês que se encaixa muito bem na vida dos idosos: "Todos os dias são iguais. Mas dois não têm importância: o ontem já lhe fugiu das mãos, o amanhã ainda não chegou."

Vamos viver o hoje! Aproveitar o nosso agora e, hoje, Dia das Mães, vamos nos presentear valorizando a nossa vida.

Este é o verdadeiro presente que os filhos nos querem dar. Tratemos de aceitar. É bom pra eles, melhor pra nós.

Obs: Este recado foi fundamentado no livro "QUEM TEM MEDO DE ENVELHECER?", de autoria de minha mãe, Magdalena Léa, a quem aproveito para homenagear:

MAMÃE,
Obrigada pela vida! Você nunca nos cobrou por este presente! Nunca citou seus sacrifícios pra nos criar. A nossa gratidão não vem carregada de culpas. 
Você nos ensinou a amar a vida e a valorizar cada minuto. 
Você é o nosso exemplo de como amadurecer e envelhecer com alegria e liberdade.

Foi você que provou, com seus gestos desprendidos e independentes, que podemos chegar à velhice com otimismo, amando, superando crises, vencendo tabus, arranjando coragem para ultrapassar as dolorosas perdas.

Obrigada pelo seu carinho, sua graça, sua sabedoria de vida. Cada visita que fazíamos a você foi uma troca de amor que só nos dava vontade de ficar mais tempo em sua companhia. E quando nos despedíamos, saíamos com a alma leve, planejando voltar logo.

Obrigada por você ter ficado velhinha!

Que a vida lhe desse mais vida. Era tudo que desejávamos!

* Magdalena Léa já não está mais entre nós. Faleceu, aos 86 anos, no dia 12 de junho de 2001, dia do aniversário do nosso pai Micaldas Corrêa. Certamente, aconteceu um lindo encontro de amor.

Correção: Anna Eliza Fürich

Autor(a): Lou Micaldas

 

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