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INFORMAÇÃO / CRÔNICAS DA LOU

FELIZ NATAL
publicado em: 24/09/2015 por: Netty Macedo

Todos estão com pressa. O tempo corre tão rápido que fica difícil de ser acompanhado. Parece que foi ontem que as árvores do último Natal foram desarmadas. E não faz nem um mês que muitas famílias quitaram as contas referentes ao Natal que passou... Outras ainda estão devendo. Fazer o quê, perguntam a si mesmas. Mas ficam sem resposta e com mais dívidas...

Dar presente é um prazer. Como é gratificante comprar algo especial pra presentear alguém que amamos! 
Como nos sentimos beneficiados quando compramos algo para os mais pobres! 

Mas, na época do Natal, há muito tempo, o prazer virou uma carga, um dever.

Acredito que a maioria das pessoas se sente endividada, se sente obrigada a manter esse ritual de comprar muitos presentes. E a lista daqueles a serem presenteados vai aumentando assustadoramente.

Pensam alguns que, ao darem um presente caro, ganham em troca a garantia de serem queridos. Outros já buscam o alívio do dever cumprido. 

Vai chegando o fim de ano e o que se vê são pessoas angustiadas porque está chegando o Natal. Muitas chegam a ficar deprimidas, irritadas com a data, que deixou de ser símbolo de uma festa cristã, do encontro da família pra ceia, "lembrancinhas" para os adultos e brinquedos para as crianças. 

Esta época virou símbolo de consumismo coletivo, gastando-se quantias que ultrapassam os orçamentos familiares. 

Quanta energia consumida nas trabalhosas investigações de preços, de tipos de presentes pra cada membro da família, amigos e empregados. E não se pode esquecer da verba para todos aqueles que nos batem à porta: carteiros, padeiros, lixeiros, entregadores...
E ainda falta destinar donativos para os tradicionais livros de ouro, do condomínio, dos postos de gasolina... Ufa! 

Agora falta decorar a casa pro Natal. Ah! Essa parte é boa, né? Mas ainda falta fazer as compras de alguns novos enfeites, novas lâmpadas e, por fim, a enorme lista de comestíveis pra ceia.

É preciso não se esquecer que as crianças não aguentam esperar muito para abrirem os presentes!
- "Como as crianças são imediatistas, ansiosas e insatisfeitas!", reclamam alguns já estressados! Elas exigem os produtos mais anunciados na TV. Conforme a idade, são induzidas a "preferir" um celular top de linha, Ipods, jogos eletrônicos interativos, supercomputadores... uma nova bicicleta, ou um carrinho que parece de verdade, mas que tem um preço que parece de mentira. 
Os presentes dos filhos adultos são sugeridos nas vitrines e nos anúncios: jóias, filmadoras, carro zero, etc. E os pais tornaram-se reféns desses péssimos costumes! Não conseguem impor limites, porque eles também passam dos limites. Nos noticiários e em novelas é comum ver as pessoas, em qualquer época do ano, transitando pelos shoppings, carregadas de sacolas de grifes.  Também em entrevistas, elas não sentem pudor em dizer que tem vício de comprar sapatos, sandálias havaianas de todas as cores... É este o exemplo que os consumidores compulsivos seguem com muito prazer...

Não é cabível que o Natal rime com ansiedade anual e provoque estresse.

Pensando nessa angústia, que talvez você esteja passando, é que estou torcendo pra que esta minha decisão de vivenciar o Natal, com mais amor e menos estresse, influencie o seu modo de pensar, provocando uma pausa na sua desembalada corrida, a fim de que você possa programar um fim de ano mais feliz, com menos consumismo.

O que eu quero é que o seu Natal seja repleto de alegria.
Que o seu espírito natalino irradie paz, amor e esperança. 
Estes são os presentes mais preciosos que posso lhe oferecer.

Eles não estão nas lojas; estão dentro de cada um de nós. E dependem de nossa vontade para se tornarem reais.
Eles não ficam velhos, porque se renovam a cada amanhecer. 

Eles não são embrulhados com laços de fita, porque você pode desfrutá-los, sempre que seus olhos se abrirem para a grandeza da vida.

Um beijo, 
Lou Micaldas

Autor(a): Lou Micaldas

 

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