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INFORMAÇÃO / CURIOSIDADES

PRESIDENTES DO BRASIL: DE DEODORO A BOLSONARO
publicado em: 05/11/2018 por: Lou Micaldas

Deodoro da Fonseca (15/11/1889 - 23/11/1891)

O marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República e chefiou o governo provisório até janeiro de 1891, quando foi eleito indiretamente o primeiro Presidente do Brasil. 

Floriano Peixoto (23/11/1891 - 15/11/1894)

O marechal Floriano Peixoto assumiu a Presidência após a renúncia do marechal Deodoro da Fonseca.

Prudente de Morais (15/11/1894 - 15/11/1898)

Prudente de Morais foi o primeiro presidente eleito diretamente no País.

Campos Sales (15/11/1898 - 15/11/1902)

Ex-governador de São Paulo, Campos Sales teve seu mandato marcado pelo combate à inflação e à desvalorização da moeda. Sob o seu governo aconteceu o reescalonamento da dívida brasileira. 

Rodrigues Alves (15/11/1902 - 15/11/1906)

Governo do paulista Rodrigues Alves foi marcado pelo plano de valorização do café e pelo plano de reurbanização e saneamento da capital da República. 

Afonso Pena (15/11/1906 - 14/6/1909)

Afonso Pena foi o primeiro presidente mineiro do País. 

Nilo Peçanha (14/6/1909 - 15/11/1910)

Com a morte de Afonso Pena, seu vice Nilo Peçanha assume o governo e completa o mandato em meio à campanha sucessória entre São Paulo e Minas Gerais.

Hermes da Fonseca (15/11/1910 - 15/11/1914)

O gaúcho, marechal Hermes da Fonseca foi o primeiro militar a chegar à Presidência pelo voto direto.

Venceslau Brás (15/11/1914 - 15/11/1918)

A vitória do mineiro Venceslau Brás representou o restabelecimento da política dos governadores. Sob seu governo o Brasil declarou guerra ao Império Alemão e entrou na Primeira Guerra Mundial. 

Rodrigues Alves

O paulista Rodrigues Alves teria sido o primeiro presidente a voltar ao posto, pois chegou a ser eleito para um novo mandato. Mas morreu antes de tomar posse, vitimado pela gripe espanhola. Foi substituído pelo vice Delfim Moreira.

Delfim Moreira (15/11/1918- 28/7/1919)

Eleito vice-presidente nas eleições de 1918, o advogado mineiro, Delfim Moreira, assumiu a Presidência como interino, devido à enfermidade do  presidente eleito, Rodrigues Alves. Com a morte de Rodrigues Alves, Moreira assumiu o cargo até a realização de novas eleições em abril de 1919.  

Epitácio Pessoa (28/7/1919 – 15/11/1922)

O paraibano Epitácio Pessoa foi eleito em 1919. Seu governo promoveu certo desenvolvimento do Nordeste, mas o período foi crítico, sinal do desgaste das forças política no poder. Exemplos disso foi a Revolta do Forte de Copacabana e a ascensão do Movimento Tenentista que deram início a uma série de levantes militares nos anos 1920.

Artur Bernardes (15/11/1922 - 15/11/1926)

O mineiro Artur Bernardes enfrentou as revoltas tenentistas e o movimento operário reprimindo violentamente sua oposição e governou os quatro anos de seu mandato sob estado de sítio. 

Washington Luís (15/11/1926 - 24/10/1930)

Washington Luís, ​candidato único nas eleições de 1926, ​foi o último presidente da chamada República Velha.

Júlio Prestes

Após vencer uma eleição marcada por fraudes, Júlio Prestes não chega a tomar posse. A Revolução de 1930 depõe Washington Luís da Presidência e dá início ao período histórico conhecido como Segunda República Brasileira.  

Junta Militar (24/10/1930 - 3/11/1930)

Durante a Revolução de 1930, o general Mena Barreto, juntamente com o general Tasso Fragoso  e almirante José Isaías de Noronha, formam a junta militar governativa provisória que assumiu o Poder Executivo por 10 dias até a posse de Getúlio Vargas como chefe do governo provisório.

Getúlio Vargas (3/11/1930 - 20/7/1934)

Getúlio Vargas assume o governo. Acusado de ser contra a ordem constitucional, enfrenta oposição de paulistas durante a Revolução Constitucionalista de 1932. A revolta paulista é derrotada, mas Vargas assume o compromisso de promulgar uma nova constituição e convoca uma constituinte para 1934. É, então,  eleito presidente indiretamente pelo Congresso para o quatriênio de 1934 a 1938. 

Getúlio Vargas ( 10/11/1937 - 29/10/1945)

Em 1937, sob a alegação de um plano comunista para tomar o poder, o Congresso decreta Estado de Guerra e suspender direitos constitucionais.Getúlio Vargas dá um golpe de estado, dissolve o Senado e a Câmara Federal e outorga uma nova constituição. Autoritária e centralizadora, a carta concedia largo poder ao executivo: era o início da ditadura do Estado Novo. Sob o comando de Vargas o país entra na Segunda Guerra Mundial, desenvolve sua indústria siderúrgica e amplia sua legislação trabalhista com a criação da CLT.

José Linhares (29/10/1945 - 31/1/1946)

José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal, assumiu a Presidência após a renúncia de Vargas com a tarefa de realizar eleições gerais do País. Ficou três meses no poder.

Eurico Gaspar Dutra (31/1/1946 - 31/1/1951)

O marechal Eurico Gaspar Dutra foi o único presidente mato-grossense. Seu governo representou a consolidação dos políticos conservadores. Ele instituiu a democracia representativa por meio da Constituição de 1946 e, já no contexto da Guerra Fria, aproximou o País dos Estados Unidos e  colocou o PCB na ilegalidade.  

Getúlio Vargas (31/1/1951 - 24/8/1954)

Getúlio Vargas retorna à Presidência pelo voto direto. Seu governo foi marcado por investimentos na industrialização, combate à inflação e por turbulências econômicas, sociais e políticas. Vargas perde apoio político e, após o atentado fracassado contra Carlos Lacerda, seu maior opositor, recebe ultimato das Forças Armadas que pedem sua renúncia. Getúlio se suicidou com um tiro no peito nos seus aposentos no Palácio do Catete.

Café Filho (24/8/1954 – 11/11/1955)

Vice de Getúlio Vargas, Café Filho assumiu a Presidência após o suicídio de Getúlio Vargas, durante um período de grande comoção e instabilidade. Em meio à turbulência política provocada pela vitória de JK nas eleições de 1955, sofre um enfarte que o afastou do poder.

Carlos Luz (8/11/1955 – 11/11/1955)

Carlos Luz, então presidente da Câmara dos Deputados, assumiu a Presidência após o enfarte de Café Filho. Foi impedido de governar após o 11 de novembro, movimento legalista cujo objetivo era assegurar a posse de Juscelino Kubitschek e João Goulart, presidente e vice-presidente eleitos nas eleições de 1955.

Nereu Ramos (11/11/1955 – 31/1/1956)

Na qualidade de 1º vice-presidente do Senado Federal, Nereu Ramos assume a Presidência após o impeachment de Carlos Luz e durante o afastamento de Café Filho. Até a posse de JK, Ramos governa sob estado de sítio convocado pelo Congresso, a pedido dos ministros militares.

Juscelino Kubitschek (31/1/1956 - 31/1/1961)

Vencedor nas eleições de 1955, Juscelino Kubitschek governou num período de estabilidade política. Ancorado no Plano de Metas, JK conduziu importantes reformas sociais, criou a Sudene, construiu Brasília, abriu o País para o capital estrangeiro e investiu no setor automobilístico. O progresso e prosperidade vivenciados no período vieram a um alto custo, com o aumento da dívida externa. A economia sofreu com uma crise financeira provocada por elevadas taxas de juros, desvalorização da moeda e alta da inflação.

Jânio Quadros (31/1/1961 – 25/8/1961)

Eleito em 1960, com uma plataforma que prometia varrer a corrupção do País, Jânio Quadros conduziu um governo marcado pelo conservadorismo dos costumes e pela guinada na diplomacia brasileira, marcada pela aproximação com países socialistas no contexto da Guerra Fria. Em agosto de 1961, com o apoio político reduzido e declarando-se perseguido, Jânio renuncia. 

Ranieri Mazzilli (25/8/1961 - 8/9/1961)

Na ausência do vice-presidente João Goulart, o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assume a Presidência interinamente após a renúncia de Jânio Quadros. Os ministros militares tentam impedir a posse de Jango, mas o movimento pela legalidade ganha força no País. O Congresso, então, instituiu o parlamentarismo, cuja manutenção seria definida por meio de plebiscito antes do final do mandato de Goulart.

João Goulart (8/9/1961 - 24/1/1963 e 24/1/1963 - 31/3/1964)

Em 1961, João Goulart assume a Presidência dentro do provisório sistema parlamentarista. Em 1963, após  plebiscito em que o presidencialismo obteve ampla vitória, recupera os poderes do cargo. Seu governo foi marcado por uma grave crise política, econômica e social. Jango foi deposto pelo golpe militar de 1964.

Ranieri Mazzilli (2/4/1964 - 15/4/1964)

Com o golpe militar e a deposição de João Goulart, Ranieri Mazzilli assumiu mais uma vez a Presidência. Uma junta militar formada pelos três ministros militares detém o comando do País. Tem início o período da ditadura militar, que duraria 21 anos.

Castelo Branco (15/4/1964 - 15/3/1967)

O marechal Humberto Castelo Branco foi o primeiro presidente da ditatura militar. Escolhido pelos militares, o Castelo Branco teve seu nome referendado pelo Congresso. Durante o mandato foi criado o Serviço Nacional de Informações, foram extinguidos os partidos políticos, editados os Atos Institucionais número 2, 3 e 4 e uma nova Constituição foi promulgada.  

Costa e Silva (15/3/1967 - 31/8/1969)

O marechal Artur da Costa e Silva deu início ao período linha-dura do regime, com violenta repressão às manifestações estudantis e operárias e a aprovação do AI-5,  que autorizava o fechamento do Congresso Nacional, a cassação de mandatos políticos e a censura. Nesse período se intensifica a repressão e a tortura de pessoas contrárias à ditadura. Em 1969,  Costa e Silva sofre um derrame e é afastado. do governo.

Junta Militar (31/8/1969 - 30/10/1969)

Os ministros do Exército Aurélio Lyra Tavares, da Marinha Augusto Rademaker e da Aeronáutica Márcio de Souza Mello assumiram o poder após o derrame de Costa e Silva. Nos dois meses que ficaram no poder, baixaram diversos atos institucionais, tiveram que administrar o sequestro do embaixador dos EUA por guerrilheiros e instituíram a nova Lei de Segurança Nacional.

Emílio Garrrastazu Médici (30/10/1969 – 15/3/1974)

O general Emílio Garrastazu Médici foi indicado pelo Alto Comando das Forças Armadas para suceder Costa e Silva. Sob seu governo a ditadura endureceu, foi instituída a censura prévia a livros e periódicos e delegada aos DOI-CODI a tarefa de perseguir os que se opunham ao regime. Durante seu mandato, a prática da tortura, ainda que condenada em público, aumentou. 

Ernesto Geisel (15/3/1974 - 15/3/1979)

Eleito indiretamente por votação no Congresso Nacional, o general Ernesto Geisel deu início ao lento processo de abertura política durante a ditadura militar. No seu governo foi criada a Lei Falcão, implementado o Pacote de Abril e lançado o programa Proálcool. O movimento operário do ABC ganhou força e a mobilização pela retomada da democracia cresceu após a morte do jornalista Vladimir Herzog por agentes do regime.

João Baptista Figueiredo (15/3/1979 - 15/3/1985)

O governo do general João Baptista Figueiredo encerrou o período da ditadura militar no Brasil. Figueiredo conduziu o processo de abertura política. Decretou a anistia aos punidos pelos atos de exceção do regime militar, efetivamente libertando presos políticos e permitindo o retorno de exilados. Realizou a reforma partidária que acabou com o bipartidarismo e enfrentou uma série de atentados - o principal deles, no Riocentro - que ameaçaram o processo. 

Tancredo Neves

Um dos principais líderes do movimento Diretas Já, Tancredo Neves foi eleito presidente da República pelo Colégio Eleitoral. Sua eleição representou a chegada da oposição ao poder e a esperança da volta da democracia ao País. Tancredo morreu antes de assumir a Presidência.

José Sarney (15/3/1985 - 15/3/1990)

Indicado pelo Colégio Eleitoral como vice, José Sarney assumiu a Presidência interinamente durante a convalescência de Tancredo Neves e em definitivo após sua morte. Seu governo foi marcado pelo respeito às liberdades democráticas. Símbolo maior desse esforço foi a promulgação da Constituição de 1988. O período também foi marcado por casos de violência no campo, alta da inflação e denúncias de corrupção. 

Fernando Collor de Mello (15/3/1990 - 29/12/1992)

Fernando Collor de Mello foi o presidente mais jovem do país e o primeiro a ser eleito pelo voto direto depois da ditadura militar. Seu mandato foi marcado por controversos planos econômicos que envolveram o confisco das cadernetas de poupança e a mudança da moeda. Na política externa, capitaneou a criação do Mercosul e abriu o País para as importações. O escândalo de corrupção envolvendo seu tesoureiro de campanaha, PC Farias, fizeram seu apoio político ruir, culminando no seu processo de impeachment e em sua renúncia.

Itamar Franco (29/12/1992 - 1/1/1995)

O mineiro Itamar Franco foi eleito para a vice-presidente em 1989 e, com o impeachment de Collor, assumiu o posto mais alto da República. Itamar promoveu ajustes fiscais e privatizações para aliviar as despesas da máquina, estabeleceu políticas para estabilizar a inflação e lançou o Plano Real, que deu início a um novo ciclo de desenvolvimento econômico.

Fernando Henrique Cardoso (1/1/1995 - 1/1/1999 e 1/1/1999 - 1/1/2003)

Eleito na esteira do sucesso do Plano Real,  Fernando Henrique Cardoso fez um primeiro mandato focado no combate à inflação e na consolidação da estabilidade da economia. Instituiu programas de transferência de renda e de combate à fome, avanço nos processo de privatização de estatais e realizou a uma série de reformas do Estado. Conseguiu aprovar a Lei da Reeleição e venceu a eleição de 1998. No segundo mandato, FHC viu sua popularidade cair pouco depois da posse, desgastada pela deterioração da economia, por escândalos envolvendo a base aliada e por uma crise energética. Entre os avanços estão a criação dos medicamentos genéricos e a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Luiz Inácio Lula da Silva (1/1/2003 - 1/1/2007 e 1/1/2007 - 1/1/2011)

Com um discurso centrado no combate à miséria, Lula foi eleito presidente em 2002. No início do seu primeiro mandato lançou o Programa Fome Zero, criado para garantir a segurança alimentar de milhões de brasileiros e o Bolsa Família, que ajuda milhares de famílias de baixa renda. Com alta popularidade, resistiu a escândalos de corrupção em seu governo, como o mensalão, enfrentou o "apagão aéreo" e a cisão interna do PT. Durante sua Presidência o Brasil vivenciou um período de prosperidade e crescimento econômico. Em seu segundo mandato, manteve a política econômica vigente e lançou o PAC - cuja administradora mais visível tornou-se sua sucessora, Dilma Roussef.

Dilma Rousseff (1/1/2015 – 12/05/2016 e 12/5/2016 – 31/06/2016)

Dilma Rousseff foi a primeira mulher eleita presidente do Brasil. Seu governo, o quarto do Partido dos Trabalhadores no comando do Executivo, centrou esforços em torno dos programas sociais e de infraestrutura como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No seu primeiro mandato, Dilma retirou de sua administração figuras envolvidas em casos de corrupção e enfrentou as conturbações sociais produzidas pelas manifestações de junho de 2013. Foi reeleita. Mas viu a base de apoio de seu governo minguar diante da crise econômica e das revelações da Operação Lava-Jato, que apontaram o envolvimento do PT no esquema de corrupção investigado. Acusada de realizar manobras no Tesouro para engordar contas públicas, sofreu impeachment por crime de responsabilidade, mas não perdeu seus direitos políticos. Candidatou-se ao Senado em 2018.

Michel Temer (12/5/2016 - )

Com o impeachment de Dilma Rousseff, Michel Temer assume a Presidência da República e chega ao Planalto com a promessa de tocar uma agenda reformista e voltada para cortes dos gastos públicos. Com maioria no Congresso, consegue a aprovação da PEC do Teto, que limita o crescimento dos gastos públicos à variação da inflação, aprova a reforma Trabalhista e leva à pauta a da Previdência. No decorrer da Operação Lava- Jato, importantes ministros e políticos da base aliada são atingidos por escândalos. Em maio de 2017, a crise atinge em cheio o governo com a divulgação de áudio em que Temer é  implicado em caso de obstrução de justiça e  corrupção. Sua popularidade despencou. No mesmo, ano o governo Temer registra um dos mais baixos níveis de aprovação. 


Jair Bolsonaro (01/01/2019)

O deputado Jair Bolsonaro (PSL) vence Fernando Haddad (PT) e se torna o terceiro oficial do Exército brasileiro eleito pelo voto direto para a Presidência da República. Antes dele, Hermes da Fonseca e Eurico Gaspar Dutra subiram ao mais alto cargo da República após vencerem nas urnas. 

Colaborador(a): Alicia Clara

 

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