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OS CINCO -AS-: REGRAS DE OURO PARA NORAS
publicado em: 26/11/2015 por: Netty Macedo

Luz María de la Fuente, também ela nora e sogra, apresenta aqui algumas regras de ouro para um bom relacionamento entre noras e sogros.

De nada nos adianta saber a teoria, se os conhecimentos e boas intenções não se cristalizam em propósitos claros e firmes. O bem deve ser praticado já. Em que consiste então, do ponto de vista prático, o amor da nora pelos sogros? Vejamos algumas regras de ouro que, de certa forma, o resumem:

* Aceitar a ajuda dos sogros, pedir-lhes que "dêem uma mão" cuidando dos filhos, nas compras, na escolha de um bom lugar para passar os fins de semana, etc... Ou seja, deixar-se ajudar por eles. Os sogros, avós ou não, sentem-se muito honrados das noras e genros precisarem deles... até onde for razoável precisar.

* Acompanhá-los, fazer-lhes companhia. Quando a nora está com os sogros, eles devem sentir a sua companhia. Não dá na mesma estar de qualquer maneira, por simples obrigação, pensando em outra coisa, desejando ir-se embora, assistindo à televisão ou ocupando-se em alguma tarefa na cozinha, e estar de verdade, centrando todo o afeto e atenção neles. Pode-se estar com os sogros durante várias horas no fim de semana, ou apenas uns breves minutos em que se passa pela casa deles para cumprimentá-los... Tanto faz. O essencial não é o tempo, é demonstrar-lhes que se tem afeto por eles. Fazer companhia é uma bela maneira de conviver e de alegrar a solidão dos pais e dos sogros. Não esqueçamos que a palavra companhia (do latim cum e panis) significa compartilhar o pão. Haverá algo mais íntimo e expressivo para manifestar a afeição que nos une àqueles que necessitam de nós?

* Aconselhar-se com os sogros, pedir-lhes conselho com freqüência sobre os mais diversos assuntos, mesmo que em princípio se saiba muito bem o que fazer; afinal, ninguém é obrigado a pôr em prática sempre o que lhe recomendam. Por outro lado, porém, quantas vezes não se descobrem "dicas" de grande valia e utilidade prática onde nem sequer se suspeitava que elas podiam ser encontradas! Portanto, quanto mais conselhos - e poucos haverá tão desinteressados como os dos sogros -, melhor.

* Ajudá-los. No relacionamento com os sogros, deve-se evitar procurá-los principalmente por motivos utilitários. A melhor maneira de sanar essa tendência, tão em voga hoje em dia pela insegurança que caracteriza os casais jovens, é "virar o jogo". Explico-me. Por que não poderia a nora perguntar de vez em quando à sua sogra: "Em que posso ajudá-la?" E não se trata, obviamente, de uma mera fórmula de cortesia: é, antes, uma atitude de serviço. Porque deve estar disposta a meter ombros, se essa pergunta receber resposta...

Nota especial destinada às sogras: a nós, os "jovens velhos" - que formamos na atualidade a ingente multidão de avós e sogros animados por uma grande vontade de viver e de continuar na linha de frente -, talvez nos repugne especialmente a perspectiva de deixar-nos ajudar pelos nossos filhos e seus cônjuges, porque "nos sentiríamos inúteis". De certa forma, toda a nossa vida transcorreu com a preocupação de servir os outros, e agora... Mas devemos fazê-lo, mesmo que seja apenas para dar ocasião aos nossos filhos, por natureza ou afins, de demonstrarem o seu carinho...

* Autonomia. Um jovem casal deve estar empenhado em construir o seu próprio lar, ou seja, em buscar quanto antes a autonomia. Aceitar a ajuda dos sogros, acabamos de vê-lo, é uma forma de caridade, mas nada tem que ver com depender deles por tempo indeterminado, sobretudo em matéria econômica. Um casal jovem tem de buscar a sua autonomia em todos os âmbitos, e quanto antes.

Hoje, são cada vez mais comuns os casos em que os sogros de um ou de ambos os lados têm de ir em socorro dos recém-casados, primeiro para pagarem o apartamento ou a casa, depois para não se atrasarem com as prestações do carro, depois para montarem um negócio próprio... E chega-se a uma situação em que esses "filhinhos de papai" acham simplesmente "natural" que "os velhos" deixem de sair de férias ou adiem uns consertos na casa para acudi-los em seus gastos.

Li em algum lugar que "a boa sogra deve ter a boca fechada e a bolsa aberta". Penso que este é um dos casos em que a sabedoria popular se equivoca. É evidente que pode haver situações inesperadas em que seja necessária uma ajuda "extra", mas isso não pode tornar-se um incentivo habitual, digamo-lo com todas as letras, para a indolência, a imprevidência ou a ambição dos jovens. Do ponto de vista dos sogros, é preciso que vençam a timidez e aprendam a dizer "não", ou "basta", de maneira amável, porém decidida; mas a iniciativa deveria partir - sejamos honestos - da jovem geração, tão ciosa de moldar a própria vida.

O que digo da ajuda econômica aplica-se igualmente a todos os outros "subsídios" que se solicitam aos sogros: transformar-lhes a casa em "pensão", enquanto ainda não se tem moradia própria; ou em "berçário", deixando habitualmente o filho pequeno com eles nos fins de tarde ou fins-de-semana, só para se poder "curtir" com tranqüilidade o curso de cerâmica ou o cineminha; ou ainda em "restaurante" ("Mamãe, vim jantar aqui hoje porque a Laurinha resolveu fazer compras com as amigas e só volta tarde", ou, pior ainda: "A gente veio jantar hoje porque a Patrícia aqui não estava com vontade de cozinhar hoje"), etc.

Prezadas candidatas a noras ideais, este é um ponto que eu desejaria que todas tivessem muito presente. Amar é o contrário de ser um fardo!

Autor(a): Luz María de la Fuente

 

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