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INFORMAÇÃO / DATAS ESPECIAIS

A REVOLUÇÃO OU GOLPE DE 1964
publicado em: 24/11/2015 por: Netty Macedo

A Revolução de 1964 enquadra-se dentro da situação política mundial pós Segunda Guerra, auge da Guerra Fria, quando EUA e URSS atuavam no sentido de ampliar suas áreas de influência em todos os quadrantes do mundo.
A estratégia era apoiar grupos políticos rivais dentro de uma nação e através da possível vitória destes, submeter os governantes, alçados ao poder, ao atendimento de seus interesses.

O Golpe Militar de 64 se insere nesse processo. Os Estados Unidos apoiaram a Revolução contra João Goulart (Jango) que supostamente era um simpatizante soviético. Indícios e provas sobre o apoio dos EUA não faltam. Hoje, sabemos que o embaixador americano, Lincoln Gordon e o adido militar, coronel Vernon Walters, atuaram ativamente nas decisões que antecederam o 31 de março. 

 Diversos documentos comprovam que Gordon sabia da existência de uma operação para dar apoio à revolução, caso houvesse uma resistência. A operação tinha o nome de Brother Sam.

Como parte desse acordo podemos relatar os vários encontros realizados sigilosamente entre militares e diplomatas brasileiros e americanos com o intuito de tratar de segurança e de cooperação industrial e militar e os vários contratos de compra de material bélico assinados pelo Brasil no exterior.

Não podemos, ainda, esquecer, a contribuição substancial da igreja, com a campanha anticomunista do padre patrick Peyton, que ao lançar a Cruzada do Rosário em Família promoveu uma intensa mobilização dos católicos, visando atingir o governo constituído. As pregações do padre Peyton influenciaram na ação de senhoras da classe média, que de rosário nas mãos, conturbaram um comício de Leonel Brizola em Belo Horizonte e o Comício da Central do Brasil promovido pelo governo, Jango, no Rio. Multidões de pessoas saiam em manifestações chamadas Marcha da Família com Deus pela Liberdade que acabaram por conquistar as camadas médias da sociedade e engrossaram as manifestações de repúdio, ao governo vigente.

Em 01 de abril de 1964 o Brasil acordou sob novo regime. Um golpe, liderado por militares e os setores conservadores da sociedade brasileira, depuseram o presidente João Goulart (Jango) e deram início a um regime ditatorial que sufocou o país por 21 anos.

Sufoco relativo se compararmos aos dias atuais e aos anteriores á Revolução. Os governos populistas, apesar das promessas e feitos, não eram isentos de vícios: nepotismos, privilégios, falcatruas, empobrecimento das camadas populares e arrocho sobre as camadas médias, aumento da dívida externa e da inflação, etc.

Era ruim, ficou pior após o golpe e hoje está péssimo: Conchavos políticos, corrupção, desemprego, saques, assaltos a bancos, falta de segurança interna, disfarçado abandono dos hospitais e escolas públicas, dívida externa astronômica; endividamento público correspondente a 60% do PIB; falsos índices de inflação; arrocho fiscal e salarial; cumplicidade cínica e espoliativa com organismos financeiros internacionais e vai por aí a fora.

Mas internamente, qual era situação imediatamente anterior ao golpe?

O período pós-revolução de 30 foi caracterizado pela existência de governantes que podemos denominar de populistas, política que procura manipular e utilizar as massas trabalhadoras para a sustentação do poder.
Durante o período, de 1946 á 1964, foram eleitos para chefe do executivo, candidatos dos partidos PTB, UDN e PSD.
Todos assumiram uma posição populista e trabalhista, apesar da incoerência de um membro da UDN, partido de empresários, assumir posições políticas populares/trabalhistas. Mas estava na moda. Garantia a eleição. Getúlio era um modelo e tanto...

Autor(a): Eustáquio Lagoeiro Castelo Branco
Fonte: http://eduquenet.net/rev64.htm

 

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