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INFORMAÇÃO / DATAS ESPECIAIS

ANIVERSÁRIO DE COPACABANA
publicado em: 04/12/2015 por: Netty Macedo

História de Copacabana

Copacabana foi fundade em 6 de julho de 1892.

Copacabana é um bairro conhecido mundialmente devido as suas belezas naturais e moradores famosos. Mas, o que é difícil imaginar é o imenso areal que formava o bairro. A transformação num local moderno e arrojado foi aos poucos. As dificuldades de acesso foram vencidas pela abertura de túneis e pela chegada dos bondes (fatores primordiais para seu desenvolvimento).

O primeiro túnel foi financiado e construído pela Companhia Ferro Carril do Jardim Botânico. Após a inauguração, mantinha guaritas de vigilância para impedir a passagem de pedestres e veículos. Nesta época só passava o bonde. A partir da abertura do túnel, sucederam-se os loteamentos e novas construções surgiram.

Em 1892, foram concluídas as obras do Túnel Real Grandeza. Dois anos mais tarde, a linha de bondes chegava à Igrejinha. Durante o ano de 1894, a prefeitura aprovou a abertura das ruas Souza Lima, Sá Ferreira e Almirante Gonçalves, em terrenos de José Luiz Guimarães Caipora e do Barão de Ipanema, proprietários empreendedores que, juntamente com Constante Ramos, abriram também as ruas Guimarães Caipora (Bolívar), Ipanema (Barão de Ipanema) e Constante Ramos. Além dessas, foram abertas também, a Rua Quatro de Setembro (Pompéu Loureiro), a Pereira Passos (depois incorporada à Barata Ribeiro), a Floriano Peixoto (Leopoldo Miguez) e a Domingos Ferreira.

No final do mandato do prefeito Pereira Passos, que dedicou especial atenção ao bairro, cerca de doze anos após a abertura do Túnel Velho, foi inaugurado o Túnel do Leme, pela Cia de Bondes, com trânsito livre, e que ficou conhecida como Túnel Novo. Com ele, abriram-se as Av. Princesa Isabel, Rua Barata Ribeiro e Av. Copacabana. No mesmo ano, a prefeitura deu início as obras de construção da Av. Atlântica. Embora ainda vivesse um intenso processo de valorização imobiliária, Copacabana já era procurada por uma população de poder aquisitivo mais alto, com trechos do bairro se transformando em áreas de moradia das elites cariocas.

Quando Copacabana despontava como bairro, a Igrejinha foi demolida (1918) para construção do Forte de Copacabana, no Posto 6, para a defesa da Barra Marítima.

Copacabana se transformou tão rapidamente que quase não dá para lembrar de suas histórias e antigas paisagens. As sucessivas demolições porque passou, foram apagando os vestígios de seu passado e as lembranças e referências concretas de sua história.

Copacabana: uma cidade moderna desde os anos 30

Copacabana nasceu com a marca de cidade moderna. Um fruto de empreendimento imobiliário de cunho capitalista, onde as novidades – seja nas formas arquitetônicas, seja nos hábitos e costumes – foram rapidamente absorvidas.

No início dos anos 30, Copacabana já era um bairro consolidado: muitas construções (os arranha-céus se multiplicavam), quase a totalidade dos lotes ocupados, inúmeras ruas. A população aumentava, os meios de transporte se diversificavam. Bondes, ônibus e automóveis disputavam o espaço das ruas. Foram construídos edifícios de escritórios e de consultórios dentários e médicos; foram abertas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica.

À medida que a população crescia, crescia também a demanda e a necessidade de consumo. Assim, um numeroso e variado comércio se instalou nas principais vias do bairro.

A combinação de todos esses fatores – forte fluxo demográfico, atividade imobiliária intensa, comércio, serviços – contribuiu decisivamente para a transformação de Copacabana numa grande cidade.

Copacabana Palace

Apesar de contar com um grande número de belas e suntuosas construções, foi a abertura do
Copacabana Palace (em 1923) que trouxe fama para o bairro de Copacabana. Ele viria a se tornar num dos símbolos da cidade e centro de seus eventos sociais. Com ele, também surgiram os edifícios de apartamentos, o que havia de mais moderno, em termos de habitação, nesta época. Particularmente a quadra onde se implantou o Hotel, teve enorme valorização. Em 1931, encontravam-se construídos vários prédios de apartamentos, naquela região. Esses prédios recebiam a denominação de palacetes – atribuição equivalente à das casas isoladas, dos palacetes das classes abastadas, como forma de conferir-lhes o mesmo grau de distinção que estes e tornando-os bem aceitos.

O Palacete Duvivier, de propriedade de Eduardo Duvivier; o Edifício Itaóca; o Palacete Veiga; o Palacete São Paulo, a Casa Rosada; o Palacete Oceânico são alguns destes prédios.

Os apartamentos também deveriam oferecer bastante conforto e o mínimo de privacidade para que não se comparassem às habitações coletivas. Deveriam ter, pelo menos duas salas: a de visitas e a de jantar; saletas e quartos amplos. Materiais nobres como piso de mármore, decorações em gesso em alto relevo, cristais lapidados, lambris de madeira, eram indispensáveis.

O bairro e sua arquitetura

Os estilos arquitetônicos predominantes eram o Luís XV e o Luís XVI. Os ocupantes desses primeiros edifícios eram, geralmente, estrangeiros, que procuravam alugar os apartamentos, sobretudo na época do verão. As famílias não precisavam se preocupar com empregados, pois os encarregados dos apartamentos se incumbiam de tudo, num tipo de serviço que poderia ser considerado o precursor dos apart-hotéis, que se instalariam no bairro, e na cidade, cinqüenta anos mais tarde.

As crianças residentes nos apartamentos faziam das praças e da praia seus quintais. Os apartamentos Ferriri, na Rua Sá Ferreira, no entanto, ofereciam opção de lazer, o que não precisava ser em espaços públicos: em seu terraço, os inquilinos desfrutavam de jogos de salão, balanços, bancos de jardins. As facilidades, porém, tinham um alto custo. Assim, ficava clara a sua destinação a pessoas mais abastadas.

A implantação dos arranha-céus em Copacabana dividiu as opiniões dos moradores: para uns, os edifícios não passavam de casas de cômodos e pareciam verdadeiros caixões, para outros, eram uma "onda de civilização". De qualquer forma, a quantidade de edificações como esta, era ainda pouco expressiva. Os prédios mais altos localizavam-se na Av. Atlântica, na Av. Copacabana e no Lido – os lugares que possuíam maior largura.

Apesar de ainda existirem muitas casas, o surgimento dos pequenos e grandes prédios foram mudando rapidamente a fisionomia das ruas do bairro.

Copacabana teve a sua paisagem marcada pelas construções em estilo art-decô, com a simplicidade das linhas retas, as janelas inspiradas em vigias de navio e "guarda-corpos" de ferro arredondado. Foi neste bairro que este estilo se mostrou de forma mais expressiva. Até hoje, podemos identificá-lo em alguns prédios: nos vastos halls, nos detalhes em ferro e vidro das portas, nos lareiros e luminárias, nos relevos sutis do concreto das fachadas, nas saliências e reentrâncias...

A criatividade e as características desse estilo são marcantes. A grande flexibilidade da planta dos apartamentos possibilitava uma circulação interna tranqüila por todos os cômodos. O uso externo de revestimentos nobres, formando uma barra de proteção, resguardava as paredes em contato com a rua. As varandas e balcões com parapeitos de alvenaria, total ou parcialmente embutidos no corpo da edificação, se destacavam. A boa qualidade dos materiais de construção utilizados e o uso de formas arredondadas, principalmente nos prédios de esquina, permitiram uma ótima conservação.

Com o aumento do fluxo de moradores e pedestres foram sendo construídas garagens para a guarda de veículos – o que se evidenciava mais fortemente em Copacabana do que em outros bairros da Zona Sul. Os edifícios foram se proliferando. E a possibilidade da classe média de se instalar no bairro, anteriormente só das classes abastadas, também. Para atender a esta demanda, novas formas de comercialização de imóveis foram sendo implementadas. Prédios cada vez mais altos, maiores e em maior número foram sendo construídos era a era dos grandes edifícios de conjugados dos anos 50.

Em tempos de euforia em Copacabana, devido ao boom imobiliário que, desde os anos 40, se manifestava no bairro, Juscelino Kubitschek tomava posse da presidência do Brasil. A área verde de Copacabana dava lugar aos edifícios. As cidades brasileiras começam a crescer, devido ao intenso aumento demográfico, proporcionado pela urbanização das massas rurais.

O boom imobiliário abalou fortemente toda a estrutura urbanística da cidade. Copacabana, durante esse período, concentrou toda a problemática da expansão capitalista subdesenvolvida: crescimento desordenado, alta densidade demográfica, código de obras deficientes, falta de regulamentação, companhias-fantasmas, aventureirismo, crescimento predatório, despreocupação, formas arquitetônicas e à organização do espaço interno, etc.

Copacabana começou a se destacar: expressão de forças econômicas, sociais e culturais de sua época. Deu-se início a um mito. Copacabana passou a ser conhecida mundialmente devido a sua natureza exuberante.

Fonte: Pesquisa em vários sites

 

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