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AO MEU PAI FLAVIANO MARTINS
publicado em: 14/12/2015 por: Netty Macedo

Pai, seu silêncio anos nos separa.
É grito ecoante nas imagens recordadas.
Contorce-me a saudade do seu sorriso
Da fala eloquente esbravejando aviso.

No banco, embaixo do cajueiro
Quantos conselhos ouvi,
Histórias contadas das lembranças
Hoje para os seus netos herança.

Sua figura ímpar na pequena estatura
Trilha  na estrada distante do além vida.
É parte eterna na moldura gratidão
Retrato na parede do meu coração.

Vezes repetidas ensinaste-me
O dever pela caneta da palavra.
A dignidade de um caráter ostentar
Para na vida dos abutres escapar.

Suas mãos prontas no amparo
Repousavam sobre a minha cabeça
Com gesto de carinho a dizer:
- Cumpre com responsabilidade o viver.

Pai senta comigo
Na sala da minha solidão,
Conta de novo histórias,
Preenche este seu vazio
Dissipa este arredio

O nosso amor continua vivo.
Reverenciando nas lembranças.
Recordas meus medos?
Sua presença os afugentava.

Ainda hoje, sinto o seu cheiro
Dissipando meus temores

Meu herói!

Pai me transportei no tempo.
Ainda ouço sua voz de guerreiro
No comando familiar a marcar diretrizes
A exigir obediência com pulso de giz.

PAI!
Sou seu fruto amparado na saudade.

Autor(a): Jair Martins

 

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