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INFORMAÇÃO / DATAS ESPECIAIS

BREVE HISTÓRIA DO PRESÉPIO
publicado em: 20/12/2016 por: Lou Micaldas

Em muitos países do Mundo, um Natal sem presépio não é Natal. Esses cenários coloridos que representam o nascimento do Menino Jesus, a adoração dos pastores e dos Reis Magos são expostos tanto em igrejas como nos lares, onde se passa o Natal em família.

Trata-se freqüentemente de valiosas peças que são passadas de pais para filhos. Mas os presépios nem sempre existiram. A tradição do presépio na sua forma atual tem as suas origens somente no século XVI. Antes dessa época, o nascimento e a adoração do Menino Jesus eram representadas de outra maneira.

Os Cristãos celebram a memória do nascimento de Jesus desde finais do século III. E, é precisamente a partir daquela época que datam os primeiros testemunhos referentes a peregrinos que se dirigiam ao local de nascimento de Cristo, a gruta de Belém.

O Nascimento de Jesus é representado em imagens desde o século IV: relevos em sarcófagos ou em instrumentos litúrgicos, assim como afrescos, mostram a Virgem Maria, a adoração dos Reis Magos e o Menino a repousar no seu leito. A primeira réplica da gruta no Ocidente foi executada no século VII em Roma, onde em Santa Maria Maggiore um particular, proveniente da gruta, era adorado em relíquia. Mais tarde, colocou-se uma manjedoura de madeira nesse mesmo local, da qual provavelmente provêm as tabuinhas que, ainda hoje, são veneradas como parte do presépio onde dormira o Menino Jesus.

O ano de 1223 assinala um acontecimento importante para o desenvolvimento da adoração do Menino Jesus: nesse ano, São Francisco festejou a véspera do Natal juntamente com os seus irmãos e cidadãos de Assis, não como habitualmente na Igreja, mas sim na floresta de Greccio que se situava perto da cidade.

Tinha mandado transportar uma manjedoura, um boi e um burro para o local, de forma a tornar a liturgia do Natal mais compreensível e acessível. O Santo da aldeia de Greccio tinha assim criado uma nova Belém - uma Belém na Itália. Devido a esta encenação da noite do nascimento do Senhor, São Francisco de Assis é freqüentemente visto como o inventor do presépio, o que no entanto, não corresponde de forma alguma à verdade, já que depois de São Francisco ainda se iriam passar mais três séculos até o aparecimento dos primeiros presépios.

Na escultura do século XIII encontram-se testemunhos que englobam todos os elementos do presépio. No século XV começa-se a manisfestar o desejo, típico para a forma de viver a religiosidade nessa época, de representar cenicamente e de uma forma muito espontânea, os acontecimentos bíblicos e o local onde sucederam, o que leva à criação de algumas reconstruções não modificáveis da Noite de Natal.

Freqüentemente estas representações eram compostas por figuras em tamanho natural, sendo expostas em salas de oração concebidas para o efeito. No gótico, na região do norte dos Alpes, encontram-se sobretudo presépios em retábulos com figuras talhadas que relatam os acontecimentos do Natal, completados por graciosas cenas do cotidiano.

Normalmente, o painel central representa a adoração dos Reis, enquanto que pequenos relevos, com cenas como a anunciação aos pastores e seu caminho em direção ao presépio formam o pano de fundo. Os painéis laterais interiores e exteriores mostram quase sempre cenas da vida da Virgem Maria e do Menino Jesus.

No entanto, trata-se igualmente de composições estáticas, pois só abrindo e fechando os painéis é que se consegue relatar o seguimento dos acontecimentos litúrgicos. Além das representações pictóricas, as interpretações de temas espirituais serviam igualmente para explicar os textos do Evangelho, que para muitos crentes eram absolutamente inacessíveis.

O desejo cada vez mais forte de encontrar reconstruções plásticas dos acontecimentos do Natal irá por fim abrir um caminho que levará às representações pormenorizadas, que possibilitam ao observador uma identificação com as personagens históricas e que, hoje em dia, conhecemos sob o nome de presépio. Em finais do século XV, as figuras das cenas de Natal libertam-se, pouco a pouco, das paredes, dos altares e começam a aparecer pequenos grupos de figuras que, devido à sua plasticidade, podiam ser admiradas de todos os lados.

Inicia-se aqui a história do presépio. Somente a partir da época em que se começa a executar figuras soltas, freqüentemente articuladas e tecnicamente independentes umas das outras, é que existe a possibilidade de montar cenas diferentes, todas seguidas numa seqüência pré-definida.

É esta a característica principal que distingue o presépio de todas as outras formas de representação do nascimento de Cristo: o presépio é modificável e pode ser montado pelo artista que o executou, segundo as diferentes épocas do calendário litúrgico.

Outros critérios são a colocação temporária do presépio em épocas difinidas e num espaço de tempo estabelecido e também o seu retorno regular todos anos. O calendário do presépio começa normalmente com a anunciação a Virgem Maria, seguida pela visita a Santa Isabel, que está à espera de um menino, o seu filho São João Baptista.

A procura de um albergue em Belém dá inicio ao ciclo do Natal em si. Segue a anunciação aos pastores e aos Reis Magos, assim como o cortejo destes dois grupos distintos, em direção ao presépio e à adoração. A fuga para o Egito finaliza o círculo mais restrito dos festejos do Natal.

Alguns presépios mostram como última cena as bodas de Canaã - o primeiro aparecimento de Jesus em público.
Mas também havia, sobretudo em igrejas e conventos, os chamados presépios anuais, cujas figuras e adereços permitiam que se representasse todos os acontecimentos do ano eclesiástico, seguindo a ordem cronológica.

Por vezes ainda eram mostrados os acontecimentos da Páscoa e da Quaresma, os chamados presépios da Quaresma.
Mas, um presépio não é somente constituído por figuras: a paisagem contribui da mesma forma como os edifícios que não se limitam somente ao estábulo para o efeito geral das cenas.

Além do mais, a veracidade de muitas das cenas deve-se sobretudo aos pequenos adereços, os quais normalmente são típicos da região em que os presépios são executados. Provavelmente o cenário que hoje é conhecido como presépio foi criado na Itália no século XVI.

A primeira notícia sobre um presépio em uma casa privada, encontra-se no inventário do Castelo de Piccolomini em Celano, supostamente elaborado em 1567. Segundo consta do inventário, a duquesa de Amalfi, Constanza Piccolomini, possuia dois baús com 116 figuras de presépios com as quais representava o nascimento, a adoração dos Magos e outras cenas que não são especificadas.

Até finais do século XVIII, eram sobretudo as cortes que se dedicavam à construção de presépios e que fomentavam esta arte, levando os artistas a criarem figuras de excepcional qualidade como vemos nos presépios Napolitanos.

Qual a origem do costume da ceia?

Nossa mais antiga tradição do Natal dá conta que era costume das famílias irem à Missa do Galo, celebrada à meia-noite do dia 24 de dezembro. Como a comunhão exigia jejum prolongado, antigamente até mesmo de um dia, as famílias preparavam a princípio um lanche e , com o passar do tempo, ceias cada vez mais elaboradas. O peru, por exemplo, é uma incorporação que fizemos do costume americano presente no "Dia de Ação de Graças". O bolo é tradição ibérica; o panetone, italiana, as frutas, em especial a uva, da Europa Oriental. O mais exótico são as frutas secas, castanhas, etc. Frutos do inverno europeu que não precisávamos adotar em nosso país, mas que optamos em honra à lembrança e depois à memória dos emigrantes.

Como surgiu a tradição de enfeitar o pinheiro de Natal?

Na Alemanha do século XVI, Martinho Lutero começou com o costume de enfeitar a Árvore de Natal. Em 1513, o destacado líder cristão levou um pequeno abeto para dentro de casa e começou a enfeitá-lo com velas acesas. Então, a bela decoração tornou-se popular na Alemanha. O príncipe Alberto, marido da rainha Vitória, levou a tradição para a Inglaterra e os alemães e os ingleses levaram-na para a América. Hoje, o mundo inteiro aderiu ao costume que, para os católicos, passou a simbolizar um ato de ação de graças pelos frutos colhidos no ano, bem como o próprio Cristo, uma vez que as folhas do pinheiro em qualquer tempo estão verdes e viçosas. O fato de uma tradição protestante ter chegado até mesmo a templos católicos é um lindo exemplo de ecumenismo e adesão ao mais puro espírito do Natal.

Fonte: Pesquisa em diversos Sites

 

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