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CARTA DE AMOR DE WOLFGANG AMADEUS MOZART
publicado em: 02/12/2015 por: Netty Macedo

Wolfgang Amadeus Mozart foi um dos compositores mais talentosos, produtivos e influentes que o mundo já tomou conhecimento. Ele nasceu em Salzburgo e começou a tocar e compor a partir dos 5 anos. Mozart passou grande parte da infância percorrendo as cortes da Europa com a família, surpreendendo as plateias com sua precocidade.

Em Salzburgo, as oportunidades para um músico e compositor tão competente e brilhante eram limitadas, mas, posteriormente, durante uma viagem pela Europa em Mannhein, na Alemanha, o artista conheceu e se apaixonou por Aloysia Weber, uma cantora. Quando ele retornou a Salzburgo, eles se distanciaram. Ao se reencontrem dois anos depois, Aloysia já não estava mais interessada nele; de acordo com alguns relatos, a cantora nem mesmo o reconheceu.

Alguns anos mais tarde, em Viena, Mozart tornou a encontrar a família Weber. Aloysia estava casada com um ator, e Mozart voltou a atenção para a irmã mais nova da antiga amada. Constanze, com quem se casou em 1782. Eles tiveram seis filhos, porém somente dois sobreviveram aos primeiros anos.

A sorte do casal passava por altos e baixos de acordo com a moda e com a disposição de Mozart para compor músicas que pudessem agradar a possíveis patrocinadores. O casal era inegavelmente extravagante. Como era de se esperar, a posterioridade culpou Constanze pelos eternos problemas financeiros da família. No entanto, a correspondência entre os dois mostra que o casamento era feliz. Eles parecem ter compartilhado um senso de humor infantil – as brincadeiras de Mozart eram quase obsessivamente escatológicas. Constanze acompanhou Mozart em muitas de suas inúmeras vagens. Depois da trágica morte prematura do compositor, ela trabalhou arduamente para preserva-lhe o legado e melhorar-lhe a reputação.

Para Constanze
De Dresden, em 16 de abril de 1789

"Querida esposinha, tenho alguns pedidos a fazer. Rogo-te que:
1) não fiques triste,

2) cuides da saúde e tenhas cuidado com as brisas da primavera,

3) não saias para caminhar sem companhia - e, de preferência, não saias para caminhar de jeito nenhum,

4) fiques absolutamente segura do meu amor. Até o presente não escrevi nenhuma carta para ti sem ter diante de mim teu amado retrato,

6) *e, por fim, peço que me mandes mais detalhes em tuas cartas. Gostaria imensamente de saber se nosso cunhado Hofer veio visitar-nos no dia seguinte à minha partida. Ele vem com frequência, conforme prometeu? Os Langes nos visitam às vezes? O retrato está progredindo? Que tipo de vida estás levando? Todas essas coisas naturalmente me despertam muito interesse".

5) suplico que tua conduta, além de atentar para tua honra e a minha, também leve em consideração as aparências. Não te zangues comigo por pedir isto. Deves me amar ainda mais por valorizar tanto a tua honra,

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*Os parágrafos 5 e 6 estão trocados na cópia da carta arquivada na Biblioteca de Berlim.
W.A.Mozart

Para Constanze
De Viena, em 6 de julho de 1791

Acabei de receber tua preciosa carta e estou encantado por saber que passas bem e estás animada. Madame Leutgeb lavou minha touca de dormir e minha gravata, gostaria que tu as visses! Santo Deus! Insisti com ela: “Deixe-me mostrar de que modo ela (minha esposa) cuida delas!” Mas de nada adiantou. Estou muito feliz por teu apetite ser bom, mas quem come muito também tem de defecar muito, quero dizer, caminhar muito. No entanto, eu não gostaria que fizesses caminhadas longas sem mim. Peço que sigas à risca meu conselho, pois ele vem do coração. Adeus, meu amor, meu único amor. Pega no ar os 2999 ½ beijinhos meus que estão voando por aí, esperando que alguém os capture. Ouve, quero sussurrar algo em teu ouvido – e tu no meu – e agora abrimos e fechamos nossas bocas de novo, mais uma vez e, por fim dizemos: “Trata-se de Plumpi-Strumpi*” Bem, pensa o que quiseres, por isso é tão conveniente. Adeus, Mil beijos carinhosos. Sempre teu
Mozart

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*Pseudônimo utilizado por Mozart em cartas íntimas [N. da T.]


Traduzido por: Doraliece Lima
O livro foi um presente da "velha amiga" Laura Lellis para o Site "Velhos Amigos"

Autor(a): Ursula Doyle
Fonte: Transcrito do livro: Cartas de Amor de Homens Notáveis

 

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