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DIA DAS CRIANÇAS - TEXTOS - POEMAS - POESIAS
publicado em: 11/10/2016 por: Lou Micaldas


NOSSAS CRIANÇAS
 
“DEIXAI VIR A MIM AS CRIANCINHAS”.
JESUS disse aos discípulos e a nós.
Mas como sempre não o escutamos.
Das crianças a humanidade é algoz.
Hoje vemos nossas crianças nas ruas.
Cheirando cola, roubando e se drogando,
Por marginais elas são, hoje, usadas.
Para eles, as crianças estão assaltando.
 
E nós todos que poderíamos ajudar
A dar vida digna para nossa criança
Sequer ligamos, nós negamos a olhar.
Tiramos delas a última luz de esperança.
Vamos todos seguir as palavras de JESUS.
Dando para elas, alegria, educação e amor.
Aos governantes vamos pedir.  Nos ajudem.
Vamos todos livrar o nosso futuro desta dor.
 
CRIANÇA é para brincar, ser feliz e ser amada,
Para estudar, sorrir cheia de saúde e alegria.
Por isto ela precisa sempre da nossa proteção.
Do nosso amor e segurança no seu dia a dia.
Para que adianta este “ECA” que nada faz?
Não educa e não salva a criança, só reprime.
Elas voltam às ruas, juntam-se aos marginais.
Por ordem deles vão repetir o mesmo crime.
 
Quem sabe se este “ECA” fosse mesmo real.
As acolhesse dando segurança e proteção,
Dando escola, brincadeira e muita alegria,
O “ECA” poderia ser, da CRIANÇA, a salvação.
Mas parece que isto nós jamais veremos.
Dia a dia nas ruas o nosso futuro é destruído.
Serão estas crianças que vão nos governar.
Como será o futuro deste BRASIL querido?
 
Vamos todos unidos rezar pedindo a JESUS.
Que salve a nossa criança deste grande terror.
Que dê consciência aos nossos governantes.
Para conosco darmos às crianças todo o nosso amor.
Para que nesse nosso futuro que logo virá.
Às nossas acrianças nós possamos entregar.
Certos de que um belo futuro o BRASIL vai ter.
Quando nossa futura geração for nos governar.

Autor: Poeta Cypriano Maribondo – cmgtpoeta@yahoo.com.br
 

Homenagem ao "Dia das Crianças”
 
Nas escolas, nos tempos de minha infância.
 No dia doze de outubro, para se comemorar,
 Ou se recitava o poema, “MEUS OITO ANOS”,
 Ou “CRIANÇA FELIZ” nos reuníamos a cantar.
 
Como gostaria de poder daqueles anos relembrar.
 Hoje, no Brasil, as crianças não têm felicidade.
 Já não vivem a sonhar com o seu mundo infantil.
 Dos seus “OITO ANOS”, elas não sentem saudade.
 
Hoje vivem abandonadas pelas ruas do Brasil.
 Esquecidas e marginalizadas, esta é a verdade.
 Faltam escolas, educação, segurança e amor.
 São hoje “DE MENOR” vivem na marginalidade.
 
Hoje, em guerra civil, contra elas, nós vivemos.
 A sociedade e o governo não querem ajudar.
 No empurra-empurra, as nossas crianças vivem.
 Não existe no País alguém que as queira amar.
 
Quando as crianças voltarão a ser FELIZES?
 Infelizmente hoje é muito difícil a gente responder.
 Ver outra vez, as crianças voltarem a ter saudade.
E com seus sorrisos nos mostrarem a alegria de viver.
 
Autor: Poeta Cypriano Maribondo
 
 
No Jardim de Infância, em Belo Horizonte, nossas tarefas consistiam em sonhar, imaginar, colorir, desenhar, moldar em argila estranhas figuras, empilhar cubos de madeira que, sobrepostos, se transformavam em casas, pontes, prédios e castelos. Dispostos em linha reta, viravam ferrovias, carruagens, estradas. Em círculos, arenas circenses, represas ou lagos. Esse entrelaçar de tato, visão e imaginação organizavam meu mundo interior. Bastavam poucos apetrechos para meus sentimentos encontrarem expressão nos objetos manipulados ou nas linhas de meus desenhos. Ao fazê-lo, adquiria uma certa distância relacional: os pássaros falam linguagens que só eles entendem; dragões, bruxas e duendes, que povoavam o meu imaginário, não eram pessoas como meus pais, nem coisas como os paralelepípedos que calçavam as ruas, e sim entidades espirituais, como Deus e anjos, com as quais mantinha relações de temor, reverência e fascínio.
 
O melhor da infância é o mistério. Povoa a criança com uma força imponderável, superior a todas as realidades sensíveis. O mistério seduz e, tecido em encantos, assusta ou atrai ao não mostrar o rosto nem pronunciar o próprio nome. Habita aquela zona da imaginação infantil tão indevassável quanto impronunciável. Nela, as conexões rompem limites e barreiras, o inconsciente transborda sobre o consciente, o sobrenatural confunde-se com o natural, o divino permeia o humano, e o insólito, como dragões e piratas, é de uma concretude que só a cegueira dos adultos é incapaz de enxergar.
 
Os adultos devem manter-se à distância quando a criança se encontra mergulhada em seu universo onírico. Ela sabe que carrega em si um tesouro de percepções que os olhos alheios não podem perscrutar. Recolhida a um canto, deitada em sua cama ou brincando em companhia de seus pares, deixa fluir os seres virtuais que habitam o seu espírito e com quem estabelece um diálogo íntimo, livre das amarras de tempo e espaço. Tudo flutua dentro dela, graças à ausência de gravidade que a caracteriza. Se um adulto interfere, quebra-se o encanto. Tudo se torna pesadamente aritmético, como se a ave, aprisionada no chão, ficasse impedida até mesmo de sonhar com o voo, reduzida aos movimentos contidos de seus passos. Por tanta familiaridade com o mistério, as crianças são naturalmente religiosas, como se a natureza suprisse quem se encontra biologicamente mais próximo da fonte da vida de percepções holísticas contidas na vitalidade das células, na mecânica das moléculas, na identidade quântica dos átomos, onde matéria e energia são apenas faces de uma mesma realidade.
 
Privar a criança do mergulho no mistério é amputá-la da infância. É mutilar o ser, abortando a criança para apressar, de modo cruel, a irrupção irreversível do adulto. Ao sorriso sucede o travo amargo de quem já não logra mirar a vida como maravilha - dentro e fora de si. A insegurança aflora, denunciando carências e tornando-as vulneráveis aos sonhos químicos das drogas, já que o melhor da infância foi sonegado – sentir-se um ser amado.
 
Autor: Frei Betto
 
MENINO DE RUA
 
Menino de rua, sem futuro, sem destino
Abandonado, vagas ao léu, em desatino.
Nada podes esperar do teu incerto porvir.
Muito choras, nada tens que te faça sorrir.
 
Vítima de um lar sem berço e desfeito.
Lançado à rua, sem um beijo nem carinho.
Buscas em vão um rumo em teu caminho,
Mas tua bússola te leva a atos mal feitos.
 
Só te viram as costas nesta nossa sociedade.
Não te dão chance de alcançares a felicidade.
Sem abrigo, à noite, tens por teto apenas a lua.
Pobre menino de rua, que triste sina a tua.
 
12 de outubro comemora-se o dia da criança.
Mas nunca fostes criança, és apenas um enjeitado.
Nada ganhas, sobrevives sem fé nem esperança.
Peço a Deus por ti, meu menino, pobre coitado!
 
Aos tropeços, sem guarida, segues adiante.
Tomara não sejas aliciado por um traficante.
Vítima das drogas, precocemente sucumbirás.
No céu, Deus te espera, é para lá que voltarás.
 
Menino desamparado, anjo ainda, mas sofrido.
Não pedistes pra nascer! Por quê então este sofrer?
Para ti minha homenagem, meu menino querido.
Perdão por não poder, de alguma forma, te valer!
 
Autor: Ary Franco (O PoetaDescalço)
 
 
 Ele representa o que há de melhor para todos nós. Primeiro, ele é de uma entidade que representa o que é de mais sagrado de todas as mulheres: o dia da nossa padroeira, Nossa Senhora Aparecida.  É o foco principal de toda nossa fé, é a protetora de todos nós, brasileiros. Ele também representa uma parte tão linda e amada em que protegemos de todas as formas e que damos o amor e o carinho, preparando o seu futuro melhor.
 As crianças.
 Elas são criadas por Deus e dadas a nós como presente. Elas representam a nossa perpetuação e serão a cópia do nosso melhor tratamento na preparação de uma vida melhor.  O seu futuro está em nossas mãos. Portanto, dia 12 é um dia em que viramos criança para vivermos o mundo encantado em que elas vivem. Que bom entender suas fantasias e o seu mundo mágico de um ser que é puro e que vive na inocência em sua rica infância.
 Hoje dê um presente humilde ou muito caro. Não importa o preço. A importância vem do coração e do sentimento do pequenino que sonha todos os dias com o amor e o abraço de quem lhe dá o direito de ser feliz: seus pais, ou seus avós, ou ainda quem os cria, mesmo não sendo pais.
 Feliz dia de todas as crianças do mundo. Elas viverão eternamente em nossa vida, como se o tempo nunca passasse.
 
 Autor: Paulo Kwamme
 
 
Ser criança é se entreter
 Entre brinquedos e sonhos
 É se alegrar, é viver
 É expressar a candura
 Respirar felicidade
 Transmitir docilidade
 Encantamento e ternura!
 
Criança que tem alma pura
 E tamanha espontaneidade
 No agir e no falar,
 Que sabe ter sinceridade
 Que cativa com o sorriso
 E traz a inocência no olhar!
 
Saber viver é sentir
 A alegria de ser criança
 É deixar o coração
 Se encher de felicidade
 E transbordar esperança!
 
Feliz é aquele que sabe
 Interpretar o olhar
 E o sorriso da criança,
 Quem com ela é paciente
 Quem valoriza o seu mundo
 E a preserva do mal,
 Fazendo com que ela possa
 Vivenciar sua infância
 Desfrutar de seu espaço
 E ser simplesmente criança!
 
Autora: Lourdes Neves Cúrcio

Autor(a): Diversos
Colaborador(a): Cypriano Marimbondo

 

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