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INFORMAÇÃO / DATAS ESPECIAIS

DIA DO FOLCLORE
publicado em: 16/12/2015 por: Netty Macedo

22 DE AGOSTO - DIA DO FOLCLORE

ORIGEM
LOBISOMEM
PARLENDAS
LENDAS BRASILEIRAS

 

ORIGEM

Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o mês do folclore.

Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação. Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, "constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação".

Para que serve?

O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.

Qual a origem da palavra "folclore"?

A palavra surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos. "Folk", em inglês, significa "povo". E "lore", conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ''conhecimento popular''. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que, em 22 de agosto de 1846, publicou um artigo intitulado "Folk-lore". No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se "folclore".

Qual a origem do folclore brasileiro?

O folclore brasileiro, um dos mais ricos do mundo, formou-se ao longo dos anos principalmente por índios, brancos e negros.

Região Sul

Danças: congada, cateretê, baião, chula, chimarrita, jardineira, marujada.
Festas tradicionais: Nossa Senhora dos Navegadores, em Porto Alegre; da Uva, em Caxias do Sul; da Cerveja, em Blumenau; festas juninas; rodeios.
Lendas: Negrinho do Pastoreio, do Sapé, Tiaracaju do Boitatá, do Boiguaçú, do Curupira, do Saci-Pererê.
Pratos: Baba-de-moça, churrasco, arroz-de-carreteiro, feijoada, fervido.
Bebidas: chimarrão, feito com erva-mate, tomado em cuia e bomba apropriada.

Região Sudeste

Danças: fandango, folia de reis, catira e batuque.
Lendas: Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Iara, Lagoa Santa.
Pratos: tutu de feijão, feijoada, linguiça, carne de porco.
Artesanato: trabalhos em pedra-sabão, colchas, bordados, e trabalhos em cerâmica.

Região Centro-Oeste

Danças: tapiocas, congada, reisado, folia de reis, cururu e tambor.
Festas tradicionais: reisado (festa de reis), a iluminação (se dá na festa do Divino), a Cavalhada, a dança dos mascarados, o Cururú, o Siriri, a Viola-de-cocho, e muitas outras festas.
Lendas: pé-de-garrafa, Lobisomem, Saci-Pererê, Ramãozinho.
Pratos: Mogica de pintado, Maria Izabel (carne seca com Arroz), Bolo de Arroz, Francisquito (biscoito de trigo), Paçoca de pilão (Farofa de carne seca socada no pilão), Farofa de banana e muitas outras iguarias encontradas na região.

Região Nordeste

Danças: frevo, bumba-meu-boi, maracatu, baião, capoeira, caboclinhos, bambolê, congada, carvalhada e cirandas.
Festas: Senhor do Bonfim, Nossa Senhora da Conceição, Iemanjá, na Bahia; Missa do Vaqueiro, Paixão de Cristo, em Pernambuco; romarias - destaca-se a de Juazeiro do Norte, no Ceará.
Pratos - Arroz de Hauçá, Baba-de Moça, Frigideira de camarão, Bolo-de-Milho e outros.

Região Norte

Danças: marujada, carimbó, boi-bumbá, ciranda.
Festas: Círio de Nazaré (Belém), indígenas.
Artesanato: cerâmica marajoara, máscaras indígenas, artigos feitos em palha.
Lenda: Sumaré, Iara, Curupira, da Vitória-régia, Mandioca, Uirapuru.
Pratos: caldeirada de tucunaré, tacacá, tapioca, prato no tucupi .

Principais manifestações folclóricas:

BUMBA-MEU-BOI - Auto ou drama pastoril que por tradição é representado durante o período natalino, como sobrevivência das festividades cristãs medievais, em que o culto do boi se fazia em homenagem ao nascimento de Cristo. De tradição luso-ibérica do século XVI, nasceu dos escravos e pessoas agregadas aos engenhos e fazendas.

PASTORIL - Festa de origem portuguesa, onde "pastoras" vestidas de azul e encarnado, se apresentam diante do presépio em atitude de louvor ao Menino Jesus. Representado durante o Natal.

REISADO - De origem ibérica, é caracterizada por um grupo de pessoas que se reúne para cantar e louvar o nascimento de Cristo. Os praticantes personificam a história dos gladiadores romanos, dos três reis magos e a perseguição aos cristãos. A época principal de exibição são as festividades natalinas, sobretudo no período dos Santos Reis, e o local é de preferência diante de uma lapinha ou presépio. O enredo mais autêntico é registrado em Juazeiro do Norte.

CANINHA VERDE - Dança-cordão de origem portuguesa, introduzida no Brasil durante o ciclo da cana-de-açúcar. Apresenta também elementos de outros folguedos, tais como: casamento matuto (quadrilha junina), mestres e a formação de cordões (pastoril).

DANÇA DO COCO - Surgiu nos engenhos de açúcar, entre os negros existentes no Ceará. Nasceu da cantiga de trabalho, ritmada pela batida das pedras quebrando os frutos, transformando-se, posteriormente, em dança, surgindo uma variedade de temas e formas de coco (coco de praia, do qual participa apenas o elemento masculino, e o coco do sertão, dançando aos pares, homens e mulheres). Dançado em roda, numa forma rítmica altamente contagiante e sensual.

MANEIRO PAU - Surgiu na região do Cariri na época do cangaço. Caracteriza-se por uma dança cujo entrechoque dos cacetes e o coro dos dançarinos produzem a musicalidade e a percussão necessárias. No Crato, o grupo de Maneiro Pau associado à Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto realiza a dança com características dramáticas. É representado nos sítios, subúrbios e pés-de-serra do Crato e cidades vizinhas por ocasião de comemorações diversas.

FOLIA DE REIS - Originalmente, festa popular dedicada aos Três Reis Magos em sua visita ao Deus Menino. É caracterizada por um grupo de pessoas que visitam amigos ou conhecidos, a partir do dia 2 de janeiro ou nas vésperas dos Reis (5/1). Nas visitas eles cantam e dançam versos alusivos à data, ao som de instrumentos e solicitam alimentos e dinheiro. É tradicional utilizar a arrecadação para a ceia no dia de Nossa Senhora das Candeias (2 de fevereiro). A visita noturna tem mais graça quando se torna uma surpresa.

TORÉM - Dança indígena originária dos descendentes dos índios Tremembé, nativos do povoado de Almofala, no distrito de Itarema, o Torém surgiu por volta do século XVIII no Ceará. É simples e imitativa da fauna local, tendo como ponto alto o momento em que é servido o "mocororó", uma bebida fermentada do caju, bastante forte. O espetáculo é de grande plasticidade.

DANÇA DE SÃO GONÇALO - Como parte integrante da bagagem cultural do colonizador lusitano, a dança que integrava o culto a São Gonçalo do Amarante, bastante popular em Portugal, foi introduzida no Brasil, sendo, talvez, um dos ritmos mais difundidos do catolicismo rural brasileiro. No município de São Gonçalo do Amarante a dança é realizada durante a festa do santo padroeiro e apresentada em nove jornadas, num ambiente de muita fé e animação. São Gonçalo é o protetor dos violeiros e das donzelas casamenteiras.

MARACATU - De origem africana, consiste num desfile de reis. Apresenta-se emforma de cortejocarnavalesco que baila ao som de instrumentos de percussão, acompanhando uma mulher que na extremidade de um bastão conduz uma bonequinha ricamente enfeitada - a calunga. A dança se dá em passos lentos e cadenciados.

LOBISOMEM

Maria Antônia era uma criança muito esperta e curiosa.
Uma certa noite, estavam todos em casa jantando e conversando, quando de repente a luz foi piscando,
enfraquecendo, piscando, enfraquecendo cada vez mais, até ficar na total escuridão.
Maria Antônia se agarrou na saia da mamãe e ficou com os olhos arregalados com medo da negritude.
Lá fora, a lua brilhava como um sol ao meio dia; lua cheia, redonda como uma bola prateada.
Maria Antônia perguntou à mamãe: - Por que a luz acabou? Quando ela voltará? Estou com medo...
Sua mamãe custou a responder, mas não tinha como fugir à pergunta  da filha e falou:
É que o LOBISOMEM gosta de noites assim para aparecer.
_ E ele vai aparecer, mamãe?  Perguntou Maria Antônia.
_ Pode ser que sim, alguém aqui na cidadezinha se comportou mal e recebeu como castigo ser transformado em lobo.
Os lobisomens são metade homem, da cintura para baixo e a parte de cima, é um lobo.
Explicou a mamãe dela e continuou...Ele só irá aparecer depois da meia-noite, quando ouviremos um uivar de lobo,
mas não se assuste, nós lhe protegeremos e nada acontecerá.
À meia noite ouviu-se, ao longe, um uivar de lobo e logo depois a luz voltou, para alívio de Maria Antônia,
que dormiu tranquila e bem protegida com sua pequena família.

Autora: Yna Beta
 


São versos infantis com rimas, criados para as mais diferentes finalidades, entre elas divertir, acalmar, ajudar a decorar números ou escolher quem deve iniciar uma brincadeira. Na literatura oral é um dos entendimentos iniciais para a criança e uma das fórmulas verbais que ficam, indeléveis, na memória adulta. Como variam bastante, cada pessoa pode conhecê-la de um modo diferente. Os portugueses denominam as parlendas cantilenas ou lengalengas.

Conheça ou relembre algumas parlendas
"Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, bolo inglês.
Sete, oito, comer biscoito.
Nove, dez, comer pastéis" .
"Batatinha quando nasce
se esparrama pelo chão.
Menininha quando dorme
põe a mão no coração".
"O cravo brigou com a rosa
debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
e a rosa despetalada".
"Chuva e sol,
casamento de espanhol.
Sol e chuva,
casamento de viúva".
Bão, babalão,
Senhor Capitão,
Espada na cinta,
Ginete na mão.
Em terra de mouro
Morreu seu irmão,
Cozido e assado
No seu caldeirão.
 
Bão-balalão!
Senhor capitão!
Em terras de mouro
Morreu meu irmão,
Cozido e assado
Em um caldeirão;
Eu vi uma velha
Com um prato na mão,
Eu dei-lhe uma tapa
Ela, papo... no chão!
 
Hoje é domingo
Pé de cachimbo
Cachimbo é de barro
Bate no jarro
O jarro é de ouro
Bate no touro
O touro é valente
Bate na gente
A gente é fraco
Cai no buraco
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo.
 
Amanhã é domingo,
Pé de cachimbo;
Galo monteiro
Pisou na areia
A areia é fina
Que deu no sino
O sino é de prata
Que deu na barata
A barata é de ouro
Que deu no besouro
O besouro é valente
Que deu no tenente
O tenente é mofino
Que deu no menino...
 
Dinglin... dingues, Maria Pires?
O que fazeis?
Fazendo papa!
Para quem
Para João Manco.
Quem o mancou?
Foi a pedra.
Cadê a pedra?
Está no mato.
Cadê o mato?
O fogo queimou.
Cadê o fogo?
A água apagou.
Cadê a água?
O boi bebeu.
Cadê o boi?
Foi buscar milho.
Para quem?
Para a galinha.
Cadê a galinha?
Está “pondo”.
Cadê o ovo?
O padre bebeu.
Cadê o padre?
Foi dizer a missa.
Cadê a missa?
Já se acabou!
 
Cadê o toicinho daqui?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato.
Cadê o mato?
O fogo queimou.
Cadê o fogo?
A água apagou.
Cadê a água?
O boi bebeu.
Cadê o boi?
Foi amassar trigo.
Cadê o trigo?
A galinha espalhou.
Cadê a galinha?
Foi botar ovo.
Cadê o ovo?
O padre bebeu.
Cadê o padre?
Foi rezar a missa.
Cadê a missa?
Já se acabou!
 

Lendas brasileiras tem origens indígenas, européias e africanas.
Passando de pai para filhos, divulgam mitos e assombrações!
Contadas por gente simples, ditam o folclore em relatos bacanas!
À seguir, viajaremos por estes contos, em estórias e aparições:

IARA OU MÃE-D'ÁGUA

Iara ou mãe-d'água é uma sereia, que vive em rios e lagos.
A Iara fascina o humano, que logo cai em seu poder,
O rapaz que atira-se nas águas sem receio em perecer afogado,
Se salvo, diz, ter vivido com bela moça, em um reino encantado!

BOTO

O Boto vive nas águas, configurando-se em um belo rapaz;
Nos rios, em noites de luar, toca bandolim com ares de maroto.
Ele toca, toca, toca, até que uma humana venha a seu encontro,
Após amar a humana, o rapaz, sai nas águas em forma de boto!

CURUPIRA

Amigo das plantas, o Curupira é o gênio das matas e pensamentos.
Com dentes verdes e com pés às avessas, é de bom e maus momentos;
Sugador de sangue dos intrusos, ele anda nu ou vestindo tanga;
Sua mulher, chicoteia os animais e homens, com o cipó de japecanga!

MULA-SEM-CABEÇA

Mula-sem-cabeça; ente sobrenatural, é sabido da gente brasileira.
Bravio, relincho estridente e sem cabeça, é um animal mui forte,
À frente dos viajantes, sempre surge de quinta para a sexta-feira,
Quem cruzar com a mula-sem-cabeça, toma coices e pode ir à morte!

SACI-PERERÊ

O Saci-pererê tem uma só perna e grande espírito brincalhão.
De cor negra, o moleque safado, bagunça quem está quieto.
Ele usa barrete vermelho, um pito de barro e é mui esperto!
O saci joga cinzas dentro das panelas; apaga o lume do fogão;
dá nó em crinas de cavalos; pula nas camas e oculta objetos.
Também, arma ciladas e diverte-se com seus trejeitos inquietos!

ICAMIABAS OU AMAZONAS

Icamiabas/Amazonas, são mulheres da floresta amazônica.
Morenas, cabelos longos, altas e belas, não possuem maridos,
Elas manejam bem o arco e têm o seu seio direito extraído.
A perpetuarem a raça, fazem festas nupciais com índios fortes,
Nenens meninas são da tribo, os meninos são levados à morte!

O BOITATÁ

O boitatá é um gênio que vive em matas por esse Brasil afora,
Ele protege as florestas contra os incêndios e as queimadas.
O boitatá vira bicho-papão, ao ver crianças com fósforos nas mãos.
Também, amaldiçoa as queimadas. Quem as faz, ficará sem nada!

OUTROS...

O jurupari, o caraganca, o uirapuru, e o macaxeira,
Além de outros, são lendas menos sabidas da gente brasileira.
Ditas por gente do interior, entre um gole de café ou de cachaça,
Essas histórias, agradam e arrepiam pois, parecem verdadeiras!!!
 
Autor(a): Manuel de Almeida (Manal)

 

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