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MARCHINHA: HISTÓRIA DO BRASIL
publicado em: 26/11/2015 por: Netty Macedo

Intérprete: Almirante

Marchinha de Lamartine Babo - Carnaval de 1934
Quem foi que inventou o Brasil?
Foi seu Cabral! Foi seu Cabral!
No dia 22 de Abril
Dois meses depois do carnaval
Depois Ceci amou Peri
Peri beijou Ceci
Ao som...
Ao som do Guarani!
Do Guarani ao guaraná
Surgiu a feijoada
E mais tarde o Paraty
Depois Ceci virou Iaiá
Peri virou Ioiô
De lá... Pra cá tudo mudou!
Passou-se o tempo da vovó
Quem manda é a Severa
E o cavalo Mossoró

Gravada originalmente na RCA Victor em 1933, por Almirante acompanhado pelo Diabos do Céu e lançada em discos 78 rpm. Outras gravações conhecidas são as de Lamartine Babo e coro (1955), Arrelia (1967), Banda do Canecão (1973), Quinteto Violado (1986), Coro Oba Oba (1986), entre outras.

Com uma melodia gostosa, aliada a versos que primam pelo "nonsense", a marchinha História do Brasil foi uma das mais cantadas no carnaval de 34, sendo até hoje lembrada com grande sucesso.

Um mês após a folia de momo daquele ano, era lançada a revista "Foi seu Cabral", usando como título uma parte do refrão da música. Nos versos finais, Lamartine faz referência a dois grandes ídolos do público na época: a fadista portuguesa Severa e o cavalo Mossoró, ganhador do Grande Prêmio Brasil.
Nota: verifica-se ai, um salto quântico para o seu tempo, 1933, que é resumido assim: "De lá.../pra cá tudo mudou" e canta que quem manda agora é a Severa, a mascote do time de Futebol Portuguesa de desportos, a Lusa, que na época contava com um dos melhores elencos do país, e o cavalo criado no Brasil Mossoró, que ao vencer 1933 o primeiro Grande Prêmio Brasil no hipódromo da gávea, pelo que se conta, quase foi levado no colo por uma multidão em êxtase.". Fonte: www.ufjf.br/darandina/files/2010/12/Do-samba-...pdf 

Paraty, na segunda estrofe, refere-se à cachaça. Há que se registrar ainda a polêmica empreendida pelo cançonetista De Chocolat (pseudônimo de José Cândido Ferreira), que acusou Lamartine de ter plagiado a sua música "Negro Também é Gente".

Apesar de alguns versos do refrão coincidirem, a melodia era diversa. Mesmo tendo sido amplamente divulgado pelo jornal A Hora, a discussão não vingou. É o que conta o jornalista Jota Efegê: "A composição de "De Chocolat", como título "Negro Também é Gente", ficou quase no anonimato, mesmo tendo a valorizá-la a interpretação de Francisco Alves, o Rei da Voz, vivendo, na época (1933-34), o apogeu de sua majestade canora.

O indigitado plágio, a incriminada apropriação ilegal, levada ao conhecimento de A Hora, e pelo jornal estampada na primeira página da edição de 13 de janeiro, ilustrada com a caricatura do acusado (feita por Nássara), teve ali seu início e fim sem turbar a história’ do Brasil – a da irreverência glozante do Lalá, o Lamartine Babo. A desejada polêmica gorou".

Trecho extraído do livro Trá-lá-lá: Lamartine Babo (de Suetônio Soares Valença, Velha Lapa Gráfica e Editora

 

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