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OS ANTIGOS CARNAVAIS
publicado em: 19/11/2015 por: Netty Macedo

. : : Origem e História : : .

Carnaval vem do latim carnelevament, modificado depois em carnevale! Quanto à origem, tem sido atribuído à evolução e à sobrevivência do culto de Ísis, dos festejos em honra de Dionísios, na Grécia, e até mesmo às festas dos "inocentes" e "doidos", na Idade Média, dando origem aos mais famosos carnavais dos tempos modernos.

No Brasil Colonial, e até nos primeiros tempos da República, o carnaval teria como principal nota característica o entrudo (do latim entroito, entrada), trazido de Portugal. Era uma brincadeira violenta, com uso de água, farinha-do-reino, fuligem, gema, cal, pó-de-sapato, alvaiade e vermelhão, que empapavam o transeunte. Em 1904, essa modalidade foi proibida, assumindo formas de maior leveza e graça, substituindo aqueles elementos por limões de cheiro e borrachas com água perfumada, além de bisnagas, precursoras dos lança-perfumes, feitas de metal e introduzidas em 1885. A brincadeira, desde a mais remota antiguidade, empolgava todos, inclusive os altos personagens do Império, que jogavam ovos podres e talos de hortaliças.

O entrudo envolveria até o Imperador Pedro II. O desfile de carros alegóricos teve início provavelmente em 1885, com o aparecimento do Congresso das Sumidades Carnavalescas. O primeiro baile de máscaras realizou-se em 1840. Esse baile foi seguido por inúmeros outros, de maior repercussão e afluência. Os bailes públicos tomaram conta das cidades, não só nos salões mas em lugares mais acessíveis ao povo.

No final do século XVIII, surgiram os blocos e os cordões, núcleos que se originariam nas duas mais vigorosas e típicas manifestações coletivas do carnaval de hoje, isto é, o carnaval de rua, os blocos e, sobretudo, as escolas de samba. A maior atenção do carnaval de rua sempre foi o desfile de carros alegóricos, com suas críticas e sátiras, adotando como temas de crítica os acontecimentos mais em voga da época.

A primeira música, especialmente composta para o carnaval, foi o "Abre-Alas", de Chiquinha Gonzaga, em 1899, composta para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro, título alusivo ao presente enviado pelo Papa Leão XIII à Princesa Isabel, pela promulgação da Lei Áurea. No Brasil, ao contrário do que ocorre em outros países, o carnaval se caracteriza antes pela manifestação da euforia coletiva, do desabafo popular, do humor ingênuo das multidões que saem pelas ruas para cantar suas dores e alegrias, como se pode observar nos blocos caricatos.

Continua a crescer o prestígio do carnaval brasileiro em regiões que se valem de suas características locais para transformar os festejos momescos em acontecimentos de importância no calendário turístico internacional.

As tradições satíricas diamantinenses remontam desde a fundação do antigo teatro Santa Isabel, em peças magistrais que pilheriavam a situação política, os costumes e o cotidiano. Em cortejo pelas ruas, os tejucanos enfrentavam, com ironia, o despotismo administrativo da época, que teve o seu ápice com o temido e execrado Livro da Capa Verde, em 1771. Tal regimento imperou tiranicamente sobre o comércio dos diamantes e teve sua revogação em 1821, quando o antigo arraial exaltou-se em festas num verdadeiro júbilo popular.

Os primeiros desfiles carnavalescos

Na guerra entre o popular entrudo, de origem portuguesa, e o elitizado e afrancesado carnaval carioca de meados do século XIX, a vitória desse último começou a acontecer quando os primeiros desfiles de carros alegóricos ocorreram, com as viaturas em uso, como a caleça, a berlinda e o coupé, fartamente ornamentados, decorados e apinhados de foliões.

Entretanto, os primeiros carros alegóricos da cidade do Rio de Janeiro foram construídos e desfilaram pelas ruas centrais da cidade em 1786, por ordem do vice-rei Luís de Vasconcelos, para comemorar os festejos das bodas do rei de Portugal. Em meados do século XIX, os desfiles dos carros alegóricos marcaram a ascensão das máscaras e das fantasias sobre as seringas e os malcheirosos potes de água, dos antigos entrudos que, entretanto, resistiram até o final do século.

Os bailes carnavalescos, como o famoso baile do Teatro São Pedro, eram animados com a presença de mais de 5 mil foliões fantasiados e mascarados, alguns com luxo e elegância. A chave de ouro do carnaval era o desfile dos foliões mascarados nos carros alegóricos, acompanhados por bandas de música, pelas ruas do Centro e pelo Passeio Público.

Naquela época, as duas primeiras sociedades carnavalescas disputavam os aplausos do público: a "Congresso das Sumidades Carnavalescas" e a "União Veneziana", promovendo desfiles de corsos, com cerca de dez carros alegóricos, cada uma, na rua São Clemente e no centro da cidade. Às três horas de domingo, desfilavam em frente ao Paço Imperial, com a assistência do imperador e da família imperial. Dentre todos que desfilaram no decorrer dos anos, o carro mais aplaudido foi o da "Sumidades", representando uma locomotiva, que homenageou as primeiras máquinas da Estrada de Ferro D. Pedro II. Essas duas sociedades carnavalescas, compostas por artistas, escritores e intelectuais e outros membros da elite, deram origem às Grandes Sociedades, como os Clubes dos Fenianos e dos Democráticos, que disputaram a primazia nos antigos carnavais cariocas. A verve irônica, criativa e crítica dos antigos carnavais perdura até os nossos dias.

DOS BAILES E CARNAVAIS DE RUA À PASSARELA DO SAMBA

Com pouco mais de 20 anos, a Passarela do Samba é conhecida de todo mundo. A obra de Oscar Niemeyer é o coração da folia. Mas, para o carnaval chegar até ali, foram anos de História. É preciso voltar para o Rio do século 18, quando os portugueses trouxeram o entrudo, uma festa que durou mais de cem anos.

O entrudo era uma festa dedicada à gaiatice, à brincadeira. Alguns preferem dizer que era uma festa dedicada à sujeira, porque do alto dos cortiços, o objetivo era acertar nas pessoas que passavam pelas ruas. Era uma guerra de farinha, ovos e balde d'água.

O carnaval do entrudo virou caso de polícia e foi substituído pelo desfile das grandes sociedades. O palco principal na cidade era a Avenida Rio Branco. O show já impressionava.

"Os carros alegóricos eram uma beleza, quase iguais aos das escolas de samba", conta o sambista João da Valsa. Com 76 anos, ele lembra bem daquela época. As ruas ficavam cheias, valia tudo para assistir aos desfiles das sociedades, recheados de sátiras políticas e – a modernidade – muitas mulheres.

"As mulheres vinham de shortinho. Todo mundo olhava, porque ninguém era cego", brinca o sambista. João da Valsa nasceu e até hoje vive na região da Praça Onze. Ele acompanhou a evolução para as escolas de samba, que saíram da Avenida Rio Branco e foram desfilar na Avenida Presidente Vargas. "As escolas entravam na Praça Onze e começavam o desfile", conta João da Valsa.

O carnaval foi ganhando cada vez mais público. As escolas cresciam. Foi quando as arquibancadas móveis, de estrutura tubular, foram levadas para a Avenida Marquês de Sapucaí, em 1978.

Em 1984, surgiu o Sambódromo. Era o fim do monta e desmonta. A folia virou uma indústria, movimenta milhões de reais, mas não perde a magia.

"O povo é ou não é o dono da festa?", pergunta o sambista.

Fonte: Diversos Sites

 

Querida Lou. Vou-lhe abrir um segredo guardado a sete chaves. Tenho uma marchinha de carnaval, escrita em 1963, quando fui visitar meu primeiro amor, na cidade de Araruama-RJ. (O pai veio para a Bahia, quando do asfalto da BR-324, a conhecida Rio-Bahia). Foi desse conhecimento que surgiu a poesia "Beijos de amor" que lhe enviei anteriormente. Esta música fala no carnaval do Rio, serpentina, loira, morena, escolas de samba Salgueiro, Portela e Mangueira. Não contactei nenhum cantor para lança-la. É uma marcha-rancho e perdi a maior oportuinidade, porque na época, as marchinhas eram a coqueluche do carnaval. Vou publicá-la em primeira mão, graças à sua sincera amizade e dos "Velhos amigos". (Só tenho a letra, quanto à música, ainda não foi conversada com nenhum parceiro). Alberto Sampaio

CARNAVAL DO RIO

Fui passar o carnaval no Rio
De alegria e saudades eu fiquei
Na quarta-feira, voltei para a Bahia
Lembrando as serpentinas que joguei!
 
Na morena de Madureira
E na loira da Central
Salgueiro, Portela e Mangueira
Colorindo meu carnaval!
 
De longe eu recordo tristonho
Do samba bem brasileiro
Parece até um sonho
Passar o carnaval no Rio de Janeiro!
 
Do saudoao Ibraim Sued
"Ademam que vou em frente"
A.Sampaio.

 

Velhos Carnavais

Eu vinha pela madrugada,
pela avenida toda iluminada...
Você foi aquele Pierrot
que me abraçou e me beijou.

ALÁ, lá, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô...
Mais de mil palhaços no salão...
Arlequim ainda espera pela sua Colombina
no meio da multidão...

A Estrela Dalva no céu desponta,
e a Lua anda tonta,
com tanto riso, oh! tanta alegria...
ALÁ, lá, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô...

Aquela máscara negra não mais esconde seu rosto...
Queria ver o meu amor, sorrindo,
mas, amanhã, assistindo os ranchos a passar,
estarão rolando as lágrimas do meu coração...

Onde a avenida é toda iluminada?
Só haverá velhos palhaços e a solidão...
Oh! Minha Estrela Dalva!
Eu quero matar a saudade...
Não me leve a mal: hoje é Carnaval...

Autora: Maux

 

Pierrots e Arlequins.

Há uma romântica disputa entre o Pierrot e o Arlequim pelo amor da Colombina.
Os carnavais passados eram de confetes,serpentinas e lança-perfumes.
Lança perfume para se lançar uns nos outros,e não para ser inalado,numa delicada e bonita confraternização carnavalesca,assim como os confetes e as serpentinas.
Carnavais de belas fantasias de: odaliscas, baianas, colombinas, holandesas, tirolesas, espanholas, portuguesas.
De ingênuas marchinhas carnavalescas, marchas-ranchos, sambas-canções, frevos e sambinhas de letras inocentes.
Maria Candelária que era alta funcionária. Olha a cabeleira do Zezé. Oi você aí,me dá um dinheiro aí... Filinto, Pedro Salgado, Guilherme, Feneloca e seus blocos famosos.
Vem morena, morena do brinco dourado. Vem morena, vem depressa que eu estou apaixonado.
Mamãe, eu quero, mamãe eu quero mamar...
Morena cor de canela,
Linda flor da madrugada.
Não desprezemos as nossas tradições.
No caso dos carnavais, a evolução foi para bem pior e não para melhores comemorações.

Autora: Dilma Faria Terra

 

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