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POESIAS SOBRE O DESCOBRIMENTO
publicado em: 26/11/2015 por: Netty Macedo

Descobrimento do Brasil

Descobriu-se o Brasil, terra onde se encontra o Brasil.
Descobriu-se o Brasil, coincidentemente rimou-se com abril, mês do seu descobrimento.
De suas verdes matas, vai ser feito o carvão. De seus muitos indios, vão ser vendidos os cocares para estrangeiros do além-mar. Lembranças do Brasil varonil que continua rimando com o mês de abril.
Triste sorte de um povo feliz, que sorri o pouco que tem.
Triste sina de um Brasil que se descobre a si mesmo e não gosta do que vê.
Viva o Brasil....

Autora: Maite Schneider

 

"A per-versão não-oficial dos fatos"

Vem da gávea o esperado grito solitário, lá pelas tantas da manhã de um dia de abril, do faminto, mas atento marujo hereditário, que de atento entre tantas águas, terra viu. Fedido corpo, olhos inchados, mareados, da luta no mar denso, água velha do barril, mal dormido, mal sonhado e não-amado, voz rouca, seca, profunda para o ar partiu, e a frase louca inundou o céu de sol alado - "Terra à Vista!" ...e foi encontrado o Brasil...

A Vossa Alteza, escrevo do achamento desta nova terra que a Coroa construirá
Envio este breve email em atachamento contando-lhe tudo que a TV não divulgará. São índios e índias pelados da cabeça aos pés mostrando tudinho do corpo para nós infiéis machos retidos e desgastados por esta viagem vendo as gajas desnudas como em bordéis,
Vossa Alteza há de convir deste desconforto de encontramos logo este paraíso como porto.

Mal passado algum tempo, a terra então mudou, o homem nu foi lenta e culturalmente dizimado plantou-se a lavoura da ganância que importou irmão negro trazido como bicho escravizado, que no tronco padeceu, suou, gritou e sangrou, enquanto o sacerdote, por Deus, equivocado, orou e cantou em latim, de banzo o negro chorou, e deste sangue penoso nosso roçado foi irrigado, as malocas deram lugar a muitos cruéis espigões orixás e pajelança acabaram em reza e orações. Vossa Alteza deve e pode, certamente, contar como certo, que desta terra que o comandante chamou de Vera Cruz todos que nela ficaram se julgam os matreiros mais espertos achando que o gingado e brejeirice das ancas sempre seduz e batucando forte dançarão nos braços da aguardente decerto a noite toda sem importar-se que do dia já chegou o raio de luz, mas este pobre povo que se julga supimpa, malandro e liberto, nada percebe, como cabra-cega, tateia na escuridão do capuz acreditando até que seu país já foi um dia por Cabral descoberto não vendo a honra do povo necrosando pela corrupção em pus!
Majestade, meu Rei amado da Coroa Portuguesa, aqui encerro esta missiva de não sei quantos kabites consternado com que, ora vos relato, com certeza mas por obrigação de escrivão coloco em nosso site repito e afirmo que isto aqui era para ser uma beleza que o Comandante Pedro Álvares despediu-se numa light partindo para as Índias tão distantes e de outras riquezas jamais desviou-se da rota, portando-se como nobre do society, mas não sabia o Comandante, qual rebento um dia ele pariu Hoje lá está nas Américas, o pobre moçoilo, coitado Brasil!

Autor: Gabriel Ribeiro

 

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