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INTERAÇÃO / DE AMIGOS PARA

LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
publicado em: 18/12/2018 por: Lou Micaldas

⇒NA ESTEIRA AZUL DO SONHO

⇒POR QUE ESFORÇO EM DEMASIA?

⇒COMO SE MANIFESTA O AMOR

⇒LONGEVIDADE

⇒COMO SE MANIFESTA O AMOR

NA ESTEIRA AZUL DO SONHO

(Ao meu filho que vai ser pai) 

Na esteira azul do sonho 
a magia da vida, 
num horizonte risonho... 
A alma está plena como sol que fecundou a flor... 
A vida, aí, transfigura-se 
na própria presença do amor... 
Um filho, um filho homem, 
para si e para os seus, 
vem como dádiva 
moldada nas bênçãos de Deus!

POR QUE ESFORÇO EM DEMASIA?

Por que esforço em demasia?
Dir-se-ia que a poesia é leve como pluma...  
Não necessita, nem alvitra sofreguidão alguma. 

Há,
no sentido de alma,
de essência,
de profundo,
em suma,
um enigma,
dentro de cada um,
que jamais será desvendado
por engenhosidade alguma
ou poder humano algum.

COMO SE MANIFESTA O AMOR

O amor se manifesta pelo olhar
quando seu brilho nos confessa um sentimento...

Pelo sorriso
quando externamos a alegria do nosso interior...

Pela dor
quando sentimos em nós o sofrimento do outro...

Pela ato de torcer
quando dispomos todo o nosso anseio em prol de uma causa alheia...

Pela decepção
que compartilhamos com alguém diante de seu infortúnio...

Porque amor é a existência de outra pessoa em nós!

LONGEVIDADE

Vivo neste mundo à mercê das horas, do tempo.
Busco algo que grita dentro de mim, mas não sei bem o que é.
Alhures, talvez, possa brandir meu estandarte de vigilante
e, como um nômade, desvencilhar-me dessa ansiedade
de querer ser o que não sou, pelo simples fato de não o ser.
O tempo devia desnudar-se das promessas que nos envolvem
para deixar de ser o azáfama que só nos confunde e deprime.
Devia deixar que a vida transcorresse como a água de um rio
E nos conduzisse, silente, ao reduto do cristalino almejar.
Quero sufragar-me a ele, para que ele sufrague a mim.
A cada passo que dou, descortina-se o enigma do que devo perquirir,
porque o efêmero se esvai como todo sonho ao despertar.
Busco o que me aflige e, a um tempo, me impulsiona mais e mais.
A ambiguidade do que se me apresenta, reveste-se de certeza,
por isso me apego nela e me reputo estar certo.
Eis a insólita viagem que me transporta a lugares inconsúteis
E me tece, em sua planificação, a longevidade de  um ideal.
Quero porque quero ser o que não sou, porque sempre tenho que ser alguma coisa,
e o que sou, já sou, não se cuida mais dele, o tempo o renega.
Preciso alvitrar a mim, cujo pensamento me estranha, que devo prosseguir.
A vida é um novelo de longuíssimas curvas e assimetrias.
Devo me convencer de que as nuanças da primavera que me acenam,
não são mero ilusionismo de um mundo repleto de promessas e incertezas.
Devo me convencer.
Não posso admitir ser fátua a raiz que me impregnou desde a infância,
ou os estigmas que me ficaram por afrontar o imprevisível, o incontrolável.
Quero porque quero ser mais do que sou, porque o que sou é como o tempo 
estagnado, a impressão sem impacto.
Quanto tempo devo existir para ser o que quero ser?
Afinal, cada segundo de existência, vivido em sua plenitude, sua verdade 
mais condizente com o deslindar da alma, não justificaria esse afã, esse 
despojar-se no colo do caminho?
Quanto tempo devo viver para concretizar o que não sei como fazê-lo?
E, viver só por viver, é viver?
Mas, nessa longevidade de um ideal, sigo certo de que, possa realizá-lo, 
ou não,
não há volta!

COMO SE MANIFESTA O AMOR

O amor se manifesta pelo olhar
quando seu brilho nos confessa um sentimento...

Pelo sorriso
quando externamos a alegria do nosso interior...

Pela dor
quando sentimos em nós o sofrimento do outro...

Pela ato de torcer
quando dispomos todo o nosso anseio em prol de uma causa alheia...

Pela decepção
que compartilhamos com alguém diante de seu infortúnio...

Porque amor é a existência de outra pessoa em nós!

Autor(a): Luiz Carlos de Oliveira

 

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