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INTERAÇÃO / DE AMIGOS PARA

ÓGUI LOURENÇO MAURI
publicado em: 04/04/2019 por: Lou Micaldas

⇒BEIJOS DE VERDADE

⇒DOCE SAUDADE

⇒FOI TEU ABRAÇO!

⇒POETA, ESCREVE UM POEMA!

⇒DANÇA NA PENUMBRA

⇒ALMA SOLITÁRIA 

 

BEIJOS DE VERDADE

Verdade! Beijos poéticos, dei!...
Dei no rosto com afeto e carinho.
Carinho à cova dos seios, sonhei;
Sonhei e me deliciei de mansinho.

De mansinho, fui, te beijei na nuca;
Na nuca, sempre pensei te beijar.
Beijar devagar, te deixar maluca;
Maluca, enfim, sem poder disfarçar.

Disfarçar, nunca foi , aliás, teu forte.
Forte é, mesmo, o amor que sinto por ti.
Por ti, faço tudo, busco o meu norte.
Meu norte é teu rumo, eu não desisti!

Eu não desisti de abraçar-te ao vivo.
Ao vivo, em cores, sentir teu calor,
Calor presente, eis um forte motivo.
Motivo que sublima nosso aor.

Amor tão sofrido alimenta os sonhos.
Sonhos tais de te abraçar à vontade...
Vontade de ver teus lábios risonhos.
Risonhos para beijos de verdade!

DOCE SAUDADE

Sempre que leio teus versos tão sensuais,
Com pitadas de uma fêmea provocante,
Sou tomado por impulsos bem pontuais,
De quem quer ficar contigo a todo instante.

Meu Deus, que doce saudade vem à mente,
Dum passado que faz meu sangue ferver!
Esmoreço ao ver que não estás presente
E que teus lábios jamais poderei ter.

Na lembrança, nossos píncaros de amor,
Quando tudo tinha clima divinal.
Paixão mútua, embevecida, no esplendor;
Uma vida linda a dois, farta e fatal.

Que saudade de teu tímido sorriso,
Dos cabelos tão sedosos, cor de mel;
São detalhes a afetar meu bom juízo,
Em virtude da distância tão cruel.
 
Dependente, agora sou de tua poesia;
Ela é a fonte desta tão doce saudade.
Sentimento que aparece a cada dia,
Qual um sonho preso na felicidade.
 
Ógui Lourenço Mauri
Catanduva (SP), 03 de julho de 2010.
(Reescrito em 19/03/2016)

FOI TEU ABRAÇO!

Foi teu abraço que, um dia,
Dos outros todos tirou
Qualquer graça que eu sentia
Doutros que o tempo levou.

Foi teu beijo que depois
Me afastou de quem beijei.
Ficaram só pra nós dois
Os demais beijos que eu dei.

À minh'alma, finalmente,
A alma gêmea apareceu.
E o amor se fez presente
A teu coração e ao meu!

Foi teu calor que acoplou
A meus carinhos os teus.
Foi nosso amor que alcançou
Beneplácito de Deus.

Este é o encontro atual,
Prescrito em nossos pretéritos;
Dos céus, chegam, afinal,
Dádivas por nossos méritos.

POETA, ESCREVE UM POEMA!

Vai, poeta!... Escreve teu poema a sós!
Na mente, deixa fluir a inspiração.
Teus olhos são a antena do coração
A irradiar a magia pela voz.

Poeta, desde teu veio inesgotável,
Faz aflorar, mágicos, teus versos líricos.
Não permitas que julgamentos empíricos
Retirem da poesia o admirável.

Poeta, faz este poema à medida
Que a inspiração se manifeste no peito,
Quando sentires que não há outro jeito
De se guardar uma paixão recolhida.

Poeta, solta o que está no coração;
Usa, abusa de múltiplas fantasias.
Faz tuas rimas a entoar melodias
E a falar de amor com sublime emoção.

Teus olhos captam e teu coração sente.
Poeta, escreve um poema, sem demora.
Que tais versos saiam, enfim, para fora,
Mesmo que sejam só pra ti, de presente!

 

DANÇA NA PENUMBRA

Entre quatro paredes, na penumbra;
Juntos na tão sonhada pista, enfim.
Teus contornos justapostos a mim,
A felicidade que se vislumbra!

A música é só nossa, aconchegante...
E, dançando, vejo-te mais bonita.
Colado ao teu, meu coração palpita;
Marcam, juntos, batida unissonante.

Rostos colados, falando baixinho,
Com a música a tanger no ambiente,
Sinto-me à mercê do clima envolvente,
Desmanchando-me em te fazer carinho.

Na dança lenta, nossas confidências...
Tua voz rouca a aliciar meu ouvido.
Teus passos, quando mudam o sentido,
Tocam de leve minhas saliências.
Quero bailar até de manhãzinha,
Estou encantado com tua dança.
Há clima de amor gerando esperança

De que para sempre tu serás minha.

 

ALMA SOLITÁRIA 

Alma, espírito encarnado
sob divina concepção,
a nosso corpo ajustado
em busca de evolução.

Não há alma solitária,
eis uma tese perfeita!
Espírito e indumentária
jamais ficam sem espreita.

Na falta de companhia,
o pensamento se ativa,
arrebanhando energia
boa e, não raro, nociva.

Depende do pensamento
tudo que nos acompanha.
O ruim só dá alento
a pravos e sua sanha.

Os bons, por vários ensejos,
só nos impelem pro bem,
na atração dos benfazejos
irmãos ativos do Além.

Autor(a): Ógui Lourenço Mauri

 

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