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INTERAÇÃO / DE AMIGOS PARA

ROSEMARI BERSANI
publicado em: 15/02/2018 por: Lou Micaldas

ONDE FOI QUE TE PERDI?

APRENDI

PASSADO

PROCURA

COTIDIANO

SAUDADE

PEDRAS

TEMPO

SORRIR

MEUS CAMINHOS

ENCONTROS

ENCONTRO

ACONCHEGO

INVENTOS

PLANTIO

SE POSSO SONHAR

SONHO

DESPERTAR E SONHAR

PASSADO

REALIDADE

TE AMO

 

 

ONDE FOI QUE TE PERDI?

Num momento chamado esquecimento
Ou numa esquina qualquer!!!
Talvez cruzando outro olhar...
Ou outro caminho...
Mas, onde foi que nos perdemos
Ou nem mesmo nos encontramos...
Onde foi mesmo que te perdi?
No tempo, no espaço..
No silêncio, nos detalhes..
Ou numa música sem tempo...
Apenas perdi!


 

APRENDI

Errei, aprendi..
Ganhei, perdi...
Dei meu sonho prá você
Esqueci, eram meus...
Sou um pouco do que esqueci!
Sai de mim a passeio
E me esqueci de voltar
Já desentortei os caminhos
Aprendi a voltar
Lembranças apaguei
Esqueci as estrelas... 🎇 🎇
Elas não fazem barulho...
Se amei , esqueci... 

 

PASSADO

No instante em escancaro aos céus
minhas janelas, não para o futuro,
mas, para o passado,
fico encabulada por meus passos
não mais seguirem onde pisa
o antigo amor...
Aquela antiga história de amor
de repente lembrada ao ver passar alguém
numa tarde de um dia qualquer....
Dois vultos quaisquer, em meio a tanta gente
que costuma se ver, sem nunca se notar...
Ninguém sabe do passado,
dos momentos de carinho...
E finge-se não ver, nem se importar...
Personagens de um amor
que parecem andar sempre olhando
à frente, sem voltar o rosto....
Vivendo a sensação
de que não se alimentam do passado...
Nem de vagas tristezas
se envolve em horas de retornar....
Todos voltam...homens, pássaros,
a noite, o luar, o sol...
Não há como conseguir
apagar o amor que existiu,
a história escrita à dois, 
o naco de vida dividido,
as ilusões e os sonhos almejados...
na mentira do amor;
A mão da vida destrói o sonho
onde a lua, como a noite que passa
do sonho deixou, apenas pedaços de madrugada,
nas varandas das ensolaradas manhãs...
E seguiu deixando apenas o cheiro
da relva molhada, nas gotas de orvalho
da noite que passou....
Mesmo assim, melhor o sofrimento, 
a dor da indiferença;
Melhor que a vida vazia,
caminho deserto, de fuga nos olhos distantes,
sem riso, nem lágrimas...
Apenas vendo a vida passar....
Hoje repartimos o silêncio, a indiferença...
E com a alma acovardada me aquieto....
Mas já foi, e como foi...
Uma linda história de amor.

 

PROCURA

Me emociono...
Enlouqueço...
Procuro a palavra
depois esqueço!
É preciso tão pouco
para se parecer louco!
Ou para ser infeliz,
mesmo sendo aprendiz!
Ah...Infinitas procuras...
Olhos que miram o Infinito...
Estranho encontro,
de sombras ao vento...
Neste caminho silencioso e mágico,
quantas canções entoarei
na infinda procura
daquilo que me seduz...
Escuto o canto silencioso das estrelas;
Passeio pelo muro
das almas cobertas de limo...
Caminho pisando palavras
há muito esquecidas.

 

COTIDIANO

Atravesso a rua cotidiana
sem largar meu sonho;
Desço uma rua irreal
e a realidade me acompanha...
Uma brisa nova
 com quem posso caminhar;
Curvada para a frente
na marcha, sobre o impossível...
Vagueio por horas;
sempre a fitar
as águas, do meu sonho
onde, molho meus olhos ao passar...
Mas, longe dos olhos teus
ainda posso sonhar...
Às escondidas, caminho;
Vou ao infinito
onde tenho meu sonho
minha vida, meu luar.

 

SAUDADE

Muitas vezes parei com medo
De, segurar presa tua alegria;
Outras vezes, quase te perdi
 No meio do caminho...
Hoje na mesma estrada ,
Falta o calor de tua chegada...
Sobra a tristeza de tua partida.....
Um querer ver, e estar ausente;
Um querer ir e estar voltando;
Um querer ter e estar perdendo
Renasço na ausência,
Crio no vazio.....
Sou paz e confusão;
Vento que sopra...
Sou esquina do meu tempo;
Sou emoção viva, solidão morta....
Procurei por ti...
 em tudo, mas em nada estavas
A não ser em mim.

 

PEDRAS

Em nossos mundos tão distantes
te vejo pelas estrelas...
Desejo tê-las,
para que sejam o que não fomos;
Um sonho inventado;
Na claridade escura de meus dias,
ainda te escondo dentro de meu medo...
Ando pisando em pedras;
Em cada pedra a procurar
pedaços que aproximem nossos caminhos...
Perdidos na pedraria da distância
Vou continuar te ouvindo
No silêncio desse vazio,
Na incerteza de tudo que digo...
Na frase perdida...
Da janela do meu quarto
Muitas estrelas, o nada,
Mas, muitas estrelas
Na poesia vinda pela noite
Fiz atalhos....caminhos;
Somos o desvio preciso....

 

TEMPO

Era quase dezembro quando te vi.... 
Fim de ano, começo de poesia; 
O tempo continua sempre acontecendo; 
Estou me lendo e relendo 
com saudades de mim.... 
Já andei  por caminhos, 
e por mundos que não vivi... 
Fiz sonetos solitários... 
Me esqueci na frase perdida; 
Parei nas esquinas da rima; 
Colhi mil sonhos; 
espalhei mil quimeras; 
Ainda construo imagens com palavras 
nas cartas que nunca te mandei.... 
Vôo sem asas por seu espaço; 
Desço uma rua irreal 
e marcho sobre o impossível... 
Como a vida é forte 
Em suas algemas. 

 

SORRIR

Eu queria apenas
um tempo de magia...
Abrir as cortinas 
e, sorrir para a vida;
Deixar o sol entrar...
Esquecer todas as marcas
que meu corpo tras;
Apagar as imagens 
que estas marcas me faz;
Acreditar que amanhã serei capaz;
Dar um adeus a tristeza...
Não olhar para trás;
Uma força grande prende
o instante de minh'alma
aos instantes da vida...
O vento passa e me ensina:
Agora és livre, é só saber viver...
Se asas tivesse
Aprenderia a voar.

 

MEUS CAMINHOS

Quando acordares de manhã 
não mais estarei aqui! 
Porque desta vez 
doeu, tão profundo... 
Que todos os amanheceres 
nunca apagarão.... 
Tuas palavras nublaram 
meu coração! 
Houve um tempo 
em que cada gesto 
de carinho, vestido 
de palavras e doçuras, 
enfeitavam a alma 
que era tua... 
Tomava de ti o que 
não me pertencia! 
Com as mãos te tocava; 
Te afagava a face... 
o contorno de teu corpo... 
Te esculpia em sonhos! 
Hoje te destruo 
dentro de mim... 
Não mais me serei 
alguém surrado pelo vento! 
Digo-te agora 
acabou-se o tempo! 
Na loucura vadia 
sou hoje o amanhã 
de, uma vontade aprisionada... 
Me persegue a esperança 
talvez no infinito.... 
de chegada a hora 
ser dona dos meus caminhos.

 

ENCONTROS

O vento passeando, calmamente 
leva o cheiro das flores; 
Leva os sonhos, as ilusões... 
Leva a memória de antigas dores; 
Caminho... o vento não passa por mim 
passamos juntos; 
Vivemos o tempo, 
fazendo nosso percurso, 
nas ilusões de encontros 
marcados, na brisa de verão. 
Vento doce que entra 
na mala, cheia de esperança! 
Imagens, tempos, eventos... 
Num outro lado do mundo 
Somos os eternos viajantes 
da solidão de nós; 
Sem saber se voltamos... 
Passado que passou e acabou. 
Infinitos encontros! 
Espelhados no canto 
está o esboço 
da nova partida.

 

ENCONTRO

Há sempre um sol 
quando um sol brilha; 
Há sempre uma noite 
quando a noite chega; 
Há sempre uma mágoa 
quando a mágoa nos dói; 
Há sempre um sonho 
quando o sonho nos embala... 
A luz do dia serena, 
brilha como sempre... 
Senhora das horas 
que passam, acolhedora 
de todos os sonhos vagos... 
Nas horas impossíveis, 
cheias de sermos nós... 
Loucura de sonho 
naquele silêncio alheio... 
Independente do tempo e da vida 
correm rios eternos... 
Da janela do meu silêncio 
numa defesa perpetua... 
Só a noite e a noite a sós comigo 
alheia, esquecida, perdida 
me encontro e me dou conforto 

 

ACONCHEGO

Quero apenas um aconchego 
não um porto seguro; 
É tão fácil amar 
e, em poucos segundos 
entregar-se inteira... 
Mergulhar nas teias 
de um sonho imerso 
de emoções esquecidas... 
Minh'alma já não 
a entendo mais... 
Não posso ter paciência, 
nem calma, nem saudade... 
Talvez eu queira somente, 
num momento meio insano 
mergulhar a própria alma 
como, quem mergulha um pano 
num rio de águas correntes ... 
E, adormecer como as pedras 
em silêncio, eternamente.

 

INVENTOS

Teu olhar entrou 
pela janela de meus sonhos 
onde ainda invento 
sóis de junho, 
noites ensolaradas de setembro, 
girassóis de primavera, 
quenturas de verão... 
Invento... 
Nuvens atenuando a aridez de agosto 
E chuvas que acariciam 
deslizantes pelo nosso corpo; 
Inventar, sonhar 
nas manhãs abertas... 
na sensação de que é preciso partir 
para algum lugar distante, 
longe do chão... 
Tão bom em noites de lua nova, 
para lá de nossa porta 
deixar a noite sem fim 
dominar o medo, a maldade 
das ruas, becos, avenidas... 
Deixar a mão do esquecimento 
te levar à lugares distantes 
onde livres, andamos sem procuras.... 
Melhor sonhos simples 
limpando a vida com água e sabão 
Sem paredes que excluem 
E sem procurar muito longe 
o que se passa tão perto; 
Reinventando o que foi dito, 
Vivido, sonhado... 
Tão bom reinventar a vida.

 

PLANTIO

Tão bom ser igual a todo mundo
risos fáceis, sonhos pequenos...
Pouco mais que olhar a vida de perto
disponível, corriqueira, fácil...
Mas, a vida não tece sonhos
o tempo inteiro....
Chega um tempo ingrato
onde o que se vê
são campos queimados e céus esfumaçados,
como se fora agosto...
Depois um não findar de sons
invadindo o silêncio,
o desalento preenchendo os espaços
tomando conta de tudo;
Tornando os sonhos impossíveis,
a alma sequiosa...
É quando a fortuna e a felicidade
passam indiferentes
sem fazer mossa na cotidiana lida...
Tempos de plantio
de revolver a terra, retirar espinhos
e ervas daninhas...
regar esperanças e arrancar o mato invasor....
E esperar...Depois fertilizar
com certeza e fé,
o que pode abortar num nada,
sem começo, nem fim...
O talento escorrendo inútil
encharcando o solo átoa
sem serventia...Desperdício só....
A colheita sem fartura chegou castigada
pelas intempéries da sorte,
pelos preconceitos do mundo;
Terra inóspita e exaurida
quando já não adianta sonhar
e confiar nas esperas...
Chega um tempo
em que as palavras desnecessárias
perderam o significado...
tornaram-se magras e vazias...
como seios vazios de velhas mulheres, 
desgastadas mães, já esquecidas...
Palavras que já não servem
nem para iludir
pois, vazias de sedução,
desvestidas de fantasia,
emudecidas pelo tempo,
existem por hábito de existir....
Volta então a necessidade
de ser igual a todo mundo;
Ainda que se viva de qualquer jeito
sem ao menos saber porque.

 

SE POSSO SONHAR

Coloridos são meus pensamentos!
O som invade meus ouvidos
e ilumina doces lembranças.

Tantos pensamentos doces, 
contemplando minha memória,
atraem o cheiro das flores!

Minha alma que parece vazia 
de mistérios está repleta...
Poderia passar uma eternidade
assim, apenas olhando!
Contemplando com sinceridade!

Deixando as palavras recuarem...
Olhando o céu, ouvindo apenas
uma linda canção...

Mesmo sem palavras...
Só no olhar, o melhor momento
que vivo...a noite.

 

SONHO

     Porque é melhor 
amar um sonho
do que, não tê-lo sonhado...
Recordo-me de ti
como dos jardins do amanhã
e, visito-os ainda que em sonho...
Imaginários encontros
num tempo diferente...
Vento doce que me entra
na mala, cheia de esperança!
Há uma certa inquietude
nas estrelas alucinadas...
Hoje pertences a um tempo
que, não existe;
como se em sonhos
houvéssemos acontecido!
Só não me pouparei da lembrança
do som preguiçoso de sua voz...
Tu sabes o quanto nada sou
sem tua presença;
Se todos meus sonhos 
se tornassem reais...
Minhas lembranças de amor 
seriam você.

 

DESPERTAR E SONHAR

     Nunca fiz senão sonhar;
O sentido de minha vida...
Quando penso o passado 
sinto como virar uma esquina,
passar por uma porta, rua, 
que subi, percorri...
Se vejo a vida passar,
sonho passar com ela;
As figuras de meus sonhos
tão iguais os da vida!
Como as coisas próximas 
e as coisas remotas;
De sonhar ninguém se cansa,
porque sonhar é esquecer...
Há muito não escrevo,
creio que mal sonho...
Durmo quando sonho
o que não há;
Vou despertar quando sonhar
o que pode haver....
Tudo quanto pensei,
tudo quanto sonhei:
Tudo quanto fiz, ou não fiz
tudo isso irá neste outono...
Os nossos sonhos, 
são apenas cansaços inúteis,
que não lembra nem o passado
nem o futuro...
Os dias que vem são feitos
de ventos que passam 
e apagam tudo...
Sua velocidade desloca
mundos e almas...
Acumulam ausência em minha vida
De longe onde nossos sonhos
tiram aquela angústia de sonhar
mais que, até se calam.

 

 


PASSADO

No instante em escancaro aos céus
minhas janelas, não para o futuro,
mas, para o passado
fico encabulada por meus passos
não mais seguirem onde pisa
o antigo amor...
Aquela antiga história de amor
de repente lembrada ao ver passar alguém
numa tarde de um dia qualquer....
Dois vultos quaisquer, em meio a tanta gente
que costuma se ver, sem nunca se notar...
Ninguém sabe do passado,
dos momentos de carinho...
E finge-se não ver, nem se importar...
Personagens de um amor
que parecem andar sempre olhando
à frente, sem voltar o rosto....
Vivendo a sensação
de que não se alimentam do passado...
Nem de vagas tristezas
se envolve em horas de retornar....
Todos voltam...homens, pássaros,
a noite, o luar, o sol...
Não há como conseguir
apagar o amor que existiu,
a história escrita à dois, o naco de vida dividido,
as ilusões e os sonhos almejados
na mentira do amor;
A mão da vida destrói o sonho
onde a lua, como a noite que passa
do sonho deixou, apenas pedaços de madrugada
nas varandas das ensolaradas manhãs...
E seguiu deixando apenas o cheiro
da relva molhada nas gotas de orvalho
da noite que passou....
Mesmo assim, melhor o sofrimento, 
a dor da indiferença;
Melhor que a vida vazia,
caminho deserto, de fuga nos olhos distantes,
sem riso, nem lágrimas...
Apenas vendo a vida passar....
Hoje repartimos o silêncio, a indiferença...
E com a alma acovardada me aquieto....
Mas, já foi, e como foi...
Uma linda história de amor.

 

REALIDADE

Para que a realidade não canse
os olhos da alma
e possamos cantar o futuro,
vestindo levemente nosso
disfarce de felicidade, ignoramos
ingenuamente coisas sinistras...
como o despertar da guerra,
a violência e a patética solidão
entre as multidões...
Enquanto gatos passeiam pelos telhados
meus olhos professora
aprendem o mundo e seus mistérios
de segredos mal guardados,
como as discussões infrutíferas
dos donos do Poder;
O tédio da velhice irrefreável,
e as fomes vorazes no fundo de cada um...
Passeio os olhos, laboriosamente
pela vida que passa com seu calor e frio
enchendo os espaços com concepções 
de vida e morte, virtudes e malefícios,
esperanças, sonhos e lembranças...
Tantas lembranças...
Nem é bom pensar..
pois se revelam quase sempre mortas;
A poesia penetra em meus olhos cansados...
Embarca em meu coração
fazendo-me ouvir corpos e beijos...
E ver estrelas... muitas estrelas
como diamantes espalhados,
por onde viajam sonhos sem mapas....
Violenta ternura invade minha poesia,
trágica de segredos em seu incessante morrer;
prenunciando uma vida atoa,
no dia quente das ruas e avenidas;
A poesia acima da rotina
e, da mesmice do cotidiano
faz-me portadora do sofrimento seco
de olhos caminhantes,
que se comunicam sem gestos 
e sem palavras invasoras, abafando mágoas...
E tornando sublime sentimento
um amor já tão sem importância.

 

TE AMO

Te amo...não te amo...
Para assim nunca deixar de amar-te
a medida de meu amor viageiro...
Me perdi na noite,
sem luz sob tuas pálpebras;
E quando me envolveu a claridade
nasci de novo, dona de minha treva;
Olho o vazio da casa sem ti...
Ficam apenas trágicas janelas...
Então te espero sempre como casa
e, voltarás a ver-me, habitar-me;
Senão doem-me as janelas...
Hoje todo ontem foi caindo
entre dedos de luz e olhos de sonho
Algo nos chama
e todas as portas se abrem
e, seu olhar tinha tristeza de raízes
até olhando nossas vidas abertas.

 

FLORES E SONHOS

Espreguicei a preguiça
nesta loura manhã de segunda feira;
Sol arredio, friagem envolvente,
e relutância do espírito
em atinar com a realidade...
Foi abrir os olhos
e perder-se dos sonhos...
Aqueles existentes ainda ontem,
quando eu era uma fabricante deles
em meio a flores de papel,
luar acintoso e perfumes de jasmim,
vestindo ilusões...
Descosturando o fio do possível
o sonho acabou de vez....
O sol já desperta os homens
sem surpresas a cada passo...
Apenas uma manhã madrugando...
a sentir falta do cheiro da grama molhada,
do aroma dos cajus,
dos besouros multicores....
As horas correm...
Para onde me levam
assim com o coração vazio,
pensar cansado, olhar cismarento...
Nestes tempos de ipês floridos
o poeta que existe em mim
passeia o olhar caminhante
pelos campos nevados,
de flores brancas já pintando a manhã
e meu olhar sonhador....
Afinal para que servem os ipês
se não florescem.....
E com uma flor entre os dedos
parti para a cotidiana rotina;
Certa que os deuses
não abandonam a luta cotidiana
mas, a combatem com flores e sonhos.

Autor(a): Rosemari Bersani

 

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