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INFORMAÇÃO / DICAS DE BELEZA

PRINCIPAIS TIPOS DE MANCHAS: COMO TRATAR?
publicado em: 13/08/2018 por: Lou Micaldas

No Brasil, o número de pessoas que não aplica protetor solar diariamente é de 72,5%, o que corresponde a quase 3/4 da população, segundo pesquisa cientifica do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele. De acordo com a pesquisa, em 2016, o percentual era de 65%, em 2015 foi de 53% e em 2014 de 57%.  Mesmo com a comprovação de que o sol pode ser um dos principais implicadores no surgimento e desenvolvimento de manchas na pele, o costume de se proteger contra os raios solares ainda não atingiu níveis satisfatórios dentre os brasileiros. 

 Assim como o sol, outros fatores como o envelhecimento, alergias, predisposição genética, alterações hormonais, e hiperpigmentação após inflamações são alguns dos principais fatores que podem influenciar na piora ou no aparecimento de manchas na pele. Algumas manchas podem afetar somente a estética dos pacientes, outras podem ser sinais de doenças subjacentes.  

De acordo com a dermatologista Monalisy Rodrigues, os principais tipos de manchas na pele se dividem entre as cores marrom, preta, branca, roxa e vermelha.  As manchas marrons abrangem condições como a melanose ou mancha senil (possui ligação direta com o excesso da luz solar e aparece com maior frequência no dorso das mãos, colo e costas), fitofotodermatose (queimadura resultante da reação de um componente químico presente em frutas cítricas com o sol), e o melasma (com maior incidência durante a gravidez ou em mulheres que fazem uso de pílula anticoncepcional, este tipo de mancha pode estar relacionado a fatores genéticos, hormonais e ao sol). 

A dermatologista explica que cada tipo de mancha de tom amarronzado possui processos terapêuticos específicos. “No caso da melanose, o paciente pode tratar suas manchas por meio da criocirurgia, cauterização química, peelings químicos, procedimentos de dermoabrasão ou optar pelo uso de luz pulsada. Já para o tratamento da fitofotodermatose, o paciente deve lavar a área, hidratar a pele e aplicar o protetor solar.  O melasma não tem cura, mas tem tratamento que pode ser feito por meio de cremes clareadores, pellings, laser, microagullhamento robótico e intradermoterapia. No geral, os pacientes que possuem qualquer uma destas manchas deve evitar a exposição excessiva ao sol, principalmente nos horários entre 10h e 16h, fazer uso do filtro solar diariamente e de cremes hidratantes, mas sempre sob a orientação de um dermatologista”, aconselha.

Dentre as manchas pretas podemos identificar o nevo, nevo melanocítico congênito e a queratose seborreica escura. Os nevos se traduzem em pequenas pintas ou manchas de formato arredondado e regular, que podem ser planas ou elevadas, aparecendo nas primeiras décadas de vida de quase todas as pessoas.  As queratoses ou ceratoses seborreicas são lesões de bordas irregulares, sobrelevadas e altas, com um aspecto verrucoso e superfície áspera, que pode se destacar ou descolar em decorrência de pequenos traumas.  Estes três primeiros tipos de manchas pretas não possuem caráter maligno, por isso, a retirada das mesmas depende dos anseios dos pacientes. 

As manchas brancas abrangem a leucodermia solar ou sardas brancas, pitiríase versicolor ou pano branco (micose de praia) e o vitiligo.  A leucodermia solar ou gutata, são pequenas manchas esbranquiçadas na pele, com tamanho entre 1 a 10 mm, sendo causadas pela exposição excessiva aos raios ultravioleta. Já a pitiríase versicolor ou micose de praia é uma infecção de origem fúngica, que interfere na pigmentação normal da pele e acaba por gerar pequenas manchas espalhadas pelo corpo. Por último, o vitiligo é uma doença com uma possível origem genética, mas que ainda não tem suas causas definidas. A doença leva ao aparecimento de manchas brancas na pele, principalmente, em locais como os órgãos genitais, cotovelos, joelhos, rosto, pés e mãos.

Para o tratamento da leucodermia, Monalisy explica que além do uso do protetor solar, é possível fazer uso de lasers, crioterapia com nitrogênio líquido e dermoabrasão. Já para a recuperação de manchas causadas pelo pano branco, podem ser indicados cremes, loções ou xampus antifúngicos, mas em casos mais extremos, ainda podem ser receitados comprimidos para uso via oral. Já o vitiligo, mesmo não possuindo uma causa especifica, também possui tratamento que pode ser realizado por meio do uso da fototerapia por LED, aplicação de cremes e pomadas a base de corticoides e/ou imunomoduladores.

No grupo das manchas roxas se encontram os hematomas (causados por pequenos traumas, batidas ou topadas em objetos, que provocam o rompimento de vasos sanguíneos da pele) e a purpura senil, que são petéquias, equimoses, ou hematomas, que aparecem no dorso, punhos, antebraços ou das mãos, em decorrência do afinamento da pele, sendo comum em pessoas idosas. “O tratamento de hematomas no primeiro momento se baseia no resfriamento da área com a ajuda de compressas frias, em alguns casos podem ser indicados cremes à base de arnica, heparina ou polissulfato de mucopolissacarídeo. Em casos mais graves, o tratamento destas lesões pode ser feito com o uso de aparelhos de LED, lasers, luz intensa pulsada e alguns ultrassons estéticos. Quanto a purpura senil, o tratamento para essas manchas tem o objetivo de tornar a pele mais espessa, sendo mais indicado o uso de hidratantes a base de Vitamina C e K para amenizar o quadro”, orienta.

Ainda existem os nevos rubi ou pintas de sangue que se enquadram no grupo de manchas vermelhas.  De origem genética, essas pintas são um agrupamento de pequenos vasos sanguíneos dilatados na superfície da pele. Este tipo de mancha não é maligno, porém o paciente pode optar pela retirada por motivos estéticos.

Por fim, a dermatologista aconselha que todas as manchas sejam examinadas por um dermatologista regularmente para assegurar a saúde da pele ou o diagnóstico e tratamento precoce de alguma patologia.

Autor(a): Luana Moreira
Fonte: Naves Coelho - Departamento jornalístico

 

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