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INFORMAÇÃO / DICAS DE SAÚDE

ANSIEDADE
publicado em: 09/10/2019 por: Lou Micaldas

Ansiedade é uma doença?

Praticamente todo mundo, alguma vez na vida, vai experienciar a sensação de nervosismo e ansiedade. Esses sentimentos são mais comuns diante de uma situação importante ou um momento especial. O problema é quando essas emoções, completamente normais, tornam-se mais frequentes do que deveriam e acabam tomando conta da vida de quem as sente: nesse caso, é uma doença.

A ansiedade é um fenômeno que pode até ser benéfico, quando faz a gente se preparar melhor para uma situação. Só que a ansiedade também pode nos prejudicar, quando se torna patológica, e atrapalha os nossos sistemas psíquico e somático. Conhecido como “Transtorno de Ansiedade Generalizado” (TAG), é caracterizado por uma preocupação ou expectativa excessiva e desproporcional.

A TAG é uma doença que acontece sem um motivo específico. Os psicólogos acreditam que a doença da ansiedade está ligada ao funcionamento inadequado dos neurotransmissores cerebrais, como a serotonina, dopamina e norepinefrina. Mas também contribuem os fatores genéticos de pré-disposição, fatores externos, estilo de vida e estresse.

Como é a vida de quem sofre com ansiedade?
Quem sofre com a ansiedade está sempre tenso, sentindo-se muito preocupado mesmo quando não há, de fato, motivos para isso. Então, o indivíduo passa a associar as preocupações do trabalho, amigos, família e vida amorosa em um ciclo sem fim. E, mesmo que ele saiba que a sua reação está sendo inadequada e que não precisaria estar se sentindo dessa maneira, não consegue controlar.

Dificuldade de concentração, fadiga, irritabilidade, problemas de sono, inquietação, pressentimentos negativos, medo: todos esses sentimos tomam conta da mente. Sintomas físicos também podem aparecer como tensão muscular, dores de cabeça, tremedeira, problemas e dores de estômago e náuseas.

Tratamento da ansiedade
Para poder indicar ao paciente o tratamento adequado, antes de tudo, é preciso ter a certeza do diagnóstico de ansiedade. Quem pode chegar a essa conclusão é o psicólogo e o psiquiatra. No entanto, alguns sinais podem servir como alerta para a procura desses profissionais:

1 – Medo extremo de falar em público, se preocupando antes por dias ou semanas;

2 – Insegurança com situações cotidianas, sempre achando que todos estão a observando;

3 – Pegar no sono se torna uma tarefa muito complicada e, quando se consegue, ele não tem a mesma qualidade;

4 – Pensamentos repetitivos sobre assuntos que não merecem atenção. Mesmo assim, é impossível controlar a volta desses pensamentos;

5 – Perfeccionismo e vontade de ter tudo sob seu controle;

6 – Comportamentos compulsivos em que os “rituais” (ou seja, os hábitos ou ações repetitivas) passam a tomar conta da vida;

7 – Medos irracionais e que a pessoa não consegue identificar porque está sentindo-se assim;

8 – Ataques de pânico com sensação súbita de medo, dificuldade para respirar, taquicardia, formigamentos nas mãos, fraqueza, tontura e dores no peito e estômago.

Quando algumas ou várias dessas situações são identificadas, é preciso procurar a ajuda de um psicólogo. Ele é o profissional que vai poder conversar, analisar a situação e, se preciso, indicar um tratamento com medicamentos prescrito por um psiquiatra. O objetivo do psicólogo é fazer com que a vida da pessoa volte a uma normalidade, geralmente com a combinação de medicamentos e terapia cognitiva comportamental. Durante essa terapia, quem sofre com a ansiedade aprende a compreender e controlar sua visão distorcida dos fatos, substituir os pensamentos que causam o pânico e gerenciar seu próprio estresse.*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Autor(a): Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)
Fonte: www.psicologossaopaulo.com.br/ansiedade/
Colaborador(a): Raimunda Muniz

 

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