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INFORMAÇÃO / DICAS DE SAÚDE

A fibromialgia é uma doença crônica que atinge cerca de 3% da população brasileira, em sua maioria mulheres. É um problema que causa dores generalizadas nos músculos e pode causar fadiga, distúrbios do sono e alterações no humor.

Fibromialgia e depressão: como as doenças estão relacionadas?
Em uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com 70 pacientes de fibromialgia, foi constatado que pelo menos 65% deles apresentavam algum grau de depressão, sendo que 13% apresentavam a doença em um nível grave.

É comum que as duas doenças ocorram simultaneamente, já que alguns sintomas da fibromialgia são incapacitantes e impedem quem tem a doença de trabalhar, estudar ou realizar atividades que antes eram comuns. A depressão é capaz de influenciar negativamente a qualidade de vida da pessoa com fibromialgia das seguintes formas:

  • Aumenta a sensação de dor e a incapacidade;
  • Dificulta a adesão ao tratamento;
  • Diminui a qualidade das relações sociais, causando sentimento de frustração e isolamento social;

Assim como a fibromialgia, a depressão é uma doença que precisa de cuidados constantes. Quem tem os dois problemas deve estar sempre atento aos sinais e sintomas.

Principais tratamentos para fibromialgia e depressão
A fibromialgia não tem cura, por isso o tratamento tem como objetivo controlar os sinais e sintomas e devolver a qualidade de vida. Confira quais são as principais formas de tratamento para fibromialgia e depressão:

Medicamentos – antidepressivos podem ser usados no tratamento de ambas as doenças, já que a depressão é um sintoma da fibromialgia. 
Anticonsulvivantes e analgésicos podem ser indicados para aliviar as dores. Os medicamentos devem ser indicados apenas pelo médico. Nunca se automedique.

Terapia – consultar um psicólogo pode ajudar a pessoa a lidar com as frustrações que as doenças podem trazer. A terapia, além de ajudar a identificar as principais causas dos sentimentos negativos, ensina maneiras de como lidar com os sentimentos negativos no dia a dia.

Exercícios físicos – a prática é benéfica para ambas as doenças. Para fibromialgia, os exercícios físicos supervisionados por profissionais da área são eficazes na redução das dores, proporcionando sensação de bem-estar e relaxamento dos músculos. Além disso, são importantes na prevenção e tratamento da depressão, já que melhoram a autoconfiança e reduzem a ansiedade e o estresse.

Alimentação – manter uma alimentação equilibrada é capaz de auxiliar o tratamento da fibromialgia e a depressão de diversas formas. Invista nos seguintes estilos de alimentação:

Dieta vegetariana – há evidências que consumir alimentos de origem vegetal pode auxiliar na melhora das dores causadas pela fibromialgia. Mas, por ser uma dieta restritiva, é preciso o acompanhamento de um nutricionista para garantir que você receba todos os nutrientes necessários.

Alimentos energéticos – a fibromialgia e a depressão podem fazer com que você se sinta cansado e indisposto. Escolher alimentos que dão energia ao longo do dia podem melhorar esses sintomas. Invista em alimentos integrais, ricos em fibras e com baixo teor de açúcar como nozes, brócolis, feijão, abacate e verduras escuras.

Evite o glúten – pacientes com fibromialgia que evitam alimentos com glúten relatam melhora nas dores e na qualidade de vida. Evite alimentos como pães, massas e industrializados.

Referências
http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbfis/v10n3/31951.pdf - acessado em 21/01/2018
http://www.scielo.br/pdf/rbr/v45n2/v45n2a01 - acessado em 21/01/2018
https://www.revistas.usp.br/reeusp/article/view/40985 - acessado em 21/01/2018
https://adaa.org/understanding-anxiety/related-illnesses/other-related-conditions/fibromyalgia - acessado em 21/01/2018
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4209093/ - acessado em 21/01/2018
https://bmccomplementalternmed.biomedcentral.com/articles/10.1186/1472-6882-1-7 - acessado em 21/01/2018
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25786053 - acessado em 21/01/2018
http://www.scielo.br/pdf/rbr/v56n2/0482-5004-rbr-56-02-0105.pdf - acessado em 21/01/2018
https://emedicine.medscape.com/article/329838-treatment - acessado em 21/01/2018

Fonte: www.maispfizer.com.br
Colaborador(a): Raimunda Muniz

 

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