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INTERAÇÃO / DROGAS, ETC

A IMPORTÂNCIA DAS DROGAS NO MUNDO ATUAL
publicado em: 21/09/2015 por: Netty Macedo

No mundo em que vivemos, fumar, beber, usar anabolizantes e experimentar drogas faz parte da realidade da maioria dos jovens das grandes metrópoles e até das pequenas cidades do interior. Pouco importa se os jovens se encontrem em Nova Iorque, Paris, Lisboa, São Paulo ou Campina Grande, sempre aparece alguém trazendo a droga da moda. Passa-se de uma à outra com rapidez, e, até a “inocente” maconha dos anos sessenta, deu lugar à maconha de hoje, que é quase dez vezes mais potente que a antiga, em teor de THC (tetrahidrocanabinol), princípio ativo da droga. A cocaína, droga da elite dos anos setenta, popularizou-se, perdendo cerca de oitenta porcento de seu antigo preço, tornando-se comum, mesmo entre os membros das classes mais baixas, principalmente consumida na forma do crack ou da merla.

Quando aparece uma nova droga, sua entrada no mercado não diminui o consumo das outras já existentes, apenas vai se somar ao vasto quadro de oferta de produtos entorpecentes. Há clientes para todos os tipos de drogas ofertados. As redes de distribuição se profissionalizaram, os pequenos comerciantes de drogas se multiplicam graças à entrada dos usuários no tráfico. Quem não tem dinheiro para comprá-las, une-se ao tráfico, e assim, consegue o produto para satisfazer suas necessidades.

De acordo com os dados obtidos na última pesquisa encomendada pela Secretaria Nacional Antidrogas e realizada pelo CEBRID, Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas da Universidade Federal de São Paulo, publicados em 9 de Setembro de 2002, revelou-se que 11,2 % dos brasileiros, cerca de 19 milhões de pessoas são vítimas de alcoolismo, 9 % são tabagistas, um pouco mais de 1 % faz uso continuado de maconha, e pouco menos de 1 % dos brasileiros usa cocaína.

Os governos dos países líderes mundiais mostram total incapacidade para diminuírem o tráfico de drogas. Tentam combater a produção de drogas nos países produtores como Colômbia, Peru, Bolívia, Mianmar, Tailândia, sem quererem ver que as drogas do futuro serão produzidas em laboratórios quase que domésticos, dentro de seus próprios territórios, nas cidades, faculdades ou casas. São as chamadas design-drugs, concebidas para apresentarem pouco volume, serem bastante potentes, terem baixo custo e, finalmente, causarem rapidamente dependência química em seus utilizadores, com a finalidade precípua de criarem um grande mercado consumidor, cativo a elas. O ecstasy é o seu melhor exemplo, as potentes novas anfetaminas e metanfetaminas seguem-lhe os passos.

Do ponto de vista da segurança pública, o problema das drogas propicia a ocorrência de crimes de todos os tipos, como é o caso das chacinas, nos quais as vítimas estão sempre comprometidas com o consumo e com o tráfico de drogas. São os dependentes e os pequenos passadores que não pagam os traficantes e são mortos, para que outros não sigam seus exemplos. No Rio de Janeiro, e mesmo em São Paulo, nos morros e favelas dominados pelo tráfico de drogas, os traficantes substituem o Estado omisso e mandam em tudo. Dizem quem pode viver e quem vai morrer, ajudam clubes, escolas de samba, chegando a ajudar doentes e mulheres grávidas, ditando as novas regras a serem seguidas pelo povo que lá mora e que não conhece o Estado constituído.

É também importante lembrar que, somente nos Estados Unidos, segundo estatísticas recentes, anualmente o álcool mata 100.000 pessoas, o tabaco 400.000 pessoas, e as outras drogas cerca de 18.000 pessoas. A maioria das pessoas mortas em acidentes de trânsito nos Estados Unidos, devido ao uso excessivo de álcool, é constituída de adolescentes e jovens na faixa de 18 a 30 anos de idade. No Brasil, país que conta com pouco menos de dois terços da população americana, e índices de uso de drogas parecidos com os americanos, pode-se esperar que as drogas matem anualmente cerca de 250.000 brasileiros.

Diante do exposto, a grande pergunta que fica é como a sociedade deve cuidar daqueles que estão usando drogas, seja de forma dependente ou ainda de forma recreacional? Como cuidar das famílias que possuem algum de seus membros ameaçados de caírem na correnteza quase sem volta da droga? A única certeza que se tem é que os traficantes de drogas estão ganhando a guerra com relativa facilidade daqueles que as combatem, e para mudar o resultado o Brasil precisa investir urgentemente em educação, em prevenção e em tratamentos, sob pena de perdermos nossos jovens para as drogas.

Autor(a): Douglas J. La Femina
Fonte: http://www.profdouglaslafemina.com.br
Colaborador(a): Claudia Bezerra

 

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