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INTERAÇÃO / E AÍ, BICHO?

A IMPORTÂNCIA DAS SERPENTES NA NATUREZA
publicado em: 19/03/2018 por: Lou Micaldas

Serpente coral

A maioria das pessoas, sentem muito medo ao chegar perto de uma serpente ou ficam arrepiadas apenas em falar sobre o assunto. Algumas ao estarem diante de uma, sem que ela tenha picado, matam pensando que fez um bem a diversas pessoas.

Mal sabem elas o bem que essas presas ou predadoras fazem a natureza. As serpentes fazem parte da cadeia ecológica, se tornando importantíssimas para o equilíbrio do meio ambiente, fazendo parte de uma grande e complexa teia alimentar. Devemos lembrar que cada animal tem um papel importante na natureza. Onde a falta de um pode causar a superpopulação de outros e assim trazendo um desequilíbrio do meio-ambiente.

Para que possamos entender: os gaviões se alimentam de serpentes. Faltando serpentes logo faltará gaviões. Assim o número de rãs aumentará, pois as serpentes se alimentam delas. Gerando um desequilíbrio da natureza. As cobras como são chamadas popularmente, se tornam nossas aliadas. Além de combaterem roedores, seu veneno é usado para estudos e produção de medicamentos, como soros e vacinas.

Mas isso não significa que não devemos fugir delas, vale lembrar que as cobras possuem veneno. Algumas veneno fatal, causando a morte, como é o caso da Jararaca e a Cascavel. Geralmente, elas ficam escondidas e camufladas, e por isso as pessoas acabam pisando, ocasionando os ataques.

Diferenciando serpentes peçonhentas e não peçonhentas

Estabelecer padrões para diferenciação entre serpentes peçonhentas e não peçonhentas não é uma tarefa fácil e não deve ser feita por leigos já que possuímos uma fauna de serpentes bem rica. Mas conhecendo um pouco da morfologia destes animais é possível diferenciar. As principais perguntas que devemos fazer:

A serpente tem fosseta loreal?

 Se a resposta for afirmativa, ou seja, se a serpente apresenta um orifício entre o olho e a narina ela é uma peçonhenta.

Como é a cauda desta serpente?

 Se a cauda for normal, a serpente pertence ao gênero Bothrops. (Jararaca, Cruzeira e Jararaca pintada).

 Se a cauda tem um guizo ou chocalho na ponta, pertence ao gênero Crotalus. (Cascavel).

Mas se a serpente não apresentar fosseta loreal (primeira pergunta), devemos fazer outro questionamento: a serpente tem anéis coloridos ao longo do corpo?

 Se a resposta for verdadeira devemos tomar muito cuidado, pois se trata de uma serpente do gênero Micrurus (Coral verdadeira).

Sendo de extrema importância citar que apenas uma pequena parte das serpentes são animais peçonhentos, a grande maioria não causa injuria nenhuma se não for tocada ou provocada. Segundo o Ministério da Saúde, ainda hoje ocorram cerca de 20.000 casos de acidentes com serpentes por ano, sendo de 0,45% a taxa de letalidade destes acidentes.

Para evitarmos os acidentes ofídicos devemos tomar os seguintes cuidados:

 Usar botas ou calçados fechados sempre que entrar em área de mata ou locais que suspeitos da existência de serpentes, pois a maioria dos acidentes ocorre do joelho para baixo;

 Usar luvas de raspa de couro para trabalhos na colheita;

 Verificar cuidadosamente o local, ao apanhar frutas, mexer em cupinzeiros, buracos do solo e montes de lenha;

 Examinar calçados e botas antes de calçá-los, pois as serpentes gostam de se esconder em locais escuros;

 Manter limpos os terrenos, livrando se de entulhos, amontoados de madeira, tijolos, etc., evitando assim a presença de ratos que favorecem o aparecimento das serpentes, que lhe serve de alimento;

 Preservar os predadores naturais como gambás, emas, gaviões que se alimentam de serpentes e ajudam a manter o controle populacional e o equilíbrio biológico.

Lembrando que boa parte destes animais é encontrada perto de nossas residências e locais de trabalho, devido à perda de seu hábitat pela ação do homem com o desmatamento e a poluição, assim eles se readaptam para novos ambientes. Se conseguirmos ter um respeito maior com o meio ambiente, vamos
diminuir a possibilidade de estes encontros ocorrerem.

Preserve o meio ambiente. Não mate as serpentes.

Autor(a): José Roberto da Silva Filho - Médico Veterinário RT. do Zôo da UPF
Colaborador(a): Matéria sugerida pela "velha amiga" Hellen Paim

 

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