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Projeto arquitetônico para reconstruir o museu não é uma cópia da construção original: haverá a preservação das características da fachada, mas com alterações na parte interior do edifício

As ações para reativar o Museu Nacional seguem dois eixos principais: salvar o que for possível do acervo e reconstruir o prédio. A primeira parte está em operação desde que os pesquisadores puderam entrar no local depois do incêndio. O trabalho envolve diretamente um grupo multidisciplinar de mais de 70 pessoas, que inclui operários, arqueólogos, antropólogos, paleontólogos, geólogos, etnólogos, entre outros profissionais.

Claudia Carvalho, que coordena a equipe, estima que já tenha revistado cerca de 70% da área do Palácio de São Cristóvão, mas diz que ainda terá de trabalhar nessa etapa pelo menos até o fim do ano. E não descarta a possibilidade de que o processo se estenda até abril de 2020. Depois, ainda será preciso examinar e catalogar tudo o que foi encontrado, o que deve demorar até 2022 ou 2023, diz.

A recuperação do edifício em si também está em andamento. A empreiteira Concrejato terminou recentemente as obras emergenciais de escoramento e a construção de um teto provisório, que custaram aproximadamente R$ 10 milhões. O passo seguinte é finalizar os projetos executivos de reforma da fachada e do interior do prédio. Para isso, trabalham juntos técnicos da UFRJ, da Unesco, que recebeu um aporte de R$ 5 milhões do governo brasileiro para esse fim, e da Technische, empresa de engenharia contratada em edital por quase R$ 1 milhão.

O projeto básico deve ser entregue até meados de 2020, mas as primeiras obras já devem ter início neste ano, segundo o diretor do museu, Alexander Kellner. “Nosso plano é restaurar a fachada como ela era, mas modernizar o interior. Não faria sentido reproduzir como era antes porque o palácio não havia sido projetado para ser um museu, e isso causava alguns problemas”, explica.

Nesta fase inicial, estão previstos investimentos de mais de R$ 90 milhões. Os primeiros R$ 16 milhões, do Ministério da Educação (MEC), foram gastos nas obras emergenciais e na contratação de projetos. A maior parte do dinheiro, R$ 55 milhões, vem de emenda parlamentar da bancada estadual do RJ. Mas com o contingenciamento de gastos federais, só R$ 43 milhões estão garantidos. 

Todos os ângulos

O museu poderá também recorrer a uma coleção de imagens em 3D para ajudar a reconstruir seu acervo. Desde o início dos anos 2000, pesquisadores começaram a digitalizar a coleção usando scanners a laser e tomógrafos, em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e a Dasa, empresa da área de medicina diagnóstica. Existem centenas de itens catalogados (ainda não há uma contagem exata), entre eles o crânio de Luzia e objetos da coleção egípcia.

Pesquisadores podem pedir acesso aos arquivos para dar sequência a seus estudos, diz Jorge Lopes dos Santos, que trabalha no INT e é colaborador do museu.

Réplicas impressas em 3D também já estão sendo usadas em exposições e um programa de realidade virtual está sendo criado em parceria com o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). A história da digitalização do acervo é contada no livro Seen/Unseen (editora Novo Rio).

Autor(a): Bruno Fávero
Fonte: revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2019/09/museu-nacional-conheca-o-projeto-que-pretende-reerguer-instituicao-das-cinzas.html
Colaborador(a): Wanda Peixoto

 

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