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INFORMAÇÃO / GENTE EM FOCO

CARLOS AUGUSTO DE AQUINO CARRILHO
publicado em: 08/01/2016 por: Netty Macedo

Carlos Augusto de Aquino Carrilho nasceu em 24 de setembro de 1922, em Santo Antônio de Pádua, Estado do Rio. É filho de Otacílio Gonçalves Carrilho e de Lyra de Aquino Carrilho. Pertence a uma grande família, abençoada pela união e pelo dom da arte. Aos 81 anos, ele ainda está na ativa, trabalhando como representante comercial.

LOU: Você foi muito levado na sua infância? Já contava anedota?
CARLOS AUGUSTO: Passei minha infância em Santo Antônio de Pádua, onde estudei. Mas, naquela época, eu gostava mesmo era de uma baguncinha, discretamente, e ainda não contava piadas.

LOU: Quantos irmãos vocês são?
CARLOS AUGUSTO: Eu tenho oito, morreu um, agora, somos sete.

LOU: E, nessa escala, você está em que lugar?
CARLOS AUGUSTO: : Eu sou o 3º. O Altamiro está no 4º. (Augusto é irmão do flautista Altamiro Carrilho)

LOU: Você ficou na sua cidade até quando?
CARLOS AUGUSTO: Até 17 anos, e depois vim para o Rio, onde me apresentei, como voluntário, pra servir no Forte de Copacabana. Mas sentia muita falta da família, porque nunca havia saído de casa assim. E saí de uma cidade pequena pra uma cidade grande, como o Rio de Janeiro e, principalmente, no exército que não tem... assim... clima de família. É cada um por si e Deus por todos. Eu sentava lá, sozinho, e chorava, sentindo muitas saudades de meus pais, irmãos; até hoje eu passo lá e me lembro disso.

LOU: Você morava no quartel?
CARLOS AUGUSTO: Morava. Só tinha a Marina, minha irmã mais velha, que se casou e veio morar aqui. Aos domingos, quando eu tinha folga, ia passar com ela. Foi muito duro, porém muito bom, porque a melhor escola que existe é o Exército. Se todos os jovens pudessem passar por isso, aprenderiam muita coisa. Disciplinam-se, passam a comer de tudo, gostam de tudo porque não tem outro jeito, né? Obedecem e tudo é uma beleza. É uma escola maravilhosa.

LOU: Conta pra gente como foi que você comprou a primeira flauta pro Altamiro.
CARLOS AUGUSTO: No Exército, cada um tinha a obrigação de lavar e passar suas roupas. E tinha uns caras com uma boa situação financeira, então eu cobrava pela mordomia de lavar as roupas pra eles.Também comprava doces, balas, chocolate e vendia no quartel. Com isso, fui juntando dinheiro até conseguir comprar a primeira flauta de madeira, com furinhos, que dei pro Altamiro. Foi com aquela flauta que ele ganhou o primeiro prêmio da Rádio Sociedade Fluminense de Niterói, num programa de calouros. E ainda mandei dinheiro pra minha casa lá em Pádua.

LOU: Esta história me comove.
CARLOS AUGUSTO: Depois veio a guerra da Itália, em 1939, e eu ainda estava servindo, quando o Brasil mandou diversos navios e vários grupos de soldados para o exterior. E o navio que eu ia era o Baependi. Mas eu fui julgado incapaz por causa de uma dilatação na aorta e não fui. Infelizmente, este navio foi torpedeado e morreram todos os meus colegas que haviam servido comigo. Mas estou aqui hoje, contando esta história pra você e estou vivo! Estou com 80 anos.

Aí, saí do Exército sem ter uma profissão. Então, um amigo nosso, ex-funcionário do Banco do Brasil, muito amigo do Getúlio Vargas e Darcy Vargas, foi convidado a ser o diretor da fundação Abrigo Cristo Redentor, que existe até hoje. E eu fui trabalhar com ele em Niterói, como inspetor de aluno. De Niterói, eu fui transferido pra Ilha de Marambaia. Foram selecionados 10 alunos de cada estado do Brasil pra fazer o curso de pescador. Na Ilha havia a Escola Técnica de Pesca Darcy Vargas e também tinha uma fábrica de sardinhas pra que aprendessem o ofício... e que eram servidas nas refeições. Depois fui promovido a prefeito, porque eles designavam o cargo de chefe de disciplina, como prefeito da Ilha. Isso foi um pedaço da minha vida... antes de eu entrar pra propaganda.

LOU: Você não quis nada com política...
CARLOS AUGUSTO: Não quis. Por sinal, eu tenho muita mágoa de política porque meu pai se entusiasmou muito com ela e, naquela época, ele perdeu tudo por causa dela. Ele foi um homem rico. Pra você ter uma idéia... em 1930, quando eu tinha 6, 8 anos... ele tinha dois carros: um com motorista, pra família, e outro pra ele. Ele foi o primeiro agente de uma agência de automóveis em Pádua. Então, ele se entusiasmou com a política e os amigos o exploraram muito, passando por muitas dificuldades na época. Por isso eu não quis saber de política. Saí dessa coisa. E aquela organização, realmente, tinha muito prestígio com Getúlio Vargas...
Depois eu pedi pra sair e fui pra Pádua, tentar alguma coisa, pois gosto muito de Santo Antônio de Pádua, onde eu nasci. Cheguei lá, encontrei um tio que era gerente de um banco, e muito amigo de uma pessoa ligada a aves e ovos. E eu assumi o cargo de gerente do Abatedouro Modelo Brasil, uma firma aqui no Rio de Janeiro...tô com a memória boa (risos).

LOU: Muito boa...
CARLOS AUGUSTO: Eu fiquei representando essa firma em Pádua por uns tempos. Depois, eu saí do abatedouro e resolvi abrir uma firma por minha conta, ajudado por esse meu tio, que até me financiou, naquela época. Mas, depois, ficou tudo muito difícil, porque começou a aparecer muito concorrente. Em cidade pequena, é assim: você abre um negócio, começa a dar um pouquinho, logo todo mundo quer também. Foi nessa época que eu conheci minha esposa, a Maria, a Filinha ...

LOU: Como é o nome dela?
CARLOS AUGUSTO: Maria Barcelos Moreno Carrilho.

LOU: Como é que vocês se conheceram?
CARLOS AUGUSTO: Numa festa lá em Pádua, numa fazenda.
Nos conhecemos, marcamos encontro, começamos a namorar, noivamos e casamos. Somos muito felizes. Você acredita que até hoje tenho ciúmes dela? Um ciúme saudável...um cuidado de quem ama...

LOU: Que romântico!
CARLOS AUGUSTO: Depois, viemos para o Rio. Ela é professora estadual e conseguiu arranjar uma transferência para São João de Meriti. Naquela época, nós morávamos em Bonsucesso.

LOU: Você estava desempregado?
CARLOS AUGUSTO: Estava. Mas, num carnaval, voltando a Pádua com ela, um primo, que trabalhava na propaganda médica, me perguntou se eu não queria trabalhar no ramo. Ele disse: você tem muito jeito, é muito simpático e agrada à primeira vista... Você está enquadrado no perfil de um propagandista. Quer trabalhar e viver disso?

E ele me deu um cartão pra procurar uma pessoa na Labor Terápica S/A, uma firma uma firma brasileira. Agora é Bristol Labor. Quando eu entrei lá, a firma pertencia a um casal, o Sr. Gabriel Rocco e dona Margarida, que trabalhava ajudando na propaganda. Eles são pais desses Rocco da editora. Então, eu me apresentei lá, mas demorei pra entrar, porque toda semana eles falavam: " passa aqui, pra semana"... "passa, na outra semana..."
Até que o filho dele, Dr. Roberto Rocco, que já estava assumindo o lugar do pai, falou que queria fazer uma entrevista comigo. Ele me viu na sala de espera e perguntou. Ele me viu na sala de espera e perguntou:
- O que é que aquele rapaz tá fazendo?
- Ele tá esperando uma entrevista.
- Manda ele entrar. Ele fez a entrevista e disse que eu podia começar na segunda-feira. Cheguei em casa todo animado...
- Filinha, tô empregado!
Na primeira semana, fiquei olhando e lendo os produtos, e aprendendo o que falar com os médicos, como que era a propaganda. Na outra semana, o Dr. Roberto já me falou assim:
- Você vai trabalhar em Marechal Hermes, Bento Ribeiro, Bangu, aquela zona lá de cima. Eu falei: - O sr. tem um fichário aí? Ele respondeu: - Não, não temos. Você é quem vai fazer o fichário de todos os médicos que visitar.

Aí eu fiz o fichário. Passados 3 meses, ele falou que eu teria uma promoção: - Nós vamos te aumentar em X. Me aumentou como se eu ganhasse 500 reais e passasse pra 600. Cem reais já eram o bastante. Aí eu fiquei bastante satisfeito e dois meses depois ele falou que eu teria uma promoção de verdade, que iria me passar pra zona sul. Aqui, estava a nata dos médicos, como o Álvaro de Aquino Salles, ginecologista, o pediatra Reinaldo De Lamare; o Marcelo Garcia, que foi Secretário de Saúde, no governo do Carlos Lacerda; então, a nata estava aqui em Copacabana: Valdir Tostes, José de Paula Chaves... Então, nessa época eu vim pra cá e realmente foi uma promoção; porque quatro anos depois de eu trabalhar lá, fui convidado pra trabalhar no Sqquib, que era uma firma multinacional, onde muita gente gostaria de trabalhar. Pedi pra me dispensarem. Não queria indenização, só queria que me liberassem do aviso prévio, porque o Sqquib tinha pressa, pois tinha saído um rapaz e eu precisava preencher o lugar dele. Aí, a Labor Terápica não queria me liberar de jeito nenhum, foi um custo.
- "Eu não quero mais... Já dei a minha palavra que vou pra lá agora; ficará desagradável se eu voltar atrás."

Então, eles deixaram eu sair. O mesmo aconteceu com o Sqquib, depois de 15 anos, eu pedi demissão pra sair do Sqquib, sem indenização, sem nada, pra aceitar um convite da FarmItália, que seria pra eu lançar a linha veterinária no Brasil, como gerente geral da divisão veterinária. E eu aceitei esse desafio. E eu fui muito bem, até mudar para o grupo da FarmItália...

LOU: Esses convites sempre ofereciam pagamento bem mais vantajoso.
CARLOS AUGUSTO: Bem maior. Inclusive, nessa época da FarmItália, o carro que eu utilizava pertencia ao Sqquib. Quando eu saí, devolvi o carro. O único apelo que fiz, foi que eles me dessem o carro, como um prêmio pelos meus serviços, porque eu trabalhei lá aqueles anos todos e tal. Disseram que não, que não davam nada, porque eu é que estava pedindo pra sair; eles estavam muito satisfeitos comigo e eu é que estava querendo sair.

Aí, eu fui pra FarmItália, mas já com a promessa também de eu ter um carro financiado, pra pagar a perder de vista, sem juros.

LOU: Você conseguiu?
CARLOS AUGUSTO: Consegui! Eles me deram o carro e eu fui descontando, como eu queria, por mês. Então, o presidente da firma era muito amigo de um compadre meu e tornou-se meu amigo também. Ele saiu e comprou o Instituto Bioquímico Paulo Proença, na Rua Voluntários da Pátria, 186, que foi vendido pra esse Dr. Del Maschio. Ele era Iuguslavo, mas foi criado na Itália; na ocasião da guerra, ele fugiu da Iugoslávia e foi pra Itália e praticamente se tornou italiano. Então, ele comprou o Instituto Bioquímico e me convidou pra ir pra lá e eu fui.

LOU: Outro desafio!
CARLOS AUGUSTO: Saí da Farmitália. Mas, antes de eu ir pro Instituto Bioquímico e do presidente sair, eu lancei a linha veterinária e eles conseguiram uma pessoa mais experiente em veterinária, para todo o Brasil, porque eles queriam lançar em Mato Grosso, onde eu nunca tinha ido. Eu tinha ido pra São Paulo, Bahia, viajei muito. E lancei a linha veterinária; só que eles queriam deslanchar mais. Escolheram outro e me chamaram pra ser gerente da filial Rio da Farmitália, da linha de produtos farmacêuticos normais e eu aceitei. Foi aí que eu fui pro Instituto Bioquímico e, depois, quando eu saí, eles me ofereceram pra eu representá-los no Rio de Janeiro. Quero dizer: eles não queriam deixar eu sair...

LOU: Por que você saiu do Instituto Bioquímico?
CARLOS AUGUSTO: Porque nesse grupo, na ocasião, entraram alguns sócios que resolveram fazer a venda diretamente às distribuidoras. Pra não me prejudicar, eles mandaram que eu abrisse uma firma. Passei a ser representante deles aqui no Rio de Janeiro e eles só vendiam pras distribuidoras de fora. Depois mudou outra vez a direção e, quando muda a cúpula desses laboratórios, mexe com tudo. Em todo ramo de negócio, não é?

Eles ainda me ofereceram para trabalhar com uma outra pessoa aqui, que já tinha uma firma montada e que era meu amigo. E até hoje eu trabalho nessa empresa de representação de firmas como o Mel de São Paulo e vitaminas importadas FDC.

LOU: Como é o nome dessa firma?
CARLOS AUGUSTO: Essa firma é a Hebri Ltda. Nós representamos, aqui no Rio, o spray pra garganta, mel silvestre, mel natural, todo tipo de mel.

LOU: E você ainda faz visitas? Ou fica na firma e manda representantes?
CARLOS AUGUSTO: Não, nós temos vendedores; mas eu tenho um grupo de clientes que eu faço questão de visitar, de não perdê-los, porque eu quero e posso trabalhar ainda.

LOU: E é gostoso esse contato.
CARLOS AUGUSTO: É muito gostoso, você conhece outras pessoas. Na sexta-feira estava programado que eu iria à cidade e faria uma venda. A pessoa ligou aqui pra casa, pedindo pra eu entrar em contato com ela; era uma compradora e me fez o pedido pelo telefone. E isso é difícil. Indo ao local, já é difícil vender... Então, você necessita fazer muito contato com as pessoas, fazer muita amizade, tem que ter muito respeito. Isso vale muito.
O Henrique Braun, meu amigo do Hebri Ltda, é farmacêutico e é com ele que eu trabalho até hoje. Ele tem uma firma montada e eu fechei a minha pra trabalhar com ele, por ser mais interessante, pois já tava tudo montado.

LOU: Onde fica?
CARLOS AUGUSTO: Fica na Rua Alm. Baltazar, 62, 3º andar, e o telefone é 2589-7565. Pronto, fiz meu comercialzinho... (Risos)

LOU: Quer dizer que se alguém quiser comprar... qual é o medicamento que vocês vendem?
CARLOS AUGUSTO: Nós vendemos o mel, esse mel vem do interior de São Paulo, de Olímpia, da Uniflora. Exportamos muito mel pro Japão. A embalagem é linda; é um vidro sextavado, que a pessoa pode utilizar pra por pimenta, geléia, qualquer coisa. E vendemos também as vitaminas FDC.

LOU: Vocês fazem a venda sem fazerem um anúncio?
CARLOS AUGUSTO: Não, não botamos anúncio, nós só vendemos.

LOU: É uma luta mesmo.
CARLOS AUGUSTO: É uma luta diária, e temos muita concorrência. A concorrência é enorme. Nós vamos num local, onde você vai vender, tem oito, dez diferentes lá.

LOU: Mas em que consiste esse trabalho? Vocês vão lá, dão amostra grátis...
CARLOS AUGUSTO: Damos amostra grátis. Você leva a mensagem do laboratório.: "Doutor, isso aqui é um produto X que estamos lançando" ou "esse produto já foi lançado e nós queríamos lembrar ao senhor", "ele consiste nisso assim e as indicações são essas aqui, que o senhor já deve conhecer..." E ressalta algumas vantagens do produto, sem tomar muito tempo do médico. Porque isso é muito importante. Ainda mais hoje, porque o médico não tem muito tempo a perder. Você tem que condensar suas palavras, pra vender o seu peixe rapidinho...

LOU: E como é que vocês ganhavam dinheiro com isso? Quer dizer, ganham até hoje.
CARLOS AUGUSTO: Você tem um salário e uma comissão nas vendas.

LOU: Mas além de dar a amostra, você também vende o produto pros médicos?
CARLOS AUGUSTO: Você vende os produtos nas farmácias, nas drogarias... Porque na minha época, tinha propagandista e vendedor, depois juntaram o vendedor ao propagandista.

LOU: E vocês têm quantos vendedores?
CARLOS AUGUSTO: Nós temos 8 vendedores.

LOU: Aqui no Rio. E no Brasil?
CARLOS AUGUSTO: Nós só representamos aqui no Rio, fora não. Porque é muita coisa. O Henrique, que é um farmacêutico, também é aposentado.

LOU: Mas é bem distribuída essa vitamina; todo mundo quase tem.
CARLOS AUGUSTO: É bem distribuída. Porque nós pegamos as redes. Por exemplo, a Descontão, tem 90 farmácias; a Pacheco tem cento e tantas drogarias; então, você vendendo pra Pacheco, você está vendendo pra mais de 100 pontos de vendas.

LOU: Você vive empolgadíssimo, nessa atividade toda.
CARLOS AUGUSTO: É continuo com o mesmo entusiasmo.

LOU: E quantos anos você tem?
CARLOS AUGUSTO: Eu tenho 80 anos, vou fazer 81 em 24 setembro, se Deus quiser.

LOU: Eu sei que nas horas vagas, você conta anedota!
CARLOS AUGUSTO: Conto, pros meus amigos.

LOU: Você tem uma multidão de amigos! Eles lotam vários auditórios, pois já vi você, no palco, contando suas piadas.
CARLOS AUGUSTO: (Risos) Tenho, sim, muitos amigos.

LOU: Seu lazer é esse, fazer os outros rirem.
CARLOS AUGUSTO: Eu sempre fui extrovertido. Em qualquer lugar que eu tenha ido, sempre procurei fazer amigos dentro do respeito possível; e a gente, também, não pode se exceder em nenhum momento. Então, graças a Deus, eu sou muito respeitado e respeito todos os meus amigos e minhas amigas.

Porque eu, nessa profissão, por isso que eu falo pra vocês, a propaganda é muito bonita, a propaganda e a venda são lindas, porque você planta com o médico e colhe, nas farmácias e nas drogarias, aquele trabalho seu. Você vai lá e vê se o trabalho foi bem feito; você vai colher. E é uma profissão digna de qualquer um. Você vê que eu e minha esposa criamos dois filhos. Temos um médico e uma dentista. Essa dentista foi pra Marinha e tirou o 1º lugar entre 8.500 candidatos. Chama-se Márcia Moreno Carrilho.

LOU: E o outro filho?
CARLOS AUGUSTO: Nosso outro filho é médico e fez estágio no Hospital Miguel Couto com Lídio Toledo, Nova Monteiro; então, ele também é muito respeitado como médico, ortopedista, Sérgio Moreno Carrilho. Consultório no Jardim Botânico, 700 - 2º andar, na Clínica Martinelli, que é muito amigo dele e trabalha com ele.

LOU: O Nova Monteiro foi nosso entrevistado também. Um grande professor e pioneiro da ortopedia. Foi ele quem criou a Clínica de Ortopedia do Miguel Couto.
CARLOS AUGUSTO: Antes do meu filho se formar, eu visitei o Nova Monteiro no hospital, passei filmes pra ele, quando era do Sqquib; a gente passava filmes científicos pra esses grupos de médicos e grupos de alunos.

LOU: Parabéns!
CARLOS AUGUSTO: A nossa profissão é digna e, hoje em dia, precisa muito aumentar.

LOU: Aumentar, porquê? Tem poucos representantes?
CARLOS AUGUSTO: Eu acho que, ainda pelo número de laboratórios, poderia ter um pouco mais.

LOU: E quanto pode ganhar um representante de laboratório?
CARLOS AUGUSTO: Olha, eu estou um pouquinho fora do mercado. Porque há muito tempo não tenho condição de saber.

LOU: Mais ou menos, quanto seria a comissão?
CARLOS AUGUSTO: De um representante deve estar em torno de 3.500 a 4.000

LOU: E eles conseguem a chegar a isso?
CARLOS AUGUSTO: Conseguem. Tem laboratório que até paga mais. Gerentes ganham salário mais comissão, 5, 6 mil reais.

LOU: Tem muitas mulheres neste campo? Porque antigamente só tinha homem.
CARLOS AUGUSTO: Tem muitas. Antigamente não tinha; agora, tem as mulheres puxando aquele carrinho. Já vi várias aqui na zona sul.

LOU: É bom saber. Que prazer imenso conversar com você e ver sua animação toda. O nosso Site agradece muito a você. Agora, gostaria que você mandasse um recado pros "Velhos Amigos".
CARLOS AUGUSTO: Muito obrigado, foi um prazer estar aqui e mando uma mensagem de muitas felicidades, de paz e amor pra todos os meus amigos do site.
E eu aconselho o seguinte: ter muita força de vontade, ter muita saúde, não desperdiçar a saúde com qualquer coisa, com bebidas, principalmente tóxicos.
Meus amigos, fiquem longe deles, por favor, essa palavra não existe no dicionário do nosso trabalho. Fumo, prejudica a saúde também. Não fumem! Aí, sim, vocês vão ter disposição para o trabalho até a idade que eu tenho.

LOU: Ou mais.
CARLOS AUGUSTO: Quem sabe? Do jeito que vão as coisas, é mais.

CARLOS AUGUSTO: Muito obrigado. Em determinado momento, eu fiquei bastante emocionado em poder narrar a minha vida pra vocês e pensar que alguém possa seguir os meus conselhos.

LOU: Agora, peço uma piada pra encerrar a entrevista.
CARLOS AUGUSTO: Uma senhora foi ao médico e quando chegou lá, o médico perguntou, entre outras coisas:
- Minha senhora, quando a senhora tá transando, a senhora costuma conversar com seu marido?
- Quando tem um telefone perto, eu converso.

Revisão: Anna Eliza Fürich

Autor(a): Maria de Lourdes Micaldas

 

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