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INFORMAÇÃO / GENTE EM FOCO

CARLOS EDUARDO NIEMEYER
publicado em: 11/01/2016 por: Netty Macedo

 

Fotógrafo Carlos Eduardo Niemeyer, de 60 anos, procura patrocinadores para publicar novo livro sobre o arquiteto


Kadu no táxi: ‘Aqui fiz grandes amigos’ - Pedro Teixeira / Agência O Globo

RIO — Quem é fã do arquiteto Oscar Niemeyer provavelmente já visitou alguma dessas exposições de fotos: “Niemeyer por Niemeyer”, “Oscar Niemeyer: arquiteto, brasileiro, cidadão” e “Oscar Niemeyer — 100 anos: poética da forma”. Era um trabalho em família: o autor das imagens, Carlos Eduardo Niemeyer, o Kadu, rodou o Brasil e o mundo ao lado do avô para expor registros das mais célebres obras do arquiteto. Ganhou reconhecimento e muito dinheiro. Morou em Paris e expôs em países como Rússia, Itália, Japão e Chile. Hoje, no entanto, não é preciso ir tão longe para conseguir conversar com o fotógrafo. Pouco mais de três anos após sua última mostra, na Argentina, Kadu, de 60 anos, pode ser encontrado na Praça Santos Dumont, no Baixo Gávea, onde trabalha como taxista, como noticiou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO.

A reviravolta na história ocorreu depois que ele passou a fotografar moda. Ao mesmo tempo, começou a se dedicar a um livro de sua autoria, “Curvas”, ainda sobre o avô. Foram quase quatro anos de produção, e a procura por patrocinadores continua. Durante esse tempo, Kadu, que é filho da decoradora Anna Maria Niemeyer, a única filha do arquiteto, viu sua renda encolher — o patrimônio da família teve uma redução de cerca de 80%. Foi quando nasceu a decisão de se tornar taxista:

— As primeiras semanas foram muito difíceis, deprimentes. Eu perguntava o que estava fazendo atrás de um volante. Mas foi apenas um choque inicial. Hoje, trabalho no ponto não só por necessidade financeira, mas por prazer. Mesmo se voltar a expor, não pretendo largar o táxi. Aqui fiz grandes amigos, além de ser uma profissão digna como qualquer outra.

A rotina é árdua — começa às 7h e não tem hora para acabar. Mas, mesmo circulando pelas ruas da cidade, Kadu não perde o contato com sua arte. Ele conta já ter três convites para expor suas fotos, um deles em Genebra (Suíça).

— Também devo apresentar meu trabalho em Recife e Mato Grosso. Quero continuar expondo. É o que sei e gosto de fazer. Mas estou muito feliz aqui (no táxi). Amo esse contato com as pessoas.

Autor(a): Dayana Resende
Fonte: Jornal O Globo
Colaborador(a): Beatriz Meneses

 

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