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EDITH PIAF E THÉO SARAPO - LIÇÃO DE AMOR
publicado em: 12/01/2016 por: Netty Macedo

Confesso que hoje estou desmotivado. E daí é que resolvi escrever alguns fragmentos da vida de uma mulher extraordinária: Edith Giovanna Gassion ou Edith Piaf, como é mundialmente conhecida (1915-1963).
Pode ter alguma lógica nisso. A forma como viveu, principalmente os últimos anos de vida, é uma lição de determinação.

Até hoje, além da voz e das canções lindas por ela cantadas, só sabia que era uma pessoa de personalidade forte. Não imaginava que por trás daquela expressão profunda, daqueles punhos cerrados ao ser filmada em 1961 cantando Non, je ne regretterien (Não, eu não me arrependo de nada), música composta em 1954, ela estaria talvez projetando uma resposta aos milhares de indagações do público sobre a sua conturbada vida amorosa, que assim seguiu até o último minuto de vida ao lado do então marido, Théo Sarapo, 20 anos mais jovem e, segundo ela, o seu maior e mais verdadeiro amor. 

Darei um salto na sua sofrida e intensa história de vida para focar neste último romance pouco divulgado. O que mais se comentou na ocasião foi que Piaf havia se envolvido com um jovem e belo homem - um cabeleireiro grego - que estava mais interessado na sua fama e fortuna.

Contra tudo e todos, ambos se casaram em 1962,um ano antes da morte de Edith Piaf. Ela, aos 46 e ele, aos 26.

Sarapo foi o único herdeiro dos direitos discográficos e cinematográficos da cantora e atriz e, durante os sete anos que se seguiram após a morte de Piaf (em 1963), o viúvo manteve-se silente perante o falatório que correu o mundo: que se tratava de um gigolô oportunista. A sua indiferença parecia confirmar o que a mídia e as pessoas buscavam saber.

Após todo esse período, enfim, Théo Sarapo voltou às notícias pelo seu impressionante suicídio.

Com pouco mais de 30 anos de idade, ele pôs um ponto final naquilo que pareceu ser a sua missão na vida, além de amar Edith Piaf: o pagamento de todas as dívidas deixadas como "herança" pela sua amada.

O grave estado de saúde nos últimos anos de vida, devido aos excessos com o álcool e mais essencialmente pela morfina, droga que trazia alívio as dores que sentia após as sequelas deixadas pelo terrível acidente de carro sofrido em 1958, Piaf usou quase todo o dinheiro em tratamentos, internações e alguns gastos a mais nos últimos meses de vida. No ano de seu falecimento, ela alugou uma mansão de 25 cômodos na praia, na qual promovia rega-bofes diários.

Sem se importar com todo o falatório, Sarapo seguiu em frente saldando as obrigações pecuniárias como podia, uma após a outra, até limpar totalmente o seu e, principalmente, o nome de sua mulher.

Feito isso, suicidou-se após deixar um bilhete na sua cabeceira, no qual escreveu: Por toi, Edith, Monamour.

Durante o período de viuvez, jamais o viram com outra mulher.

Fonte: Fonte e fotos: "Lições de Amor. Biografia de Edith Piaf" e Wikipédia - Internet

 

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