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INFORMAÇÃO / GENTE EM FOCO

ELZA SOARES
publicado em: 13/01/2016 por: Netty Macedo

"Quero que as pessoas possam me olhar e que eu possa me sentir digna com aquele olhar. E que eu possa transmitir também pra pessoa que tá me olhando essa mesma dignidade, essa mesma sinceridade."
Matéria publicada em 21/01/2003

Nasceu de Adelino Gomes e Rosária Maria Gomes da Conceição, uma "cabrita" de raça, que pula, canta e dança, dando uma incrível demonstração da sua capacidade vocal e do seu fôlego no palco. O apelido, dado pelo pai na infância, cabe-lhe como uma luva até hoje, já que ela é o fenômeno Elza Soares.

Fui recebida no camarim do Teatro Rival, pouco antes dela entrar em cena. Lanchava frutas variadas com fatias de queijo branco. Os artistas, de um modo geral, especialmente os cantores, permanecem em isolamento antes de se apresentarem, pois precisam economizar energia e descansar a voz.

Logo que entrei, fiquei completamente desconcertada por interromper-lhe a refeição. Propus voltar depois. Com seu jeito descontraído, foi logo dizendo que não precisava de nada disso.

Foi assim, numa completa descontração e sem estrelismo, que Elza Soares soltou o verbo nesta entrevista:

LOU - Me diz seu nome todo. Quando faço minha entrevista, eu gosto de saber como foi a infância, a travessura que você fazia, se tocava a campainha na casa do vizinho, se pulava muro, se subia em árvore, como eu; fatos bons de recordar e outros marcantes da sua trajetória e que vão mostrar o outro lado da sua vida, o mais sentimental, íntimo.
ELZA - Maravilhoso.

LOU - Ligo o gravador pra que você fale livremente, sem ser do tipo pergunta - resposta...
ELZA - Bom, meu nome é Elza da Conceição Soares. Quer dizer, Elza Gomes da Conceição, pois a minha família é Gomes e esse Soares é do casamento, Elza da Conceição Soares. A minha infância foi uma infância de pobre,
mas tenho boas recordações dos poucos momentos que eu pude brincar.

E hoje estou revivendo uma emoção muito grande. Reencontrei o meu primo, que é o meu irmão, que é o pai da minha prima, que hoje é minha secretária de tudo, uma capacidade, que é a Denise.

Lembro que fui uma criança que mamava nas cabras. Aliás, eles me davam um dinheiro pra tomar conta das cabritinhas para que amamentassem os cabritos, só que as cabras não amamentavam os cabritos; elas amamentavam a mim e era muito bom.

LOU - Mamar nas cabras te fez muito bem...
(risos)
ELZA - Muito bem! Subia em árvores, adorava atiradeira, adorava soltar pipa, adorava fazer balão, entendeu? Tudo que era de mais perigoso assim... Não existia nem computador, nem televisão. Mesmo que existissem, seria impossível ter essas coisas na minha casa, porque a gente não tinha nem como comprar esse tipo de coisa, né? Mas, eu brincava de pular corda e achava muito gozado, eu gostava de me arranhar nas cordas, nas cercas de arame farpado...Eu era uma coisa muito séria...

LOU - Você tinha irmãos?
ELZA - Somos seis.

LOU -Todos foram levados assim?
ELZA - Não. Só eu. A mais danadinha era eu. Tinha o apelido de cabritinha. Pra você ver como é que eu era uma praguinha. Foi por isso que meu pai me casou tão cedo. Ele tinha um medo louco que eu "desse" a coisa antes de casar.

LOU - E naquele tempo não podia.
ELZA - Não. Não podia dar nada, só podia receber. Ele esqueceu que é dando que se recebe.

LOU - Como era o nome de seu pai e o da sua mãe?
ELZA - Adelino Gomes e Rosária Maria Gomes da Conceição.

LOU - Eles ainda estão vivos?
ELZA - Não. Então, eu fui um tipo de criança que sempre gostei muito de cantar. Meu pai tocava violão e tinha uma tia que cantava no Municipal, que era Madame Ismênia, tocava piano, tinha uma voz maravilhosa, igual a do meu pai. Eu já puxei o lado do meu pai que era cantor de seresta, violão. Sempre gostei muito de mexer as cadeiras, sambar, corpinho gostosinho, bem jeitoso. Então eu acho que fui uma menina, apesar de não ter tido adolescência. Passei de criança à mulher. Eu acho que a minha adolescência, graças a Deus, é eterna. Foi até bom porque muitos vivem só um período. Até nisso eu sou uma criatura privilegiada. Porque você só pode ser adolescente até certo ponto, depois acabou. Então, como eu não sabia o que era isso, acho que vivo ela eternamente.

LOU - Aquele romantismo de adolescente, aquela paixão pelo amor, não é?
ELZA - Completamente. Sou "apaixonadésima". Me amo demais, sabe? Gosto muito de mim. Pra te amar primeiro, tenho que ter muito amor por mim, senão não vou te amar. Eu sou esse tipo de pessoa que acredita em Deus sobre todas as coisas. Só sou o que sou porque, primeiro, eu acredito em Deus. Sem Deus, nada! Acredito que ser humano nenhum possa ser alguma coisa sem a presença do Divino.

LOU - Quando você era criança já cantava com seu pai, já apresentava esse dom. Mas, como foi que você ingressou na carreira artística?
ELZA - Forçada. Meio assim. Meu filho mais velho, o João Carlos, que é o Carlinhos, ficou gravemente doente e eu precisava de dinheiro pra cuidar do meu filho.

LOU - Você casou cedo?
ELZA - Com doze anos. Com doze pra treze anos eu já era uma senhora e precisava curar o meu filho. Como? Existia um programa fantástico, que era o programa do Ary Barroso, com uma audiência incrível. Aí eu fui ao programa. Ele foi meio que cruel porque eu peguei uma roupa da minha mãe e eu pesava acho que 36 ou 35 quilos, por aí. Uma senhora com 35 quilos! E minha mãe pesava um bocadinho mais: o dobro! (rsrsrs) Peguei a roupa, muitos alfinetes para que fossem colocados nas sobras dos panos e fui pro Ary Barroso. Quando chegou a hora dele me chamar, ele chamou Elza Gomes da Conceição. Eu não falei que era Elza Soares porque achei que alguém ia descobrir. Coisa de juventude, de criancice. Quando eu saí do banquinho pra encontrar o Ary Barroso no microfone, ele tomou um susto tão grande com a minha figura, que me olhou e disse:
- Aproxime-se. O que você veio fazer aqui? Eu disse:
- Olha seu Ary, que eu saiba, aqui as pessoas cantam. É um programa de calouros. Ele disse:
- Você, por acaso, canta? Você sabe cantar?
Eu disse: - Bom, acho que sim. E todo mundo ria muito por causa dos alfinetes da minha mãe, da maria-chiquinha nos cabelos. Era um Etzinho, uma coisa estranha mesmo.
Aí ele disse: - Bom, tudo bem, mas primeiro você vai me responder de que planeta você veio. (rsrsrs) Aí, aquilo pegou na veia e eu disse:
- Sr. Ary eu venho do mesmo planeta seu.
E ele disse: Qual é o meu planeta?
Eu disse: - Planeta fome.
Aí todo mundo se calou; voltou, botou a bundinha na cadeira e, aí, eu disse o nome da música que eu ia cantar.

LOU - Você tinha quantos anos nessa época?
ELZA - Treze anos.

LOU - Já era uma criança destemida, corajosa. Enfrentar Ary Barroso! Tinha gente que tremia, gaguejava e desistia.
ELZA - Aí, eu cantei Lama. Aliás, é uma música que canto no meu show. Aí eu disse o nome dos autores era uma coisa que tinha de bom naquela época: você não podia cantar uma música, sem primeiro anunciar os autores. Hoje, todo mundo canta e você não sabe de quem é a música, quem compôs. Entendeu? Na época do Ary tinha essa exigência. Aí ganhei nota cinco, fui pra casa de carro. Foi chique demais.

LOU - E o Ary Barroso não se derreteu todo, depois de você mostrar seu talento?
ELZA -Acabei de cantar nos braços do Ary Barroso e ele dizendo: - Senhoras e senhores, neste exato momento nasce uma estrela. Eu, com a minha pura inocência ou ignorância, não sei, comecei a olhar pro teto pra ver onde que nascia uma estrela, assim à toa. Aí, vendo aquele negócio fechado... Estrela? Já me assustou muito. Até hoje acho que você ser comparada a uma estrela é uma presunção. Eu não sou nada disso. Eu sou um ser humano como qualquer outro, cheia de defeitos e pecados e lado bom também.

LOU - Mas é o brilho, o brilho da estrela. Você mostrou este brilho pra ele!
ELZA - Eu acho que você planta este brilho. Aí você pode colher também. E tem uma lembrança também muito boa que eu saí, peguei um táxi e o motorista era um português e, quando foi aproximando de casa - eu morava na Água Santa - tinha uma multidão me aguardando. Era minha família. Eu sei que vi correia, vi cinto, vi uma porção de coisa. Eu pensei: - Vou apanhar pra cacete. E eu ia apanhar mesmo. Aí eu disse pro português: - Pára aí. Eu não tenho dinheiro pra lhe pagar. Aí ele me olhou e eu disse que era pra ele não ficar assustado, que ele sabia que eu tinha ganhado nota cinco, mas o dinheiro só pagariam quarta-feira. Aí o Sr. vem me buscar aqui. Eu moro aqui, naquele barraquinho lá em cima. Às duas horas, o Sr. me pega aqui que eu vou lhe pagar a corrida de hoje e lhe pago a de quarta-feira também.

LOU - Foi um bom dinheiro que você conseguiu?
ELZA - Era muito dinheiro! Era cinco contos, cinco mil, cinco não sei o quê, mas era grana. Deu pra salvar o meu filho, deu pra ficar prosa uma temporada. Aí, boa de grana ...
LOU - E seus pais te aceitaram bem?
ELZA - Aceitaram. Eu disse: - Se me bater, ninguém leva um centavo! Aquele que levantar a mão, não vai ver o cheiro do dinheiro. E eles pensavam que eu já tinha recebido o dinheiro, mas não tinha recebido o dinheiro ainda. E este português que, às vezes, faço força pra me lembrar o nome dele, foi a pessoa que mais acompanhou minha carreira. Toda parte em que eu chegava, estava esse senhor. Só cobrou a corrida de domingo. A de quarta-feira, ele deixou pra lá...

LOU - Eu tô toda arrepiada. Aliás, você sempre me arrepia, quando você canta... Eu me lembro que ficava toda arrepiada quando você tava iniciando a sua carreira. Porque você é diferente de todo mundo! Teu ritmo, tua maneira de cantar...
ELZA - E ficou um amigo, que eu não sei se já faleceu, mas em todos os shows ele dizia: - Estou presente, hein? Eu achava aquilo o máximo! Eu abraçava, dava beijo nele, conheci a família dele toda. E foi assim que nasceu uma Elza Soares!

LOU - E daí pra frente você começou a ser convidada pra cantar em outras rádios....
ELZA - Em outras rádios, em outros lugares, conheci muita gente. Fui a primeira cantora a ganhar uma medalha que eles fazem.. Ih, meu Deus do céu! Aquele medalhão que todo mundo recebe faz um escândalo danado. Uma honra do Estado. Fui a primeira a receber.
Digo assim, como cantora popular, mulher, negra, pobre, eu acho isso de uma grandiosidade... não sei. Fui tomar o chá das quinze horas lá na Academia Brasileira de Letras.

LOU - Quando foi isso?
ELZA - Logo no princípio da carreira também.

LOU - E como garota, você não sentia timidez nenhuma de estar no meio dessa gente importante?
ELZA - Eu nunca vi importância. Nunca vi ninguém mais que eu, porque nunca fui mais que ninguém. Então não tava me dizendo absolutamente nada. E ganhei o título de embaixadora da MPB, dado pelo Negrão de Lima, que eu acho que deve ser muito importante e que nunca procurei, pois eu quero é respeito. Quero que as pessoas possam me olhar e que eu possa me sentir digna com aquele olhar. E que eu possa transmitir também pra pessoa que tá me olhando essa mesma dignidade, essa mesma sinceridade. Porque a gente tá aqui trocando almas, trocando amor. Porque, às vezes, você recebe uma comenda e essa comenda não tem o sentido do amor, não tem o sentido daquilo que você busca que é a paz, que é a saúde, que é a dignidade e atitude. Isso eu gosto muito. Isso eu busco muito. Embora tenha tropeçado muito por ser assim, chutei muita pedra.

LOU - E se machucou muito?
ELZA - Me machuquei bastante mas, nada tão difícil que um merthiolate não desse um jeito. Que um band-aid não curasse.

LOU - E quais foram os obstáculos maiores que você encontrou na sua vida?
ELZA - Eu já disse que ser mulher, pobre, negra foi muito difícil. Não gosto muito de falar da minha vida com o Mané porque eu acho que foi o obstáculo maior da minha vida. Porque todo mundo sabe que o Garrincha foi o grande ídolo deste País, mas foi o ídolo mais pobre que o País já fez. Então eu acho que o País me deve muito por isso. Toda hora eu tô dizendo vocês me devem, hem?

LOU - Na decadência dele tava você, ali do lado, dando muito apoio a ele...
ELZA - Acho que foi a minha obrigação. Estava ao lado dele e tinha que ser. Eu acho que deveria ser assim, nada mais.
Mas eu acho que houve uma injustiça muito grande. Mas vamos falar da beleza da música, que eu acho que a música foi uma recompensa imensa que eu tenho. O ano de 2002 foi saudável, graças a Deus, ganhei o melhor disco do ano, ganhei o melhor show do ano. Há três anos atrás ganhei o título que acho que ninguém vai receber mais, que foi a Cantora do Milênio pela BBC de Londres. Então eu acho que tudo isso é o reconhecimento de Deus... Dos céus.

LOU - Você só teve esse filho, que você salvou, ou você teve outros filhos.
ELZA - Eu nunca fui muito parideira. Eu tive só nove! (rsrsrs). Tive nove filhos.

LOU - E quantos maridos?
ELZA - Meus filhos foram todos de um marido.

LOU - Todos daquele que foi pai daquela primeira criança?
ELZA - Quase todos dele. Do Mané, eu só tive dois. Tive sete filhos com o primeiro marido.

LOU - Ele também deveria ser um garoto, não é?
ELZA - Ele tinha um pouquinho mais que eu. Acho que uns cinco anos mais que eu.

LOU - Era também uma criança. Se você tinha treze, ele teria uns dezoito anos. E, no entanto, os dois assumiram as responsabilidades.
ELZA - Assumimos. Saíamos na porrada pra cacete. Brigava pra cacete, porque eu queria soltar pipa, jogar pião, bolinha de gude e não era possível porque tinha sempre um bebê chorando. E eu chorava muito junto com as crianças, porque achava que era impossível aquilo estar acontecendo comigo, mas tava acontecendo.

LOU - Mas você também era criança.
ELZA - Também.

LOU - Tinha o choro da criança dentro dessa mulher forte.
ELZA - Ainda existe. Por isso a capa do meu CD é aquela criança. Eu pretendo mantê-la viva por muitos anos. Porque eu acho que é essa criança que me faz tão forte às vezes e tão frágil ao mesmo tempo.

Quando você é muito forte, você é muito frágil. Quando você é muito corajosa, é porque você tem muito medo.

LOU - Você está protegendo a criança que existe dentro de você, por isso você se fortalece.
ELZA - Então, quando tem essa coisa de você ter medo e ter coragem é porque você tem medo. Você não vai aonde o perigo tá acontecendo. É óbvio. A gente tá aí passando pras pessoas essa maneira de viver. Acho que se todos dessem as mãos, se as pessoas fossem mais amigas, se as pessoas se respeitassem mais, não ia se falar em guerra, porque não seria preciso fabricar arma. Acho que a maior arma é o beijo. A maior arma é o abraço. Eu gostaria, se fosse possível, porque a gente sabe que não é possível.

LOU - E você agora tá namorando?
ELZA - Tô namorando, tô vivendo com uma pessoa, há quase dois anos, muito bem, graças a Deus. Só que ele é um senhor de ...26 anos, bem mais velho que eu e toma conta de mim.

LOU - (rsrs) Continua a criança indomada! Aquela cabritinha, que faz ele se encantar.
ELZA - Completamente. Eu acho que sim. Esse meu lado de tomar atitude... tem muita atitude também.

Depois de bisar 4 músicas dançando e fazendo suas cabritices, ela se senta no chão do palco e se junta ao público, que a esta altura, está todo de pé cantando.

LOU - E você explode de amor, no brilho dos seus olhos.
ELZA - Eu acho que é o que te faz viver. É o amor. A hora em que você não amar, a hora em que você não acreditar mais, você não precisa mais viver. Eu acho que você tem que acreditar no amor, acreditar naquilo que você faz e aí você consegue viver.

LOU - Beleza!
ELZA - Eu não digo que você viveria com tranqüilidade, porque o mundo não é tranqüilo. Por mais tranqüila que você possa ou venha a ser, você sabe que ao seu lado tem alguma coisa que é intranqüila. Mas pela sua tranqüilidade, você briga por ela.

LOU - Você falou pra mim que apesar de ser negra, ser pobre, ser mulher, você venceu os obstáculos. Seriam o preconceito? Você sofreu muito preconceito?
ELZA - A gente sabe que ele tá aí. Aqui no Brasil ele vive escondido em qualquer canto. Mas quando você tem dólar, você compra, você fica loira de olhos azuis.

LOU - Mas antes de você ter o dólar, sofreu muito?
ELZA - Lógico! Muito. E o preconceito continua assim pra quem não tem grana.

LOU - Mas você não se abalava né? Mandava às favas.
ELZA - Mandava às favas. O mais importante é o palco, o mais importante é o amor, o mais importante é você tá viva. Às vezes eu digo assim: - O meu futuro é agora, o meu nome é "now" (palavra em inglês que significa agora). E eu me considero o dólar, que mesmo lá embaixo estou sempre em alta. Viva nós!

LOU - Por falar em alta, você parece uma menina, com tudo em cima, no lugar. Você malha muito?
ELZA - Malho duas horas por dia, todos os dias da semana, e me alimento de tudo que é saudável. Não bebo e nem fumo.


LOU - Você é um exemplo de pessoa e eu queria que você desse um recado pros Velhos Amigos.
ELZA - Velhos Amigos são essas pessoas que a gente ama muito, não é?

LOU - É.
ELZA - Viva agora. Não pense no amanhã, porque o amanhã é sempre incerto. Mas o "agora", você tem ele contigo. Seja feliz agora, ame muito, não tenha preconceito por nada, seja você sempre. Estique seu dedo e assuma sua atitude de ser humano e viva, mas viva muito!

LOU - Porque as pessoas às vezes me escrevem. No site, tem uma seção, chamada "Mande seu Recado". Muitas mulheres escrevem pra mim, contando diversos problemas, e muitas têm um medo terrível de envelhecer. O que você aconselha a elas, visto que o amadurecimento é uma coisa natural da vida?
ELZA - Meu Deus do céu! Mas é uma coisa natural da vida ainda mais agora, com tanta plástica maravilhosa, vai ter medo de envelhecer? Com recursos, tantos cremes, tantas coisas maravilhosas. Dá amor e seja amada, não tenha medo, vá à luta! Eu nem sei que idade eu tenho. Eu tenho 24 horas de vida, sempre.

LOU - Ai, que lindo isso. Porque as pessoas se preocupam muito com a idade cronológica!
ELZA - Isso não existe!

LOU - E você é a prova disto.
ELZA - Eu tenho 24 horas por dia e sou feliz, feliz, feliz.

LOU - Qualquer pessoa que tenha medo de passar pro "enta" que venha ver!
ELZA - Venha cá. Mas venha com toda força, com toda fé, que você vai ver o que é viver.

LOU - Muito obrigada Elza Soares.
ELZA - "I love you so much, my baby! Eu não sei se é "so much", acho que é "too much", salsa, cebolinha, alho todos os temperos... (rsrsrs)

LOU - (rsrsrs) Tudo que faz bem.
ELZA - Tudo que faz bem. I love you.

LOU - "I love you" também.
ELZA - Thank you.

MOMENTOS ESPECIAIS
Elza Soares dá uma verdadeira demonstração do seu domínio vocal ao manter um diálogo harmônico com o tecladista, emitindo, no mesmo tom, os efeitos sonoros correspondentes à linha melódica executada pelo tecladista.

APOTEOSE
Levado ao delírio,
o público aplaude de pé
 
Revisão: Anna Eliza Führich

Autor(a): Maria de Lourdes Micaldas

 

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