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INFORMAÇÃO / GENTE EM FOCO

EURICO DUBEUX
publicado em: 14/01/2016 por: Netty Macedo

Matéria publicada em 22/09/2002

Lou - Qual o seu nome todo?

Eurico - Eurico Guimarães Dubeux

Lou - Que dia, mês e ano você nasceu?

Eurico - Eu não acredito, mas pelo que meu pai e minha mãe dizem, foi no dia 27 de dezembro de 1935. Acho que eles estão errados.

Lou - Por quê?

Eurico - Porque não acredito que eu tenha toda esta idade. Acho que isso foi um erro de cartório, erro de memória do meu pai e da minha mãe, mas não acredito que eu tenha nascido em 1935, não.

Lou - Você se acha muito mais novo?

Eurico - Tô com 14 anos.

Lou - Mas me diz uma coisa. Eu sei que ao longo de sua vida, você acumulou inúmeras experiências nas mais variadas atividades profissionais e também uma boa soma de casamentos e mais de mil babados. Começa pelo início... você tinha muitas namoradas?

Eurico - É porque eu tive muita sorte na minha vida, na época das paqueras. O mundo naquela época estava fascinado por um cidadão chamado Marlon Brando. Marlon Brando era um grande artista e esse cidadão teve um filme muito famoso chamado O Selvagem da Motocicleta. Naquela ocasião, diziam que eu era parecido com Marlon Brando, e eu tinha uma motocicleta, que era uma das mais potentes do Rio de Janeiro, era uma HRD, Vincent inglesa de 1000cc. No Rio de Janeiro, eu não conhecia outra. E eu morava praticamente em cima desta motocicleta, de manhã, de tarde, de noite.

Lou - E com isso...

Eurico - E com isso, evidentemente, dava margem para as conquistas, as amizades... Eu me relacionei muito bem com todo mundo. E começou tudo por aí.

Lou - E você casou cedo?

Eurico - O primeiro casamento foi com 22 anos de idade.

Lou - E com quem você se casou, quer falar?

Eurico - Claro, porque não? Carmem Bezerra de Mello Berardo.

Lou - E depois desse casamento você teve outros? Quantos? Não precisa enumerar o nome de todas, se não quiser.

Eurico - Não, não teve mais nenhum não.

Lou - Olha...! Não casou com mais ninguém? Nem morou junto?

Eurico - Oficialmente não.

Lou - Agora sim, entendi...Você refez a sua vida amorosa?

Eurico - Realmente teve uma criatura que até o dia de hoje é a eleita.

Lou - Ai, que lindo! Qual o nome dela?

Eurico - Andréa Máximo de Oliveira. É o máximo!

Lou - Ela parece uma artista de cinema.

Eurico - Sendo que com a Carmem, a primeira, eu tive quatro filhas. Eu só fiz o que é bom. Só fiz mulheres! Mas com Andréa não tive filho nenhum. Porém, ela já tinha uma filha, chamada Érica que evidentemente gosto também muito dela. Agora, as outras três filhas são pela ordem: Adriana, Alessandra, Daniela, e a quarta Isabela.

Lou - Belos nomes. Você foi um homem que sempre teve sonhos e criou coisas novas. Qual foi a sua primeira invenção? O primeiro negócio?

Eurico - Na verdade é que não foram talvez invenções minhas. Meu pai foi um homem muito dinâmico no Rio de Janeiro, numa época em que tudo era mais fácil do que nos dias de hoje. Eu o acompanhava. E o meu pai teve os mais variados, tipos de negócios no Rio de Janeiro e eu aprendi com ele.

Lou - Qual era o nome do seu pai?

Eurico - Arthur Amorim Dubeux

Lou - E sua mãe?

Eurico - Emília Guimarães Dubeux, ambos mortos . Meu pai foi presidente da Bohêmia, Cia. Cervejaria Bohêmia e eu passei lá uns três anos. Existe até hoje, em Petropólis. Hoje em dia é da Antárctica. Naquela ocasião, era a cerveja mais disputada e aí, evidentemente, eu passava o dia inteiro dentro da Bohêmia aprendendo como se fazia aquela brincadeira toda. Não era uma grande fábrica, mas a tecnologia meu pai importou da Alemanha, as máquinas eram muito modernas e muito interessantes.

Lou - Mas eu quero saber de você, o que você fazia?

Eurico - Pois é, mas aí eu passei muito tempo em Caxambu, nos Hotéis de Caxambú, no Parque de Caxambú, etc e tal. Tô falando de mim, dentro daquelas engrenagens da água mineral Caxambú, onde meu pai era o presidente. Posteriormente, meu pai foi presidente da Construtora Corcovado, que era a maior construtora do Rio de Janeiro, naquela época. Ele construía "apenas" 1.100 apartamentos. Houve até um crime muito famoso, do presidente da empresa. Ele se chamava André Cateyson. André Cateyson parou no Posto Frederico, aquele posto que, hoje em dia, está debaixo do Rio Sul, para pôr gasolina, quando um cidadão lhe deu dois tiros pelas costas.

Lou - Corta! Vamos falar de coisas boas.

Eurico - Sim! Meu pai era muito amigo dele, e ficou presidente e eu me diverti muito com essa história de construção (rsrs). Porque realmente eu acompanhava ele, embora não tivesse vivência direta, mas não deixava de ser um grande aprendizado.

Lou - Quando você começou a trabalhar? Você teve uma oficina de aviões?

Eurico - Taí, esse foi um pitaco que eu achei muito interessante na minha vida! Meu pai também possuía uma oficina de aviação lá em Manguinhos, perto da Refinaria de Manguinhos, era justamente o Aeroclube de Manguinhos. Ali nós tínhamos uma empresa chamada SAM - Serviços Aéreos de Manutenção Manguinhos, que era a maior empresa de conserto de aviões particulares, vamos dizer assim: não havia aviões de carreira, tipo Vasp, Varig, etc e tal. Mas, um belo dia, aconteceu de um Caravelle, cheio de deputados, sair do aeroporto do Galeão e o piloto se enganou e, ao invés dele tomar a esquerda, porque em frente ele jamais poderia ir - todos os aviões que saíam do Galeão não podiam sair em linha reta.

Lou - Por quê?

Eurico - Porque tinha o Aeroclube onde se faziam muitas experiências e conserto de aviões. O Aeroclube era justamente para a turminha treinar e, além disso, era muito próximo à Refinaria de Manguinhos e óbviamente que um avião caindo na Refinaria de Manguinhos a tragédia seria imensa, então era obrigatório o piloto sair à esquerda para não passar por cima do Aeroporto. E o que aconteceu? Um avião da Cruzeiro do Sul saiu em frente e quase que houve um acidente aéreo dos mais graves porque não bateu por obra e graça do Espírito Santo.
E esse avião vinha cheio de deputados que, ao chegarem em Brasília, foram diretamente relatar o episódio ao Presidente da República, que era Jânio Quadros. Jânio Quadros, naquela época, governava essa beleza desse País com base em ...

Lou - bilhetinhos

Eurico - Eram cartõezinhos... Ele enviou, na mesma hora, um bilhete para o Ministro da Aeronáutica e o Aeroporto de Manguinhos, ou melhor, o Aeroclube de Manguinhos deixou de ser, em 24 horas, aeroporto. E assim sendo, você ter uma oficina de aviação onde não desce avião é muito difícil. (rsrs) Certo? Mas aí tem uma história muito interessante, realmente, que de vez em quando eu narro: O que se poderia fazer com uma oficina de aviões, onde avião não desce? Até que apareceu um português, chamado Palma. Esse português deve estar na história universal. Tornou-se meu grande amigo. Esse português foi o primeiro cidadão, no planeta, que fez um rapto de um avião. Ele estava em Lisboa - e um belo dia ele raptou um Constelation da TAP e, juntamente com outros dois pilotos, distribuiu sobre Lisboa panfletos contra Salazar.

Obviamente se ele descesse em Portugal, ele deixaria de ser elemento vivo...(rsrs). O que fez Palma? Fugiu pro Marrocos, nesse avião. Lá ficou refugiado por algum tempo e pediu para entrar como exilado no Brasil e ficou morando aqui no Brasil. Então, o Palma encantou-se pela oficina e acabou comprando a nossa oficina.

Lou - E aí, depois dessa oficina...

Eurico - Depois dessa oficina? O tempo foi passando e lá eu conheci Roberto Moricone, um grande escultor que veio da Itália e que o Brasil perdeu há uns três anos atrás. Ele começou a trabalhar na nossa oficina, no almoxarifado.

Lou - Mas você não tinha vendido a oficina pro seqüestrador?

Eurico - Isso foi antes da venda da oficina. Foi antes do Palma... ele veio aqui para o Brasil, porque o irmão dele, Roberto Moricone, era o chefe da oficina da Itália.

Lou - E a oficina era de quê?

Eurico - Conserto de avião. Roberto Moricone foi o primeiro cidadão que fez, no Rio de Janeiro um festival, que ficou famoso, o Festival do Sangue do Umbigo, cerca de 60 ou 70 obras, tudo girando em torno de sangue e de umbigo.

Lou - E onde ele arrumava tanto sangue? O Fernandinho Beira-Mar nem era nascido...

Eurico - Não, tudo pintado, tudo escultura ou desenhos, tudo girava em torno de sangue e umbigo.

Lou - Ah, sei, pintura! (rsrs)

Eurico - Bom, que mais temos sobre a minha vida? Bom, outra coisa que me envolvi, durante uns cinco anos, mais ou menos, foi uma beleza de empreendimento. Acabo de passar por ele.

Foi o Gávea Tourist Hotel. O Gávea Tourist Hotel foi uma construção de 32.000 metros quadrados e 460 apartamentos de frente, na Estrada das Canoas, a uns 5 ou 6 km da Barra, a uns 5 ou 6 Km do Leblon e de Ipanema, e a 6Km da praia do Pepino. Imagine este hotel plantado a 600 m de altura, dentro de uma Floresta!

Creio que empreendimento assim não exista um neste planeta. Ter um hotel dentro de uma floresta, como é a Estrada das Canoas, em que você, a 6 km, está na praia. Então, eu comprei esse empreendimento, porque eu fiquei maravilhado com a coisa. Foi a primeira empresa no Brasil que importou 8 elevadores que funcionavam, importados da Suíça. Foram os primeiros elevadores eletrônicos e todos os 8 funcionavam, porque o prédio chegou a ter 308 apartamentos mobiliados, atapetados.

Lou - Eu me lembro que havia um restautante no último andar...

Eurico - No último andar, funcionou durante muito tempo o Sky Terrace, onde diversos cantores nacioanis e internacionais se exibiram e, dentre os famosos, a grande Sarita Montiel do filme La Violettera . O Terrace possuía a vista mais linda do mundo! Porque o sujeito tava vendo a Praia do Pepino, aquelas duas Ilhas que você vê à distância; embaixo, você apreciava o tapete verde do Gávea Golf Clube. Aí contratei uma firma na Suíça para fazer com que este terraço fosse ligado diretamente à Praia do Pepino por um funicular. Já imaginou?

Lou - Funicular? O que é isso?

Eurico - É aquele bondinho. Evidentemente, a gente falando assim, pensa que é coisa de louco, mas não. Isso, na Suíça, é brincadeira; isso eles fazem lá dentro da neve.
As montanhas são todas cheias de neve e aquilo funciona maravilhosamente. Então, já imaginou o que é um hotel situado nestas condições com essa proximidade da praia? Era a coisa mais linda do mundo. Levei brincando com aquilo ali - brincando entre aspas - mais ou menos 5 anos. Mas, infelizmente, não consegui e, até o dia de hoje, pois passei por lá, está lá, devidamente abandonado desde 1972... tudo aquilo era meu.

Lou - Agora está no esqueleto, mas parece que eles tão querendo retomar as obras...

Eurico - Esse "parece" eu já ouço há mais de 20 anos. Nós estamos em 2002; eu comprei em 1972. Essa história eu já ouvi diversas vezes e ninguém faz absolutamente nada. E aproveito a oportunidade para chamar a atenção, porquanto eu tenho muito receio. Aquilo está em pé por obra e graça do Espírito Santo e porque foi uma grande construtora que fez.
Mas aquilo, a qualquer momento, poderá até cair. E se aquilo cair vai ser uma notícia de impacto internacional que vai abalar o mundo, porque embaixo do prédio inacabado está a casa do maior arquiteto brasileiro, literalmente embaixo. Se cair, o prédio vai cair em cima da casa de um cidadão chamado Oscar Niemeyer. Então, Oscar Niemeyer corre o risco diário de ficar soterrado.

Lou - Deus nos livre! Conta sobre o grande empreendimento que você fez que foram os carros, Passat - Você vestiu roupa nova nele. Como foi?

Eurico - Bem, isso foi junto com um cidadão, um grande amigo meu, o Paulo Costa. Ele tinha justamente uma tecnologia para construção de carros de fibra. Então, conversa vai, conversa vem, nós desenvolvemos o "Pana". Posteriormente eu até botei um outro nome que é o Pônei.

Lou - Pônei?

Eurico - É um nome muito simpático também. Mas os primeiros chamaram-se Pana. Era um carro Passat, tecnologia Volkswagen, carro um tanto ou quanto barato naquela época, porque nós comprávamos o carro bastante usado, porquanto ele era cortado do meio para a trás e, do meio para trás, ele era todo de fibra com desenho completamente diferente. Ele ficava muito mais leve; conseqüentemente ele ficava muito mais econômico e mais potente. E esse carro foi um sucesso muito grande. Vendeu-se algumas unidades. Mas tivemos de superar algumas dificuldades, porque, preliminarmente, esse carro teve que ir pro Inmetro, porque, sendo algo de utilidade pública, andando pelo meio da rua, precisava do certificado...Já imaginou o que é você conseguir fazer um carro que não tinha nenhuma especificação internacional? Felizmente, conseguimos e ele foi devidamente aprovado.

Lou - Ganhou o certificado.

Eurico - Ganhou o certificado. É esse que você está vendo na foto. Cansei de andar nele, pois era o meu carro predileto.

Lou - Foi um sucesso?

Eurico - Foi um sucesso, mas você compreenda que enfrentar as grandes multinacionais não é brincadeira.

Lou - Mas já tinha montadoras aqui no Brasil?

Eurico - Já existia tudo feito no Brasil, mas é como estou dizendo... compreenda que não foi fácil.

Lou - E agora, quantos anos você tem?

Eurico - Bem, é como já disse desde o início, eu tenho 66 mas acho que tá tudo errado.

Lou - Sessenta e seis. E até hoje você ainda não parou de sonhar e de tentar. O que você anda fazendo?

ESTÁTUA NA PRAIA DE BOA VIAGEM

Eurico - Bem, eu não poderia deixar de lembrar, e eu acho que não é questão de modéstia não, mas a maior atividade que eu fiz foi no Nordeste. Noutro dia, eu tive oportunidade de dizer ao governador de Pernambuco, se aqui fosse um país um pouquinho diferente, não estou criticando o país, mas todos nós sabemos como ele é... Eu creio que eu deveria ter uma estátua no bairro de Boa Viagem, em Recife, em honra a minha pessoa, porque, quando lá cheguei, em 1969, a maior favela na cidade do Recife estava situada em Boa Viagem, que é um encanto de bairro. A parte principal da cidade de Recife tinha "apenas" 400 barracos. E eu achei que poderia tirar aquilo na base de 1 ano e fiquei lutando 8 anos e, se começar a falar, talvez, leve 8 horas contando a história. Felizmente eu acho que fui o único cidadão que conseguiu, ou melhor, um outro cidadão que conseguiu tirar favela que eu conheço é um tal de Carlos Lacerda, que foi Governador do Estado do Rio. Mas, lembre-se! Carlos Lacerda era governador e eu não era absolutamente nada. Eu era um governado, mas com muita persistência... imagine o que deve ser acabar com uma favela, ainda mais no Nordeste, mas tudo com amor! Nada com violência, porque se houvesse violência não estaria falando aqui, estaria morto há muito tempo, mas consegui realmente, depois de 8 anos e com muita dificuldade, acabar com a novela chamada Mata Sete.

Lou - Mata Sete? Por que matava de sete em sete?

Eurico - (rsrs) Quando eu cheguei lá, o bairro de Boa Viagem, já era conhecido como Mata Sete . É como se tivesse em Ipanema, na Praça N. Sra. da Paz, até a Lagoa Rodrigues de Freitas, quatrocentos barracos. Como seria, hoje em dia, Ipanema? Como seria Copacabana se, por acaso, fosse da Bolívar até à Santa Clara com 400 barracos? E eu queria ver, hoje em dia, quem ia conseguir tirar um barraco! Problemas sociais muito grandes mas, felizmente, graças a minha atividade, foi tudo feito e lá não tem um só barraco.

Lou - Mas me conta de hoje. O que você está fazendo?

Eurico - Hoje, eu estou com um grupo aí representando uma empresa chamada Speedrite. Elmark é uma empresa situada em Friburgo que representa a Speedrite. A Speedrite é da Nova Zelândia, com mais de 60 anos de existência. Ela idealizou uma cerca para evitar a fuga de ovelhas e, evidentemente, que de lá pra cá a coisa foi de tal maneira aperfeiçoada que, hoje em dia, é um sistema de segurança para indústrias, para condomínios, que se aplica muito no Rio de Janeiro, por causa do problema de assaltos. Então, estou me dedicando, no momento, na implantação desse sistema no Estado do Rio de janeiro, via presídios.

Lou - Será implantado logo?

Eurico - Evidentemente que estamos em final de governo, mas já tenho alguns contatos que servirão. Inclusive no presídio de Bangu 1, dois até foram mortos porquanto eles cavaram. Hoje não mais se foge por cima; agora se foge por baixo. Nesse nosso sistema em que se pede uma cerca em sentido para cima, vertical, ela serve também no sentido para baixo, para evitar esse problema. Os presos vão ficar mais trancados!

Lou - Essas cercas são eletrificadas?

Eurico - Cada caso é um caso. Se o cidadão quiser que elas sejam eletrificadas, ela é eletrificada. Acontece que o choque que ela dá assusta. Mas, jamais, nesses 60 anos, alguém morreu por causa disso.

Lou - Só toma um choquinho e um susto e se afasta? E depois que passar o susto?

Eurico - O sujeito foge! Mesmo porque tem um sistema avisando que ela poderá estar eletrificada. Os meliantes, como dizem os paulistas, vão temer a cerca . Porque a grande vantagem é que ela evita que o cidadão invada. Pode-se colocar em aeroportos para evitar não só a invasão, como furtos, contrabandos...e outras coisas mais.

Lou - Então, vocês estão botando cerca nas casas, edifícios ...Nós estamos nos defendendo, cada dia mais nos trancando... Vivendo atrás de muros e agora de cercas... Mudando de assunto. E aí, Eurico, você sabe dançar muito bem, né?

Eurico - (rsrs) Dançar, no sentido musical?

Lou - Também... Você mostrou que é um cara que sabe dançar conforme a música... Se alguma idéia sua não dá certo, você já está pronto pra outra. Levanta, sacode a poeira ...Mas no sentido verdadeiro, já vi você dançando numa festa. Me conta, com essa animação toda, essa exuberância... Você não pára nunca, não desanima. Manda um recado pros Velhos Amigos.

Eurico - Minha cara amiga, eu creio que essa história de ser velho não está consubstanciado naquilo que o sujeito pensa sobre o dia de amanhã e o meu dia de amanhã é sempre novidade. Eu realmente não sei o que vai ser o meu dia de amanhã. Estou sempre pensando em fazer acontecer algo que eu possa ter um impulso, para que que eu possa desenvolver. Não me preocupo com essa história de idade. Então, eu aconselho a todo mundo sempre ter muitas idéias e tentar realizá-las e, mesmo não conseguindo, tentando já uma grande coisa.

Lou - Sempre sonhando, planejando...

Eurico - Sonhando sempre!

Lou - É isso aí. Parabéns! Os Velhos Amigos agradecem ...

Eurico - Eu é que lhe agradeço essa oportunidade. Temos muitas pra contar. Umas poderão ser contadas, outras não... (rsrs). Sucesso para você no seu site que todo mundo gosta. Inclusive, tive oportunidade de ver, no Jornal O Dia, uma reportagem sua, hoje. Meus parabéns!

Lou - Obrigada.

Autor(a): Maria de Lourdes Micaldas

 

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