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INFORMAÇÃO / GENTE EM FOCO

HEBE CAMARGO
publicado em: 21/01/2016 por: Netty Macedo

 
Artur Xexéo narra bastidores da vida da apresentadora, vanguarda no comportamento e conservadora na política  
No episódio que abre “Hebe — A biografia” (BestSeller), do jornalista e colunista do GLOBO Artur Xexéo, a apresentadora, nervosa, ameaça não participar de uma entrevista ao “Roda Viva”, da TV Cultura, em 1989: “Vocês vão me massacrar”, afirma Hebe ao jornalista Augusto Nunes, à frente do programa na época. A rainha da TV se revelava frágil no seu habitat natural. A mulher que dominava um palco — e uma plateia — como ninguém, mas só tinha concluído o primário, temia parecer ignorante frente a entrevistadores que considerava “intelectuais”, ao vivo. Morta em 2012, aos 83 anos, Hebe Camargo era alguém de múltiplas facetas. Vanguarda no comportamento, conservadora na política, a cantora e apresentadora, que fez história na TV brasileira, viveu amores intensos e foi amiga de artistas, empresários e políticos. Mas se sentia insegura.

— Às vezes, ela não se achava merecedora do que conquistou porque não tinha formação. Recebeu muita crítica por isso nos anos 1960 — diz Xexéo.

A apresentadora começou sua carreira artística em concursos de calouros. A música veio de berço. O pai, Sigisfredo, era violinista da orquestra do cinema mudo de Taubaté (SP), sua cidade natal. O cinema falado chegou, Seu Fego, como era conhecido, perdeu o emprego, e a família passou por muitas dificuldades. Com uma oportunidade de emprego para o pai numa rádio paulistana, Hebe se mudou para capital.
 
Aos 12 anos, ela começou a trabalhar numa casa de família para ajudar no orçamento doméstico. Pouco depois, vieram as disputas de calouros. A menina provou-se imbatível. Venceu vários concursos e entendeu que aquela era a melhor forma de colaborar com a família financeiramente. O contrato com a Rádio Difusora chegou quando Hebe tinha 15 anos, em 1944. E ela não parou. Virou cantora profissional, fechou com a gravadora Odeon, estreou como crooner na noite paulistana e passou a ser chamada de “estrelinha de São Paulo”, “estrela do Planalto” e “a moreninha do samba”, entre outros epítetos dados pela imprensa.

Na biografia, Xexéo mergulha fundo em sua carreira de cantora, comentando cada um dos discos que lançou, que somam mais de uma dezena. Do samba e da bossa nova ao bolero, Hebe gravou todos os estilos que faziam sucesso.
 
— Ela era muito fã da Carmen Miranda, as suas primeiras gravações têm algo assim de sub-Carmen Miranda, uma coisa brejeira. Depois as gravadoras apostavam em qualquer movimento que surgia. Quando Hebe começa a gravar o que quer, é muito bom. Ela tem uma preferência pela bossa nova, estava na mesma praia que a Maysa. Gravava Baden, Vinicius, Tom. Ela grava sempre músicas do Tom — diz o biógrafo.

Na TV, Hebe esteve desde o início. Mesmo. Fez parte da trupe dos Diários Associados, grupo de Assis Chateaubriand ao qual pertencia a Rádio Difusora, que foi acompanhar a chegada dos equipamentos da futura TV Tupi, primeira emissora do país. Num tempo em que a televisão era dominada por homens engravatados e de voz impostada, Hebe subverteu as regras por ser mulher e pela espontaneidade. Essa seria, inclusive, a marca do seu sofá, que por mais de 40 anos recebeu as personalidades mais importantes do país, muitas delas saudadas com o famoso “selinho” da apresentadora.
 
Histórias de Hebe
 
Era morena, virou loura
Hebe Maria Monteiro de Camargo nasceu no dia 8 de março de 1929, morena. No início da carreira, no rádio, era “a moreninha do samba”. A apresentadora só virou loura após sua lua de mel com Luís Ramos, ex-diretor da Rádio Excelsior, em 1957. Ela tinha 28 anos e já era conhecida como cantora.
 
O famoso sofá
Em 1966, Hebe estava há dois anos afastada da TV, após se casar com Décio Capuano, pai de seu filho, Marcello. Paulo Machado de Carvalho, diretor da TV Record, ficou obcecado em contratá-la: queria Hebe conversando, na noite de domingo, com o estelar elenco da emissora, que incluía a Jovem Guarda, Elis, entre outros.
 
Cantei, cantei
Em 1967, quando Caetano defendeu “Alegria, alegria” no Festival da Record, Hebe cantou o samba-canção “Volta amanhã”. E levou a maior vaia de sua vida. Mas, não foi isso que a fez desistir da carreira de cantora. Na Tupi, em 1974, uma frase de Wilton Franco vazou enquanto ela cantava “Universo do teu corpo”, de Taiguara: "Alguém precisa ensinar.
Joias de rainha
A primeira joia de Hebe que chamou a atenção foi um cordão de ouro dado pelo boxeador Joe Louis, com quem teve um affair. Mas sua famosa coleção nasceria graças aos mimos de Giuseppe “Peppino” Matarazzo, de quem ficou noiva, mas com quem nunca se casou.
— Ela começou a trabalhar como apresentadora muito cedo, junto com o surgimento da TV. Ninguém sabia o que fazer direito, e ela foi trilhando seu caminho. Percebeu a importância do auditório, notou que o público gostava de vê-la bem vestida, do jeito de dona de casa recebendo os convidados. Ela gostava que o público se identificasse com ela — afirma Xexéo.

Hebe foi, à sua maneira, uma feminista avant la lettre. Além do pioneirismo na TV, assumir a carreira de cantora na noite ainda muito jovem era uma ousadia para uma moça “direita”. Foi na casa noturna do Lord Palace Hotel que ela conheceu um de seus primeiros pares famosos: o campeão de boxe Joe Louis. Não faltavam pretendentes. Na mesma boate, conheceu Luís Ramos, desquitado, com quem namorou por anos, sem assumir publicamente. Engravidou, mas, ao saber que outra mulher com quem ele se relacionava também estava grávida, decidiu abortar (e falou publicamente do assunto na tal entrevista ao “Roda Viva”).
No início da década de 1950, Hebe estreou o talk-show “O mundo é das mulheres”, em que cinco delas entrevistavam um convidado homem.
 
— Acho que ela nem sabia o que era isso (feminismo). A necessidade também pesou. Sua família era muito humilde, só comiam arroz em casa. A profissão deu a ela conforto e a oportunidade de dar conforto aos pais — avalia Xexéo.
A relação da apresentadora com políticos também é abordada no livro. Ela apoiou o golpe de 1964, seu sofá tornou-se lugar preferido dos governos militares para anunciar medidas, e sua amizade com Paulo Maluf ficou famosa. Já nos anos 1990, deu o que falar ao discursar contra a corrupção.
— Ela era conservadora, sim — define Xexéo. — Mas quem a decifra é a Fafá de Belém, que diz que ela faz falta porque pegou para si a bandeira anticorrupção que ninguém tinha pego.
 
Fonte: Jornal O Globo
Autor: Leonardo Cazes

 

GRACINHAS! ENTREVISTA DE HEBE CAMARGO, LOLITA RODRIGUES E NAIR BELO NO PROGRAMA DO JÔ

 

HOMENAGENS A HEBE

HEBE CAMARGO - NOSSO ADEUS À RAINHA DA TELEVISÃO

Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani, mais conhecida como Hebe Camargo ou simplesmente Hebe (Taubaté, 8 de março de 1929 – São Paulo, 29 de setembro de 2012) foi uma apresentadora de televisão, atriz, humorista e cantora brasileira, tida como a "rainha da televisão brasileira". Ravagnani é seu sobrenome de casada. Morreu no dia 29 de setembro de 2012 por uma parada cardíaca em São Paulo.

Nascida em Taubaté, filha de Esther Magalhães Camargo e Segesfredo Monteiro Camargo, Hebe teve uma infância humilde. Na década de 1940, formou, com sua irmã Stella Monteiro de Camargo Reis, a dupla caipira "Rosalinda e Florisbela". Seguiu na carreira de cantora com apresentações de sambas e boleros em boates, quando abandonou a carreira musical para se dedicar mais ao rádio e à televisão.

Hebe ajudou o grupo que foi ao porto da cidade de Santos pegar os equipamentos para dar início à primeira rede de televisão brasileira, a Rede Tupi. Foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, no bairro do Sumaré, na cidade de São Paulo, em 1950. No primeiro dia de transmissões da Rede Tupi, Hebe Camargo viria a cantar no início do TV na Taba (que representava o início das transmissões) o "Hino da Televisão", mas teve que faltar ao evento, sendo substituída por Lolita Rodrigues. Hebe faltou à cerimônia para acompanhar seu namorado, na época, em uma cerimônia na qual seria promovido.

O programa Rancho Alegre (1950) foi um dos primeiros programas em que Hebe participou na TV Tupi de São Paulo: sentada em um balanço de parquinho infantil Hebe fez um dueto com o cantor Ivon Curi. Tal apresentação está gravada em filme e é considerada uma relíquia da televisão brasileira, uma vez que o videoteipe ainda não existia e na época não se guardava a programação em acervos, como atualmente.

Em 1955 Hebe deu início ao primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres, onde chegou a apresentar cinco programas por semana. Em 1957, Hebe, originalmente com os cabelos escuros passou a se apresentar com os cabelos tingidos de louro, os quais se tornaram uma de suas marcas registradas. Em 1964 a apresentadora abandonou o programa para casar-se com o empresário Décio Cupuano, união da qual nasceu Marcello.

Em 10 de abril de 1966, vai ao ar pela primeira vez o seu programa dominical homônimo Hebe Camargo, acompanhada do músicoCaçulinha e seu regional TV Record; o programa a consagrou como entrevistadora e a tornou líder absoluta de audiência da época. Durante a Jovem Guarda muitas personalidades e novos talentos passaram pelo "sofá da Hebe", no qual eram entrevistados em um papo descontraído. Seus temas preferidos na época eram separações, erotismo, fofoca e macumba. Hebe passou por quase todas as emissoras de TV do Brasil, entre elas a Record e a Bandeirantes, nas décadas de 1970 e 1980. NaBandeirantes, ficou até 1985, quando foi contratada pelo SBT.

Em 1986, Hebe foi para o SBT, onde apresentou três programas: Hebe, no ar até 2010, Hebe por Elas e Fora do Ar, além de participar do Teleton e em especiais humorísticos, como um quadro do espetáculo da entrega do Troféu Roquette Pinto, Romeu e Julieta, em que contracenou com Ronald Golias e Nair Bello, já falecidos, artistas que foram grandes amigos da apresentadora.

O programa Hebe entrou no ar em 4 de março de 1986. Entre 1986 a 1993, o programa foi ao ar nas terças-feiras. Em 1993, migrou para as tardes de domingo. No ano seguinte, foi para a segunda. Durante um período, foi exibido aos sábados. A apresentadora recebe convidados para pequenos debates e apresentações musicais: todos se sentam em um confortável sofá, que é quase uma instituição da televisão brasileira.

Em 1995, a gravadora EMI lançou um CD com os maiores sucessos de Hebe. Em 1999voltou a lançar um CD. Em 22 de abril de 2006 comemorou o 1.000º programa pelo SBT.
DVD "Hebe Mulher e Amigos"Em 2010, aos 81 anos, Hebe Camargo gravou seu primeiro DVD ao vivo, - "Hebe Mulher e Amigos, com duas apresentações: uma, em São Paulo, no Credicard Hall, em 27 de outubro e outra, no Rio de Janeiro, no Citibank Hall, em 24 de novembro". No show, a apresentadora recebeu diversas personalidades da música brasileira como Fábio Jr., Daniel, Leonardo,Maria Rita, Paula Fernandes, Chitãozinho e Xororó e Bruno e Marrone, os quais entrevista em um sofá, como se estivesse em seu programa de auditório.

Em 8 de janeiro de 2010, Hebe foi internada no hospital Albert Einstein, na Cidade de São Paulo. Informações preliminares adiantavam que ela passaria por uma cirurgia para a retirada de um tumor no estômago. Um boletim emitido posteriormente pelo hospital divulgou que Hebe foi submetida a uma laparoscopia diagnóstica, que encontrou nódulos, atestando ser um tipo raro e de difícil tratamento do câncer noperitônio. O resultado da análise confirmou a existência de um tumor primário na região. Em junho de 2012, Hebe foi internada para ser submetida a uma cirurgia de retirada da vesícula biliar. Em julho de 2012 foi novamente internada por motivo não divulgado oficialmente.

Por volta das 16h30min de 13 de dezembro de 2010, ao final da gravação do especial de Reveillon de seu programa no SBT, Hebe, a apresentadora, pegando a todos de surpresa, leu uma carta de próprio punho para seu auditório e público informando que aquela foi a sua última atuação como funcionária do SBT. Estava ela se despedindo da emissora de Silvio Santos depois de 24 anos. O contrato dela com o SBT venceria no dia 31 de dezembro, mas diante disto Hebe confirma que não deve mais renovar com a emissora do "Baú". O último programa de Hebe Camargo no SBT foi ao ar em 27 de dezembro de 2010.

Dois dias antes de anunciar a saída do SBT, no dia 11 de dezembro, Hebe, com permissão do SBT, gravou com o apresentador Fausto Silva o Domingão do Faustão, da Rede Globo, onde recebeu uma homenagem (este programa foi ao ar no dia 26 de dezembro de 2010). Após sua saída do SBT, ela assinou contrato com a RedeTV em 15 de dezembro de 2010 para receber 500 mil reais por mês mais 50% de todos os merchandisings, estreando na emissora em 16 de março de 2011, ocupando o terceiro lugar na audiência na Grande São Paulo. O programa possuía o mesmo formato do seu programa na antiga emissora sendo exibido às terças-feiras.

Em 24 de agosto de 2012 a colunista do jornal Folha de S. Paulo, Keila Jimenez, publicou que após a apresentadora ter reclamado dos atrasos de salários pela emissora a equipe de seu programa havia sido desmanchada. Após várias especulações sobre a ida da apresentadora de volta para o SBT, o colunista Flávio Ricco do portal UOL intitulou a matéria de "Hebe Camargo está de volta ao SBT", sobre o retorno a sua antiga "casa", o que foi desmentido pelo agente da apresentadora.

A última exibição do programa Hebe na RedeTV ocorreu no dia 25 de setembro de 2012 em uma edição especial de despedida da emissora. Dois dias após a exibição do especial o SBT anunciou a volta da apresentadora a casa. Hebe morreu em 29 de setembro de 2012, em São Paulo, aos 83 anos, após sofrer uma parada cardíaca de madrugada, enquanto dormia.

Vida pessoal

Foi casada duas vezes. Seu primeiro matrimônio foi com o empresário Décio Capuano. Ele foi o segundo namorado de Hebe e estavam morando juntos havia 15 anos. Hebe se casou no civil e na igreja em 14 de julho de 1964, de vestido rosa, pois, por tradição da época, a noiva que não fosse mais virgem não poderia usar branco e Hebe também já tinha 35 anos. Ela achava feio se casar como uma jovenzinha. No mesmo ano descobriu que estava grávida. Em 20 de setembro de 1965 deu à luz um menino, a quem batizou de Marcello de Camargo Capuano. A criança nasceu de parto normal, na Maternidade São Paulo, na Cidade de São Paulo, em um parto prematuro de 8 meses. Décio era muito ciumento, não aceitava a carreira de Hebe, tanto que ela interrompeu por 1 ano até voltar às rádios e tvs.

No período que morou com Décio, antes de se casar oficialmente, Hebe engravidou duas vezes mas sofreu aborto espontâneo. O marido e ela brigavam muito, e ele a acusava de estar trabalhando demais na televisão, querendo que ela parasse de atuar na TV e a acusava de ser a culpada pelos dois abortos sofridos, porque trabalhava demais. Depois de casada e conseguir ter seu filho, o jeito do marido não mudou, se tornando infeliz no casamento. Não aguentando a oposição do marido a sua carreira e a crises conjugais, Hebe saiu de casa levando o filho do casal em 1971, e se divorciaram no mesmo ano. Morando sozinha com o filho Marcello, conheceu o empresário Lélio Ravagnani. Eles começaram a namorar e, em 1973, casou-se com Lélio, que a ajudou a criar seu filho, mesmo o pai indo vê-lo às vezes. Hebe e Lélio viveram um casamento feliz por 29 anos, até a morte dele, em 2000.

Em uma entrevista à revista Veja, declarou que aos 18 anos, em 1947, na sua primeira relação sexual, engravidou do seu primeiro namorado, o empresário Luís Ramos, um homem mais velho e experiente em conquistas. Tomou a decisão de abortar, pelo fato de que ele a traía constantemente, os dois viviam brigando, e por ser vergonhoso para os pais terem uma filha mãe solteira. A situação piorou quando Hebe foi abandonada grávida por Luís. Sem alternativas, com medo de ser expulsa de casa e com pena dos pais pelo vexame que passariam de ter uma filha sem marido e com filho, um dia, sem contar a ninguém, decidiu fazer um aborto, indo à casa afastada que fazia esse tipo de procedimento. Hebe relata que o aborto foi sem nenhum tipo de anestesia, fazendo-a gritar de dor, por causa do corte na hora de tirar o feto. Isso a fez sofrer muito. Ao sair de lá, continuou mal e demorou por meses para se recuperar, sentindo dores e hemorragias.

Hebe acabou mentindo para os pais, escondendo tudo deles e dizendo que estava bem, somente com cólicas. Passou a tomar remédios e mais remédios escondida, sem orientação médica e por milagre não faleceu ou teve sequelas, sarando sozinha. Apesar de tanto sofrimento físico e emocional, Hebe diz que não se arrependeu desse ato, que fez isso na hora certa. Não poderia ter um filho naquela época, afirmou.

Em julho de 2012, quando Hebe estava internada num hospital da cidade de São Paulo, ela teve a ideia de ligar para Carlos Nascimento, jornalista e apresentador do SBT. Na ligação, ela disse que queria votar para o reality show "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos", durante esta semana, o programa estava em uma competição do Pelé e Juscelino Kubitschek, e ela escolheu votar no rei do futebol. Durante a conversa também falou sobre o estado de saúde, afirmando que graças a Deus e à riqueza dos remédios, estava melhorando. Em sua participação, aproveitou para elogiar o ex-patrão Silvio Santos e criticou a sua antiga emissora. Eu queria dizer que Silvio Santos é um ‘pai’ que respeita seus empregados. Jamais atrasou os pagamentos um dia sequer, é um grande empresário.

Fonte: Wikipedia
Enviado por: Alberto de Almeida Sampaio
 

HOMENAGEM À GRANDE APRESENTADORA HEBE CAMARGO
(Hebe Camargo em condensada biografia poética - Taubaté = SP *08/03/1929)

Hebe nasceu no Vale do Paraíba, localidade paulista.
Vindo para São Paulo, Hebe encontra-se com a cidade;
Seu pai integra a orquestra da rádio Difusora como violinista,
Hebe participa de programas de calouros e mostra capacidade.

Vencedora dos prêmios de calouros, Hebe não pestaneja,
Forma com duas primas e a irmã o quarteto, DoRéMi-Fá,
O quarteto vem a terminar e Hebe parte à dupla sertaneja,
A dupla tem vida curta, Hebe segue e aguarda o que virá...

Hebe e o público veriam o início de uma carreira admirável;
Após o primeiro disco ela homenageia sua fonte de inspiração,
A fonte era Carmem Miranda, a grande pequena notável,
Assim, Hebe grava um "pot-pourri" em setenta e oito rotações!

Em filmes nacionais Hebe atua como cantora e atriz.
A linda morena de grossas pestanas dispara como cantora;
Em Santos acompanha a chegada do primeiro equipamento de TV no país;
A carreira de cantora foi dando lugar ao de apresentadora...
E que Apresentadora!

Como apresentadora Hebe batia recordes de audiência,
Ela criticava políticos e, enquanto eles iam, ela vinha...
Com público cativo o seu programa ganha maior frequência,
Hebe é a rainha da TV brasileira, e Hebe é... uma gracinha!

Autor: Manoel Almeida. (Manal) (Poeta/escritor/taxista)

 

SIMPLESMENTE HEBE
Acróstico em homenagem a Hebe Camargo.

Hoje a televisão perdeu sua alegria
Ela, GRACINHA, deixou de sorrir.
Brasileiros de todos os cantos.
Ela foi chamada por Deus para partir

Com emoção todos juntos se despedem.
Artistas, familiares, e o povo brasileiro.
Mais ficou em todos uma grande certeza.
A estrela “HEBE” brilha no Brasil inteiro.
Reunida com os outros artistas que se foram.
Ganhou um sofá de nuvens para estrear.
O seu programa celeste onde vai brilhar

Primeiro vai convocar a turma toda.
Renato Russo, Golias, Chacrinha.
Imagine o sucesso que vai ser
Mussun, Zacarias, Zé Vasconcelos Derci.
E Chico Anísio, todos os Anjos vão ver.
Irreverente e alegre ela vai ficar.
Recebendo todos no seu novo sofá.
Aos Santos e Anjos de Deus vai entrevistar.

Daqui do Brasil, junto este meu poema.
As orações que você, Hebe, está recebendo.
Mensagens de fé, cheias de saudades.
A HEBE, do Céu, está agradecendo.

Dama primeira da televisão brasileira.
Artista completa, cantora, apresentadora.

Televisão sempre foi o seu nome, a sua vida.
Vivida intensamente com emoção e alegria.

Autor: Cypriano Maribondo

Colaborador(a): Alice Marques

 

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