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INFORMAÇÃO / GENTE EM FOCO

MARIA DE LOURDES MICALDAS
publicado em: 04/02/2016 por: Netty Macedo

QUEM SOU EU

LOU NO JÔ SOARES EM 2009

POESIAS DA LOU

 


QUEM SOU EU

Maria de Lourdes Barbosa Corrêa

Nasci em maio de 1940.
Sou filha de Magdalena Léa e de Micaldas Corrêa.

Éramos cinco filhos, mas meu único e querido irmão, Maurício José, foi o primeiro que nos deixou e vive em outra dimensão.
Meus amados pais também já se foram.
Na nossa família quase tudo era e ainda é motivo de alegria.
Pra nosso consolo combinamos de pensar que houve uma festa no céu, quando cada um deles se encontrou com o Maurício. ALEGRIA E TERNURA

  
Na foto:Thereza, Lou, Luiza, Maria José
e Maurício.

Minhas irmãs: Zeca, Lulu, Thereza e eu.

Tenho duas filhas preciosas


Mirela e Loreta

E duas netas encantadoras:

Rafaela

R

Loren

Giovana, primeira bisneta, neta da Mirela e filha da Rafaela..

UM POUCO DA MINHA VIDA

Reconheço, que nesta fase da vida temos vantagens e desvantagens.

Mas todas as fases da vida são assim; por isso, aprendi a aproveitar, ainda mais, os bons momentos desse último caminho que me resta a ser percorrido.
Minha vida é parecida com a da maioria das pessoas da minha geração. Sou professora, formada pelo Instituto de Educação.
Quando cursava o 1º ano Normal, fui procurar um emprego no JB (Jornal do Brasil) O Chefe de Reportagem era o Calazans.
Ele me apresentou ao repórter Cesário Marques pra fazermos uma reportagem, sobre as professoras numa escola rural. Foi minha primeira gafe. Era quinta-feira, dia de folga nas escolas públicas. Mas a servente nos mostrou a escola toda. Inclusive a local onde almoçavam e merendavam todos alunos e as professoras. Era ao lado de um tanque de cimento, em péssimo estado. Ela deu uma cutucada, debaixo dele. Sairam, dali, vários porcos com seu porquinhos.
Eu, aos pulos, sai, correndo mais do que eles... Pensei alto: péssima estréia, me dei mal, né?
Mas ele era gente fina e disse que era comum mulher ter medo de rato e de barata. Foi aí que fiquei sabendo que debaixo daquele tanque convivia pacificamente uma família de ratos e porcos.

Quando chegamos à redação ele me mandou redigir a matéria. Quando mostrei a ele, tudo datilografado, mas cheio de xxxxx "naquele tempo, não havia a tal tecla delete dos nossos CP.

Mais tarde, fui convidada pelo Diretor do Suplemento Literário, Jornalista Reinaldo Jardim, para escrever o suplemento infantil, "A REVISTINHA".
Tive o privilégio de trabalhar ao lado de Ferreira Gullar, Carlos Heitor Cony e Assis Brasil, verdadeiros mestres da literatura. Eles me ensinaram a ver o sentido do jornalismo. Eram, ao mesmo tempo, homens magníficos, simples e que me faziam sentir como "gente grande".

Contrariando o sábio conselho do Diretor e amigo Reinaldo Jardim, saí do JB para me casar__ "Você está fazendo a maior burrada da sua vida"__ vaticinou.
Tive duas filhas, mas o casamento durou apenas, 9 anos.

Além de sofrer o preconceito daquela época por ser uma "desquitada", tive que enfrentar uma queda no padrão de vida. Perdi a mordomia de ser "professora sustentada pelo marido" e tive de ir à luta: exerci simultaneamente as funções de professora, numa Biblioteca Regional da Tijuca, e trabalho de corretora de investimentos: compra e vendas de contas de luz; de uma espécie de Fundos de ações. E, finalmente, consegui passar filmes de desenhos animados em escolas públicas. Mas muitas crianças não tinham um cruzeiro pra pagar.

E eu precisava arranjar outro ofício que me desse mais segurança.

Em busca de estabilidade financeira, estudei em vários cursos, durante dois anos seguidos, inclusive aos sábados, domingos e feriados, no Curso do professor Paulo de Tarso, para o concurso de Fiscal de Rendas do Município. Passei!
Que alegria! Aquilo, sim, era um salário decente.
Passando no concurso, provei a mim e às minhas filhas que podíamos sobreviver, sem depender de pensão de ex- marido ou ficar subordinada a um casamento infeliz.

Casei de novo e, nesta segunda união, chegamos a comemorar bodas de prata. Festejamos, juntos, a chegada dos 6 netos: cinco dos filhos dele e uma neta, vinda da parte da minha filha, Mirela.

Depois de 32 anos, no início de maio de 2003, depois de avaliarmos nossas vidas e insatisfações, decidimos nos separar, sem choro nem mágoa entre nós.
Mas, na época, doeu em mim o fim do sonho de ter a família reunida em volta da mesa.
Só que não se pode viver com a falsa imagem de "família feliz" se o casal estiver infeliz.

Hoje, sou mais eu, mais inteira e mais feliz.
Há dez anos, comecei a dar palestras, baseadas nos ensinamentos do livro "Quem Tem Medo de Envelhecer?" de autoria de minha mãe, Magdalena Léa. É a minha vocação de professora e de jornalista falando mais alto.


Por experiência própria e no convívio com tantas pessoas, não posso fazer coro com aqueles que dizem que viver é fácil mas que é preciso saber viver...
Aprendi que é difícil e necessita de um aprendizado profundo na arte de conviver.
Venho analisando o comportamento de uma sociedade, condicionada a obedecer às regras pré-estabelecidas, há séculos, de que envelhecer é tornar-se senil, fraco, dependente.
Nossa mente programou que esse é o destino de todos nós. A mente comanda e o corpo obedece.
É indispensável mudar esse pensamento. É fácil? Claro que não! É muito difícil se libertar desta teia de aprendizado, sem ajuda, sem informações verdadeiras, bem fundamentadas na ciência.

Vou passar pra você, em algmas páginas do nosso site "velhos amigos" tudo que aprendi com minha mãe e ainda, venho aprendendo relendo o livro dela "Quem tem medo de envelhecer?", para tornar a vida um prêmio a cada dia: "Envelhecer é natural e se faz lentamente. E com o avanço da medicina, podemos ser velhos saudáveis e bem apessoados (sarados e vitaminados). Os cientistas garantem que viveremos, com qualidade de vida, mais de 120 anos! Os "INSSs" que se cuidem, pois nós estamos dispostos a viver. Podemos prolongar e gozar muitos anos de vida. Há coisas em nós que não envelhecem nunca: as emoções, o nosso ego, a nossa personalidade, a água e o sal que compõem o nosso corpo. Velhice não é sinônimo de doença, solidão ou morte..."

O grande médico e escritor Deepak Chopra descobriu que a maioria das doenças dos idosos não é causada pela velhice, mas pela consequência de uma vida mal vivida.
"Está mais do que comprovado que o pensamento negativo e o pessimismo enfraquecem o nosso sistema imunológico, destroem as nossas células; enquanto o pensamento positivo, a fé e outros sentimentos bons provocam a renovação das células. Ora, se nossos órgãos são formados de células, é lógico que se cultivarmos alegria e bons pensamentos, elas rejuvenescem e ganham mais vida. "

Se a mente tem o poder de influenciar nossas células para o bem ou para o mal, então, podemos acelerar o envelhececimeto, ou retardá-lo e até rejuvenescer, sem recorrer ao bisturi.

Sofri ao longo da vida, como a maioria das pessoas, muitas perdas e decepções. Os momentos difíceis pareciam sem fim; não pareciam momentos. Mas quando me senti na pior, deprimida, sem esperança, procurei um psicoterapeuta.
E a terapia me ajudou a ver que há sempre uma luz no fim do túnel! Dizer isto não é um chavão, não é um lugar comum, mas uma realidade. Era o destino me ensinando a crescer e amadurecer. Era a vida me mostrando que nunca devemos perder a esperança.

Não é raro constatarmos o rejuvenescimento de pessoas que se apaixonaram; ou que descobriram uma vocação. E até o simples fato de terem encontrado uma ocupação, faz com que se sintam capazes e úteis. Estou me sentindo assim.
Estou feliz por ter criado este Site e por estar aqui conversando com você.

LOU NO JÔ SOARES EM 2009

POESIAS DA LOU

Poesias escritas por Lou em 1948, na época com 8 anos

NATAL

Chegou o Natal
A minha vontade é só de chorar
Não é de alegria é apenas de emoção

Não quero que ninguém saiba
Mas é mesmo
Não sei explicar
Mas a minha vontade é só de chorar

SÃO JOÃO
Foguete estourando
Balão subindo
E buscapé a chiar
E era uma noite de luar...

Mamãe danada de raiva com às bombas
estourando no ar.
E nós?
Vocês não sabem?
A toda a hora a comprar
E o papai a ajudar
E até fim de junho nunca choveu
Sempre balão subindo
Foguete estourando
E buscapé a chiar.

Revisão: Anna Eliza Führich

Autor(a): Maria de Lourdes Barbosa Corrêa

 

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