Logomarca Velhos Amigos
INFORMAÇÃO / GENTE EM FOCO

NICETTE BRUNO
publicado em: 04/02/2016 por: Netty Macedo

FORÇA, SINCERIDADE E UM DOCE SORRISO...

"Toda a idade tem sua beleza e suas conquistas, desde que haja paz no coração.
Mesmo quando a pessoa já parou de trabalhar, ela tem condições de criar momentos importantes para a sua vida".

Ela é inacreditavelmente maravilhosa.

Em visita ao PROJAC, pude presenciar a gravação de uma cena linda em "AQUARELA DO BRASIL", na qual ela se despedia de Edson Celulari (seu filho na macrosérie) que partia para a guerra. Fiquei impressionada com tanta verdade cênica. O olhar triste e maternal, o carinho preocupado ao tocar o rosto do "filho"... Ela é um monstro. A cena durava aproximadamente 5 minutos, sem cortes, perfeita.

Desperto ao ouvir o grito anunciando o "corta!" do Diretor Carlos Magalhães... Saio de lá ainda mais boquiaberta com o desempenho de uma atriz que pra mim, é uma mestra!

Infância

Teve uma infância feliz, com uma família muito alegre e musical, que se reunia sempre na casa de sua avó materna. Tudo era motivo para festa, bastando apenas que estivessem ali, reunidos.

Embora grande parte da família apresentasse dons para trabalhar com arte, Nicette foi a única que transformou a aptidão em profissão. Foi aluna do Colégio Lafaiete, onde tinha aulas de canto, dança, piano e declamação.

Em sua época não havia escolas superiores de formação em Teatro, mas sim, grupos de estudo em Teatro destinado à formação de jovens.

Foram seus contemporâneos: Maria Fernanda, Sérgio Britto e Sérgio Cardoso.

Paschoal Carlos Magno fora seu professor, incentivando a leitura e estudo de personagens clássicos de autores como Shakespeare e Goethe. Tratava-se de uma época onde para se tornar ator, era necessário ter uma visão ampla e conhecimento de obras e autores em sua grande maioria.

Iniciou sua carreira profissional aos 14 anos, convidada por Luiz Delfino a participar da Companhia Dulcina de Moraes.

Ano passado, completou 50 anos de carreira teatral, tendo participado de mais de 50 montagens teatrais, das quais podemos destacar "O Anjo Negro", "Weekend", "Pedro Mico", "A Megera Domada", "Boa tarde Excelência", "O Olho Azul da Falecida", "Os Efeitos dos Raios Gama nas Margaridas do Campo" na qual foi vencedora do prêmio Moliére de melhor atriz, além de "Agnes de Deus", "Boa Noite Mamãe", "A Casa de Bernarda Alba" e "À Margem da Vida".

Há 48 anos, sendo dois anos de namoro, vive um amor sublime com o ator Paulo Goulart, com quem teve três filhos: Barbara Bruno, Paulo Goulart Filho e Beth Goulart (também atores!). Nicette é avó de sete netos.

"Uma união, seja casamento ou não, tem que ser bem estruturada, construída na rocha e embasada no amor e na doação. O casamento é a constituição de uma família, e tem que ser impulsionada por uma vontade de união mais duradoura. O respeito da individualidade é precioso para o ser humano, assim como a cumplicidade transparente é importante numa união".

Após o grande sucesso de "SOMOS IRMÃS", espetáculo que conta a história de glória e decadência das irmãs Linda e Dircinha Batista, dirigido por Cininha de Paula e Ney Matogrosso, Nicette Bruno volta aos palcos, com a comédia "CRIMES DELICADOS", tendo estreado em 17 março em Curitiba e seguido para São Paulo estreando em 27 de março, no Teatro Ruth Escobar sob a direção do brilhante e ousado Antônio Abujamra.

Mais sobre a peça

O texto bastante atual, mostra a criminalidade como parte da rotina das pessoas, e ao mesmo tempo chama a atenção para a resistência dos menos favorecidos aos "ataques" da elite, usando um humor sarcástico para desconcertá-la e confundi-la.

Matar por prazer está virando moda e este é o único motivo que faz o casal Lila (Nicette Bruno) e Hugo (Paulo Goulart) tramar curiosamente o assassinato da empregada Efigênia (Bárbara Bruno).

No entanto, nenhum dos dois poderia imaginar que este plano inicial, com direito a uma surpreendente simulação de interrogatório, resultaria numa grande dúvida. A situação foge ao controle e "CRIMES DELICADOS" transforma-se em uma mistura de humor, surrealismo e nonsense, mostrando a resistência de Efigênia aos ataques - a esta altura já não tão cuidadosos - dos assassinos.

O desespero da dupla é resumido quando Hugo desabafa: "Não podemos recuar agora. Nunca mais vamos pensar noutra coisa. Aí é que virá a verdadeira loucura e vamos passar resto da vida perguntando: Aconteceu ou não aconteceu? Matamos? Não matamos?"

Nicette é um símbolo de alegria e vivacidade em tempos de tanta turbulência. Uma mulher maravilhosa, jovem, cheia de vida e com os olhos sempre voltados para o futuro.

"Não pense no passado. Vamos viver o presente e aproveitar ao máximo o que podemos tirar como aprendizado. Nossa trajetória na terra é o caminho da evolução".
Nicette Bruno

Autor(a): Vanessa Veiga

 

CLIQUE AQUI PARA ENVIAR SUA OPINIÃO SOBRE ESTA MATÉRIA

 

 

 

 

 


VOLTAR
AO TOPO DA
PÁGINA