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INFORMAÇÃO / GENTE EM FOCO

NILTON FIGUEIREDO
publicado em: 08/11/2016 por: Lou Micaldas

Matéria publicada em 10/01/2008

Lou: Qual o seu nome completo? 
Nilton: Nilton Figueiredo de Almeida

Nilton Figueiredo de Almeida, nasceu em 28 de outubro de 1917, numa casa que não existe mais, localizada na Rua Moreira, no bairro de Engenho de Dentro. Seus pais, Pedro e Etelvina, eram muito severos. Ele foi uma criança que não tinha tempo para travessuras, nem para brincar como os meninos de sua idade. Mas, ao se tornar independente, aprendeu a  aproveitar a vida, viajando pelo mundo ao lado de sua mulher, Célia. Como bom internauta, Nilton, aos 90 anos, tornou-se um “Velho Amigo” e passou a participar de nosso site, nos enviando textos de sua autoria e fotos de suas viagens. E foi por e-mail que ele nos concedeu esta entrevista.

Lou: Como foi o Nilton Figueiredo na infância? Nilton: Infelizmente, hoje, as crianças jamais poderão desfrutar aquela vida que eu levei. Não tinha tempo para travessuras, cuidava de uma horta criada por iniciativa própria e ainda cuidava do galinheiro. Entretanto, houve certa vez que girava uma pedra na ponta de um barbante e um irmão mais velho, queria que eu parasse para ele ver o que era. Eu não parei e ele levou uma pedrada na cabeça; a outra; foi quando veio aqui o dirigível Zepelim e eu saí fugido de casa para ir até Santa Cruz e vê-lo no hangar. Meu pai era severo e não deixava brincar com os “moleques na rua”. Naquela época não se cogitava desta avaliação quanto a ser rico ou pobre; ninguém pensava em comprar casa ou automóvel, era mais ou menos tudo nivelado por baixo e não havia tanta coisa para se desejar: televisão, radio FM, cassetes, filmadoras; gravadoras; bicicletas, motocicletas e toda essa parafernália que aguça a vontade de ter. Acho mesmo que a vida era muito mais direcionada para o desenvolvimento dos valores extra-sensoriais. Havia mais reuniões familiares, maior troca de experiências individuais, as pessoas se viam se falavam.... Nós éramos nove irmãos, eu era o sexto; dos cinco mais velhos, quatro trabalhavam, em geral no ramo gráfico; o quinto deles trabalhava com um primo, o Nilo Figueiredo. Ele tinha uma oficina própria e morava na rua São Clemente (era considerado rico). Quando meu pai faleceu, eu tinha 14 anos, deixei o ginásio do Estado e fui trabalhar na Western Union, onde aprendi datilografia e conheci os segredos da comunicação telegráfica que, naquela época, se fazia através de cabos submarinos. Mais tarde, estudando à noite, em colégio particular, terminei o curso ginasial, que naquela época era de cinco anos.

Lou: E na adolescência? 
Nilton: Meu pai foi aluno de Benjamim Constant, na Escola Militar da Praia Vermelha. Era positivista e espiritualista, mas não transmitiu religião a seus filhos. Eu era o único que ficava sentado, no canto da sala, para assistir às sessões que ele realizava com amigos, em casa. Felizmente o meu único “pecado” é ser batizado. Logo senti a necessidade de trabalhar e estudar para poder constituir uma família, sem esperar benesses de espíritos ou deuses. Voltado para estas verdades não conseguia arranjar tempo para namorar. Entretanto, meu pai gostava de teatro e escrevia peças para os filhos representarem; em uma destas peças, eu contracenava com uma vizinha a quem eu poderia desejar namorar. Mas, de fato, ela já namorava um dos rapazes da vizinhança. Contudo, o desejo permaneceu oculto, vivo por tanto tempo, que chegou à idade adulta. Poré, pelas mesmas razões, eu desisti daquela que seria a minha primeira namorada – naturalmente, se eu insistisse e vencesse, não poderia ter certeza sobre a direção de seu pensamento. A adolescência passou e eu não tive tempo para pretender namorar outra garota.... O meu pensamento e as minhas ações estavam voltados à segurança de poder sustentar a família que eu haveria de formar. Assim, atravessei essa fase da minha vida trabalhando e estudando, pensando no futuro.

Lou: Qual a importância da família? 
Nilton: Sempre considerei a família como a célula da sociedade. Infelizmente, não consegui viver em uma família onde a coesão entre seus elementos fosse perseguida. Eu fiz o que pude pelos 3 irmãos mais novos: uma se formou em Contabilidade; outra deixou de fazer a última prova de Contabilidade porque ia se casar. E casou. Na verdade, fez um feliz casamento. O outro não gostava de estudar ou trabalhar. Não foi feliz, morrendo cedo. Até hoje invejo, no bom sentido, as famílias organizadas.

Lou: Recebi fotos suas, sempre ao lado de sua mulher, pelo mundo todo. Conte um pouco sobre suas viagens. 
Nilton: Nasci e me criei no Rio de Janeiro, mas sou um Carioca fora do esquadro, isto é, nunca fui amante de vida noturna e muito menos de freqüentar bares ou botequins, e até mesmo de torcer por algum clube de futebol. Nunca fui partícipe de grupos de “amigos” para iniciativas políticas ou religiosas. O meu maior prazer era conhecer lugares. Nos Carnavais, eu sempre saía do Rio de Janeiro e ia conhecer Saquarema, Mangaratiba ou outros lugares mais próximos. Quando casei com a Célia, encontrei uma companheira que gostava tanto de viajar quanto eu. Em nossa primeira licença prêmio, em 1985, deveríamos fazer uma viagem à Itália (seu pai era de origem italiana). Mas havia uma exposição de ciência e tecnologia no Japão e fizemos um acordo: ir à exposição. No ano seguinte viajamos para Itália e ela conheceu Bari, a cidade onde nasceu seu pai. Depois, em outras ocasiões, viajamos pra Argentina, Grécia, Portugal, Espanha, Estados Unidos, França, a antiga Rússia, etc.

Lou:Como você conheceu a Célia? 
Nilton: A Célia é formada em Pedagogia, Professora aposentada pelo Estado do Rio de Janeiro e também é aposentada do INSS, no cargo de Técnica em Assuntos Educacionais. Trabalhamos juntos em uma escola estadual e as relações profissionais resultaram em nosso casamento, levando uma vida em perfeito equilíbrio.

Lou: Quantos filhos, netos e bisnetos?
Nilton: Atualmente tenho apenas uma filha, já com 64 anos. A outra, que deveria ter 65, faleceu em virtude de doença congênita-(fragilidade capilar), quando cursava o último ano do Instituto de Educação, em 1961. Temos três netos da filha Sonia e mais uma neta portuguesa que nos escolheu para avós; mas isto é uma história que contarei à parte; quanto a bisnetos, são três brasileiros e uma portuguesa.

Lou: O sexo é primordial para uma vida saudável e mais longa? 
Nilton: Mesmo que muitos recalcitrantes não queiram tomar conhecimento, as Leis Naturais, que são comuns e imutáveis, existem, regendo tudo o que acontece no Universo. Os viciados em religião chamam a estas Leis de Leis Divinas. Dentro destas Leis nada acontece por acaso. Todo efeito tem uma causa que, sem dúvida, não será pela vontade de um dos nove milhões de deuses que os monges do Tibet já tentaram catalogar . É dentro destas Leis que os animais se perpetuam através do união sexual. Logo, enquanto o ato sexual for orientado neste sentido, será efetivamente saudável. Entretanto, sendo executado apenas por vício, desrespeitando até os instintos irracionais que atuam sempre nas épocas próprias para procriação, os animais bípedes com direito à livre arbítrio, esquecem o respeito às Leis Naturais. Na realidade, a sensibilidade cutânea (o tato) é a última a desaparecer na seqüência da vida, favorecendo a permanência da atividade sexual que, entretanto, o seu uso como hábito ou vício não traz nenhuma vantagem à saúde do corpo; ao contrário, poderá causar até o desenlace durante o ápice do ato. Há muito que se apreciar com galhardia, além daquele encontro sexual rotineiro que já se tornou vício, prejudicando a própria saúde sensorial e muito mais a extra-sensorial. Qualquer excesso é prejudicial!

Lou: Como surgiu o Nilton escritor? 
Nilton: Sempre encontrei alguma facilidade no estudo da matemática. A minha memória, todavia, sempre foi deficiente para conjugar verbos e fazer as tais análises gramaticais. Quando resolvi aprender a declinar verbos, recorri a um dicionário etimológico para saber o que significaria – subjuntivo, particípios e gerúndios. Quando descobri o dicionário etimológico, as coisas ficaram mais fáceis. Mas, sempre gostei de ler. E, para que se possa escrever, é preciso que se goste de ler. Quando trabalhei na Ind. Sofá Cama Drago, organizei um Clube Social. E, em dado momento, fui obrigado a escrever um discurso que veio a ser publicado no jornal do Clube. Mais tarde, fui convidado para escrever em um jornal editado em Jacarepaguá. Daí conheci uma Casa Racionalista e, estudando o que ali se explanava, descobri uma Pedagogia de vida que consagrei como meu "Manual de Conduta" e conquistei uma coluna mensal, intitulada “Novos Rumos para Educação”, no jornal a Razão, que ali se publicava. Escrevi durante doze anos. O primeiro volume foi escrito em português e francês com o título “O Último Minuto”, que teria sido o nome do primeiro artigo publicado naquela coluna. Os livros que publiquei foram todos, quase todos, resultados daquela coluna para divulgar a Pedagogia que, inclusive hoje, divulgo no meu site Diretrizes. Escrevi um Livro “Domínio dos Instintos” para refutar um palestrante, convidado pela Secretaria de Educação para falar sobre Educação Sexual quando pretendiam introduzir Educação Sexual, nas Escolas. Esse “orientador”, muito convencido do que explanava, disse uma frase: “todo animal domina a fêmea e o homem, como tal, terá que fazer o mesmo!!!” O palestrante havia advertido que não aceitaria apartes ou intervenções no decorrer da palestra. O primeiro e único a perguntar, logo que foi permitido, foi o Prof. Nilton Figueiredo. A pergunta: - “O senhor é a favor ou contra a prostituição?”. O palestrante dirigiu-se ao professor, perguntando: - “O senhor casou-se com flor de laranjeira?” O contra-argumento veio rápido: - “Eu fiz uma pergunta e o Sr. me responde com outra pergunta?” Ele propôs um reencontro para discutirmos o assunto e recebeu, de volta, resposta contundente: –“Não é necessário. Já concluí que o sr. é a favor da prostituição.” E, assim, nasceu o “Domínio dos Instintos”. Infelizmente, hoje, já distribuem camisinhas nas Escolas. E, na marcha acelerada que os fatos se descortinam, as Escolas terão, em breve, um orientador para escolher os “pares de almas gêmeas” que receberão do orientador as aulas práticas de atividade sexual. – Evitando-se a gravidez vale tudo!! Não escrevi livro sobre histórias ou romances, sou voltado como educador para Julio Ribeiro, a quem "O homem que se sabe servir da pena, que pode publicar o que escreve e que não diz a Verdade, deixa de cumprir um dever, comete o crime de covardia, é mau cidadão.

Lou: Quantos livros você escreveu? Fale sobre eles. 
Nilton: Os livros que escrevi nunca foram distribuídos para as livrarias; eles foram editados pelo Centro Redentor, uma organização que freqüentei dos 18 aos 81 anos. De 1986 a 1998, escrevi cerca de 14 livros, todos editados por e para aquela organização, que distribuía as suas filiais; com exclusão do “Último Minuto”, que editei, por conta própria, o primeiro milheiro. Depois de 1998 editei “Diretrizes no Milênio da Globalização”, edição diminuta com que compareci à Segunda Bienal do Livro, acompanhado do “Domínio dos Instintos”. Como tenho uma boa impressora e alguma habilidade. me distraio editando o material que escrevo ou que seleciono. Agora estou elaborando “Clássico de Diretrizes”. O objetivo será sempre o mesmo: divulgar a Pedagogia que conheci aos 18 anos e que matematicamente funcionou e funciona até o presente (90 anos), podendo estar nesta entrevista com saúde sensorial, e muito mais extra-sensorial, desfrutando de toda a felicidade permissível nesta babel em que estagiamos.

Lou: Qual a receita para chegar aos 90 anos lúcido e feliz? 
Nilton: É evidente que não sou nenhum sujeito com predicados especiais, nem predestinado; apenas tive a sorte de conhecer uma Pedagogia que transformei em um Manual de Conduta, que procuro seguir o mais rigorosamente possível. 

Para melhor poder cuidar da saúde, procurei conhecer a fitoterapia e adotei o valor das ervas medicinais para sustentar a saúde que sempre tive; entretanto, se cuidar da saúde do corpo, de vida efêmera, é importante, muito mais importante será cuidar dos elementos que compõem a Força Vital que está eternamente em estado evolutivo. É preciso saber pensar, raciocinar, ponderar e, com moderação, filtrar as vibrações sadias que deverão constantemente revitalizar os sentimentos nobres éticos e morais, apontados neste Manual de Conduta, cuja eficiência foi solidamente testada no decorrer desta maratona dos 90. Esta receita, se assim quisermos julgar, nós a colocamos disponível de forma Universal, 24 horas por dia através da Internet, conforme predispõe a própria Pedagogia apontada.

Lou: Qual a mensagem que você manda para aqueles que se encontram descrentes em relação à vida? 
Nilton: “A vida é luta renhida, que aos fracos abate”: o poeta identificou a verdade. Em todo Universo a luta é constante. Só os fracos podem dar guarida à indolência, se deixando abater pela descrença. Os degraus da vida terão que ser galgados com o esforço individual e jamais alguém poderá deixar de vencê-los, sendo fácil concluir, que se não está encontrando facilidade para viver, convença-se de que o caminho da vida terá que ser percorrido inevitavelmente por todos; trate de trabalhar, estudar e aprender a pensar, deslumbrando o único caminho saudável a ser percorrido.

Lou: Qual a sua mensagem para os "velhos amigos"? 
Nilton: Graças a Heinrich Hertz, autor das “ondas hertzianas”, temos uma didática especial para esta resposta. Sabemos que cada estação transmissora manda para o ar seus programas, com uma força determinada de hertz ganhando uma identificação. Pela sua potencialidade hertziana a transmissão poderá ser AM ou FM. O site “VELHOS AMIGOS”, pela qualidade de sua própria estrutura e pelo conteúdo que divulga, coloca-se acima de qualquer FM e reflete os valores dessas vibrações sobre todos os seus sintonizadores a sensação de prazer, conforto e sabedoria. É, portanto, um trabalho meritório e, por assim ser, considerando que o site “DIRETRIZES PARA TODOS” já foi assim classificado pela GNO, Organização Internacional conhecida, gostaríamos de sugerir ao “Velhos Amigos” abrir uma frente de luta para conquistar um espaço em uma das TVs, para colocar, à disposição de um público maior, o nosso trabalho. Aos ‘velhos amigos’ podemos dizer que nos orgulhamos pelo trabalho que realizamos.

 

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