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OSCAR NIEMEYER
publicado em: 01/02/2017 por: Lou Micaldas

"Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida.
De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein". Oscar Niemeyer

 
Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1907 e faleceu em 5 de dezembro de 2012.

Formou-se em arquitetura em 1934, pela Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Naquele período, frequentou o escritório de Lucio Costa. Em 1936, integrou a comissão formada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, sob supervisão de Le Corbusier, de quem foi assistente, como desenhista, durante sua estada de três semanas na cidade. Apresentou a solução adotada na construção do edifício, baseada no primeiro projeto do arquiteto suíço.

Entre 1940 e 1944, projetou, por encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, o conjunto arquitetônico da Pampulha, que se tornou um marco de sua obra. Em 1947, foi convidado pela ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, foi escolhido como base do plano definitivo.

No Rio de Janeiro, em 1955, fundou a revista Módulo. Em 1956, iniciou, a convite do presidente da República, JK, colaboração na construção da nova capital, cujo plano urbanístico foi confiado a Lucio Costa. Em 1958, foi nomeado arquiteto-chefe da nova capital e transferiu-se para Brasília, onde permaneceu até 1960. Em 1972, abriu um escritório em Paris.

Autor de extensa obra no Brasil, realizou, também, grande número de projetos no exterior, como a sede do Partido Comunista Francês, em Paris, 1967; a Universidade de Constantine, na Argélia, 1968; a sede da Editora Mondadori, em Milão, 1968. Teve sua obra exposta em mostras individuais, como Oscar Niemeyer, L'Architecte de Brasília, no Musée des Arts Décoratifs, Paris, 1965; Oscar Niemeyer 80 Anos, no MAM/RJ, 1987; Oscar Niemeyer: escultura, no MAC/Niterói, 1999, entre outras; e coletivas como From Aleijadinho to Niemeyer, no Salão de Exposições da ONU, Nova York, 1983, e Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal, São Paulo, 1984.

Recebeu, entre muitas outras homenagens e distinções, a Ordem de Comendador das Artes e Letras e a Medalha de Ouro da Academia de Arquitetura de Paris, 1982; o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de São Paulo, 1995; e o Prêmio Leão de Ouro, na 6ª Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza, 1996.

Vida pessoal - Em 1928, casou-se com Annita Baldo com quem teve somente uma filha, Anna Maria Niemeyer. Niemeyer teve cinco netos, 13 bisnetos e quatro trinetos. Segundo depoimento do arquiteto, foi o casamento que o fez compreender a responsabilidade e o direcionou para o trabalho com seriedade. A união durou 76 anos. Viúvo aos 98, casou-se pela segunda vez com Vera Lúcia Cabreira, de 60. Vera trabalha desde 1992 como secretária de Niemeyer, num predinho na avenida Atlântica, em Copacabana, com vista para o mar. Antes, já o conhecia por vender publicidade para a revista "Módulo", criada e dirigida por Niemeyer.

Ateu, desde criancinha e apreciador de boas cigarrilhas, Oscar Niemeyer também colaborou na manutenção do líder comunista Luís Carlos Prestes, que não dispunha de renda própria na velhice. Vale lembrar que ambos se desligaram do PCBão em 1990, por discordar dos rumos que a agremiação tomava. Para tanta longevidade, o arquiteto tem uma máxima: "Como o tempo tenta nos enfraquecer."
 
Fonte: Itaú Cultural
 

OBRAS DE NIEMEYER
Assista aos vídeos abaixo e conheça a trajetória arquitetônica do nosso gênio.

 

 

 

 

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