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RONALDO FENÔMENO
publicado em: 30/12/2016 por: Lou Micaldas

"...Quero agradecer a toda a torcida brasileira que vibrou comigo, que torceu por mim, que chorou comigo quando eu chorei, que caiu junto comigo quando eu caí, mas dessa torcida em especial eu quero agradecer à torcida do Corinthians, porque eu nunca vi uma torcida tão empolgante, tão apaixonada, tão entregue assim a um time de futebol."
Data de Nascimento: 18/09/1976
Nome Completo: Ronaldo Luís Nazário de Lima
Local de Nascimento: Bento Ribeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Altura: 1,83m
Peso: 90 kg
Posição: Atacante
Apelido(s): Ronaldo, Fenômeno

Informações do Clube:
Clube Atual: Corinthians (a partir de 2009)

Clubes anteriores: Cruzeiro (1993-1994), PSV Eindhoven (1994-1996),
Barcelona (1996-1997), Inter de Milão (1997-2002), Real Madrid (2002-2007), Milan - 2007-2008, Corinthians - a partir de 2009

Seleção: Brasil

Divisões de Base: Social Ramos (1990-1991), São Cristóvão (1991-1993)

Ronaldo Luís Nazário de Lima, mais conhecido simplesmente como Ronaldo, é um atacante brasileiro que já atuou pelo Corinthians, Cruzeiro, PSV, Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid e Milan. Participou de quatro Copas do Mundo pela seleção brasileira, conquistando duas vezes o título e terminando uma vez na segunda colocação. Ele é o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 15 gols marcados em três edições. Ronaldo também ganhou o prêmio Bola de Ouro, como melhor jogador do mundo, por três vezes, em 1996 (com 20 anos), 1997 e 2002. Pelé nomeou Ronaldo como um dos 125 melhores jogadores de futebol da história. Também em 1997, ele recebeu o apelido de Il Fenomeno (O Fenômeno), quando atuava pela Inter de Milão.

História - Nascido em Bento Ribeiro, um bairro pobre do Rio de Janeiro, Ronaldo Luís Nazário de Lima provavelmente não pensaria que um dia seria chamado de Ronaldo, O Fenômeno. Mas rapidamente seu talento desabrochou e o mais jovem de três irmãos ganhou fama internacional.

Ronaldo começou jogando futsal com pouca idade em pequenos clubes no Rio de Janeiro. O jogo rápido em uma quadra pequena ajudou a desenvolver uma técnica e controle de bola como nenhum outro. Logo, Ronaldo fez a mudança para o gramado, jogando nas categorias de base do São Cristóvão, um pequeno clube da cidade.

Em 1993, com 16 anos, assinou seu primeiro contato profissional com o Cruzeiro. Com 59 partidas disputadas pelo clube mineiro, Ronaldo marcou 57 gols. Suas duas partidas mais impressionantes foram contra o Bahia, na qual marcou 5 dos 6 gols de seu time na goleada por 6 a 1, e quando marcou três gols contra o rival Atlético-MG.
Essas boas atuações deram ao jogador de 17 anos a vaga de mais jovem atleta integrante da seleção nacional que ganhou a Copa do Mundo de 1994. Ele ficou no banco de reservas durante toda a competição, mas as suas qualidades não foram ignoradas pelos clubes europeus, e logo após a Copa do Mundo ele assinou com o PSV Eindhoven da Holanda.

O sucesso continuou quando Ronaldo marcou 66 gols em 71 partidas, ajudando o PSV a ganhar a Copa da Holanda, em 1995. Ronaldo também foi artilheiro do Campeonato Holandês naquela temporada.

Os zagueiros o temiam. Os torcedores o adoravam.

Conquistando a Europa - Em 1996, Ronaldo foi comprado pelo Barcelona para preencher a vaga deixada por outro atacante brasileiro, o Romário. Em dez meses de Barcelona, Ronaldo marcou 34 gols em 37 jogos e conquistou a Copa do Rei, a Supercopa da Espanha e a Re-Copa da Europa. Foi também na Espanha que Ronaldo criou a sua comemoração de avião. Com todos os méritos, Ronaldo foi eleito o melhor jogador do mundo durante dois anos consecutivos, em 1996 e 1997.

Por ter sido uma criança muito magra, foi apelidado de Ronaldinho por muitos anos, mas mudou completamente seu porte físico quando, em 1997, se transferiu para a Inter de Milão. Ronaldo tinha 21 anos quando todo o seu talento, velocidade e habilidade fizeram com que a fanática imprensa italiana o apelidasse de “Fenômeno”.
Sua primeira partida pelo time azul e preto foi um amistoso contra o Manchester United e atraiu mais de 60 mil torcedores ao estádio Giuseppe Meazza. Os gols de Ronaldo permitiram à Inter de Milão conquistar a Copa da UEFA, em 1998.

Tragédia da Copa do Mundo - Nesse mesmo ano, Ronaldo era a maior estrela da seleção brasileira que foi para a Copa do Mundo, na França, defender seu título. Ronaldo anotou quatro gols no torneio, mas o que realmente marcou a sua participação na competição não foram os gols.

Doze de julho de 1998 é um dia que dificilmente será esquecido por Ronaldo e seus fãs. Poucas horas antes da final da Copa do Mundo e da chance de erguer o troféu novamente ocorreu um fato dramático: Ronaldo sofreu uma ainda misteriosa convulsão. O técnico brasileiro Mario Zagallo insistia em começar o jogo com Ronaldo em campo, e uma atordoada e irreconhecível seleção brasileira foi facilmente derrotado por 3 a 0 pela França de Zidane. Mas o pior ainda estava por vir.

Primeira contusão no joelho - Em novembro de 1999, Ronaldo sofreu uma contusão no joelho durante a partida entre Inter de Milão e Lecce. Cinco meses depois, ele retornou contra a Lazio, e apenas 7 minutos depois, machucou o mesmo joelho novamente, porém de uma forma muito mais grave, e dessa vez poderia ficar de fora do futebol por até 1 ano e 5 meses. Para muitos críticos, esse era o fim do Fenômeno. Ele tinha apenas 24 anos na época.

O Retorno - O técnico Luis Felipe Scolari surpreendeu muitos críticos quando em 2002 decidiu convocar Ronaldo para a seleção que iria viajar para a Copa do Mundo da Coréia-Japão. Muitos preferiam ver Romário como o atacante do time, e consideravam Ronaldo fora de forma e acabado para o futebol.

Durante a Copa, Ronaldo provou ao mundo o contrário. Com oito gols no torneio, ele não só se tornou o artilheiro como também ajudou seu time a conquistar a sua quinta Copa do Mundo. O Fenômeno estava de volta!

Novamente eleito o melhor jogador do mundo no ano de 2002, Ronaldo se viu em uma polêmica transferência para o Real Madrid. A transação custou cerca de 39 milhões de Euros aos cofres dos Merengues. Lá jogou com Zidane, e juntos ajudaram o time a conquistar o Campeonato Espanhol, com Ronaldo sendo o artilheiro da competição.

A próxima temporada não foi boa para o Real Madrid. O time contava agora com Roberto Carlos, Raul, Luis Figo, David Beckham, Ronaldo e Zidane como estrelas, mas os “Galácticos” – como eram conhecidos – falharam na tentativa de conquistar qualquer título, e algumas contusões musculares acabaram abalando o relacionamento entre Ronaldo e o clube. Mesmo com todos os problemas, o Fenômeno disputou 127 partidas pelo Real Madrid e marcou 83 gols.

A Copa do Mundo de 2006 foi marcante para Ronaldo. Mesmo com o Brasil não passando das quartas-de-final ao ser derrotado pela França por 1 a 0, os três gols de Ronaldo na competição deram a ele o título de maior artilheiro de todos os tempos em Copas do Mundo, com um total de 15 gols em 4 participações.

Milan e o novo drama - Em janeiro de 2007, Ronaldo começou a negociar sua transferência para o Milan, mas o Real Madrid não queria liberar o atacante até o final de seu contrato. Após algumas semanas de conversas com os diretores do Real, um acordo foi alcançado. Ronaldo concluiu a sua transferência para os Rossoneri no dia 30 de janeiro e recebeu a camisa de número 99.

Os primeiros meses em Milão foram ótimos para Ronaldo. Em seu segundo jogo pelo Milan, ele marcou dois gols e deu assistência para um terceiro na vitória de seu time sobre o Siena por 4 a 3. Parecia que Ronaldo seria o substituto ideal para o ucraniano Shevchenko, que havia sido negociado com o Chelsea, e o brasileiro Ricardo Oliveira, que não produziu o esperado. Mas as coisas começaram a dar errado quando no aquecimento para o jogo contra o Benfica, Ronaldo sofreu uma contusão muscular.
 
A contusão causou preocupação ao clube italiano, e provocou um interesse do Flamengo em contratar Ronaldo. O jogador é um torcedor declarado do Rubro-negro carioca e sua negociação com o clube parecia concretizada, quando o Milan confirmou que renovaria o contrato com Ronaldo até junho de 2008.

No dia 12 de janeiro de 2008, Ronaldo jogou uma partida memorável, e junto com Kaká e a nova estrela Alexandre Pato, ajudaram o Milan a bater o Napoli por 5 a 2. Ronaldo marcou dois gols na partida. Mas um mês depois, em uma partida contra o Livorno, o Fenômeno encarou o seu pior pesadelo novamente: uma ruptura no tendão patelar do joelho esquerdo, a mesma contusão que Ronaldo teve em 1999 e 2000 quando atuava pela Inter de Milão.

Corinthians - No dia 9 de dezembro a diretoria do Corinthians anunciou a contratação de Ronaldo para 2009. Depois de quase dois meses de treinos intensos e algumas polêmicas, o jogador estreou pela equipe num jogo em Itumbiara, Goiás, pela Copa do Brasil. Jogou poucos minutos e não marcou gols.

Dias depois, no entanto, no dia 8 de março de 2009, em Presidente Prudente, Ronaldo fez história de novo ao entrar contra o Palmeiras no clássico, quando o Corinthians perdia por 1 x 0. Fez quatro boas jogadas incluindo o gol, de cabeça, aos 47 minutos, que decretou o empate para delírio da torcida corintiana.

Prêmios e Títulos - Cruzeiro, Copa do Brasil: 1993, PSV Eindhoven, Copa da Holanda: 1995/1996, Barcelona, Copa dos Campeões de Copas: 1996/1997, Copa do Rei: 1996/1997, Inter de Milão, Copa da UEFA: 1997/1998, Real Madrid: Copa Intercontinental: 2002, Campeonato Espanhol: 2002/2003, Supercopa da Espanha: 2003, Seleção brasileira: Campeão da Copa do Mundo: 1994, 2002, Vice-campeão da Coa do Mundo: 1998, Copa América: 1997, 1999, Copa das Confederações: 1997.

Prêmios Pessoais: FIFA Melhor jogador do mundo: 1996 (vencedor mais jovem), 1997, 2002
Melhor jogador do mundo: 1996 (vencedor mais jovem), 1997, 2002
Melhor jogador da Europa (Bola de Ouro): 1997 (vencedor mais jovem), 2002
Onze d'Or: 1997, 2002
UEFA Jogador mais valioso - 1998
UEFA Club Football Awards: Melhor atacante - 1998
FIFA Seleção da Copa do Mundo: 1998, 2002
Bota de Ouro da Europa: 1997
Copa América: 1999: Artilheiro
Melhor jogador do Campeonato Espanhol: 1996-1997, 2003-2004
Melhor jogador do Campeonato Holandês: 1994-1995
Melhor jogador da Copa Intercontinental: 2002
BBC Personalidade esportiva do ano: 2002
Prêmio GoldenFoot: 2006

Embaixador das Nações Unidas
Em 2000, Ronaldo aceitou o convite das Nações Unidas para se tornar o Embaixador da Boa Vontade. Ele visitou muitos países vítimas da guerra, sempre com a função de conversar com seus líderes para tentar pôr um fim aos conflitos em nome daqueles que mais sofrem: os pobres e as crianças. “Ninguém deveria ser condenado a uma vida de pobreza, seja por nascimento ou em consequência das guerras”, disse o Embaixador Ronaldo.

DESPEDIDA DO "FENÔMENO"
Foram 18 anos de muitos gols, lindas jogadas, títulos, graves lesões, voltas por cima quase milagrosas, excessos fora de campo, luta contra a balança, três prêmios de melhor do mundo, idolatria internacional, duas Copas vencidas, duas perdidas, ambas com polêmicas ... Enfim, Ronaldo está longe de ser um jogador qualquer e sua despedida não poderia passar em branco.

Ronaldo chegou à sala de entrevistas, no dia 14/02/2011, às 13h, para confirmar o fim da sua carreira e num discurso de aproximadamente 15 minutos, encerrou oficialmente sua trajetória como jogador de futebol.

Ronaldo afirmou que o principal motivo de ter, em suas palavras, 'antecipado o fim da carreira', foi a sequência de lesões em diversos músculos das duas pernas, e revelou que há quatro anos descobriu ter hipotireoidismo, e que por não poder tomar os devidos remédios, que o fariam ser pego no antidoping, acabou ganhando bastante peso recentemente.

- Muitos aqui agora talvez estejam arrependidos de terem feito chacota do meu peso, e eu não guardo mágoa de ninguém - disse Ronaldo, que se emocionou em alguns momentos, principalmente ao falar do Corinthians.
 
Confira a íntegra do pronunciamento:
"Como vocês devem imaginar, estou aqui para... Fiz uma cola tremenda e não vou conseguir falar nada. Eu vim aqui para falar hoje que estou encerrando minha carreira como jogador profissional e dizer que essa carreira foi linda, foi maravilhosa, foi emocionante, tive muitas derrotas, infinitas vitórias, fiz muitos amigos, não lembro de ter feito nenhum inimigo... enfim, estou antecipando o fim da minha carreira por alguns motivos importantes.

Todos sabem aqui do meu histórico de lesões. Tenho tido nos últimos dois anos uma sequência muito grande de lesões que vão de um lado para o outro, de uma perna para a outra, de um músculo para outro, e essas dores me fizeram antecipar o fim da minha carreira.

Há quatro anos, no Milan, eu descobri que sofria de um distúrbio que se chama hipotireoidismo. É um distúrbio que desacelera o seu metabolismo, e que para controlar esse distúrbio eu teria que tomar alguns hormônios que não são permitidos no futebol porque seria doping. Muitos aqui agora talvez estejam arrependidos de terem feito chacota do meu peso, e eu não guardo mágoa de ninguém.

Tenho muitos agradecimentos a fazer aqui. A todos os clubes por que eu passei: São Cristóvão, Cruzeiro, PSV, Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid, Milan. Ao Corinthians, eu agradecerei daqui a pouquinho. Quero agradecer a todos os jogadores que jogaram comigo, que jogaram contra, os que foram leais, aqueles que foram desleais, treinadores com os quais tive grande relação, com outros também que tivemos alguma divergência de opiniões profissionais. Agradecer aos meus patrocinadores: em primeiro lugar, agradecer à Ambev e à Nike que estão comigo desde que eu tenho 17 anos de idade, que acreditaram em mim e que me suportaram durante toda a minha carreira, e que com certeza continuaremos ainda juntos em outros projetos.

Quero agradecer à Claro, que é meu patrocinador atual, por ter acreditado em mim também, mas principalmente agradecer à Hypermarcas, que bancou realmente esse projeto do Corinthians. Projeto que idealizamos, eu e o presidente, num café da manhã no Rio de Janeiro, onde o Fabiano Farah, que durante nove anos foi o meu agente, discutia detalhes com o Luiz Paulo Rosenberg, que é o diretor de marketing do Corinthians. Daí entramos, eu e o presidente, para tomar um café, apertamos a mão e falamos que dali em diante eu seria do Corinthians, que ele poderia trazer o contrato, que se fosse em branco eu assinaria. Isso aconteceu porque nos primeiros cinco meses nós não tivemos um patrocinador forte, até que chegou a Hypermarcas e acreditou no nosso projeto, e está com a gente até hoje.

Quero agradecer à minha família, quero agradecer a todos os críticos em geral, todos vocês que enfim me criticaram e que me ajudaram a ser mais forte em cada momento da minha vida.

Quero agradecer a toda a torcida brasileira que vibrou comigo, que torceu por mim, que chorou comigo quando eu chorei, que caiu junto comigo quando eu caí, mas dessa torcida em especial eu quero agradecer à torcida do Corinthians, porque eu nunca vi uma torcida tão empolgante, tão apaixonada, tão entregue assim a um time de futebol.

É certo também que em algumas vezes essa cobrança por resultados faz dessa torcida também um pouco agressiva, um pouco fora do controle. Em outras entrevistas eu falei que eu não imaginava realmente ter vivido sem o Corinthians. Quero agradecer ao presidente, e pedir desculpas, publicamente, por ter fracassado no projeto Libertadores (recebe um afago de Andrés Sanchez). Dizer que você é meu irmão, e que a história aqui foi linda, foi maravilhosa, que continuarei ligado e vinculado ao clube da maneira que você quiser, presidente.

Muitas vezes vocês vão me ver no estádio torcendo pelo Corinthians. Tenta fazer um jogo da velha aqui. Estarei... Eu vou... Eu estava muito pior até ali, na hora em que eu fui falar com os jogadores, quero agradecer a todos eles, o Tite, por cada minuto e cada segundo que estive com eles. E que como eu sempre fiz desde o primeiro dia em que cheguei aqui, foi que nos momentos mais difíceis eu vou entrar na frente deles para receber todo e qualquer bombardeio. Agora farei do lado de fora, talvez com menos força, porque a minha força sempre foi responder tudo dentro de campo.

O meu futuro já está bem organizado, vou me dedicar à minha agência, daqui a algum tempo eu vou organizar a 'Fundação Criando Fenômenos'. E é isso."

Fonte: O Globo, Rede Globo e Planeta Bola

 

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