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INFORMAÇÃO / HORA DA MÚSICA

ALCIONE
publicado em: 12/02/2016 por: Netty Macedo

Alcione Nazaré nasceu em São Luís, MA, em 21 de novembro de 1947.

O pai, João Carlos Dias Nazareth, foi mestre de banda da Polícia Militar de São Luís do Maranhão e professor de música. Foi ele quem lhe ensinou, ainda cedo, a tocar diversos instrumentos de sopro, como o clarinete, que começou a estudar aos 13 anos. Com essa idade, tocava e cantava em festas de amigos e familiares.

Sua primeira apresentação foi aos 12 anos, na Orquestra Jazz Guarani, da qual seu pai era integrante. Certa noite, o crooner da orquestra ficou rouco, sendo substituído pela menina, que, mais tarde, ficou conhecida como "Marrom". Na ocasião cantou com sucesso a música "Palma branca" e o fado "Ai, Mouraria".

Formou-se como professora primária e continuou a se dedicar à música, tendo apresentado-se na TV do Maranhão, nos anos de 1965 e 1966.

Em 1968 mudou-se para o Rio de Janeiro indo trabalhar em uma loja de discos.

Começou cantando na noite, levada pelo cantor Everardo, que ensaiava no Little Club, boate situada no conhecido Beco das Garrafas, reduto histórico do nascimento da bossa nova, em Copacabana.

Destacou-se ao vencer as duas primeiras eliminatórias do programa "A Grande Chance", de Flávio Cavalcanti. Nessa mesma época, assinou o primeiro contrato profissional com a TV Excelsior, apresentando-se no programa "Sendas do Sucesso". Depois de seis meses nessa emissora, realizou uma turnê de quatro meses pela América Latina.

Em 1970, viajou também à Europa, onde ficou por dois anos, principalmente na Itália. Nessa época, costumava apresentar-se com o cantor Emílio Santiago, na boate "Preto 22", de Flávio Cavalcanti, em Ipanema, Rio de Janeiro.

Em meados dos anos 70, foi para São Paulo apresentar-se no "Blow-up", onde conheceu o cantor Jair Rodrigues, que a levou para a gravadora PolyGram, na qual no ano de 1972 gravou o primeiro compacto simples, no qual constavam "Figa de Guiné" (Reginaldo Bessa e Nei Lopes) e "O sonho acabou".

Fonte: Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira

CANTE COM ALCIONE

ESTRANHA LOUCURA

Minha estranha loucura
É tentar te entender e não ser entendida
É ficar com você
Procurando fazer parte da tua vida
Minha estranha loucura
É tentar desculpar o que não tem desculpa
É fazer dos teus erros
Num motivo qualquer a razão da minha culpa
Minha estranha loucura
É correr pros teus braços quando acaba uma briga
Te dar sempre razão
E assumir o papel de culpada bandida
Ver você me humilhar
E eu num canto qualquer
Dependente total do teu jeito de ser
Minha estranha loucura
É tentar descobrir que o melhor é você
Eu acho que paguei um preço por te amar demais
Enquanto pra você foi tanto fez ou tanto faz
Magoando pouco a pouco
Me perdendo sem saber
E quando eu for embora o que será que vai fazer?
Vai sentir falta de mim
Sentir falta de mim
Vai tentar se esconder
Coração vai doer
Sentir falta de mim...

A LOBA

Composição: Paulinho Rezende e Juninho Peralva
Sou doce, dengosa, polida
Fiel como um cão
Sou capaz de te dar
Minha vida...

Mas olha
Não pise na bola
Se pular a cêrca
Eu detono
Comigo não rola...

Sou de me entregar
De corpo e alma na paixão
Mas não tente nunca
Enganar meu coração
Amor prá mim
Só vale assim
Sem precisar pedir perdão...

Adoro sua mão atrevida
Seu toque, seu simples olhar
Já me deixa despida
Mas saiba que eu
Não sou boba
Debaixo da pele de gata
Eu escondo uma loba...

Quando estou amando
Eu sou mulher de um homem só
Desço do meu salto
Faço o que te der prazer
Mas, oh! meu rei
A minha lei
Você tem que saber...

Sou mulher de te deixar
Se você me trair
E arranjar um novo amor
Só pra me distrair...

Me balança mas não me destrói
Porque chumbo trocado não dói
Eu não como na mão
De quem brinca
Com a minha emoção...

Sou mulher capaz de tudo
Prá te ver feliz
Mas também sou de cortar
O mal pela raiz...

Não divido você com ninguém
Não nasci prá viver num harém
Não me deixe saber
Ou será bem melhor prá você
Me esquecer...

Adoro sua mão atrevida
Seu toque, seu simples olhar
Já me deixa despida
Mas saiba que eu
Não sou boba
Debaixo da pele de gata
Eu escondo uma loba...

Quando estou amando
Eu sou mulher de um homem só
Desço do meu salto
Faço o que te der prazer
Mas, oh! meu rei
A minha lei
Você tem que saber...

Sou mulher de te deixar
Se você me trair
E arranjar um novo amor
Só prá me distrair...

Me balança mas não me destrói
Porque chumbo trocado não dói
Eu não como na mão
De quem brinca
Com a minha emoção...

Sou mulher capaz de tudo
Prá te ver feliz
Mas também sou de cortar
O mal pela raiz...

Não divido você com ninguém
Não nasci prá viver num harém
Não me deixe saber
Ou será bem melhor prá você...

Sou mulher capaz de tudo
Prá te ver feliz
Mas também sou de cortar
O mal pela raiz...

Não divido você com ninguém
Não nasci prá viver num harém
Não me deixe saber
Ou será bem melhor prá você
Me esquecer...

GOSTOSO VENENO

Este amor
Me envenena
Mas todo amor
Sempre vale a pena
Desfalecer de prazer
Morrer de dor
Tanto faz
Eu quero é mais amor...

E este amor
Me envenena
Mas todo amor
Sempre vale a pena
Desfalecer de prazer
Morrer de dor
Tanto faz
Eu quero é mais amor...

A água da fonte
Bebida na palma da mão
Rosa se abrindo
Se despetalando no chão
Quem não viu e nem provou
Não viveu, nunca amou...

Se a vida é curta
E o mundo é pequeno
Vou vivendo
Morrendo de amor
Aaaai!
Gostoso Veneno...

Esse amor
Me envenena
Mas todo amor
Sempre vale a pena
Desfalecer de prazer
Morrer de dor
Tanto faz
Eu quero é mais amor...(2x)

A água da fonte
Bebida na palma da mão
Rosa se abrindo
Se despetalando no chão
Quem não viu e nem provou
Não viveu, nunca amou...

Se a vida é curta
E o mundo é pequeno
Vou vivendo
Morrendo de amor
Aaaai!
Gostoso Veneno...(2x)

MEU ÉBANO

(NenÉo - Paulinho Rezende)
É você é um negão de tirar o chapéu!
Não posso dar mole senão você, creo
Me ganha na manhá e papau leva meu coração

É, você é um ébano lábios de mel
Um príncipe negro feito a pincel
É só melanina cheirando a paixão
É, será que eu cai na sua rede ainda não sei
Sei não, mas to achando que já dancei
Na tentação da sua cor
Pois é, me pego toda hora querendo te ver
Olhando pras estrelas pensando em você
Negão eu to com medo que isso seja amor

Moleque levado sabor de pecado menino danado
Fiquei balançada confesso quase perco a fala
Com seu jeito de me cortejar, que nem mestre sala
Meu preto ritinto malandro distinto
Será que é instinto, mas quando te vejo
Me enfeito, me vejo - retoco o batom a sensualidade
Da raça é um dom é você meu ébano e tudo de bom.

NÃO DEIXE O SAMBA MORRER

Quando eu não puder
Pisar mais na avenida
Quando as minhas pernas
Não puderem agüentar
Levar meu corpo
Junto com meu samba
O meu anel de bamba
Entrego a quem mereça usar

Eu vou ficar
No meio do povo, espiando
Minha escola
Perdendo ou ganhando
Mais um carnaval
Antes de me despedir
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final

Antes de me despedir
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final

Não deixe o samba morrer
Não deixe o samba acabar
O morro foi feito de samba
De Samba, prá gente sambar...

GAROTO MAROTO

Você faz de conta
Que quer meu perdão
Mas depois apronta
No meu coração...

Desarruma tudo
Fazendo arruaça
Me põe quase louca
De tanta pirraça
Com os carinhos
Que dá sem favor
Tira meu escudo
Me põe indefesa
Me deixa acesa
Com água na boca
Carente de amor...

Garoto Maroto!
Travesso no jeito de amar
Faz de mim
Seu pequeno brinquedo
Querendo brincar
Garoto!
Vem amor!
Vem mostrar o caminho
Da doce ilusão
Só você pode ser
A criança do meu coração
Garoto!
Garoto Maroto!
Travesso no jeito de amar
Faz de mim
Seu pequeno brinquedo
Querendo brincar
Garoto!
Vem amor!
Vem mostrar o caminho
Da doce ilusão
Só você pode ser
A criança do meu coração!

Esta é uma página cultural para divulgar as músicas preferidas e sugeridas pelos nossos internautas, sem interesse comercial, financeiro ou econômico, pois arcamos com todas as despesas para mantê-la no ar.
Não temos patrocínio.
Tudo o que fazemos é com muito amor para os nossos "velhosamigos".
Lou Micaldas

 

Fonte: Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira

 

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